Feira livre muda de local por causa da covid-19

O Departamento de Meio Ambiente, Turismo, Agricultura e Proteção dos Animais (Demata), da Prefeitura de Bicas, comunica à população que, buscando oferecer um ambiente mais seguro aos consumidores, a Feira Livre Municipal, enquanto durar a pandemia da covid-19, vai ser deslocada para o Pátio dos Ferroviários, na rua do Samu.

Os frequentadores da “feirinha” deverão seguir as orientações do Ministério da Saúde, principalmente, quanto ao uso de máscara, distanciamento mínimo e higienização das mãos com álcool em gel.

Bicas adere ao consórcio dos municípios para compra de vacinas

A Prefeitura de Bicas aderiu ao consórcio dos municípios da região para a compra de vacinas contra a covid-19. A iniciativa já foi aprovada pela Câmara Municipal.

Contando sempre com a colaboração dos biquenses, a parceria é mais um firme propósito da Administração 2021/2024, objetivando diminuir os casos de covid-19 na cidade. 

Boletim Coronavírus de Bicas e do Estado desta quarta-feira, 17/03

Plantão Coronavírus Ciesp de terça-feira, 16/03

Vacinômetro contra a covid-19 desta terça-feira, 16 de março

Com piora nas internações, JF transfere 30 pacientes em duas semanas

Sem lockdown, colapso na rede de saúde mineira poderia acontecer em dez dias, aponta coordenador de gestão da SRS

Por Carolina Leonel, repórter, e Gabriel Silva, estagiário sob supervisão da editora Fabíola Costa
16/03/2021 às 22h30

Um ano após o início das primeiras medidas adotadas pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) para conter o avanço do coronavírus, a cidade vive um momento crítico na rede de saúde, com hospitais sem leitos de tratamento intensivo e unidades à beira do colapso da rede assistencial. De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Saúde, até esta terça-feira (16), pelo menos 30 pacientes da cidade, internados por conta da Covid-19, foram transferidos para outros municípios da Zona da Mata e do Campos das Vertentes.

Municípios da região, inclusive alguns dos que receberam pacientes de Juiz de Fora, como Ubá e Santos Dumont, também tinham a capacidade máxima de ocupação de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) atingida. Nesta terça, com três unidades hospitalares com 100% de ocupação UTI, Juiz de Fora voltou a bater recorde de internações simultâneas devido a complicações causadas pela doença, além de chegar a 94,21% de ocupação de equipamentos intensivos dos Sistema Único de Saúde (SUS).

Em conversa com a Tribuna, o coordenador de Gestão da Superintendência Regional de Saúde de Juiz de Fora (SRS/JF), Tiago Abreu, revelou que prognósticos do Governo de Minas Gerais apontavam para o colapso geral da rede mineira do SUS em menos de dez dias, o que obrigou o Estado a tomar medidas enérgicas. O cenário levou o Governo a decretar a onda roxa (lockdown) em todo o estado mineiro por 15 dias. “O recorde vem sendo quebrado mês após mês desde dezembro, de maneira tal que, no Governo de Minas, nós chegamos no nível em que as estatísticas apontavam o esgotamento dos leitos em dez dias. Foi quando fizemos a regressão para a onda roxa para tentar evitar que isso aconteça”, afirma.

O coordenador explicou que a gestão do SUS é feita de modo que, com o esgotamento dos leitos em uma determinada região do estado, o paciente é enviado para outra localidade em que há vagas. No entanto, ao longo dos últimos dias, o sistema de saúde caminhava para um transbordamento geral de toda a rede de hospitais. “Juiz de Fora, tradicionalmente, recebe pacientes de toda a região. Mas, desde dezembro, Juiz de Fora transborda”, analisa. “Hoje, eu recebo um paciente de Belo Horizonte em Juiz de Fora porque surgiu uma vaga. Amanhã, eu mando um paciente para Belo Horizonte, porque abriu uma vaga lá e aqui está cheio. Vem gente de um lado para o outro e estamos caminhando no limite de uma taxa de ocupação muito grande. E as previsões seriam de uma catástrofe próxima”, complementa.

A imposição da onda roxa por duas semanas, segundo Abreu, serve para gerar um respiro ao sistema hospitalar durante todo um ciclo da doença. “Nós vamos restringir o contágio e, daqui a 14 dias, vai ter menos gente entrando nos hospitais. E essa medida, com a restrição do horário após às 20h, atinge o nosso principal problema, que são as festas”, explica o coordenador.

Mais de 500 internações simultâneas

Nesta terça-feira, a cidade voltou a bater recorde de internações simultâneas devido a complicações causadas pela Covid-19. O boletim epidemiológico atualizado registrou 515 hospitalizações – maior número desde o início da pandemia na cidade. Até às 18h03, 338 pacientes estavam internados com a doença em leitos de enfermaria, enquanto 177 estavam em leitos intensivos. O índice de ocupação em leitos intensivos para o tratamento da Covid-19 do SUS chegou a 94,21% em Juiz de Fora. A grave situação da cidade tem feito com que pacientes sejam transferidos para outros municípios da região e também tem gerado uma fila de espera para vagas em UTI.

Até esta terça, a cidade que recebeu mais pacientes oriundos de Juiz de Fora foi Rio Pomba, destino final de oito das 30 transferências. Santos Dumont recebeu seis pacientes. Cataguases, Leopoldina, Muriaé e Ubá receberam três pacientes cada. A lista de cidades tem ainda Visconde do Rio Branco, para onde foram encaminhados dois pacientes, e Carangola e São João del Rei, para onde foram encaminhadas duas pessoas hospitalizadas por conta da doença.

Conforme a pasta municipal, o processo de transferência e regulação de pacientes em vagas da região é dinâmico, portanto, os dados se alteram diariamente. No último domingo, a Prefeitura divulgou em vídeo nas redes sociais relatos de familiares de pacientes internados com a doença. O momento é de angustia para aqueles que aguardam uma vaga em leito hospitalar. Um dos depoimentos é sobre o drama que vive uma mãe, cuja filha, 8 anos, estava internada na UPA Zona Norte e aguardava uma vaga para que a criança fosse transferida para um hospital. De acordo com a PJF, os hospitais, assim como as UPAs e UBSs, estão sobrecarregados.

Pressão hospitalar na região

Com a alta taxa de transmissão do vírus e a possível circulação de uma nova variante no estado, Minas Gerais passa por um momento de intensa pressão hospitalar. A macrorregião Sudeste, que abrange Juiz de Fora, inclusive, foi uma das primeiras a ser enquadrada pelo Governo estadual na onda roxa do Minas Consciente, no último sábado (13), devido à piora dos indicadores epidemiológicos.

Entre alguns dos municípios de referência na macrorregião Sudeste, Ubá tinha, nesta terça, todos os 22 leitos intensivos Covid-19 da cidade ocupados. De acordo com a assessoria de comunicação da Prefeitura, 16 pacientes eram da própria cidade, e os demais haviam sido transferidos de outros municípios da região. Todos os 22 leitos clínicos do Santa Isabel, única unidade hospitalar da cidade, também estavam ocupados. Ainda de acordo com a Prefeitura daquela cidade, a instituição teve de montar um equipamento emergencial, ultrapassando os 100% de ocupação. Para Ubá já foram transferidos três pacientes de Juiz de Fora.

Os dados mais recentes de Santos Dumont também apontavam ocupação máxima (12 leitos) UTI SUS por pacientes com a Covid-19 na cidade, metade das internações era referente a pacientes de municípios vizinhos. Em relação ao leitos de enfermaria Covid, 70% estavam ocupados. A cidade já recebeu seis pacientes oriundos de Juiz de Fora.

Em Leopoldina, que já recebeu três pacientes de Juiz de Fora, todos os 19 leitos UTI da Casa de Caridade Leopoldinense também estavam ocupados por pacientes com a doença, de acordo com o boletim mais recente do hospital, o único da cidade.

Em municípios da região, que receberam pacientes da cidade, já há falta de leitos de terapia intensiva disponíveis (Foto: Fernando Priamo)

João Penido, HU e HMTJ com 100% de ocupação UTI Covid

Conforme levantamento da Tribuna realizado junto a hospitais da cidade, nesta terça, duas unidades referências para o tratamento da Covid-19 estavam com 100% de seus leitos UTI destinados ocupados. No Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (HU/UFJF), todos os 13 leitos intensivos Covid-19 estavam ocupados. Também no Hospital Regional Doutor João Penido todos os 20 equipamentos intensivos estavam ocupados por pacientes com coronavírus. Na unidade, até 15h, 90% dos leitos de enfermaria Covid também estavam ocupados.

O painel gerencial da Prefeitura, na noite desta terça, também apontava 100% de ocupação de leitos UTI no Hospital Maternidade Therezinha de Jesus (HMTJ). Na unidade, 20 leitos intensivos eram ocupados por pacientes com a Covid-19.

Seis dos dez leitos UTI Covid do Hospital Pronto Socorro estava ocupados até a noite desta terça. No Hospital Ana Nery, 25 dos 28 equipamentos intensivos estavam em uso por pacientes com coronavírus, cerca de 89% de ocupação. Na Santa Casa de Misericórdia, 26 pacientes estavam nesta condição.

Hospitais privados

No Hospital Albert Sabin, 15 leitos UTI estavam ocupados por pacientes com a doença. No Hospital da Unimed, 13 leitos UTI estavam com pacientes. Em nota, a assessoria de comunicação do hospital informou que “com a rápida degradação do cenário, o Hospital da Unimed estava com 100% dos leitos de suas UTIs ocupados e, no setor de internação, 90% dos leitos também já estavam com pacientes”.

Já no Monte Sinai, 33 pessoas estavam internadas em UTI devido a complicações da doença. A unidade e o hospital Albert Sabin informaram que enviam diariamente à Vigilância Epidemiológica o número de vagas disponíveis e o volume de leitos ocupados.

PJF abre mais dez leitos de UTI Covid-19

Ante o atual momento da pandemia e o progressivo aumento de casos graves e demanda por internação, a Prefeitura informou, nesta segunda, que criou mais dez leitos de UTI Covid-19. Os novos equipamentos foram montados no Hospital Monte Sinai que passa a oferecer um total de 20 leitos aos pacientes do Sistema Único de Saúde. Com isso, o Município passa a dispor de 121 leitos – aumento de 21% em relação ao total disponível no início deste ano.

No momento, de acordo com a PJF, a cidade conta com 28 leitos SUS no Hospital Ana Nery; dez no Hospital de Pronto Socorro Mozart Geraldo Teixeira (HPS), dez na Santa Casa; 13 no Hospital Universitário; 20 no Hospital Regional Dr. João Penido e outros 20 na Maternidade Therezinha de Jesus.

A Secretaria de Saúde informou que está avaliando a abertura de novos leitos em outras unidades hospitalares, o que “depende da regularização de trâmites burocráticos, da aquisição de equipamentos utilizados em UTIs e da contratação de profissionais para atuar nesses leitos”.

Fonte: Tribuna de Minas

Há 60 anos, em 12/03/1960, O Município publicava: Banco Mineiro S/A / Pela administração / Vida Esportiva: Goleado o combinado Leopoldina-Biquense

Boletim Coronavírus de Bicas e do Estado desta terça-feira, 16/03

Vacinômetro contra a covid-19 desta segunda-feira, 15 de março

Romeu Zema faz apelo para que população mude o comportamento e adote medidas contra o coronavírus

Onda roxa passa a valer em todo o estado a partir desta quarta-feira (17/3)

Em alerta pelo agravamento da pandemia em todo o estado, o governador Romeu Zema fez um apelo à população mineira para que adote medidas de proteção contra o coronavírus, que agora passam a ser mais duras em todas as regiões de Minas Gerais.

A aplicação das medidas previstas na onda roxa e os motivos que levaram o Governo de Minas a estendê-la aos 853 municípios foram detalhados por Romeu Zema em entrevista coletiva à imprensa nesta terça-feira (16/3). A nova etapa passa a valer a partir de quarta-feira (17/3) e, a princípio, terá duração de 15 dias.

“Estamos aqui hoje para tratar de uma questão que, há um ano, tem causado transtorno e tristeza a toda a sociedade. O sistema de Saúde de Minas Gerais entrou em colapso. Ou seja, o número de pessoas que demandam cuidados médicos é maior que a capacidade de atendimento”, alertou o governador.

Para Zema, enquanto não existe vacinação em massa, a alternativa é controlar a disseminação do vírus com as medidas de distanciamento social. “Estamos obrigados a optarmos entre continuar vivendo como se nada estivesse acontecendo ou termos um isolamento para salvarmos vidas. E eu sou favorável a salvar vidas”, disse.

O governador lembrou do trabalho feito, desde o início da pandemia, para estruturar o setor de Saúde no Estado. “Passamos de 2 mil para 4 mil leitos de UTI. Leitos de enfermaria que antes eram de 10 mil saltaram para 20 mil unidades. Compramos respiradores e ampliamos o número de profissionais. Mas, apesar de todo o esforço, com a segunda cepa que chegou no Brasil, nos últimos meses tivemos um grande aumento no número de casos e óbitos. Essa situação, vale lembrar, não é exclusividade de Minas nem do Brasil, ocorre em vários países do mundo”, explicou.

Sobrecarga

O secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, que assumiu o cargo na última segunda-feira (15/3) e participou da coletiva ao lado do governador, afirmou que Minas vive o pior cenário em 12 meses de pandemia.

“Estamos vivendo um momento de alta taxa de incidência e ocupação de leitos. É a primeira vez que as unidades de Saúde de todas as regiões estão sobrecarregadas. Não temos mais capacidade de transferir pacientes de uma macrorregião para outra, e isso faz com que a gente adote medidas mais duras”, explicou o secretário.

Fábio Baccheretti ressaltou que a onda roxa não pode ser apenas mais uma cor no mapa, mas uma mudança de comportamento de todos os mineiros. “Precisamos que os cidadãos entendam isso. Não adianta restringir a circulação e fechar o comércio se as pessoas não mudarem os hábitos. O mineiro foi um exemplo para o Brasil no início da pandemia, mas com o passar do tempo ele foi relaxando”, disse.

O secretário explicou que Minas Gerais passou a registrar uma queda mais acentuada das taxas de isolamento em outubro, chegando a 30%. Com isso, a média móvel de casos subiu de maneira exponencial, seguida pelo número de óbitos. “Nas primeiras semanas de março houve um aumento acima da média de ocupação. A abertura de leitos não acompanha a velocidade do número de infectados, que é muito maior”, afirmou.   

Segurança

Em relação à segurança durante o período de onda roxa, o comandante-geral da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais (PMMG), coronel Rodrigo Sousa, explicou que caberá à corporação apoiar a fiscalização das posturas municipais.

“Temos protocolos já definidos. O objetivo é fazer com que as pessoas obedeçam e que não seja preciso adotar outras medidas, que podem ser notificação ou multa. No entanto, alguns comportamentos podem incorrer em crimes como resistência, desobediência, desacato e até mesmo a propagação de doença contagiosa. Neste caso, entramos na esfera criminal, o que deve ser tratado pela Justiça”, explicou.

Onda roxa

Conforme Deliberação nº 130, de 3 de março de 2021, do Comitê Extraordinário Covid-19, durante a vigência da onda roxa, somente podem funcionar as seguintes atividades e serviços, e seus respectivos sistemas logísticos de operação e cadeia de abastecimento e fornecimento.

I – setor de Saúde, incluindo unidades hospitalares e de atendimento e consultórios;

II – indústria, logística de montagem e de distribuição, e comércio de fármacos, farmácias, drogarias, óticas, materiais clínicos e hospitalares;

III – hipermercados, supermercados, mercados, açougues, peixarias, hortifrutigranjeiros, padarias, quitandas, centros de abastecimento de alimentos, lojas de conveniência, lanchonetes, de água mineral e de alimentos para animais;

IV – produção, distribuição e comercialização de combustíveis e derivados;

V – distribuidoras de gás;

VI – oficinas mecânicas, borracharias, autopeças, concessionárias e revendedoras de veículos automotores de qualquer natureza, inclusive as de máquinas agrícolas e afins;

VII – restaurantes em pontos ou postos de paradas nas rodovias;

VIII – agências bancárias e similares;

IX – cadeia industrial de alimentos;

X – agrossilvipastoris e agroindustriais;

XI – telecomunicação, internet, imprensa, tecnologia da informação e processamento de dados, tais como gestão, desenvolvimento, suporte e manutenção de hardware, software, hospedagem e conectividade;

XII – construção civil;

XIII – setores industriais, desde que relacionados à cadeia produtiva de serviços e produtos essenciais;

XIV – lavanderias;

XV – assistência veterinária e pet shops;

XVI – transporte e entrega de cargas em geral;

XVII – call center;

XVIII – locação de veículos de qualquer natureza, inclusive a de máquinas agrícolas e afins;

XIX – assistência técnica em máquinas, equipamentos, instalações, edificações e atividades correlatas, tais como a de eletricista e bombeiro hidráulico;

XX – controle de pragas e de desinfecção de ambientes;

XXI – atendimento e atuação em emergências ambientais;

XXII – comércio atacadista e varejista de insumos para confecção de equipamentos de proteção individual – EPI e clínico-hospitalares, tais como tecidos, artefatos de tecidos e aviamento;

XXIII – de representação judicial e extrajudicial, assessoria e consultoria jurídicas;

XXIV – relacionados à contabilidade;

XXV – serviços domésticos e de cuidadores e terapeutas;

XXVI – hotelaria, hospedagem, pousadas, motéis e congêneres para uso de trabalhadores de serviços essenciais, como residência ou local para isolamento em caso de suspeita ou confirmação de covid-19;

XXVII – atividades de ensino presencial referentes ao último período ou semestre dos cursos da área de saúde;

XXVIII – transporte privado individual de passageiros, solicitado por aplicativos ou outras plataformas de comunicação em rede.

As atividades e os serviços essenciais acima devem seguir o protocolo sanitário previstos pelo plano Minas Consciente e priorizar o funcionamento interno e a prestação dos serviços na modalidade remota e por entrega de produtos.

As atividades de operacionalização interna dos estabelecimentos comerciais e as atividades comerciais que se realizarem por meio de aplicativos, internet, telefone ou outros instrumentos similares, e de entrega de mercadorias em domicílio ou de retirada em balcão, vedado o consumo no próprio estabelecimento, estão permitidas, desde que respeitado o protocolo citado acima.

Fonte: Agência Minas