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ESTAÇÃO BICAS – Uma cidade que nasceu da Ferrovia, de sua Estação Ferroviária / Mais uma belíssima história
Matéria atualizada em 1º de setembro de 2023.



A ESTAÇÃO
A Estação de Bicas guarda uma belíssima história, tendo sido fundamental para a criação do Município.
Quando a Cia. Estrada de Ferro União Mineira aqui chegou ao final da década de 1870, o local escolhido pelo engenheiro Pedro Betim Paes Leme – responsável pela construção da ferrovia – para ser erguida nossa Estação Ferroviária era conhecido apenas como “o lugar denominado Taboas”, lugar este pertencente à Villa do Espírito Santo (Guarará), distrito de Mar de Espanha. E é neste momento que é tomada a decisão a meu ver “crucial” para a existência de nossa cidade: dar à nova Estação Ferroviária o nome de “BICAS”.
Para ilustrar, destaco duas Estações de nossa região que estão localizadas bem distantes das sedes de seus municípios: Tocantins e Chiador. Mesmo estando na área rural das duas localidades, receberam seus nomes.
Aí vem a grande pergunta: e se nossa Estação tivesse recebido o nome “Villa do Espírito Santo” ou “Guarará”, Bicas existiria? Claro que não!!!
Importante ressaltar que a chegada da ferrovia e a escolha para sediar uma Estação foi seguida de outra importantíssima decisão:
– construir também ali as futuras instalações de uma Oficina Ferroviária.
Tudo isso proporcionou ao local uma importância sem precedentes, sendo fundamental para a criação do Município. Foram tempos de desenvolvimento e pujança.
Com a incorporação da União Mineira pela Leopoldina Railway, os investimentos aumentaram. Em pouco tempo, a localidade ganhou importância e tornou-se estratégica para a empresa, com uma completa e bem equipada Oficina de Manutenção de Locomotivas e Vagões, que ficou famosa por ter uma das mais competentes equipes de trabalhadores ferroviários.
Pela sua posição estratégica, posteriormente passamos também a sediar uma Equipe de Socorro.
Em pouco tempo, a localidade se desenvolveu e realizou o grande sonho de se tornar uma cidade. E veio a emancipação em 1923, nasce a cidade de Bicas!
Seguindo com grande visão de futuro, a Leopoldina Railway criou o LICEU, uma Escola com excelente nível de ensino direcionada aos filhos dos ferroviários.
Sempre pensando na capacitação e formação de grandes profissionais ferroviários, abriu também uma Escola Profissionalizante – o SENAI.
Comprovando a importância de nossa Estação Ferroviária, trago também trecho de uma publicação da revista carioca “O Malho” do ano de 1921 falando do Município de Guarará e de seus distritos, que destaca: “O Município é servido pela Leopoldina Railway, com duas Estações: Bicas e Santa Helena. A Estação de Bicas, que é, em exportação, a 3ª do estado, está a 7 horas de viagem do Rio de Janeiro.”
ISSO MESMO!! A 3ª DO ESTADO DE MINAS GERAIS EM EXPORTAÇÃO!!!
Enfim… grande geração de empregos com níveis salariais nunca vistos por aqui, fato que naturalmente gerou inúmeras oportunidades de trabalho nos mais diversos ramos, seja no comércio ou na prestação de serviços.
Ou seja, se levarmos em conta o indiscutível “grande desenvolvimento de nossa cidade” no período de existência da ferrovia, conclui-se que fomos realmente “agraciados” por ela. Feliz o dia em que decidiram nomear nossa Estação Ferroviária de “BICAS”!
Sem dúvida um histórico belíssimo, que faz da antiga Estação Ferroviária de Bicas uma das mais importantes e tradicionais edificações, com grande valor histórico e cultural para a cidade, importante Patrimônio Histórico que em 09 de setembro de 2023 completará 144 anos.
HISTÓRICO
Como informam todos os documentos e as cartas ferroviárias, a Estação de Bicas foi inaugurada pela Cia. União Mineira em 9 de setembro de 1879, com certeza em grande e festivo evento, além da aguardada chegada oficial do primeiro Trem trazendo as autoridades acompanhadas de grande comitiva.
A ESTAÇÃO HOJE
Na antiga Estação Ferroviária funcionam hoje a rodoviária da cidade; a loja de artesanato da Art’Bicas – Associação dos artesãos Biquenses – e o Memorial do Ferroviário Biquense, belíssimo Museu idealizado pela Professora de História Rosália Mayrink que abriga belíssimas peças, fotos, pinturas e documentos que mantêm viva a história da cidade e resgata a importância da ferrovia para o Município.
Por sua história e pela importância da ferrovia para nossa cidade, a antiga Estação Ferroviária – hoje Terminal Rodoviário José Croce – torna-se fundamental a sensibilidade e a atenção do Poder Público Municipal para sua constante manutenção. Um Patrimônio Histórico desta envergadura é e sempre será digna de ser tratada com extrema atenção e carinho.
A Estação Ferroviária de Bicas foi fundamental para a criação da cidade… da minha cidade. Aqui nasci sendo filho e neto de ferroviários. Me orgulho de dizer que faço parte desta história!
Por tudo isso, presto minhas homenagens fazendo uma das coisas que mais gosto: fotografar, resgatar e restaurar suas antigas fotos!
A IMPORTÂNCIA HISTÓRICA DE NOSSA ESTAÇÃO:
Para escrever sobre a Estação de Bicas torna-se fundamental destacar o PRIMEIRO RELATÓRIO DA ESTRADA DE FERRO UNIÃO MINEIRA. São 28 páginas de uma maravilhosa história onde o que mais despertou minha atenção foi o “Relatório do Eng. Pedro Betim Paes Leme” discorrendo sobre todas as informações dos trabalhos por ele realizados até aquela etapa da grandiosa obra. E lá na página 19, para mim, a mais importante de todas as informações: o registro de uma decisão crucial para o surgimento daquela que seria a cidade de Bicas!
Relata Pedro Betim Paes Leme:
“…A Estação terminal dessa primeira seção, cujas obras se acham adjudiciadas, não pôde ser colocada no Arraial do Espírito Santo (hoje Guarará), como era nossa intensão e mais ardente desejo. As dificuldades desse traçado por um lado e as condições de um mais fácil prolongamento para São João (Nepomuceno), a que tínhamos que atender, por outro demoveram-nos do primeiro intento, obrigando-nos a designar para essa estação o lugar denominado Taboas (nasce Bicas).
A cerca de 2 kilometros do arraial do Espírito Santo é esse o lugar que mais se presta ao prolongamento de nossa linha, qualquer que seja a direção que nos aconselhem os estudos, a que estamos procedendo.
As grandes dificuldades da Serra das Bicas, que temos que descer para chegar a São João se multiplicariam, se não se tornassem insuperáveis com a escolha de outro qualquer ponto”.
O Eng. Pedro Betim Paes Leme decidiu então construir a estação no lugar denominado Taboas, quando também foi decidido ele denominá-la “BICAS”, devida a sua proximidade à Serra das Bicas.
Este documento pode ser visto na íntegra aqui na página acessando o link abaixo:
https://otremexpresso.blogspot.com/2016/06/primeiro-relatorio-da-estrada-de-ferro.html
Outra prova do valor histórico e cultural da Estação Ferroviária e da própria ferrovia para Bicas é o trecho do Diário de Dom Pedro II, vol. 25, de 27 de abril de 1881(aª fa), copiado de José Carlos Barroso – Cessão Marcus Granado). Dom Pedro II andou na União Mineira passando por Bicas, em 1881:
-“(…) 5 ½ Acordei. Vou ler. Saio às 7h. Caminho conhecido até Serraria. Cheguei às 8 ¾ a Juiz de Fora. A cidade tem aumentado muito. Bela avenida com bonitas casas que devem arborizar. Almocei numa destas que é do Barão de Cataguazes. Partida do trem às 11h 10′. Nada de novo até Serraria. Aí entramos no trem da estrada de ferro da União Mineira. Percorremos 84km até o arraial – vila ainda não instalada de S. João de Nepomuceno. A estrada para subir parte da serra do Macuco tem 2 ziguezagues com plataformas. Tem 7 estações pequenas porém bem construídas conforme a aparência. Vista muito bela assim como mato viçoso de Bicas para diante. Descobre-se amplo vale fechado por altas montanhas, e perto de S. João avista-se a alta serra do descoberto de contorno original. Grande número de quilômetros a começar da Serraria passa a estrada por fazendas de café muito bem plantadas e algumas com casas feitas com bom gosto. Há interrupção de terras tão boas para voltarem estas. Vim conversando com o engenheiro Betim cuja direção inteligente e ativa revela-se no modo porque a estrada foi construída e tendo trilhos de aço, e com o desembargador Pedro de Alcântara Cerqueira Leite a cuja influência se deve sobretudo a estrada que é de bitola de um metro. (…)“
Fonte: site Estações Ferroviárias do Brasil, de Ralfh Mennucci Giesbrecht.
Veja mais detalhes e mais fotos, clicando AQUI.
MÊS DA CULTURA: Confira programação do setembro cultural de São João Nepomuceno
A Prefeitura Municipal de São João Nepomuceno através da Secretaria de Cultura, Patrimônio Histórico, Turismo, Esporte, Lazer e Juventude realizará entre os dias 2 a 30 de setembro, o mês da Cultura.
Entre as atrações, eventos, apresentações musicais, teatro, dança, gastronomia, concursos, homenagens, entre outras atividades. Toda programação é GRATUITA. Confira:
Dia 2 (SÁBADO):
A partir das 12h: 22ª Festa do Arroz – Comunidade da Braúna (CLIQUE AQUI)
Dia 3 (DOMINGO):
20h: Quarteto Spalla – Centro Cultural
Dia 7 (5ª FEIRA):
8h: Hasteamento das bandeiras – Praça dos Expedicionários (Fórum)
8h15: Desfile Cívico-militar – Praça da Estação
DIA 8 (6ª FEIRA):
9h: Cerimônia de premiação do Concurso de Fotografias “Vi São João” – Museu Municipal
Dia 9 (SÁBADO):
10h: Música na Feira – Os Bazés – Praça da Estação
Dia 15 (6ª FEIRA):
20h: Teatro infantil – João Maria e Maria João (Grupo GARA) – Centro Cultural – Classificação Livre
Dia 16 (SÁBADO):
18h: Marcha para Jesus – Praça da Estação
Dia 22 (6ª FEIRA):
20h: Prêmio Anual do Patrimônio – Museu Municipal
Dia 23 (SÁBADO):
20h: Teatro adulto comédia – As Lacradas – Trupe Oncotô – Centro Cultural – Classificação 12 anos
Dia 24 (DOMINGO):
18h: Circo: A Turma do Batatinha – Centro Cultural – Classificação livre
Dia 30 (SÁBADO): CALÇADÃO
A partir das 10h: São João é Arte – Arte na rua
Teatro de Rua – A Onça Sassá e o Sapo Popó – Cia. Luze-Luze – Classificação livre
Tenda Lúdica com o Coletivo Arte na Veia
Música na rua
Cortejo com Ingoma (tambores de Minas)
Dia 30 (SÁBADO): PRAÇA DA ESTAÇÃO:
10h: Música na Feira com Voyage Jazz e Jam Session
14h: Viela Hip Hop Festival
por ASCOM – Márcio Sabones

Neto é preso após agredir e manter avó em cárcere privado
Neto é preso após agredir e manter avó em cárcere privado na Zona Leste de Juiz de Fora
4 DE SETEMBRO DE 2023
A Polícia Militar, por meio da Patrulha de Violência Doméstica, que atua em parceria com a “Casa da Mulher”, recebeu uma denúncia na tarde do último sábado (02), que levou à prisão de um jovem de 21 anos que mantinha sua avó de 64 anos em cárcere privado. O fato foi registrado no Bairro Linhares, Zona Leste de Juiz de Fora.
A denúncia alertou as autoridades para a situação preocupante da idosa, que supostamente estava sofrendo abusos nas mãos de seu neto. Ao chegarem ao local, os policiais confirmaram a veracidade da denúncia, apesar da resistência do autor em abrir a porta. A intervenção da polícia foi necessária para garantir a segurança da vítima e resolver a situação.
A vítima, visivelmente abalada, relatou às autoridades que vinha sendo vítima de violência psicológica há dois anos. Ela explicou que o neto mantinha as chaves do apartamento e não permitia visitas. Além disso, apenas autorizava sua ida ao mercado e, em uma ocasião anterior, a havia agredido.
Apesar da resistência do autor em cooperar com a polícia, ele foi detido e conduzido à delegacia para responder pelas acusações de cárcere privado e violência doméstica contra sua própria avó.
Fonte: JF INFORMA
Patrimônio da cidade
Por unanimidade, o plenário da Câmara Municipal aprovou o projeto de lei, de autoria do vereador Juraci Scheffer (PT), que declara como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial a Coluna César Romero. Na exposição de motivos, o parlamentar destacou o papel histórico da coluna, que há 47 anos vem apresentando o perfil da sociedade juiz-forana e suas transformações ao curso das quase cinco décadas.
A coluna CR foi publicada pela primeira vez dia 8 de junho de 1976, no “Diário Mercantil”, sendo editada até o fechamento do jornal, em 29 de novembro de 1983. Logo em seguida, foi para as páginas do Suplemento Zona da Mata do “Estado de Minas”, e, também, no “Correio da Mata”.
Em 1º de junho de 1986, a coluna estreou na primeira edição da “Tribuna da Tarde”, migrando em seguida para a “Tribuna de Minas”. Entre 1990 e 1991, ganhou dimensão estadual ao ser publicada no jornal “Hoje em Dia”, de Belo Horizonte. Em novembro de 1991, a convite do saudoso diretor-presidente do Grupo Solar de Comunicação, Juracy Neves, a coluna retornou as páginas da “Tribuna de Minas”, onde está perto de completar 32 anos.
Fonte: Tribuna de Minas
Bicas faz 100 anos / Venha celebrar conosco / Programação












