Conforme a PM, entre janeiro e agosto deste ano, nas 29 cidades, foram registrados 116 crimes violentos, que englobam os casos de homicídios, estupros, roubos, extorsões mediante sequestro, cárceres privados e sequestros. Sendo Além Paraíba a cidade com mais registros, 27, seguida por São João Nepomuceno, que teve 14 casos, porém apresentou redução de 42% em comparação com os dados de 2020.
Em relação aos casos de homicídios, foram 15 e outros seis tentativas de assassinatos nos oito primeiros meses deste ano. Em 2020, no mesmo período, foram 18 assassinatos e 13 tentativas de homicídios na região sob responsabilidade das unidades.
Ambos os batalhões também são responsáveis pelo policiamento em Juiz de Fora, que, como já noticiado pela Tribuna, apresentou queda média de 30% nos crimes violentos, este ano, no comparativo com o mesmo período de 2020.
2º Batalhão
O 2º Batalhão da PM, que fica no Bairro Santa Terezinha, região Nordeste de Juiz de Fora, é o responsável pelo policiamento nas regiões Sudeste, Nordeste, Leste e Centro de Juiz de Fora. Na região, o batalhão responde por outros 12 municípios: São João Nepomuceno, Bicas, Rio Novo, Descoberto Goianá, Pequeri, Rochedo de Minas, Chácara, Maripá de Minas, Guarará, Coronel Pacheco e Piau. Conforme o levantamento da PM, entre janeiro e agosto de 2020, foram 56 crimes violentos na região. No mesmo período deste ano, 37. As maiores quedas nos oito primeiros meses de 2021 foram observadas em Goianá (75%), que registrou quatro casos em 2020 e um este ano, e em São João Nepomuceno (63,64%), com 24 episódios de crimes violentos ano passado e 14 em 2021.
Em relação aos homicídios, a PM registrou sete casos em quatro das 12 cidades da área do 2º Batalhão. O município de São João Nepomuceno acumula quatro registros, porém, na cidade houve queda de quase 40% nos assassinatos. Em 2020 foram sete mortes, e este ano, quatro. Ocorreram homicídios também em Rochedo de Minas, Chácara e Guarará, com um caso em cada. Conforme a PM, tentativas de homicídio ocorreram apenas em São João Nepomuceno e Rio Novo, com um registro cada uma. Em 2020, foram 11 tentativas de assassinato em seis cidades.
Para o comandante do batalhão, tenente-coronel Henrique Aleixo, os bons resultados em relação aos crimes contra a vida podem ser atribuídos a um trabalho específico que está sendo feito em todas as cidades sob seu comando. “No ano passado, devido a pandemia, tivemos uma redução nos índices de criminalidade. Neste ano, mesmo com as atividades terem praticamente voltado ao normal, conseguimos manter esta queda. Aqui no batalhão, desde março, estamos fazendo um trabalho diferenciado em relação aos homicídios.
Todas as ocorrências em que o policial detecta que pode desenrolar em um homicídio posterior, como agressões, violência doméstica e atrito verbal mais grave, são encaminhadas para análise do nosso Núcleo de Prevenção de Homicídios. Após análise, é decidido quais delas serão enviados policiais para fazerem visitas e acompanhamento dos autores e vítimas. Não podemos mensurar se evitou ou não os crimes, mas os números são um indicador. Acredito que este trabalho ajudou bastante”, disse o oficial.
Furtos
Na área do 2º Batalhão, houve aumento nos casos de furtos em metade das cidades cujo policiamento é de responsabilidade da unidade. Porém, se comparar os números gerais deste ano com o mesmo período de 2020, observa-se uma queda. Foram 450 ocorrências este ano e 529 em 2020. A cidade com mais casos é São João Nepomuceno, com 118 registros, porém, houve queda de 33% de casos em relação a 2020. Em seguida, aparecem Bicas, 84 ocorrências, mas também em queda de 12%, e Rio Novo, com 70 registros, com redução de 33% dos episódios de furtos este ano. Em alta, aparecem Rochedo de Minas, que dobrou os casos entre janeiro e agosto, passando de quatro para oito, e Guarará, com aumento de 83% nos casos em 2021, subindo de 12 nos oito primeiros meses de 2020 para 22 este ano.
Em Chácara, cujo aumento foi de 41%, subindo de 42 casos entre janeiro e agosto de 2020 para 59 no mesmo período deste ano, a PM fez duas manobras consecutivas em conjunto com a Polícia Civil, entre o fim de agosto e o início de setembro, para conter o avanço. As ações culminaram com a prisão de 14 pessoas, a maioria delas reincidentes nos delitos.
O tenente-coronel Henrique Aleixo, comandante da unidade, destacou que os crimes de furto não eram um problema, mas começaram a apresentar uma elevação este ano em algumas cidades. Entre os fatores para o aumento, ele cita o atual momento econômico do país e ainda a sensação de impunidade que tem o infrator que, quando preso, não costuma ficar mais do que três meses na cadeia. “O furto é um crime que causa uma invasão de privacidade. Quando, por exemplo, seu celular é furtado, além da perda material, tem a violação da sua privacidade. Não é um crime fácil de combater, pois também é um crime de oportunidade, do autor agir por um descuido, por exemplo, e que ocorre em todo lugar. A gente tem como estratégia acompanhar os autores contumazes. Quando eles saem da prisão, somos avisados, é a forma que temos de atacar. A gente sabe que é um crime que incomoda muito, nas cidades pequenas principalmente, e é relevante para a população e está entre nossas prioridades”, comentou.
Repressão ao tráfico em São João Nepomuceno