Trilhas de Futuro abre perspectiva ao mercado de trabalho a mais de 70 mil alunos em Minas Gerais

QUI 10 MARÇO 2022 08:45 ATUALIZADO EM QUA 9 MARÇO 2022 21:14

Neste ano, serão mais 40 mil novas vagas para cursos técnicos gratuitos. As inscrições para os estudantes começam em 4/4

“Em uma jornada, o mais importante é o primeiro passo. Minha vida ganhou outra realidade. Hoje, eu durmo e sou capaz de sonhar”, diz William Sergio Santiago, 40 anos, estudante do primeiro módulo do curso técnico de Enfermagem do Trilhas de Futuro.

Até pouco tempo, William vivia em situação de extrema vulnerabilidade social – três anos em situação de rua, morando nas calçadas do centro da capital. Agora, sob nova perspectiva, ele é um dos mais de 70 mil alunos atendidos pelo programa do Governo de Minas e está com formação profissional em andamento, focado em sua inserção no mercado de trabalho.

Executada pela Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG), a iniciativa estadual oferece cursos técnicos gratuitos em instituições públicas e privadas de diversas regiões mineiras. Em sua primeira edição, em 2021, o Trilhas de Futuro disponibilizou mais de 70 mil vagas, em 110 municípios. Uma delas foi a de William, que caminhando pelas ruas, viu uma placa com a informação sobre a formação técnica gratuita – e não perdeu tempo. Mais que isso: hoje, segundo Mariana Victoriano, diretora regional de ensino da Enferminas (unidade em que ele faz o curso), é um dos alunos mais dedicados de seu turno.

“A gente vive em um país com tantas desigualdades. Há tantas pessoas com talento e não têm oportunidades. O Trilhas de Futuro está sendo, para mim, que estava no fundo do poço, luz para a minha vida. Eu quero ser um bom profissional, trabalhar com dignidade e no futuro ter a minha casa. Quando a gente trabalha, a gente tem dignidade”, ressalta o estudante, que não vê a hora de começar a estagiar.

A Enferminas é uma das instituições credenciadas com cerca de 1.200 alunos matriculados por meio do Trilhas de Futuro. A escola criou uma sala de atendimento psicopedagógico e de nivelamento para disciplinas específicas, como Português e Matemática. O intuito é dar assistência completa ao estudante que ingressa no Trilhas. E, para William, neste momento, estudar na unidade representa a chance de mudar.

“Este jaleco é um escudo para mim. Eu voltei a ter esperança, otimismo. É a oportunidade da minha vida, de realizações, de ajudar o próximo com a minha profissão e ter estabilidade”, conta o aluno, que atualmente mora em uma casa de acolhimento e vive com renda mensal de R$ 750.

Mais vagas em 2022

Neste ano, na segunda edição Trilhas de Futuro, serão 40 mil novas vagas, em todas as regiões do estado. Uma chance a mais para jovens, a partir da capacitação, alcançarem novas oportunidades no mercado de trabalho. É o caso de Breno Francisco, de 25 anos, aluno do Trilhas, que ficou conhecendo o programa por informativo em uma rede social. O estudante escolheu o curso técnico de Informática do Senac Venda Nova, em Belo Horizonte.

“Sempre gostei de computador e tecnologias e escolhi um curso que é reconhecido no mercado de trabalho. Já estou com uma idade em que preciso arrumar um emprego melhor, começar em uma carreira. Então, para mim, foi uma oportunidade de aprimoramento. O curso será um trampolim para que eu alcance novos conhecimentos e um bom trabalho”, planeja Breno.

O edital de 2022 prevê a oferta de 116 cursos diferentes, em 97 municípios, sendo 56 novos em relação ao primeiro edital. Estão sendo priorizados cursos e localidades com maior perspectiva de emprego para os jovens, considerando o mercado de trabalho de cada região.

Além da formação gratuita, o programa fornece uma ajuda de custo de R$ 18 por dia para vale-transporte e alimentação. “Quando a gente ainda não está inserido no mercado de trabalho, ter certos gastos é complicado financeiramente; nem sempre a família tem como bancar todos os custos. O projeto é uma grande oportunidade e, se não fosse o Trilhas, eu não conseguiria estudar neste momento”, pontua.

Inscrições

O período de inscrições para os alunos começa em 4/4. O Trilhas de Futuro é direcionado a estudantes do 2º e 3º anos do ensino médio regular e da Educação de Jovens e Adultos (EJA), além daqueles recém-saídos do ensino médio. As vagas serão priorizadas aos alunos da rede pública estadual, seguida das demais redes públicas e da rede privada.

O prazo para instituições de ensino se credenciarem para a segunda edição terminou nessa quarta-feira (9/3). O resultado final será publicado em 28/3.

Mais informações podem ser acessadas em www.trilhasdefuturo.mg.gov.br.

Fonte: Agência Minas

Vacinômetro contra a Covid-19 de quarta-feira, 09/03

Boletim Coronavírus de Bicas e do Estado desta quarta-feira, 09/03

X Congresso Mineiro de Vereadores

Gláuco Braga Fávero, Prefeito de Pequeri, viajou para o Expominas, em BH, ontem, para ver o X Congresso Mineiro de Vereadores, realizado pela Associação Mineira de Municípios (AMM).

O evento contou com a presença do presidente da AMM, Julvan Lacerda, do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco, do diretor-presidente do Sebrae Nacional, Carlos Melles, do primeiro vice-presidente da ALMG, deputado estadual Antônio Carlos Arantes, entre outras autoridades.

O presidente da Câmara Municipal de Pequeri, Vicente Lobo, os vereadores Sandro Sevaroli, João Marcos, Cleydson Ângelo e a advogada Juliana Lopes, igualmente, compareceram ao evento.

“Foi um importante momento para os legisladores municipais, os servidores das câmaras, juntamente com prefeitos, deputados e lideranças políticas, poderem buscar conhecimento e trocar experiências”, disse o gestor municipal pequeriense.

Homem remove caixão com corpo sepultado em jazigo de sua família

Militar reformado de 85 anos afirmou que, no jazigo, sua mulher já estava sepultada; gestão municipal reconheceu erro e disse que houve confusão com sobrenome

Tim Filho – Especial para o EM
08/03/2022 13:48 – atualizado 08/03/2022 15:32

O sepultamento do corpo de uma mulher em um jazigo que pertencente a outra família virou caso de polícia no interior de Minas Gerais. Tudo começou no primeiro dia deste ano por causa de uma confusão com o sobrenome igual das famílias. Sem solução após mais de três meses, o homem dono do jazigo resolveu depredar o túmulo – e a polícia entrou na história nesse domingo (6/3).

A mãe de uma jovem de 19 anos foi sepultada, no dia 1º de janeiro deste ano, no túmulo de número 1448 do cemitério municipal de Manhuaçu, na Zona da Mata. No entanto, já havia uma mulher sepultada nesse mesmo jazigo: a esposa do dono do túmulo – e autor das depredações -, um militar reformado de 85 anos.

O idoso alega que, assim que soube da confusão, acionou a gestão municipal. No entanto, segundo o próprio afirmou às autoridades policiais, nada foi feito. No dia 21 de fevereiro, ele resolveu arrombar o caixão que divide o espaço com sua saudosa mulher. Nessa sexta-feira (4/3), repetiu a ação: fez um buraco no túmulo e desloco o caixão.

Sobrenome igual

A Secretaria Municipal de Administração afirmou aos militares que a confusão ocorreu por causa de um sobrenome igual entre as duas famílias. Uma funcionária da pasta admitiu o erro no domingo e disse que, até ontem (7/3), seria feito o reparo na estrutura e, também, a transferência do caixão.

No entanto, conforme a reportagem apurou, a promessa não havia sido cumprida até a tarde de hoje (8/3). A justificativa é o respeito ao trâmite jurídico para exumar o corpo e trocar de jazigo.

Em nota, a Prefeitura de Manhuaçu reforça que “todas as medidas cabíveis já estão sendo tomadas para solução mais rápida possível. O prazo segue recomendação judicial e atende tempo da necrópsia”.

Tags: #caixão #túmulo #cemitério #manhuaçu

Fonte: Estado de Minas

Servidores da educação de Minas Gerais entram em greve nesta quarta

Decisão foi aprovada após paralisação nesta terça e segue por tempo indeterminado

Por Gabriel Silva e Mariana Floriano
08/03/2022 às 11h59- Atualizada 08/03/2022 às 22h12

Os servidores da Educação da rede estadual de Minas Gerais deflagraram greve por tempo indeterminado a partir desta quarta-feira (9). A decisão foi aprovada nesta terça em assembleia realizada na capital do estado, Belo Horizonte, com a participação de caravanas de professores de diversos municípios, incluindo Juiz de Fora.

O movimento teve início ainda na terça-feira, com a paralisação de profissionais por diversos municípios do estado. Em Juiz de Fora, 50 escolas estaduais iniciaram o dia de portas fechadas. Os trabalhadores cobram reajuste do piso salarial, além da suspensão do projeto de lei referente ao programa de recuperação fiscal do Governo de Minas Gerais. De acordo com o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), ainda é cedo para estimar a porcentagem de escolas que vão aderir à greve. “Foi constatado que muitos servidores aderiram à paralisação desta terça, mas sem disposição para a greve. Vamos fazer uma assembleia, provavelmente na quinta-feira (10), e vamos sair em visita às escolas.” Uma nova assembleia está marcada para o dia 16 deste mês e um ato no dia 17 na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte.

De acordo com o coordenador do sindicato em Juiz de Fora, Alessandro Pacheco, a reivindicação é pelo reajuste de 33% do piso salarial nacional, que estaria defasado, de acordo com a categoria. O Sind-UTE também estabelece como solicitação a retirada do projeto de lei que trata do programa de recuperação fiscal do Governo de Minas. O projeto congelaria os gastos públicos estaduais por nove anos, o que pode resultar, na avaliação do sindicato, na ausência de concursos públicos. Além disso, o sindicato cobra a retirada do projeto que extingue mais de 5 mil cargos públicos, que atingiria o cenário da educação no estado.

Em contato com a Secretaria de Estado de Educação (SEE-MG) nesta tarde, antes que a greve fosse deflagrada, a pasta afirmou, por nota, que acompanha o movimento das escolas estaduais e tem mantido um diálogo franco e aberto com representantes sindicais. A nota ainda afirma que “os canais de comunicação continuarão abertos para que as demandas da categoria possam ser apresentadas e debatidas”.

A SEE-MG ainda reforçou que, no último dia 24, o governador Romeu Zema anunciou o reajuste geral de 10,06% nos salários de todo o funcionalismo público de Minas Gerais. A medida consta de projeto de lei, encaminhado à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), com pedido de urgência na apreciação, que prevê que o reajuste correspondente às perdas inflacionárias seja pago a partir da folha de maio – quitada em junho. A medida vale para os servidores ativos, inativos e pensionistas da administração direta e indireta do Estado. Para a área da Educação, o pagamento será retroativo a janeiro deste ano.

Boletim Coronavírus de Bicas e do Estado desta terça-feira, 08/03

Em JF, Guilherme Smith lembra peregrinação para escapar da Ucrânia

Jogador de futebol, juiz-forano que fugiu da guerra no país do Leste europeu, diz ter sentido medo de não voltar a ver seus pais

Por Marcos Araújo
07/03/2022 às 20h49

“Nunca vou esquecer a agressão que sofri de um policial, que me desferiu um tapa muito forte no peito”, recorda-se o atacante Guilherme Smith, de 18 anos, jogador juiz-forano que conseguiu escapar da guerra entre Rússia e Ucrânia e hoje está seguro com sua família no Bairro Nossa Senhora Aparecida, na Zona Leste de Juiz de Fora, onde, ao lado do pai, o ex-jogador do Sport e do Tupi, Luiz Cláudio de Carvalho, o Claudinho, recebeu a Tribuna. O jovem atleta, que atua no futebol da Ucrânia, desembarcou no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, na última sexta-feira (4), às 18h30, depois de deixar, na quinta, a cidade de Cracóvia, Sul da Polônia, em direção a Amsterdã (Holanda), de onde, junto com seus companheiros de time, embarcou em um voo de regresso ao Brasil.

Segundo ele, a agressão sofrida por parte do policial perto da fronteira para deixar a Ucrânia vai ficar marcada para sempre em sua memória. “Eu não entendi muito. Estávamos todos em pânico e muito traumatizados. Eu nunca tinha recebido um tapa assim no peito, porque sou um cara muito tranquilo, não sou de arrumar confusão com as pessoas, estou sempre em paz, extrovertido e sendo amigos de todos. Naquele momento, tomar aquele tapa muito forte no peito, me deixou em pânico. Fiquei imóvel até conseguir me mover para o lado. Se eu continuasse na frente dele (o policial), ele podia pensar que eu queria enfrentá-lo. Ele estava com um fuzil muito grande. Se ele disparasse um tiro ali, eu estava longe de tudo, no meio do mato, e ele poderia jogar meu corpo e ninguém iria saber”, relatou o jogador, lembrando-se da saga que foi escapar da guerra na companhia de seus amigos.

Guilherme passou cerca de seis dias sob os ataques russos. Quando explodiu a primeira bomba, o atleta já estava escondido em um bunker e não escutou nada. “Eles nos orientam para não ver e tentar não escutar nada, porque vamos para debaixo da terra nos esconderijos onde ficamos em segurança. Assim é melhor não ver, nem ouvir, porque é um trauma muito grande”, relatou. Ao longo de sua fuga de Zaporizhia, cidade onde morava, houve um momento em que pensou que nunca mais veria seus pais, que poderia morrer. “Isso aconteceu lá na fronteira, onde passamos muito frio. As pessoas estavam enlouquecendo, estavam agressivas umas com as outras, e, quando pegamos a carona para voltar para Lviv, começou a nevar. Acredito que muitas pessoas tenham morrido de frio.”

O juiz-forano estava há 8 meses na Ucrânia. Segundo ele, era um momento muito especial de sua vida, jogando para o Zorya. “Eu estava muito bem, fazendo gols a cada dia mais, me adaptando, porque a adaptação lá é bem difícil. Mas fui com o propósito de vencer, de fazer minha carreira decolar. Estava pensando em fazer uma grande temporada este ano, mas acaba que estourou a guerra e fiquei sem entender nada”, afirmou. Ele ressalta que a vida estava acontecendo de forma normal, em Zaporizhia. “Todo mundo andava na rua normalmente e, de repente, eu acordo de manhã com muitas ligações. Havia gente com muita preocupação do que estava acontecendo, e fiquei sabendo que tinha começado a guerra. Logo, comecei a arrumar minhas malas, muito desesperado, não sabendo o que fazer. Tem dois jogadores brasileiros que jogam comigo lá no clube e tem a esposa do Juninho (jogador mineiro de Cataguases) e o filho dele que estavam comigo. Fomos todos para a casa do Juninho e ficamos todos unidos lá, porque acreditávamos que cinco cabeças pensariam muito mais que uma.”

Reunidos, eles decidiram comprar produtos e alimentos, porque intuíram que, posteriormente, teriam dificuldade com os mercados. “Estavam todos lotados. Todo mundo comprando alimentos, e queríamos também comprar alimentos para não faltar depois. De imediato trocamos o dinheiro, porque recebemos na moeda de lá e fomos trocar em dólar, porque não sabíamos o que poderia acontecer. Podia acontecer de ter que irmos para outro país. Estávamos muito desesperados e, sem pensar muito, decidimos, naquele dia, quando a guerra estourou, ficar em Zaporizhia escondidos dentro de casa. No dia seguinte, ao amanhecer, decidimos pegar o trem, que ninguém falava qual era o destino dele. Mas, no desespero, embarcamos. Havia muita confusão, muita correria, e o trem estava muito cheio. Depois de estar lá dentro, os funcionários não falavam para onde ele iria, porque, a qualquer momento, podia parar em razão da guerra, mas chegamos em Lviv, que era o destino final e era onde queríamos chegar”, relatou.

Medo, cansaço e frio no caminho até a fronteira

À Tribuna, jogador relata o que considera a pior noite de sua vida. Depois do medo, ele celebra o alívio de ter sido ajudado por outras pessoas (Foto: Fernando Priamo)

Em Lviv, Guilherme e seu grupo logo pensaram em deixar a cidade, para alcançar a Polônia, saindo da Ucrânia. “Saímos da estação de trem e pedimos um carro para nos levar até um pouco próximo da fronteira, mas tinha muita fila de carro e tivemos que descer logo no início do trajeto sem imaginar quantos quilômetros eram para chegar até a fronteira. Andamos dez, vinte, trinta, quarenta quilômetros e não aguentamos mais. Tivemos que jogar fora vários acessórios nossos, porque não aguentávamos mais carregar. As malas ficaram todas quebradas, mas acabou que andamos até completar 60 quilômetros, chegando a quatro quilômetros antes da fronteira, onde fomos barrados por policiais ucranianos.”

Para Guilherme, esse foi o trecho mais tenso da fuga e foi quando ocorreu a agressão. “Estava uma confusão, correria para lá e para cá, as pessoas estavam enlouquecidas. Quando os policiais não deixaram a gente passar, tivemos um desânimo absurdo, porque não sabíamos o que fazer. Como andar novamente 60 quilômetros para voltar? Entramos em desespero. Havia muita briga, as pessoas estavam muito agressivas e com muito medo. Achamos que iria acontecer algo de muito ruim com a gente já tão próximos da fronteira.”

Guilherme e seus amigos tiveram que passar a noite nesse lugar, com um frio de menos quatro graus abaixo de zero. “Com certeza foi a pior noite da minha vida, algo surreal que não desejo para ninguém. Mas tivemos que voltar para Lviv. Lá ficamos mais dois dias. Trens eram cancelados. As pessoas prometiam levar a gente, mas não conseguiam. Ficamos sem esperança de nada.”

Porém, como contou Guilherme, nesses dias escondidos, após o retorno para Lviv, algumas pessoas conseguiram ajudá-los a sair e chegar até a Polônia. “São pessoas abençoadas, que até hoje não sei quem são, mas conseguiram atravessar junto com a gente.”

Gratidão por estar em casa

Ao lado dos pais, Guilherme comemora volta para casa: ‘É preciso dar valor para as pessoas que amam você’ (Foto: Fernando Priamo)

Em Juiz de Fora, o jovem atleta disse estar muito feliz em casa. “Já estava muito ansioso no avião para chegar e ver meu pai e minha mãe, meus avós, meu irmão que ainda não vi, porque ele está em viagem, e estou doido para vê-lo. Quero agradecer a Deus por ter abençoado a minha vida, às pessoas do Brasil, porque o apoio dos brasileiros foi surreal. Todos torcendo. Todos sentindo nossa dor, todos orando. Eu fiquei muito feliz com a chegada ao aeroporto, com pessoas em uma festa incrível. Eram pessoas que eu não tinha ideia de quem eram, mas estavam lá nos esperando. Foi muito legal.”

Para o futuro, ele ainda não sabe como vai ficar sua carreira. “Estou deixando nas mãos dos meus empresários e nas mãos de Deus e creio que já tem muitas propostas, mas eu ainda vou sentar com meus empresários, colocar a cabeça no lugar, para voltar mais forte, porque estou doido para jogar futebol, fazer o que eu mais amo”, disse emocionado.

Sobre a experiência de ter sobrevivido a uma guerra, o jogador disse que refletiu muito sobre o valor que as pessoas devem dar à família. “É preciso dar valor para as pessoas que amam você e aproveitar cada momento de sua vida, porque a gente não sabe o que pode acontecer. Dar valor para coisas grandes e pequenas. Viver, porque lá eu estava sendo feliz, estava realizando meu sonho e, do nada, acontece uma guerra, de acordar sem saber se iria continuar vivo. Quero pedir às pessoas para aproveitarem bem suas famílias”, deixou como recado para todos.

Fonte: Tribuna de Minas

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