

SEG 6 DEZEMBRO 2021 09:15 ATUALIZADO EM SEG 06 DEZEMBRO 2021 10:22
Imunizantes contra covid começaram a chegar no último dia 3/12 e serão repassados aos municípios
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) dá continuidade à maior campanha de vacinação da história e distribui. a partir desta segunda-feira (6/12), mais 812.874 doses da vacina contra a covid-19 do laboratório Pfizer e 7.500 doses de Astrazeneca.
Os imunizantes fazem parte do 71º lote enviado pelo Ministério da Saúde. As doses da Pfizer chegaram à Central Estadual da Rede de Frio na sexta-feira (3/12). A previsão é que as doses da Astrazeneca cheguem nesta segunda-feira (6/12). As vacinas serão entregues por via terrestre às Unidades Regionais de Saúde, que posteriormente as repassarão às prefeituras.
As doses de Astrazeneca devem ser administradas como reforço à população indígena com 18 ou mais anos de idade. No caso da Pfizer, desde a 69ª remessa a SES-MG deixou de especificar grupos prioritários a serem atendidos e, portanto, as doses devem ser administradas conforme a necessidade de cada município.
Clique aqui e confira o quantitativo destinado a cada município do 71º lote.
Cobertura
Até 3/12, o percentual de cobertura vacinal contra a covid-19 com a primeira dose já atingiu 90,94% da população acima de 12 anos, e a segunda dose alcançou 78,79% desse público. Minas vacinou com a dose de reforço 1.930.856 pessoas.
Acompanhe as coberturas vacinais em Minas Gerais: www.coronavirus.saude.mg.gov.br/vacinometro
Fonte: Agência Minas
Enquanto algumas cidades anunciam o cancelamento da folia, outras aguardam análises epidemiológicas
Por Cecília Itaborahy, estagiária sob supervisão de Wendell Guiducci
05/12/2021 às 07h00

Chico Buarque e Francis Hime, na música “Vai passar”, sintetizaram a emoção do carnaval e a capacidade de a festa ser, ao mesmo tempo, representação de folia e resistência contra opressores. É como se o carnaval, principalmente no contexto da música, fosse o grito de liberdade com o fim da ditadura. “E um dia, afinal/ Tinham direito a uma alegria fugaz/ Uma ofegante epidemia/ Que se chamava carnaval.” Mas e sem perspectiva alguma de festa, quando é que o carnaval vai ser o episódio catártico da vida com outras máscaras?
Assim como Juiz de Fora, uma série de cidades da região aguardam análises epidemiológicas para definir, de vez, a realização do carnaval. Na maioria delas, a resposta é que “não deve” acontecer. Só Rio Novo, Matias Barbosa, Santos Dumont e Mar de Espanha, na região, já oficializaram a não realização. Outras vezes, o questionamento é seguido de: “Tudo é uma caixinha de surpresas”. Referenciando um clássico do carnaval, que Didi e João Sérgio escreveram para a União da Ilha do Governador em 1978, poderia dizer: “Como será amanhã? / Responda quem puder / O que irá me acontecer / O meu destino será como Deus quiser.”
Atualmente, todas as cidades que compõem o Minas Consciente estão na onda verde, a mais flexível do plano. Apesar disso, a situação é instável, ainda mais com a chegada da nova variante Ômicron. Esse foi um dos motivos dados pelo prefeito de Rio Novo, Ormeu Rabello Filho (Cidadania), para o cancelamento. Em reunião com representantes de blocos e escolas de samba, ele definiu a festa como um risco à vida da população.
Aldo Torres, diretor de cultura de São João Nepomuceno, lembra que, mesmo na onda verde, atualmente só é permitida a realização de festas com 50% da capacidade dos locais e, na rua, ainda não foi liberado. Isso prejudicaria a realização do carnaval, uma vez que, de acordo com ele, a festa só será feita se a cidade puder receber turistas com normalidade. Economicamente, a folia chama atenção. Ele revela que a entrada de dinheiro nesse período é maior que o investimento, e isso significaria recuperação não só na cultura, mas na economia como um todo. Apesar disso, a cidade aguarda uma reunião no dia 15 de dezembro com o comitê da Covid-19, que reúne profissionais de diversas áreas, para dar o aval. De acordo com ele, existe 99% de possibilidade de não fazer. Mas a decisão final será tomada com base, somente, nos dados da cidade.
Cidades podem se unir para decidir
Por outro lado, outras cidades aguardam a decisão em conjunto para saber o que fazer. Alex Marigo, coordenador de cultura e turismo em Guarani e carnavalesco na Escola de Samba Turunas do Humaitá, comenta que a decisão depende da região, mas pode ser, sim, que tenha. O medo é fazer e atrair grande público, sendo que a cidade não teria estrutura física e econômica de barrar, por exemplo, pessoas sem vacinação. Ele acredita que, se tiver em outras cidades, haverá uma distribuição que permitiria a realização.
Mesmo com indecisão, vem sendo feito planejamentos para, caso seja possível, colocar os blocos e os carros alegóricos na rua. Aldo, por exemplo, diz que tem tudo planejado, porque precisa de tempo. Ele ainda fala que a decisão precisa ser tomada o quanto antes para não prejudicar as escolas de samba da cidade, que precisam se organizar. Como é o caso de Alex com a Turunas do Humaitá em Guarani.
Como um todo, as escolas foram prejudicadas pela pandemia. O dinheiro que movimenta e possibilita o desfile é fruto de eventos que acontecem ao longo do ano, além de patrocinadores e, sobretudo, “sorte”, como Alex fala. Sem tudo isso, o caixa está zerado. Por causa da Lei Aldir Blanc de apoio à cultura, a Turunas conseguiu R$ 6 mil, o suficiente para comprar as plumas para as fantasias. A situação dos materiais que a Turunas possui é “uma caixinha de surpresa”. “A gente pode abrir e ver que perdeu muita coisa. Tudo é muito incerto”, ele prossegue. Enredo já tem: “O recomeço de uma história já contada”, que, como deve ser, fala sobre o passar pela pandemia.

Grande reinado no carnaval são-joanense
O Bloco do Barril, em São João Nepomuceno, já atraiu, em uma segunda-feira de carnaval, mais de 20 mil pessoas, vindas de além das fronteiras de Minas Gerais. Desde que começou, em 1973, quem organiza o bloco é a rainha eleita. No ano de 2020, Everson Rezende foi quem recebeu a faixa. Ele fala que, no palco mesmo, já começa a pensar como vai ser o desfile do ano seguinte. Talvez esse seja o maior tempo de um reinado no bloco. Ano que vem ele completa dois anos com a coroa e sem o bloco na rua.
Exatamente por ser tradicional, é praticamente impossível sua realização nessas condições. Só o Bloco do Barril movimenta, e muito, a cadeia produtiva local, tanto cultural quanto econômica. A não realização representa perda. Mas, como envolve uma série de pessoas, é, ao mesmo tempo, arriscado. “Muitas pessoas se reestruturaram na cidade nessa época, por causa do bloco. Não fazer abala e muito a cidade como um todo, mas é a melhor escolha”, opina Everson. Seja como for, tudo já está sendo pensado para 2023, ano em que o Bloco do Barril completa 50 anos.

Em Ubá, não vai ter Embocadura
Mesmo se houver carnaval em Ubá (que ainda segue sem definição), a Philarmônica Embocadura, que desfila pela cidade há quase 70 anos, não vai sair. A família de Cecé Defelippe foi uma das que fundou o bloco. À frente da Embocadura, ele fala que não faz sentido sair e “fingir que nada aconteceu”. Ele segue: “Nossa irreverência nos mais de 60 anos de desfiles seguidos por milhares e milhares de foliões é levado a sério e nos solidarizamos aos enlutados. Voltaremos firmes com nossos músicos quando entendermos que só felicidades e folia irão atrás de nós”.

Em Rio Novo, antes mesmo do anúncio oficial de que não haverá carnaval, a organização do Bloco do Zé Pereira já tinha planejado reunião com a Prefeitura para avisar que não iria desfilar. O bloco foi fundado em 1906 e desde 1910 ocupa as ruas da cidade com os bonecões reverenciando personalidades da cidade. Rodolfo Freitas é quem, atualmente, dirige o bloco que foi tombado como patrimônio cultural imaterial no município. Ele lembra que a perda econômica também é relevante. Zé Pereira sai pelas ruas de Rio Novo antes mesmo do carnaval e, durante os finais de semana de atração, recebe muitos foliões que, por isso, movimentam a economia da cidade. O medo é que a história do bloco caia no esquecimento da nova geração de rio-novenses. Um sentimento compartilhado por outros carnavalescos, que percebem que as festas nas cidades do interior já têm atraído mais famílias que jovens e, por isso, têm adquirido novas configurações. Como será? Alex informa: “É viver para ver mesmo”.
Fonte: Tribuna de Minas
SEX 3 DEZEMBRO 2021 18:15 ATUALIZADO EM SEX 03 DEZEMBRO 2021 18:20
A não adesão familiar ainda é um dos principais fatores que impacta realização das cirurgias
A taxa de recusa familiar para doação de órgãos e tecidos em Minas Gerais permanece próxima dos 50%, e o número de transplantes realizados (até outubro foram 1.310), quando comparado a 2019, continua trajetória de queda de mais de 30%, no contexto da pandemia de covid-19.
“O cenário é o mesmo. A recusa familiar aumentou muito com a pandemia, antes era de 30%. O acolhimento hospitalar para reduzir as negativas foi impactado pelos protocolos sanitários estabelecidos para fazer frente à covid-19, e isso refletiu no comportamento das famílias doadoras”, explica o cirurgião e diretor do MG Transplantes, Omar Lopes Cançado.
Aprimoramento
Outro fator, decorrente dos novos protocolos sanitários, e que teve impacto sobre o número de transplantes realizados, foi a exclusão de todos os prováveis doadores que apresentavam algum sintoma gripal, de modo a diminuir o risco de transmissão da covid-19.
Segundo o diretor do MG Transplantes, para que o Brasil alcance resultados melhores é necessário que, junto com o crescimento da adesão familiar às doações, a identificação do potencial doador seja aprimorada. Para isso, todos os municípios deveriam ser capazes de realizar o protocolo de morte encefálica, realidade que não é vivenciada por diversas cidades brasileiras, devido à falta de equipamentos e especialistas.
Ao mesmo tempo, todos os hospitais também deveriam ser capazes de notificar o diagnóstico de morte encefálica às centrais de captação de órgãos, mas isso não ocorre. “Grande parte dos hospitais ainda não notifica. De modo geral, a notificação é muito aquém do que deveria”, frisa Lopes Cançado.
Reinserção social
Em Minas, por exemplo, a notificação é de 30 por milhão de população. O ideal é que fosse de, aproximadamente, 100 por milhão. Do mesmo modo, o número de doadores por milhão de população também fica bastante distante do ideal. Na Espanha, país que, ao lado dos Estados Unidos, serviu de modelo para o sistema brasileiro de transplantes, há 40 doadores por milhão de habitantes, em Minas, esse número, atualmente, é de 10 doadores por milhão. Antes da pandemia era de 14 por milhão de pessoas.
Omar Cançado salienta que as doenças que requerem a realização de transplantes são do tipo que limitam consideravelmente a vida das pessoas, quando não as matam. “Elas se encontram tão enfermas, que não conseguem realizar atividades simples do dia a dia. A importância da doação e do transplante é reinserir essas pessoas à sociedade”.
História singular
Na contramão do crescimento da recusa familiar, a história da musicista ucraniana Mariya Serebryakova, de 41 anos, não somente pode inspirar a adesão à doação, como também mostrar que a conscientização, a solidariedade e a empatia são bases para a mudança do cenário dos transplantes.
Masha (como era conhecida) estava no Brasil, desde 2013, na condição de refugiada humanitária, devido à guerra que já dura oito anos em sua cidade natal. Como uma das muitas consequências do conflito, ela perdeu sua nacionalidade ucraniana e não adquiriu outra.
Violinista profissional, professora de violino, russo e coreano, assim como ciclista semiprofissional, capoeirista e vegana por compaixão pelos animais, Serebryakova era, sobretudo, especialista em doar-se às pessoas. Declarou-se doadora de órgãos e também doava sangue periodicamente.
Acidente
No auge da pandemia de covid-19, impedida de trabalhar devido às restrições impostas pelos protocolos das autoridades sanitárias, que suspenderam a realização de eventos, Masha dedicou-se, de forma ainda mais intensa, ao trabalho voluntário em asilos e hospitais oncológicos, que visitava para levar música e leveza. Além disso, também encontrava disposição para percorrer, com sua bicicleta, os 16 quilômetros que separam os bairros Santo Antônio, na região Sul de Belo Horizonte, e Jardim Canadá, em Nova Lima, a fim de ajudar a preparar marmitas num projeto destinado a pessoas carentes.
Por ironia do destino, a mesma bicicleta que levava Masha a seus compromissos e lhe dava tanta alegria nas competições de velocidade e treinos, a conduziu ao fim prematuro de sua vida, em uma colisão com um ônibus. O impacto da batida causou o traumatismo raquimedular que encerrou a trajetória da quase brasileira Mariya Serebryakova (segundo os amigos, ela estava providenciando sua naturalização por se sentir brasileira), e deu lugar a uma trágica continuidade de suas ações de amor ao próximo.
Como estrangeira e sem parentes no Brasil, legalmente, ela não poderia ser submetida à cirurgia para a doação de órgãos, apesar do desejo manifestado em vida tanto aos amigos brasileiros, como à mãe idosa que vive em Donetsk, cidade ucraniana distante mais de 11 mil quilômetros da capital mineira.
Além das fronteiras
Foi necessária uma complexa articulação internacional que envolveu o Consulado da Ucrânia no Brasil, autoridades e instituições brasileiras e ucranianas, para que a mãe de Masha fosse informada do óbito da única filha e constituísse dois, dos muitos amigos de Mariya, o advogado Gabriel Guimarães e o musicista Yan Latinoff Vasconcellos, como seus procuradores para autorizar a doação dos órgãos da filha.
Entre o acidente e a declaração da morte encefálica, passaram-se três dias até a retirada dos órgãos. Seu gesto permitiu que pessoas que aguardam na fila de transplantes (atualmente são mais de 4,5 mil no estado) possam ter uma nova vida ao receber as córneas, rins, fígado e pâncreas da altruísta Mariya Serebryakova. Como bem sintetizou Yan Vasconcellos, “a doação dos órgãos da Masha foi a última etapa de uma vida de doação ao outro”.
Ainda este mês, parte de suas cinzas vão nutrir as raízes de uma árvore que será plantada pelos amigos em sua homenagem e outra parte será enviada para sua mãe na Ucrânia. “Se as pessoas soubessem a diferença que a doação de órgãos faz na vida dos transplantados, se soubessem o quão sério é o trabalho do MG Transplantes, certamente todos seriam doadores”, finaliza Gabriel Guimarães.
Fonte: Agência Minas

O sesmeiro Domingos Ferreira Marques, inspirado pela esposa Feliciana Francisca Dias, devota ao Divino Espírito Santo, doou 40 alqueires de terra para o Patrimônio de uma Capela de Aplicação, conforme escritura lavrada em 20/07/1828. Formou-se um curato e a construção de uma capela-mor foi iniciada pouco depois. A primeira Capela surgiu por volta de 1830. Posteriormente, essa Capela deu lugar a Igreja Matriz do Divino Espírito Santo, construída a partir de 1842 e finalizada em 1857.
Muitos ranchos para tropas foram levantados na pequena povoação e nas suas imediações. O primeiro rancho que deu abrigo a milhares de tropeiros e viajantes que vinham do campo para o Rio de Janeiro foi o de José Antônio, no lugar onde se denomina Extrema. O segundo foi construído no Largo da Igreja, hoje Praça do Divino. O arraial servia de parada para os deslocamentos entre o Rio e Minas. O local foi denominado Curato do Espírito Santo, que décadas depois receberia o nome de Guarará.
Em 01/01/1868, através da Lei nº 1.466, o Curato do Espírito Santo do Mar de Espanha é elevado à categoria de Paróquia, observando as mesmas divisas. Mais adiante pela Lei nº 2034 de 01/12/1873 é criada a Freguesia do Espírito Santo do Mar de Espanha. O café constituía a principal fonte de riqueza de nossas terras e tempos depois, cedeu espaço a pecuária e cana-de-açúcar.
O Distrito do Espírito Santo do Mar de Espanha foi emancipado através do Decreto nº 278 em 05/12/1890. Sua instalação administrativa ocorreu somente no ano seguinte em 01/02/1891 na casa do 2º Barão de Catas Altas (Antônio José Bastos Gomes) na Praça do Divino. Neste local atualmente funciona a Escola Municipal Ferreira Marques. Em 22/01/1891, pelo Decreto Estadual nº 343, a Vila do Espírito Santo passou a denominar-se, simplesmente, Vila do Guarará.
Segundo a Lei nº 84 de 06/06/1894 a Vila do Guarará passou a denominação de Vila do Espírito Santo do Guarará, acatada pelo Estado de Minas por sugestão do Vereador Padre Manoel José Corrêa. Essa denominação permaneceu até o final da década de 1920. A partir daí, passou a adotar novamente o termo Vila do Guarará, até meados da década de 1940, quando usou somente o vocábulo Guarará.
Conta à tradição que, o 2º Barão de Catas Altas, logo após o decreto de emancipação tinha que escolher um nome para a nova Vila. Sem tempo hábil para consultar os moradores e correligionários, veio à ideia de homenagear onde sua esposa nascera na região da Vila de Queluz (atual Conselheiro Lafaiete), porque, em sua terra de origem, havia um riacho com o nome de ‘Guarará’, na Fazenda Guarará, talvez por saudosismo, resolveu denominar o local recém-emancipado de ‘Vila do Guarará’, em substituição à Espírito Santo do Mar de Espanha.


O CIESP repassa informações claras e objetivas sobre a Covid-19 em todos os municípios consorciados.
Confira o boletim consolidado de hoje.
ESCLARECIMENTO
O Boletim de Acompanhamento Regional da Pandemia da Covid-19, publicado pelo CIESP, informa apenas casos confirmados da doença (em tratamento, curados ou que evoluíram para óbito).
Esclarecemos, ainda, que nas informações de Mar de Espanha, o número de óbitos não está incluído no total de casos positivos.
Essa informação é colhida diariamente em cada uma das Secretarias Municipais de Saúde dos entes consorciados. Deixamos claro que não menciona números referentes a casos suspeitos, em investigação ou descartados.
#MascarasParaTodos
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