Quatro são presos e drogas, gaiolas e bicicletas apreendidas em imóvel em Bicas

Militares apreenderam diversos objetos como gaiolas e aparelhos eletrônicos que estariam empenhados por conta do comércio ilegal

Por Tribuna
19/05/2023 às 10h46

Quatro homens foram presos nessa quinta-feira (18) em ação de combate ao tráfico de drogas em Bicas, distante cerca de 38 quilômetros de Juiz de Fora. Segundo o registro policial, a ocorrência iniciou após uma chamada de roubo de celular.

Ao localizar o suspeito e recuperar o aparelho roubado, os militares identificaram, através do autor, um ponto de venda e armazenamento de drogas situado no Bairro São Pedro. No local, foram encontradas, conforme a ocorrência, 133 pedras de crack e três barras brutas da mesma substância; 81 porções de cocaína e uma boa quantidade não embalada da droga; duas balanças de precisão e máquina de cartão de crédito, além de diversos objetos que estariam empenhados por conta do comércio ilegal de drogas, como bicicletas, aparelhos eletrônicos e outros.

Ainda no imóvel, a PM apreendeu duas armas de fogo, 12 pássaros, gaiolas, alto falantes, caixas de som e mais de R$ 600 em moeda corrente. Ao final da ação, quatro pessoas foram presas

Fonte: Tribuna de Minas

Eterno Aprendiz no Paiol em Guarará

Vandalismo / Relógio Floral da Praça São José

A Prefeitura Municipal de Bicas, através da Secretaria de Desenvolvimento, vem informar que tendo em vista o ato de vandalismo que aconteceu no último domingo de manhã, o relógio floral está parado e assim permanecerá por tempo indeterminado para manutenção.
De acordo com o Código Penal Brasileiro, o crime de vandalismo contra o patrimônio público é passível de punição com prisão, de 6 meses a 3 anos e multa.

Obituário

ANTÔNIO ROBERTO ARRUDA

Faleceu dia 13 de maio no Rio de Janeiro onde residia, aos 75 anos. Natural de Bicas, membro da estimada família Arruda, aqui passou a sua infância e juventude e cursou o SENAI. Desportista, atuou no juvenil do Esporte e no juvenil do Leopoldina, onde sagrou-se campeão do Torneio Interno da LAB em 1967.

Posteriormente, seguiu para o Rio de Janeiro e iniciou sua carreira como contínuo da redação do Jornal do Brasil e depois como pesquisador no Correio da Manhã e arquivista no Jornal dos Sports.

Chegou ao jornal O Globo e finalmente ao Extra, onde por 12 anos chefiou a reportagem da editoria de esportes. Com sua experiência e conhecimento, tornou-se um dos mais requisitados pesquisadores para grandes obras de vários escritores.

Antônio era viúvo e pai de três filhos. Sepultado no cemitério Cacuia, na Ilha de Governador, no Rio de Janeiro. O MUNICÍPIO publicou várias crônicas em que ele era citado, inclusive uma de Nelson Rodrigues. Abaixo, estamos republicando uma delas, do jornalista e seu amigo Renato Maurício Prado, por ocasião de sua aposentadoria.

DALTON FÁVERO RETTO

Faleceu dia 12 de maio em Juiz de Fora, onde se encontrava internado, aos 85 anos. Natural de Bicas, filho de Maria da Glória Fávero Retto e Francisco Retto Filho, era Engenheiro Agrônomo, formado pela Universidade Federal de Viçosa. Pecuarista, sempre atuou com sucesso na pecuária leiteira e de corte.

Por vários anos exerceu o cargo de presidente da Cooperativa dos Produtores de Leite de Bicas, administrando com competência e muito trabalho para manter a instituição e aumentar o seu valioso patrimônio. Cidadão de personalidade, desfrutava de larga estima em nossa comunidade e região.

Casado com Mirtes Paradela Retto, deixa os filhos Ricardo, Juliana e Rodrigo, os netos Lucas e Manuela, além dos irmãos Josepha Retto Granato, Décio Fávero Retto, Duílio Fávero Retto e Josette Retto Machado Veiga. Sepultado em Bicas.

AMILCAR MONTEIRO REBOUÇAS (AMILQUINHA)


Faleceu dia 06 de maio, aos 68 anos. Filho do saudoso e estimado casal Dª Zélia / Amilcar Verlangieri Rebouças, deixa viúva Vitória Lúcia de Paula Rebouças, as filhas Thereza e Mariana e a irmã Maria Angélica Rebouças.

Engenheiro, formado pela FUMEC, em Belo Horizonte, Amilquinha trabalhou muitos anos na AMPAR, deixando sua marca e competência em inúmeras e importantes obras projetadas para os municípios que participavam da associação. Exerceu com zelo e sucesso o cargo de Secretário de Obras da Prefeitura de Juiz de Fora em duas oportunidades. Proprietário da Rebouças Arquitetura e Engenharia projetou e executou muitas obras em nossa região.

Tinha grande ligação com O MUNICÌPIO, que teve a honra de tê-lo como cronista de destaque, por quase três décadas, sempre prestigiado pelos leitores. Todos os anos fazia questão de participar do “Encontro Informal” que era realizado para marcar o aniversário do jornal.

Sua partida é uma perda irreparável para jornal. Seu corpo foi cremado e as cinzas colocados no jazigo da família no Cemitério Municipal de Bicas. Abaixo, uma bonita postagem de sua irmã, Maria Angélica Rebouças, no Facebook.

Descansa amado irmão Amílcar

Imagine que você está à beira mar e você vê um navio partindo, você fica olhando, enquanto ele vai se afastando e afastando, cada vez mais longe, até que finalmente aparece apenas um ponto no horizonte. Lá onde o céu e o mar se encontram.

E você diz: “Pronto, ele se foi” Foi aonde? Foi a um lugar que a sua vista não alcança. Só isto. Ele continua grande, tão bonito e tão importante como era quando estava com você.

A dimensão diminuída está em você, não nele. E, naquele exato momento em que você está dizendo “ele se foi”, há outros olhos vendo-o aproximar-se, outras vozes exclamando em júbilo: “Ele está chegando”
Descanse em Paz…

MONIQUE CALIL RETTO

Faleceu dia 22 de abril no Rio de Janeiro, aos 43 anos. Filha de Ana Carmen Calil e de Duílio Fávero Retto, deixa as irmãs Marcelle e Mirelle. Professora de Física, atuava com sucesso na área de gastronomia como proprietária do Empório Gourmet. Desfrutava da estima de todos que com ela conviveram. Sepultada em Bicas.

REGINA LIMA DE OLIVEIRA MODESTO faleceu dia 21 de abril, aos 55 anos. Natural de Argirita, filha de Maria Aparecida Lima de Oliveira e José Antônio de Oliveira. Residia na Rua Arthr Bernardes, em Bicas, cidade onde foi sepultada.

DIVA BOTO faleceu dia 15 de abril, aos 86 anos. Natural de Guarará, filha de Maria Ovídia de Jesus e Guilhermino Boto. Residia na Rua Cel. Souza, em Bicas, cidade onde foi sepultada.

MARIA GERALDA GREGÓRIO VICENTE faleceu dia 13 de abril, aos 74 anos. Natural de Lima Duarte, filha de Francisca Maria de Oliveira e Geraldo Gregório Justino. Residia na Rua Padre Manoel Pires Pereira, em Bicas, cidade onde foi sepultada.

ANA MARIA DA CONCEIÇÃO faleceu dia 09 de abril, aos 87 anos. Natural de Chácara, filha de Sebastiana de Jesus e Ortolino Braz. Residia na Rua Cel. Francisco Sales, em Bicas, cidade onde foi sepultada.

GILSON JOSÉ VIEIRA faleceu dia 03 de abril, aos 59 anos. Natural de Bicas, filho de Ercy Cardoso Vieira e José Vieira. Residia na Rua Josepha Bianco Retto, em Bicas, cidade onde foi sepultado.

SIMONI LUZIA GRIGORIO DE PAULA faleceu dia 03 de abril, aos 42 anos. Natural de Bicas, filha de Maria Aparecida Grigório de Paula e Sebastião Oswaldo de Paula. Residia na Rua Antônio Berteli, em Bicas, cidade onde foi sepultada.

ZENI FRANCISCA DE JESUS PINTO faleceu dia 31 de março, aos 72 anos. Natural de Eunápolis, filha de Lindaura Francisca de Jesus. Residia na Rua José Monteiro de Rezende, em Bicas, cidade onde foi sepultada.

JAIME SILVA faleceu dia 31 de março, aos 53 anos. Natural de Bicas, filho de Maria Antônia da Silva e Orlando Silva. Residia na Alameda Santos, em Bicas, cidade onde foi sepultado.

LUZIA MEDEIROS DE OLIVEIRA faleceu dia 31 de março, aos 61 anos. Natural de Saudade/Mar de Espanha, filha de Iraci de Souza Correa e Anízio Medeiro Correa. Residia na Rua Garcia Passos, em Bicas, cidade onde foi sepultada.

FÁBIO AMADEU CAMPOS faleceu dia 30 de março, aos 18 anos. Natural de Bicas, filho de Cássia Raimundo Campos Amadeu e Fabiano Anderson Amadeu. Residia na Rua José Varanda, em Bicas, cidade onde foi sepultado.

PAULO CESAR FERNANDES (PAULO BOI)

Faleceu dia 27 de março em Lauro de Freitas/BA, onde residia, aos 72 anos. Natural de Bicas, aqui passou sua infância e juventude. Nos anos sessenta, participou de conjuntos musicais que animavam as brincadeiras dançantes e os bailes em nossa cidade e região, com destaque para o sempre lembrado CBV, o de maior sucesso. Paulo trabalhou no Banco do Brasil e deixou os filhos Paulo Jr. e Lucas Fernandes. Sempre prestigiou O MUNICÍPIO como assinante e leitor.

JHONNYS DA SILVA GARCIA FONSECA faleceu dia 25 de março, aos 23 anos. Natural de Bicas, filho de Maria Patrícia da Silva e Vinícius Garcia Fonseca. Residia na Rua Mello Vianna, em Bicas, cidade onde foi sepultado.

MARIA DE FÁTIMA SOUZA RAYMUNDO faleceu dia 23 de março, aos 73 anos. Natural de Rio Novo, filha de Júlia de Souza. Residia na Av. Bianco, em Bicas, cidade onde foi sepultada.

EDNEA GOMES ALHADAS faleceu dia 22 de março, aos 91 anos. Natural de Bicas, filha de Maria Carolina Cassete Gomes de Antônio Gomes. Residia na Rua Presidente Getúlio Vargas, em Bicas, cidade onde foi sepultada.

DALVA TRESSE MIRANDA faleceu cia 20 de março, aos 89 anos. Natural de Bicas, filha de Eugênia de Castro Tresse e Antônio Tresse. Residia na Rua Garcia Passos, em Bicas, cidade onde foi sepultada.

Pastora trans abre a própria igreja em MG após afirmar ter sofrido com preconceito de evangélicos

A igreja Chamas de Fogo foi fundada pela pastora trans Samantha Picoli em Juiz de Fora (MG). — Foto: Divulgação

Samantha Picoli foi responsável pela criação da igreja Chamas de Fogo, em Juiz de Fora, que além de combater o preconceito, realiza casamentos homoafetivos e tem foco no acolhimento de pessoas.

Veja a matéria AQUI no site do G1 Zona da Mata.

Digitalização de jornais históricos

Na fita, o sócio-proprietário da Foto Vídeo Pallazzo, Ricardo Rossi, dando um pega nos jornais históricos de Bicas e digitalizando-os, para a produção dos próximos capítulos do documentário Bicas 100 anos, resgate que está sendo produzido por iniciativa da Prefeitura de Bicas.

O Espaço Cultural Falabella, em Mar de Espanha, foi o lugar escolhido para a confecção dos trabalhos. 

 

Há 50 anos, em 13/05/1973. O MUNICÍPIO publicava: E agora vamos cruzar os braços? Loja Maçônica / O MINI / Voz de São João

Mês das Mães / Plasc e Santa Casa, mais vantagens e confiança para toda a família

Acesse AQUI e saiba mais…

Ex-companheira acusada de matar policial federal aposentado em Juiz de Fora será levada para hospital psiquiátrico

Américo Vieira Júnior era policial federal aposentado e vocalista da banda Raul Queixas e Mágoas — Foto: Reprodução/TV Integração

Ela foi considerada pela Justiça como inimputável e a decisão foi pela absolvição imprópria. Américo Vieira Júnior, que também era músico, foi morto a facadas em março de 2021.

Veja a matéria acessando AQUI o link do site G1 Zona da Mata.

Ao telefone com Antônio Arruda

“Os anos de serviços prestados junto à pastas e microfilmes guardados na era pré-Google fizeram dele um dos mais requisitados pesquisadores para grandes obras de vários escritores.”

Corroborando o que diz o trecho acima, extraído do Obituário de Antônio Roberto Arruda, digo que, em julho de 1994, o saudoso jornalista biquense me telefonou, num domingo à noite, indagando detalhes sobre a última estada do Garrincha em Bicas, em 1982, oportunidade em que o “gênio das pernas tortas” tomou pinga no Bar do Edir, almoçou na casa do saudoso botafoguense Pedro Machado, pra depois, desfilar pela Real Biquense, do qual era tema do enredo. 

Na época, a escola da parte baixa foi pra avenida com um samba de minha autoria, harmonizado pelo saudoso amigo Salim Lamha… Enfim, contei pro Antônio o que sabia sobre o lance.

O ganho pro “requisitado pesquisador” e pra Bicas… Seguinte… Em 1995, Ruy Castro lançou a excelente obra “Estrela Solitária – Um brasileiro chamado Garrincha”, vencedor do Prêmio Jabuti em 1996 na categoria “Livro do Ano de Não-Ficção”, que tem escritos e fotos da última homenagem em vida, recebida pelo imortal Camisa 7 do Botafogo.

Obituário: apaixonado pelo Flamengo, personagem de Nelson Rodrigues e amigo de Pelé, “Arrudinha” fez história no GLOBO

O ‘homem fatal de Bicas’, e também do jornalismo esportivo, morreu no último sábado

Por Gilmar Ferreira
15/05/2023 04h00 Atualizado há 5 horas

Arrudinha com Pelé – Foto: O Globo

Apaixonado pelo Flamengo, mas adorado por dirigentes, treinadores, e atletas de distintos clubes, gerações e modalidades, Antônio Roberto Arruda, o Arrudinha, abria portas para o bom jornalismo. De Pelé a Romário, de Nelson Piquet a Isabel Salgado, o mineiro natural de Bicas foi por anos a memória viva das editorias de esporte —primeiro do GLOBO, onde abriu a história como repórter no início dos anos 70, depois do Extra, veículo onde pôs o ponto final da carreira, em 2010.

Contínuo da redação do Jornal do Brasil, onde começou a trabalhar, foi levado pelo então editor João Máximo para fazer parte da equipe de esportes que chefiaria no extinto Correio da Manhã, para assumir a função de pesquisador. Dali passou a arquivista no Jornal do Sports e logo chegou ao GLOBO. Os anos de serviços prestados junto à pastas e microfilmes guardados na era pré-Google fizeram dele um dos mais requisitados pesquisadores para grandes obras de vários escritores.

Antes mesmo de ser lançado à reportagem, Arruda arrebatou a confiança de Nelson Rodrigues. Me dizia ele que o cronista vez por outra o terceirizava em jogos que não conseguia acompanhar. “O que achamos da partida, meu nobre”?, perguntava o dramaturgo e escritor que encarregara de assistir aos clássicos no Maracanã. Nos bastidores, há quem sustente que o multitalentoso Nelson fazia o mesmo com Armando Nogueira. Mas Arruda, como quem guardasse o segredo a sete chaves, lembrava de tal feito com sorriso de canto de boca e um orgulho escondido sob os traços de sua mineirice.

“O Nelson escrevia que por vezes se valia das informações relatadas por seu assistente que era deficiente visual…”, divertia-se o intrépido “homem fatal de Bicas”, que era como o dramaturgo o citava referia na coluna o seu até então anônimo personagem.

Repórter de furos

Já como repórter, o jeito cativante e a precisão nos fatos apurados o aproximaram de Pelé. E de tal modo que a partir de certo momento o próprio Rei, o considerou seu mais fidedigno biógrafo. Embora nunca a tivesse posto no papel, Arruda tinha dados e informações relevantes, os bastidores e a confiança do filho do Seu Dondinho. Em 2009, pouco antes de deixar a profissão, Arruda foi convidado por Pelé para conhecer a fazenda da família no Vale da Ribeira, em São Paulo, e pela primeira vez viu-se o lado agropecuário do atleta do século.

Furos? Diversos. Todos eles obtidos pela ousadia de quem chegava cedo à redação para dar partida na edição do dia seguinte e mostrava-se inquieto com as pautas fora do lugar comum. Como em 1993, quando ao conseguir o telefone de Johan Cruijff não se intimidou com a barreira do idioma. “Don Johan, desculpa por el adelantado de la hora, mas en Brasil, fútbol é uma pasion mundial…” E daí nasceu a entrevista que rodou o mundo onde o então técnico do Barcelona dizia que Romário era o gênio da grande área.

Bem-humorado, carinhoso e espirituoso, Antônio Roberto Arruda, fã incondicional de Didi, devoto de Pelé e afetivamente preso aos feitos de Zico, fechou seu ciclo em 2010, quando já se dedicava à coluna “Deu no jornal…”, publicada nas edições dominicais do Extra, onde por 12 anos chefiou a reportagem da editoria de esportes. O vasto conhecimento sobre todas as modalidades, a experiência, o faro jornalístico e a sensibilidade ajudaram a formar a ótima geração que o chamava de mestre e hoje brilha em diversos veículos.

Viúvo, pai de três filhos, Arrudinha morreu na noite de sábado (13), aos 75 anos, em consequência do Alzheimer. O mineiro divertidíssimo moldado pelos arquivos dos jornais era do tipo que adorava e valorizava o passado. Em função disso pôde viver, reviver e se tornar um imortal no coração de todos aqueles que conviveram com ele nas redações da vida — todos já cheios de saudades. Que descanse em paz, sabendo que somos grato por tudo que fez pela profissão.

Fonte: oglobo.oblobo.com