
Três dias em cárcere: mulher denuncia estupros e agressões
Três dias em cárcere: mulher denuncia estupros e agressões em Juiz de Fora
Vítima deu entrada no Hospital de Pronto Socorro Dr. Mozart Teixeira (HPS); suspeito nega acusações e diz que relação sexual foi consensual
Bruno Luis Barros – Especial para o EM
28/01/2022 20:40 – atualizado 28/01/2022 21:34

Uma mulher de 34 anos procurou a Polícia Militar (PM), na última quarta-feira (26/1), alegando ter sido estuprada duas vezes em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira. O autor, conforme a denunciante, seria um homem, de 36, proprietário de uma residência no Bairro Santa Efigênia, na Zona Sul da cidade – local onde ela teria sido mantida em cárcere privado por três dias.
Além do crime sexual, a vítima diz que foi brutalmente espancada. Apesar de o suspeito ter sido localizado e conduzido à delegacia, a Polícia Civil informou ao Estado de Minas, nesta sexta-feira (28/1), que a prisão não foi confirmada. O motivo não foi explicado.
À PM, a vítima disse que é usuária de crack e frequenta a residência do autor com o objetivo de usar drogas com ele. No último domingo (23/1), à tarde, ela conta que foi até o imóvel com essa finalidade e acredita ter recebido alguma substância que alterou sua capacidade psicomotora.
Logo, a mulher alega ter ficado sonolenta e sem capacidade de reação durante sua permanência na casa. Nesse período, o autor teria praticado sexo à força com ela.
A polícia também pontua, com base no depoimento da vítima, que ela e o suposto agressor se conheceram há cerca de sete meses. Nesse sentido, o relacionamento entre eles era mantido com o único objetivo de compartilhar o uso de entorpecentes.
Ainda segundo o relato da mulher, o estupro aconteceu pela segunda vez na última quarta-feira, pela manhã. “Ela teria tentado se desvencilhar do autor. Contudo, não conseguiu impedir a violência e nem gritar por socorro”, destaca trecho do registro policial, revelando que foi neste dia que a vítima – “após se recuperar um pouco da situação e de um descuido do autor” – conseguiu fugir e ligar para a polícia.
Além da violência sexual, ela afirma ter sido brutalmente agredida em várias partes do corpo com socos e um alicate, o que resultou em um dente quebrado e dores nas mãos, punhos e ombros. Ela também alega que teve parte dos cabelos e cílios cortados.
Vítima conduzida para o hospital
A vítima foi conduzida para o Hospital de Pronto Socorro Dr. Mozart Teixeira (HPS), no município, onde, após avaliação médica, foi confirmada a conjunção carnal, mas sem elementos para afirmar se o ato sexual foi ou não recente.
Já o dentista da unidade hospitalar identificou uma fratura coronária em um dente, e uma pequena luxação em outro. Nesses casos, também não foi possível precisar quando as lesões aconteceram. O traumatologista constatou contusões nas mãos, no punho direito, ombro direito e nos glúteos.
Por fim, a roupa íntima e uma amostra de secreção da vítima foram encaminhadas para exames.
Autor nega acusações
Localizado em sua casa pela Polícia Militar, o suspeito confirmou que a mulher esteve no imóvel no período relatado e que fizeram uso de drogas. Segundo ele, as relações sexuais aconteceram, mas foram consentidas. O homem também nega ter agredido a denunciante.
Porém, o autor confirmou que, ao sair para trabalhar, trancava a casa com a vítima lá dentro, temendo que ela roubasse algum objeto para trocar por drogas. Ele disse, ainda, que, durante o tempo que permanecia fora do imóvel, deixava pedras de crack para ela consumir – fato confirmado pela vítima, aponta a PM.
Por fim, o suspeito recebeu voz de prisão e foi conduzido à delegacia, onde foi ouvido e liberado. O caso será investigado pela Polícia Civil.
Fonte: Estado de Minas
PM recebeu 942 denúncias de maus-tratos contra animais em JF em 2021
Número representa aumento de 57,78% em relação ao ano anterior; somente no primeiro mês de 2022, já são 105 novas denúncias
Bruno Luis Barros – Especial para o EM
27/01/2022 21:47 – atualizado 27/01/2022 21:47

O comandante do 1º Pelotão da PM de Meio Ambiente, tenente Júlio César de Almeida, explica que a maioria das denúncias de maus-tratos no município tem como causa o ambiente insalubre.
“Além da falta de higiene no local, os animais, muitas vezes, são encontrados sem comida e abrigos que os protejam da chuva e do sol. Eles também ficam amarrados em pequenas correntes, o que dificulta a locomoção”, explica o tenente, revelando preocupação com o aumento expressivo dos atos de violência contra os animais.
“Por isso, pedimos que os cidadãos continuem levando ao conhecimento policial as questões que envolvam maus-tratos, bem como as denúncias de atos contra a fauna e flora silvestres, recursos hídricos, entre outras. No caso dos animais, especificamente, é de praxe que um veterinário seja acionado para acompanhar as diligências, e o autor seja detido e levado à delegacia”, ressalta.
A PM de Meio Ambiente não fez levantamento do número de casos de violência por grupos de animais, bem como não detalhou as ocorrências conforme a gravidade.
Para denunciar casos de maus-tratos contra animais, os cidadãos devem acionar a Polícia Militar ligando para 181 (Disque Denúncia Unificado) ou (32) 3228-9050.
O que diz a lei? A prática de crimes contra a fauna silvestre é tipificada pela Lei 9.605/1998 – que dispõe sobre as sanções penais e administrativas para condutas que causam danos ao meio ambiente. Nesse sentido, vale mencionar alguns pontos de mais destaque da legislação. Conforme o caput do artigo 29, quem “matar, perseguir, caçar, apanhar e utilizar espécies da fauna silvestre” – sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente – poderá ser penalizado com detenção de seis meses a um ano, além de multa. O mesmo vale para aqueles que vendem, exportam, adquirem, guardam ou mantêm em cativeiro tais espécies. A pena pode ser aumentada pela metade, por exemplo, caso o crime seja praticado contra espécie rara ou considerada ameaçada de extinção. A penalidade triplica caso a atividade criminosa decorra do exercício de caça profissional. Lei mais severa para crimes contra cães e gatos
Já o artigo 32 também diz, de forma mais geral, que quem “praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos” poderá receber uma pena de três meses a um ano. Nesses casos, a legislação também prevê aplicação de multa. A pena é aumentada de um sexto a um terço, caso ocorra a morte do animal.
Quando se tratar de cão ou gato, a pena para as condutas descritas no referido artigo será de reclusão de dois a cinco anos, multa e proibição da guarda. O dispositivo legal foi inserido por meio da Lei 14.064, de 2020, popularmente conhecida como Lei Sansão.
Fonte: Estado de Minas
Inmet emite alerta de chuvas intensas para Zona da Mata
Instabilidade é provocada pela Zona de Convergência do Atlântico Sul e atinge todo estado de Minas neste fim de semana
Por Mariana Floriano, sob supervisão de Regina Campos
29/01/2022 às 17h51
A atuação de uma Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) entre a região Norte do Brasil e o litoral dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro contribui para a manutenção do tempo instável em diversas regiões do Estado de Minas Gerais, incluindo a Zona da Mata. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), pancadas de chuva, por vezes fortes, com volume significativo, poderão atingir a região durante este fim de semana.
Um alerta meteorológico emitido pelo Inmet, na tarde deste sábado (29), aponta para ocorrência de chuvas intensas, entre 30 e 60 milímetros de precipitação por hora, acompanhadas de rajadas de vento no Sul, região metropolitana de Belo Horizonte, Oeste, Triângulo Mineiro, Campo das Vertentes e Zona da Mata. Para Juiz de Fora, o instituto prevê volume acumulado de chuva que pode chegar a cinco milímetros neste domingo (30).
O alerta de tempestades também é válido para as regiões Norte, Central e Noroeste de Minas. De acordo com o Inmet, nestes locais, as precipitações devem ser acompanhadas de ventos que podem variar entre 40 e 60km/h. O aviso é vigente até as 10h de domingo (30).
Leve declínio de temperatura
Com as chuvas, os termômetros devem ter um leve declínio nos próximos dias. De acordo com o Inmet, neste domingo, Juiz de Fora terá temperatura máxima de 26 graus e mínima de 19. Cenário mais ameno do que o observado na semana anterior e neste sábado, quando os termômetros do 5º Distrito de Meteorologia, instalados no Campus da UFJF, registraram máxima de 27,3 graus na Cidade Alta. Já a mínima aferida foi de 18,7 graus.
Fonte: Tribuna de Minas







