Um crime brutal, marcado por violência extrema, terminou com uma condenação severa em Juiz de Fora. Um homem de 38 anos foi sentenciado a 43 anos, 7 meses e 15 dias de prisão, em regime fechado, pelo assassinato de Crislaine Aparecida da Silva Mello, de 41 anos. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (23), durante julgamento no Tribunal do Júri do Fórum Benjamin Colucci, presidido pela juíza Joyce Souza de Paula. O réu, Ulissis Marques Caetano, não terá o direito de recorrer em liberdade.
Crislaine foi morta dentro da própria casa, na Zona Sul da cidade, entre os bairros Sagrado Coração e Santa Efigênia. O ataque foi violento: ao menos 24 facadas, concentradas principalmente no pescoço, seguidas de asfixia. A intensidade da agressão foi tamanha que a faca utilizada chegou a se quebrar.
O crime ocorreu em janeiro de 2025 e, segundo a acusação, foi motivado pela inconformidade do autor com o fim do relacionamento, além de suspeitas de traição. Para o Ministério Público, o assassinato foi premeditado e executado com frieza, tese acolhida pelos jurados. A versão da defesa, que alegava violenta emoção, foi rejeitada.
Durante o julgamento, cinco testemunhas foram ouvidas, além do interrogatório do acusado. O Conselho de Sentença reconheceu tanto a autoria quanto a materialidade do feminicídio, cometido em contexto de violência doméstica e familiar.
A pena foi agravada por fatores considerados decisivos pela juíza responsável pelo caso: a culpabilidade elevada, os motivos do crime e a forma como ele foi executado. Também pesaram contra o réu o uso de asfixia e o fato de a vítima ser mãe e responsável por uma criança.
O caso ganhou ainda mais repercussão por ter sido o primeiro na comarca a aplicar a Lei nº 14.994/2024, que estabelece o feminicídio como crime autônomo, com penas mais rígidas.
A investigação contou com o auxílio de câmeras de segurança do condomínio. As imagens mostraram o suspeito saindo do local pela manhã e retornando em seguida. O apartamento estava trancado por dentro, o que levantou suspeitas. Após buscas, ele foi encontrado escondido debaixo da cama e acabou confessando o crime à Polícia Militar, alegando legítima defesa.
A vítima, que trabalhava como doméstica e já havia atuado como segurança privada, havia realizado recentemente o sonho da casa própria, cenário onde acabou assassinada. Crislaine deixou um filho autista, que tinha 8 anos na época.
Em relato emocionado, uma tia da vítima revelou que o relacionamento havia começado pela internet e durado cerca de um ano. Segundo ela, o autor não aceitava o fim da relação. “Ele não queria aceitar a separação, porque não tinha para onde ir”, disse.
Evento reúne empresários e especialistas para discutir caminhos práticos na construção de lideranças e equipes comprometidas ao longo do tempo
A alta rotatividade de colaboradores segue sendo um dos maiores desafios enfrentados por bares, restaurantes e negócios de alimentação fora do lar em todo o país. Diante desse cenário estrutural, a Abrasel Zona da Mata está com inscrições abertas no sympla para a Mesa Redonda Abrasel – Liderança que Retém: como construir equipes comprometidas ao longo do tempo. O evento será realizado no dia 28 de abril, de 14h às 16h30, no Anfiteatro do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora – Campus Rio Branco, localizado na Avenida Presidente João Goulart, 600, 3º andar, Cruzeiro do Sul.
“Contratar e manter colaboradores qualificados e motivados continua sendo um desafio muito grande para os empresários do nosso setor. Por isso esse é um encontro estratégico voltado a empresários que desejam ir além das soluções tradicionais e construir times mais estáveis, engajados e produtivos”, argumenta a presidente da Abrasel Zona da Mata, Francele Galil.
Entre os temas a serem abordados estão práticas de liderança sustentável, experiências reais de negócios que conseguiram reduzir a rotatividade, insights aplicáveis ao dia a dia da operação e informações atualizadas sobre a NR1, norma que impacta diretamente a gestão de pessoas nas empresas.
Debate qualificado e troca de experiências
A proposta da mesa redonda é justamente promover uma troca real de experiências, com foco prático e aplicável à rotina de bares, restaurantes e similares. O encontro se destina tanto a associados quanto a não associados da Abrasel, reforçando o papel da entidade como articuladora de soluções concretas para o desenvolvimento do setor de alimentação fora do lar.
O evento parte de uma constatação comum no setor: insistir nos mesmos modelos de gestão mantém o ciclo desgastante de contratar, treinar e perder talentos. De acordo com a Especialista em Gestão de Pessoas e neurolinguista, Haissa Oliveira, “enquanto muitos estabelecimentos convivem com esse problema, outros conseguem manter equipes por anos — apesar de enfrentarem o mesmo mercado e as mesmas dificuldades. A diferença está, principalmente, na forma de liderar”.
Participando do debate estarão também dois empresários com larga experiência no setor: Ricardo Rodrigues – Proprietário do tradicional Restaurante Maria das Tranças, com 75 anos de história em Belo Horizonte, ex-presidente da Abrasel MG e consultor do Sebrae; e Gabriel Silveira – Proprietário do Bar du Buneco, com 25 anos de atuação, referência em inovação, gestão de pessoas e permanência de colaboradores.
“Se reter pessoas é um desafio no seu negócio, esse encontro é para você. A ideia é sair da lógica de apagar incêndios e começar a construir times mais comprometidos no longo prazo”, destaca Ricardo Rodrigues. “O desafio é grande, mas é possível manter um bom ambiente de trabalho e a equipe treinada e motivada”, garante Gabriel Silveira.
Parcerias, networking e experiências gastronômicas
Além do conteúdo estratégico, o evento contará com a apresentação de importantes parcerias institucionais:
• Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Juiz de Fora (SHRBSJF) – Serviços em Medicina do Trabalho • Estácio Juiz de Fora – Cursos livres na área de gastronomia • Ibor – Programa Rota Verde – Coleta de óleo Os participantes também poderão vivenciar momentos de degustação com produtos da Cooperativa de Economia da Agricultura Familiar da Microregião de Juiz de Fora (Coopeafamijf) e de itens comercializados pela Chuá Distribuidora, como o Café Evolutto e a Guioza Ajinomoto.
INSCRIÇÕES GRATUITAS: Associados da Abrasel Zona da Mata e do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Juiz de Fora (SHRBSJF) INSCRIÇÕES A R$55: Empresários não associados
O “Vagou, Juiz de Fora” é um quadro para divulgação de oportunidades de trabalho disponíveis em Juiz de Fora.
Empresas e pessoas físicas interessadas em divulgar vagas devem preencher o formulário abaixo, indicando os meios para recebimento de currículos. Para pessoas em busca de emprego, basta acessar a página do “Vagou, JF” e conferir as vagas abertas.
A ação busca atender à demanda de empresas e de pessoas físicas em busca de trabalhadores. Além disso, é uma forma de democratizar as oportunidades, fazendo com que a informação chegue àquelas pessoas que procuram por uma vaga em Juiz de Fora.
A Prefeitura não tem participação no processo de seleção das empresas ou acesso aos currículos de candidatos, e não realiza triagem dos mesmos.
Além do casal de réus, 15 testemunhas de defesa e acusação serão inquiridas durante o júri popular do homicídio de Brunna Letycia
Tribuna de Minas – Por Sandra Zanella 15/04/2026 às 18h12
Frame da câmera do elevador usado pelo casal durante o crime para transportar corpo em mala (Foto: Reprodução)
O julgamento popular do homicídio de Brunna Letycia Vicente Alves de Souza Leonel, 24 anos, está marcado para esta quinta-feira (16) no Tribunal do Júri do Fórum Benjamin Colucci, em Juiz de Fora. Após o sorteio dos jurados, Renata Alexandre Sant’Ana, 32, e Herick Patrick Soares Dornelas, 33, – acusados de sufocar a vítima, esconder o corpo em uma mala e tentar incinerá-lo – , deverão sentar no banco dos réus. O crime aconteceu na madrugada de 3 de janeiro de 2024 e, em 15 de abril de 2025, o casal foi pronunciado pela juíza Joyce de Souza de Paula por homicídio qualificado por motivo torpe (ciúmes), mediante asfixia e com recurso que dificultou a defesa da vítima, além de ocultação de cadáver, todos em concurso de pessoas, já que os dois teriam agido juntos. O júri popular está marcado para começar às 9h30, e a sessão será presidida pela mesma magistrada. Seis testemunhas de acusação e nove de defesa serão inquiridas, conforme o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).
Após ser morta sufocada no apartamento do casal no Bairro Previdenciários, Zona Sul, Brunna Letycia foi colocada em uma mala e desovada em um terreno do outro lado da cidade, no Bairro Milho Branco, Zona Norte. Segundo a denúncia, “logo após terem consumado a morte da vítima, os denunciados deslocaram-se até a Rua Roldão Rodrigues da Silva, no Bairro Milho Branco, em uma área de pasto e mata, próximo à caixa d’água da Cesama, e incineraram o cadáver, destruindo-o parcialmente, com o intento de encobrir as provas do crime. Após, ocultaram o corpo, empurrando-o para uma espécie de valeta existente no local, a fim de dificultar a sua visualização por populares.”
O julgamento havia sido marcado para novembro, mas foi adiado após a acusada apresentar diagnóstico de tuberculose, conforme informou o TJMG. A defesa de Renata chegou a alegar insanidade mental e pediu a prisão domiciliar da ré durante o processo, mas ela permanece presa na Penitenciária José Edson Cavalieri (Pjec) desde 5 de janeiro de 2024, segundo a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). Já Herick está à disposição da Justiça no Ceresp Juiz de Fora.
O pai de Brunna, João Batista Alves de Souza, chegou a relatar à Tribuna decepção pela demora no julgamento do caso. Ele morreu em janeiro de 2025, um ano depois da perda precoce da filha.
Herick Dornelas e Renata Sant’Ana, acusados de matar Brunna Letycia (Foto: Reprodução/Facebook)
Relembre detalhes do homicídio
Segundo a acusação, na madrugada do crime, a vítima foi à residência do casal a convite de Renata, que a teria conhecido por meio de um site. Herick desceu até a recepção para buscar Brunna. Já no apartamento, os réus desentenderam-se em virtude de ciúmes, sendo a vítima a pivô da discussão. “Imbuído de ódio e tomado por ciúme, Herick esganou Brunna até a morte, sendo incitado por sua companheira, Renata”, destaca o Ministério Público.
De acordo com a investigação, para disfarçar a saída do edifício com o cadáver, ocorrida às 4h23, os denunciados colocaram a vítima nua em uma mala, que foi embrulhada por um cobertor e carregada por Herick, enquanto Renata, “tranquilamente, mexia em seu celular”, conforme imagens das câmeras de segurança do elevador. Saindo do prédio, os denunciados colocaram a mala no bagageiro de um carro de aplicativo e seguiram em direção à casa da avó de Herick, no Milho Branco. Perto dali, no final da rua, em um local ermo de pasto e mata, atearam fogo no corpo da vítima e nos pertences dela, antes de empurrarem o cadáver para uma vala.
Brunna Letycia (Foto: Reprodução/Instagram)
Brunna foi dada como desaparecida por um amigo, que iniciou as buscas informais para conseguir descobrir onde ela havia ido antes de sumir. Ele havia estranhado o fato de ter recebido ligações da vítima durante a madrugada e ficou preocupado com a falta de retorno após ver as chamadas pela manhã e tentar contatá-la. O destino dela foi descoberto por meio de um motociclista, que teve a corrida por aplicativo cancelada pela vítima devido à chuva. O nome de Brunna constava no caderno de registros de entrada no edifício onde residiam os réus, e imagens disponibilizadas pelo síndico à Polícia Civil revelaram que os moradores, possivelmente, haviam saído do prédio com a vítima dentro de uma mala.
“Extrai-se das declarações do réu Herick, que ele assumiu ser agente direto do ato que ceifou a vida da vítima, alegando, no entanto, que teria agido daquela forma para sua proteção, tendo em vista que Brunna o ameaçara e o agredira com arranhões durante um desentendimento com o casal. Esta narrativa de que o acusado foi o executor direto da conduta que importou na morte da vítima foi corroborada pelas declarações da ré, que afirmou que seu companheiro enforcou Brunna, tendo ainda feito um movimento com as mãos para quebrar seu pescoço, quando já estava desfalecida”– destacou a juíza na pronúncia. “O conjunto probatório delineado nos autos sinaliza para a autoria por parte de ambos os réus, que, ao que tudo indica, agiram em unidade de desígnios, na medida em que não restou demonstrada nenhuma situação de coação ou ameaça de qualquer um deles contra o outro. Ao contrário, o que os elementos de convicção sugerem é que os acusados estavam imbuídos do mesmo propósito, não havendo exaltação ou sinal de discordância entre ambos, em momento algum, durante o trajeto em que transportaram o corpo ou que tiveram contato com os amigos da vítima e os investigadores de polícia”, completou a magistrada.
Ainda segundo a pronúncia, os réus “confessaram, durante o interrogatório realizado em sede policial, que a razão que impulsionou a conduta foi o desentendimento proveniente de uma crise de ciúmes da acusada em relação ao companheiro, devido à interação sexual entre ele (réu) e a vítima.” Os acusados foram presos em flagrante e tiveram as prisões convertidas em preventivas. Na audiência preliminar do caso na Justiça, eles exerceram o direito de permanecer em silêncio.
Em JF, no Sport Club Acadêmicos, a educadora Kátia Aquino pegou uma porção da Feijoada do Marcinho e festejou aniversário, ao lado do Grupo Eterno Aprendiz, parentes e amigos. Tarde bacana e cheia de gás.
Kátia e os aprendizes: Denilson Venturelli, Zé Arnaldo, Denilson Farias e Thiago Farias