



SEX 3 DEZEMBRO 2021 18:15 ATUALIZADO EM SEX 03 DEZEMBRO 2021 18:20
A não adesão familiar ainda é um dos principais fatores que impacta realização das cirurgias
A taxa de recusa familiar para doação de órgãos e tecidos em Minas Gerais permanece próxima dos 50%, e o número de transplantes realizados (até outubro foram 1.310), quando comparado a 2019, continua trajetória de queda de mais de 30%, no contexto da pandemia de covid-19.
“O cenário é o mesmo. A recusa familiar aumentou muito com a pandemia, antes era de 30%. O acolhimento hospitalar para reduzir as negativas foi impactado pelos protocolos sanitários estabelecidos para fazer frente à covid-19, e isso refletiu no comportamento das famílias doadoras”, explica o cirurgião e diretor do MG Transplantes, Omar Lopes Cançado.
Aprimoramento
Outro fator, decorrente dos novos protocolos sanitários, e que teve impacto sobre o número de transplantes realizados, foi a exclusão de todos os prováveis doadores que apresentavam algum sintoma gripal, de modo a diminuir o risco de transmissão da covid-19.
Segundo o diretor do MG Transplantes, para que o Brasil alcance resultados melhores é necessário que, junto com o crescimento da adesão familiar às doações, a identificação do potencial doador seja aprimorada. Para isso, todos os municípios deveriam ser capazes de realizar o protocolo de morte encefálica, realidade que não é vivenciada por diversas cidades brasileiras, devido à falta de equipamentos e especialistas.
Ao mesmo tempo, todos os hospitais também deveriam ser capazes de notificar o diagnóstico de morte encefálica às centrais de captação de órgãos, mas isso não ocorre. “Grande parte dos hospitais ainda não notifica. De modo geral, a notificação é muito aquém do que deveria”, frisa Lopes Cançado.
Reinserção social
Em Minas, por exemplo, a notificação é de 30 por milhão de população. O ideal é que fosse de, aproximadamente, 100 por milhão. Do mesmo modo, o número de doadores por milhão de população também fica bastante distante do ideal. Na Espanha, país que, ao lado dos Estados Unidos, serviu de modelo para o sistema brasileiro de transplantes, há 40 doadores por milhão de habitantes, em Minas, esse número, atualmente, é de 10 doadores por milhão. Antes da pandemia era de 14 por milhão de pessoas.
Omar Cançado salienta que as doenças que requerem a realização de transplantes são do tipo que limitam consideravelmente a vida das pessoas, quando não as matam. “Elas se encontram tão enfermas, que não conseguem realizar atividades simples do dia a dia. A importância da doação e do transplante é reinserir essas pessoas à sociedade”.
História singular
Na contramão do crescimento da recusa familiar, a história da musicista ucraniana Mariya Serebryakova, de 41 anos, não somente pode inspirar a adesão à doação, como também mostrar que a conscientização, a solidariedade e a empatia são bases para a mudança do cenário dos transplantes.
Masha (como era conhecida) estava no Brasil, desde 2013, na condição de refugiada humanitária, devido à guerra que já dura oito anos em sua cidade natal. Como uma das muitas consequências do conflito, ela perdeu sua nacionalidade ucraniana e não adquiriu outra.
Violinista profissional, professora de violino, russo e coreano, assim como ciclista semiprofissional, capoeirista e vegana por compaixão pelos animais, Serebryakova era, sobretudo, especialista em doar-se às pessoas. Declarou-se doadora de órgãos e também doava sangue periodicamente.
Acidente
No auge da pandemia de covid-19, impedida de trabalhar devido às restrições impostas pelos protocolos das autoridades sanitárias, que suspenderam a realização de eventos, Masha dedicou-se, de forma ainda mais intensa, ao trabalho voluntário em asilos e hospitais oncológicos, que visitava para levar música e leveza. Além disso, também encontrava disposição para percorrer, com sua bicicleta, os 16 quilômetros que separam os bairros Santo Antônio, na região Sul de Belo Horizonte, e Jardim Canadá, em Nova Lima, a fim de ajudar a preparar marmitas num projeto destinado a pessoas carentes.
Por ironia do destino, a mesma bicicleta que levava Masha a seus compromissos e lhe dava tanta alegria nas competições de velocidade e treinos, a conduziu ao fim prematuro de sua vida, em uma colisão com um ônibus. O impacto da batida causou o traumatismo raquimedular que encerrou a trajetória da quase brasileira Mariya Serebryakova (segundo os amigos, ela estava providenciando sua naturalização por se sentir brasileira), e deu lugar a uma trágica continuidade de suas ações de amor ao próximo.
Como estrangeira e sem parentes no Brasil, legalmente, ela não poderia ser submetida à cirurgia para a doação de órgãos, apesar do desejo manifestado em vida tanto aos amigos brasileiros, como à mãe idosa que vive em Donetsk, cidade ucraniana distante mais de 11 mil quilômetros da capital mineira.
Além das fronteiras
Foi necessária uma complexa articulação internacional que envolveu o Consulado da Ucrânia no Brasil, autoridades e instituições brasileiras e ucranianas, para que a mãe de Masha fosse informada do óbito da única filha e constituísse dois, dos muitos amigos de Mariya, o advogado Gabriel Guimarães e o musicista Yan Latinoff Vasconcellos, como seus procuradores para autorizar a doação dos órgãos da filha.
Entre o acidente e a declaração da morte encefálica, passaram-se três dias até a retirada dos órgãos. Seu gesto permitiu que pessoas que aguardam na fila de transplantes (atualmente são mais de 4,5 mil no estado) possam ter uma nova vida ao receber as córneas, rins, fígado e pâncreas da altruísta Mariya Serebryakova. Como bem sintetizou Yan Vasconcellos, “a doação dos órgãos da Masha foi a última etapa de uma vida de doação ao outro”.
Ainda este mês, parte de suas cinzas vão nutrir as raízes de uma árvore que será plantada pelos amigos em sua homenagem e outra parte será enviada para sua mãe na Ucrânia. “Se as pessoas soubessem a diferença que a doação de órgãos faz na vida dos transplantados, se soubessem o quão sério é o trabalho do MG Transplantes, certamente todos seriam doadores”, finaliza Gabriel Guimarães.
Fonte: Agência Minas

O sesmeiro Domingos Ferreira Marques, inspirado pela esposa Feliciana Francisca Dias, devota ao Divino Espírito Santo, doou 40 alqueires de terra para o Patrimônio de uma Capela de Aplicação, conforme escritura lavrada em 20/07/1828. Formou-se um curato e a construção de uma capela-mor foi iniciada pouco depois. A primeira Capela surgiu por volta de 1830. Posteriormente, essa Capela deu lugar a Igreja Matriz do Divino Espírito Santo, construída a partir de 1842 e finalizada em 1857.
Muitos ranchos para tropas foram levantados na pequena povoação e nas suas imediações. O primeiro rancho que deu abrigo a milhares de tropeiros e viajantes que vinham do campo para o Rio de Janeiro foi o de José Antônio, no lugar onde se denomina Extrema. O segundo foi construído no Largo da Igreja, hoje Praça do Divino. O arraial servia de parada para os deslocamentos entre o Rio e Minas. O local foi denominado Curato do Espírito Santo, que décadas depois receberia o nome de Guarará.
Em 01/01/1868, através da Lei nº 1.466, o Curato do Espírito Santo do Mar de Espanha é elevado à categoria de Paróquia, observando as mesmas divisas. Mais adiante pela Lei nº 2034 de 01/12/1873 é criada a Freguesia do Espírito Santo do Mar de Espanha. O café constituía a principal fonte de riqueza de nossas terras e tempos depois, cedeu espaço a pecuária e cana-de-açúcar.
O Distrito do Espírito Santo do Mar de Espanha foi emancipado através do Decreto nº 278 em 05/12/1890. Sua instalação administrativa ocorreu somente no ano seguinte em 01/02/1891 na casa do 2º Barão de Catas Altas (Antônio José Bastos Gomes) na Praça do Divino. Neste local atualmente funciona a Escola Municipal Ferreira Marques. Em 22/01/1891, pelo Decreto Estadual nº 343, a Vila do Espírito Santo passou a denominar-se, simplesmente, Vila do Guarará.
Segundo a Lei nº 84 de 06/06/1894 a Vila do Guarará passou a denominação de Vila do Espírito Santo do Guarará, acatada pelo Estado de Minas por sugestão do Vereador Padre Manoel José Corrêa. Essa denominação permaneceu até o final da década de 1920. A partir daí, passou a adotar novamente o termo Vila do Guarará, até meados da década de 1940, quando usou somente o vocábulo Guarará.
Conta à tradição que, o 2º Barão de Catas Altas, logo após o decreto de emancipação tinha que escolher um nome para a nova Vila. Sem tempo hábil para consultar os moradores e correligionários, veio à ideia de homenagear onde sua esposa nascera na região da Vila de Queluz (atual Conselheiro Lafaiete), porque, em sua terra de origem, havia um riacho com o nome de ‘Guarará’, na Fazenda Guarará, talvez por saudosismo, resolveu denominar o local recém-emancipado de ‘Vila do Guarará’, em substituição à Espírito Santo do Mar de Espanha.


O CIESP repassa informações claras e objetivas sobre a Covid-19 em todos os municípios consorciados.
Confira o boletim consolidado de hoje.
ESCLARECIMENTO
O Boletim de Acompanhamento Regional da Pandemia da Covid-19, publicado pelo CIESP, informa apenas casos confirmados da doença (em tratamento, curados ou que evoluíram para óbito).
Esclarecemos, ainda, que nas informações de Mar de Espanha, o número de óbitos não está incluído no total de casos positivos.
Essa informação é colhida diariamente em cada uma das Secretarias Municipais de Saúde dos entes consorciados. Deixamos claro que não menciona números referentes a casos suspeitos, em investigação ou descartados.
#MascarasParaTodos
#EuProtejoVoceeVoceMeProtege
#CiespPlantaoCoronavirus
#CiespMultifinalitario
SEX 3 DEZEMBRO 2021 10:00 ATUALIZADO EM SEX 03 DEZEMBRO 2021 10:04
Oportunidade representa chance de vida nova para pessoas que foram recém-desligadas do Sistema Prisional
Dezoito egressos do Sistema Prisional, sendo 17 homens e uma mulher, estão se capacitando nesta semana no curso de Pequenos Reparos – Hidráulica e Elétrica e Oficina de Empreendedorismo. As aulas acontecem na sede do Programa de Inclusão Social de Egressos do Sistema Prisional (PrEsp) de Juiz de Fora e são oferecidas pela Associação Mineira de Educação Continuada (Asmec). A qualificação representa uma oportunidade para aqueles que acabaram de deixar o sistema prisional e encontram barreiras para entrar no mercado de trabalho.
O curso é custeado pelo PrEsp, por meio de verba de emenda parlamentar. O progama é gerenciado pela Subsecretaria de Prevenção à Criminalidade (Supec), da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). Além das aulas, os egressos também recebem material didático, lanche e auxílio transporte.
O objetivo da capacitação é qualificar profissionalmente e contribuir para a inclusão no mercado de trabalho ou auxiliar na geração de renda desse público. Os cursos propostos pelo PrEsp consideram as especificidades dos egressos e buscam, também, o desenvolvimento de talentos, além do aprimoramento de habilidades, contribuindo assim para a prevenção à criminalidade.
Essa é a terceira turma do projeto, que pretende profissionalizar mais de 330 egressos e outros 170 nas oficinas de empreendedorismo. A ideia surgiu a partir das demandas apresentadas pelas próprias pessoas acompanhadas pelo PrEsp.
Belo Horizonte foi a primeira cidade a receber o curso, que também já foi promovido em Contagem. Outras oito cidades serão contempladas: Betim, Governador Valadares, Ipatinga, Montes Claros, Santa Luzia, Ribeirão das Neves, Uberaba e Uberlândia.
Fonte: Agência Minas
QUA 1 DEZEMBRO 2021 15:10 ATUALIZADO EM QUA 01 DEZEMBRO 2021 15:09
Organização de consórcios públicos intermunicipais e cartilha sobre o tema foram apresentados às cidades em evento on-line
O Governo de Minas, por meio das secretarias de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede) e Social (Sedese) tem ajudado as prefeituras com orientações para a organização de consórcios públicos entre municípios, com o objetivo de oferecer serviços socioassistenciais de alta complexidade. Nesta semana, o Estado promoveu um seminário on-line e disponibilizou uma cartilha com informações sobre o tema.
Cerca de 340 municípios mineiros acompanharam o evento, transmitido no canal da Sedese no YouTube.
Proteção integral
Os serviços de alta complexidade são aqueles que garantem proteção integral (moradia, alimentação, higienização e trabalho protegido) para famílias e indivíduos que se encontram sem referência e/ou em situação de ameaça, necessitando ser retirados de seu núcleo familiar e/ou comunitário. Esses serviços envolvem, ainda, o acolhimento destinado a crianças e adolescentes, mulheres em situação de violência, idosos ou adultos e famílias, conforme previsto na Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais.
Economia e melhoria do serviço
O superintendente de Regularização Fundiária e de Planejamento Urbano da Sede, Felipe Oliveira de Carvalho, destaca que os consórcios públicos intermunicipais funcionam como alternativa, principalmente quando envolvem municípios de pequeno porte e com baixa capacidade financeira de executar determinados serviços de Proteção Social Especial.
“Esses arranjos contribuem para a otimização dos recursos públicos para municípios com dificuldade no financiamento e na manutenção da oferta localmente. A iniciativa reforça, ainda, a transparência das ações e dá celeridade à execução de projetos, além de atender diretamente as demandas das realidades locais e regionais com baixo custo”, acrescenta o gestor.
Cartilha
Elaborada pela Diretoria de Planejamento Territorial, Consórcios e Associativismo Municipal (DPCA) da Sede, em conjunto com a Sedese, a cartilha traz orientações básicas sobre consórcios públicos, assim como as especificidades dessa política que exige acompanhamento sociofamiliar de acordo com princípios e diretrizes da assistência social.
Fonte: Agência Minas