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Colisão na Serra de Bicas deixa uma pessoa morta e outra ferida

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Boletim Coronavírus de Bicas e do Estado desta quarta-feira, 20/10

ESTAÇÃO SANTA HELENA – Localizada no Município de Bicas, era a primeira parada sentido a Três Rios

Matéria atualizada em 19 de outubro de 2021

bicas

Estação SANTA HELENA

pequeri

Município: Bicas

Linha de Caratinga – km 182,360 (1960)
Inaugurada em: 07 de julho de 1879
Estive no local em: 06 de agosto de 2009

Uso Atual – Demolida.

Situação Atual – Trecho declarado erradicado e sem trilhos.

Cia. União Mineira (1879-1884)

E.F.Leopoldina (1884-1975)

RFFSA (1975-1994)

HISTÓRICO:

Localizada no Município de Bicas, era a primeira parada antes de chegar à Estação de Pequeri, para quem viajava sentido ao Rio de Janeiro.

Segundo documenta o livro de Cyro Deocleciano Pessoa Jr. a Estação de Santa Helena teria sido inaugurada em 1879, mas em 13 de maio e não 7 de julho, como informam os documentos e cartas ferroviárias. Acreditamos que a inauguração oficial tenha acontecido na chegada do primeiro trem à estação, o que aconteceu em 7 de julho.

A estação era situada no pequeno povoado de Santa Helena, hoje um bairro afastado do centro urbano do Município de Bicas.

A ESTAÇÃO:

A Estação já não existe mais e sempre gerou informações desencontradas. Inclusive alguns chegaram a afirmar que não existiu o prédio, mas apenas a plataforma com uma cobertura.

Porém, existiu sim uma Estação no local!

Depois de muitos anos procurando uma foto que mostrasse a Estação de Santa Helena com mais riqueza de detalhes, eis que recebo o carinhoso convite da Escola Municipal da comunidade para participar da Feira Cultural de 2019, onde o tema foi a “História da Ferrovia em Bicas”, tema também de palestras que apresentei em todas as escolas resgatando a importância histórica da ferrovia para o nascimento de Bicas. 

Ao chegar, uma belíssima surpresa – aliás, uma não, mas duas belíssimas surpresas – dois belíssimos registros fotográficos expostos. 

O primeiro, mostrando a Estação com riqueza de detalhes. O segundo, uma bela panorâmica da comunidade vendo no alto da foto, ao centro, o outro lado da Estação, destacando o belo varandão.

Além destes, já havíamos recebido registros fotográficos de Douglas Rahanna e de João Batista Marques de Souza comprovando a existência da Estação.

Tratava-se de uma edificação onde paredes de alvenaria eram usadas apenas nas cabeceiras compondo o escritório e a sala do Chefe da Estação. A maior extensão das paredes laterais eram construídas em madeira formando o grande salão central. Este tipo de configuração foi utilizado em várias estações da Estrada de Ferro Leopoldina, citando como exemplo a estação de Roça Grande, construída nos mesmos moldes.

Como aconteceu com a maioria das estações edificadas nesta configuração, a Estação de Santa Helena também não resistiu. Hoje ela não existe mais! Não ficou nem sua antiga plataforma como registro de que um dia os trens da Leopoldina passaram por ali.

As belas fotos cedidas pelos amigos Dougla Rhanna e João Batista Marques de Souza mostram a estação com locomotiva e vagões estacionados próximo a ela.

Por fim, as fotos apresentadas na Feira Cultural completam a matéria com riqueza de detalhes. Agradeço à diretora da Escola da Comunidade de Santa Helena Gislaine por estas verdadeiras preciosidades.

A Estação e os trilhos já não existem mais, mas ainda hoje podemos encontrar na saída de Santa Helena para Pequeri, as cabeceiras de uma ponte por onde passavam os trens da Leopoldina, estruturas em pedras e cimento que resistiram firmemente ao tempo e são hoje, junto com a Casa de Turma – hoje residência familiar – os únicos vestígios de que o trem passou por Santa Helena.

O antigo leito ferroviário foi transformado em rodovia, na área urbana da comunidade e em praticamente todo o antigo trecho entre Bicas e Santa Helena.

Veja a matéria completa, inclusive, com fotos inéditas, AQUI

Boletim Coronavírus de Bicas e do Estado desta terça-feira, 19/10

Músico Salim Lamha morre aos 62 anos

Artista sofreu um infarto fulminante na noite de segunda-feira em sua casa, na cidade de Bicas

Por Tribuna
19/10/2021 às 10h14- Atualizada 19/10/2021 às 15h12

Salim Lamha é reverenciado por colegas como o grande instrumentista que foi

Um dos mais conhecidos músicos de Juiz de Fora, o guitarrista e violonista Salim Lamha foi enterrado na manhã desta terça-feira (19) no Cemitério Municipal de Bicas. O artista morreu na noite de segunda (18), aos 62 anos. Segundo o filho do artista, Gibran Lamha, ele estava em casa quando sofreu um infarto fulminante, por volta das 21h. Ele havia retornado para Bicas, sua terra natal, há pouco mais de um ano.

Para a Tribuna, Gibran Lamha destacou que seu pai participou da gravação de trabalhos de diversos artistas locais, como Dudu Lima e Cacáudio, mas não chegou a lançar álbum próprio, apesar de ter deixado a gravação de um disco com cinco músicas. Ele acrescentou, ainda, que o músico deu uma pausa na carreira musical ao se mudar para Bicas. Por mais de quatro décadas, Salim Lamha se destacou como um dos grandes nomes da música instrumental da cidade, mas também enveredou pelos mais diversos gêneros, como rock, jazz e samba, tendo participado de inúmeros grupos e projetos. Na última década, tocou com o Instrumental Nota Jazz e o Trio Anima.

Ausência lamentada, amizade celebrada

A notícia da morte de Salim Lamha foi lamentada pelos muitos amigos e parceiros musicais que fez durante a carreira, que destacaram o talento do músico, as amizades construídas ao longo dos anos, sua contribuição para a cultura e até mesmo o talento culinário.

Um desses amigos e parceiros de longa data é Cacáudio, que contou com a participação de Salim em seu álbum “Mantiqueira”. Ele lembra que conheceu o músico em 1981, em um festival vencido pelo então futuro amigo, e no qual ele mesmo ficou em terceiro lugar. “Tenho alguns amigos e irmãos nessa vida, e o Salim era um deles”, afirma Cacáudio, que antes da pandemia estava se apresentando em várias cidades da região com o Trio Anima, formado por ele, Salim e Dina Aléxia. “Desde os anos 90 passamos a tocar juntos com frequência. Ele era um cara que transmitia a alma pela música, e que merece nossa homenagem e nosso carinho.”

“(Salim) era um amigo e parceiro que vai fazer muita falta no plano físico, mas que com certeza foi recebido com muita luz, alegria e amor por Deus no plano espiritual”, diz Dudu Lima, outro parceiro de palcos e estúdio. “Tocamos juntos por muitos anos, principalmente nos último 15, depois que o Chico Curzio (morto em maio de 2020) nos convidou para um projeto. Depois, criamos um show chamado ‘Azala total’, que tinha esse nome por causa do apelido com que o tratava carinhosamente. Tempos depois, um amigo em comum disse que ‘Azala’ significava ‘força’”.

Foi a partir do apelido dado ao amigo que Dudu compôs “Azaliando”, música em homenagem ao parceiro que entrou no CD/DVD “Ouro de Minas”. “Eu me inspirei muito nas influências que tive dele, desde quando assisti ao Salim pela primeira vez no palco. Ele era de uma geração musical acima da minha, já era um músico de destaque, e depois nos tornamos grandes amigos e parceiros musicais”, relembra Dudu, que convidou Salim para participar da faixa “Trenzinho caipira” no álbum “Cordas mineiras”.

Bom nos palcos e na cozinha

Outra lembrança do artista é da época em que Salim Lamha foi o proprietário do bar Sabor das Arábias, onde diz ter passado “noites musicais memoráveis”, além da parte gastronômica. “Ele era um excelente cozinheiro”, afirma Dudu Lima. Ao mesmo tempo, ele lamenta que o amigo não tenha registrado em álbuns as suas composições. “O Salim era um super músico, um cara muito musical e que tinha composições lindas, muitas delas nós tocamos em vários festivais, como o Festival de Jazz de Ibitipoca. A gente conversava muito sobre ele gravar um álbum, infelizmente não vamos ter esse registro.” Por causa da pandemia, os contatos presenciais foram suspensos, e Dudu conta que eles conversaram por telefone pela última vez há cerca de um mês. “Desde que voltou para Bicas ele transmitia a alegria de retornar à terra natal, pois podia ficar perto da família.”

O cantor Carlos Fernando Cunha também teve a oportunidade de tocar com Salim Lamha, de quem guarda inúmeras boas lembranças. “Quando lembro dele, vem logo o seu sorriso, que era um dos maiores do mundo. Ele era um cara muito feliz e que passava essa felicidade para todos, que ajudava a todo mundo – e não apenas na música. E tinha uma cultura musical ampla, sempre fazia questão de apresentar as novidades para as pessoas.”

Apesar de Salim ser mais conhecido pelo seu trabalho na música instrumental, Carlos Fernando destaca que o músico também era artista de outros gêneros, como o samba e o rock. “Ele organizava uma roda de samba num bar em frente à Praça Armando Toschi (Maestrinho), no Jardim Glória, da qual participei muitas vezes, inclusive tocando com o Salim, que também participava dos eventos que realizávamos no mesmo local (Samba do Ministro e Ponto do Samba), fosse como público ou dando uma canja. Ele colocava a guitarra e o violão a serviço da música, independentemente do gênero, além de ser um grande compositor instrumental.”

Quanto a esse trânsito pelos gêneros musicais mais diversos, Carlos Fernando Cunha ressalta que Salim Lamha chegou a tocar em uma banda de rock progressivo na juventude e era muito fã de Led Zeppelin. “O fato de ele ser fã de rock acabava criando situações engraçadas nas rodas de samba. Quando tem aquele intervalo entre uma música e outra, em que o cantor está decidindo qual canção virá em seguida, ele começava a tocar alguma coisa, e às vezes era a introdução de ‘Stairway to heaven’, do Led Zeppelin, e o público estranhava. Outras vezes, ele começava o ‘Tema da vitória’ (trilha musical que tocava quando um brasileiro vencia na Fórmula 1), era muito engraçado.”

Assim como Dudu Lima, o cantor carioca radicado em Juiz de Fora tem lembranças da época das noites musicais no Sabor das Arábias, além dos dotes culinários do amigo falecido. “E o cara também foi atleta quando jovem, era jogador de vôlei, mostrava fotos da sua carreira esportiva sempre com muitas histórias e ‘causos’. Perdemos uma figura enorme, certamente é uma grande perda para a cena musical da cidade. Mas ficam as boas lembranças desse cara reluzente, culto, inteligente e grande instrumentista.”

Veja mais no site do jornal Tribuna de Minas

Boletim Coronavírus de Bicas e do Estado desta segunda-feira, 18/10

Covid-19/Pfizer: vacinação nesta terça, 19/10, para os agendados até 05/11

Governador Romeu Zema anuncia incorporação de abono para os servidores da Educação Básica

A partir de novembro, o 3º abono será incorporado ao vencimento básico para mais de 250 mil funcionários da educação, ativos e aposentados

No Dia dos Professores (15/10), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, anunciou que o Estado irá incorporar, a partir de novembro deste ano, o 3º abono ao vencimento básico de 254 mil servidores da Educação Básica. Do total, quase 87 mil são servidores ativos e 167 mil são inativos.

“Equilibrando as contas e arrumando a casa, estamos tirando Minas do vermelho, pagando o salário em dia, quitando férias-prêmio atrasadas e, agora, garantindo um benefício importante àqueles que dedicam a vida para educar milhões de mineiros”, destacou o governador.

Compromisso não cumprido pelo governo anterior, a incorporação do terceiro abono está prevista na Lei 21.710/2015 e é mais uma ação da atual gestão pela valorização da carreira dos profissionais da Educação no Estado. A medida implica um impacto financeiro mensal de R$ 14,5 milhões, sendo R$ 4,5 milhões na folha de pagamento dos ativos e R$ 10 milhões na dos inativos.

O ganho por servidor decorrente da incorporação depende do seu posicionamento na tabela de vencimento. Aqueles com posicionamento mais avançado, normalmente com maior tempo de serviço na carreira, terão ganho maior.

Valorização dos profissionais da Educação

Governo de Minas Gerais considera fundamental a valorização de todas as categorias do funcionalismo estadual. Na área da Educação, desde o início da gestão, em 2019, já foram nomeados 7 mil profissionais aprovados em concurso público para atuar na rede estadual. Com o compromisso de alcançar 8 mil até o final do ano, um novo lote de publicação com mais mil novas nomeações de servidores está previsto para o próximo mês.

Compromisso

Esta é mais uma ação que mostra o esforço da atual gestão para arrumar a casa e equilibrar as contas. O fim do parcelamento dos salários dos servidores do Executivo, por exemplo, foi uma das promessas de campanha do governador Romeu Zema e cumprida após muito esforço da atual administração para regularizar o pagamento integral, que não era feito ao funcionalismo desde 2016. 

Além do salário em dia, também foi apresentada solução para quitar a dívida de quem tinha férias-prêmio a receber. A medida vai regularizar o pagamento para cerca de 25 mil servidores, com escalas mensais até dezembro de 2022. Do total devido (R$ 7 bilhões), já foram pagos R$ 4,9 bilhões (70%) – valor que corresponde a 22 das 33 parcelas previstas no acordo, depositadas sempre no último dia do mês.

Fonte: Agência Minas

Taça: quem é o herói do Leça que defendeu quatro penáltis?

TAÇA DE PORTUGAL
Ontem às 19:15

Gustavo Galil foi o herói dos leceiros, que tombaram o Arouca na Taça. Inspira-se em Diego Alves e já tinha defendido dois penáltis num desempate há dois anos
Gustavo Galil, guarda-redes de 23 anos, foi o herói final do apuramento do Leça, do Campeonato de Portugal (CP), para a quarta eliminatória da Taça de Portugal. Pelo caminho ficou o Arouca, da I Liga, após o desempate por grandes penalidades, no qual brasileiro defendeu quatro das cinco tentativas do Arouca.

Tiago Araújo, João Basso, Tiago Esgaio e Bukia foram as vítimas do jovem guardião, que está no Leça desde meados da época 2018/2019.

Gustavo chegou aos leceiros depois de ter estado meio ano no Sobrado, o terceiro clube que representou em Portugal. Em 2016/2017, oriundo dos brasileiros do Tupi, passou pelos juniores do Sport Canidelo e, em 2017/2018, pela equipa B do Varzim.

Tem sido guarda-redes de Taça – já tinha jogado ante o Lusitânia de Lourosa e com o Sp. Pombal nas rondas anteriores, mas ainda não teve minutos no CP – e foi, este domingo, o herói maior da equipa. No final, admitiu que se inspira em Diego Alves, compatriota do Flamengo, e falou das emoções do jogo.

«Sentimento de muita felicidade, difícil de descrever, mas eu não sou herói sozinho. Para chegarmos às grandes penalidades, foi preciso todo um grupo. Também não vou dizer, com falsa modéstia, que não fui talvez o grande nome desta decisão. Sei que fui, sei dessa responsabilidade, mas estou ali para isso, para defender e só foi possível graças a todo o espírito de sacrifício, de todos os meus companheiros, da equipa técnica, do staff. É uma vitória do Leça, de todos nós e fico feliz por ter ajudado. O Diego Alves, do Flamengo, é uma inspiração para mim, especialista em penáltis em Espanha, usa muito o jogo psicológico. Mas sempre fiz isso correu bem e estou feliz», afirmou.

Mas isto dos penáltis não é novo para Gustavo, que na época 2019/2020, na segunda eliminatória da prova rainha, defendeu também dois penáltis no apuramento do Leça, ante a UD Oliveirense: um no tempo regulamentar, outro no desempate final.

«Não digo [ndr: que sou] especialista. Costumo defender alguns penáltis, trabalho muito durante a semana e fui feliz. Consegui fazer um jogo psicológico com eles e deu certo. O importante é que passámos. Agora vamos desfrutar, aproveitar o momento e, quando voltarmos a trabalhar, pensar no Gondomar. Depois, vamos ver onde o sorteio vai-nos levar», expressou.

Questionado se a tarde de Taça no Leça-Arouca pode mudar a carreira, Gustavo respondeu: «não sei o que pode mudar, fico feliz com esta atuação. Quero desfrutar do momento com os companheiros e com a família, que está longe. Mas o meu foco é ajudar o Leça a atingir o objetivo esta temporada», rematou.

Fonte: MAISFUTEBOL