A SAPOLÂNDIA – Um dos mais tradicionais Blocos Carnavalescos de Bicas

No ano do “Centenário de Emancipação de Bicas” trazemos mais uma bela página de nossa história.

Relembrando os antigos carnavais biquenses, vamos viajar nos registros fotográficos de um dos mais tradicionais Blocos Carnavalesco

s: A SAPOLÂNDIA!!!

Era sempre um dos mais aguardados blocos do Carnaval de Bicas, se destacando pela animação, pelo grande número de participantes e principalmente pela criatividade.

É só conferir nas fotos abaixo e curtir as lembranças dos grandes carnavais biquenses com a SAPOLÂNDIA!!!

Veja mais fotos, clicando AQUI

FAMÍLIA DAVID – SALOMÃO DAVID, VIÚVA SALOMÃO & FILHOS / SEM DÚVIDA, UMA BELÍSSIMA HISTÓRIA

VIÚVA SALOMÃO & FILHOS

Enunciado das notas fiscais do “Armazem de Secos e Molhados Viúva Salomão & Filhos”

Ao nos aproximarmos do Centenário do Município de Bicas e imaginando já conhecer grande parte de nossa história, eis que surge o amigo Jairo Ramos destacando novas páginas da belíssima história de nossa cidade: a histórica “saga” do Libanês Salomão David.

Este belo trabalho de pesquisa sobre a destacada família de empreendedores biquenses teve início com o biquense Marco Antônio Garcia, sendo posteriormente enriquecida com mais alguns detalhes por Fernando Amaral Ventura Júnior.

* UMA VIAGEM NO TEMPO:

Para compreendermos melhor esta riquíssima história, vamos nos reportar à década de 1890, quando muitos imigrantes começaram a chegar ao Brasil na esperança de realizar seus sonhos de prosperidade, fato que perdurou até a década de 1920.

Eis que, vindos do Líbano em 1919, chega ao Brasil a Família David, vindo direto para Bicas, um lugarejo na Zona da Mata mineira onde a agitação e o entusiasmo com a recém-chegada Ferrovia pairava ares de progresso e pujança, trazendo grandes expectativas e esperanças de um futuro melhor.

Justamente por isso, era fundamental também que procurassem se instalar o mais próximo da Estação Ferroviária. Ao redor daquela Estação era depositada toda a confiança e esperança dos novos moradores e empreendedores.

E foi neste clima que chegaram o patriarca libanês Salomão David e sua esposa grega Marianthe Popadopoulos. Também, vieram para Bicas, posteriormente, Persephone e sua filha Despna, que chegaram em 1922, vindas diretamente da Grécia, de Sokia, cidade que caiu nas mãos Otomanas exatamente junto de Esmirna, na Ásia Menor.

* A FAMÍLIA:

Salomão David Mariante Popadopoulos tiveram sete filhos homens: Eduardo David, que assumiu a firma por ocasião da morte do pai; Daudt DavidMichel David, Alberto David, Antônio David, Ângelo David e Jorge David.

Na foto acima, a família de imigrantes, onde vemos o casal com seus filhos: Eduardo David, filho mais velho, que assumiu a firma por ocasião da morte do pai; Daudt David e Michel David; Jorge David – pai de D’Anestis David – que está com uma bola na mão; no colo está o filho Ângelo David. Marianthe teve ao todo sete filhos homens, faltando nesta foto os filhos Alberto e Antônio

* EMPREENDIMENTOS.

FIRMA VIÚVA SALOMÃO & FILHOS

 

Acima, belo registro da Firma Viúva Salomão & Filhos, vendo-se ao fundo o belíssimo prédio de dois andares, onde morou Eduardo Salomão David. Abaixo, o mesmo local nos dias de hoje.

Tradicionalmente ligados ao comércio, iniciaram suas atividades criando aquela que viria a ser a sede e principal ponto de referência comercial da família, a Firma Viúva Salomão & Filhos, belo prédio comercial com uma grande variedade de mercadorias e produtos, que existia em frente à Estação Ferroviária de Bicas, no local onde hoje está situado o Supermercado Santo Antônio.

Acima, mais um belo registro da Firma Viúva Salomão & Filhos. Abaixo, o mesmo local nos dias de hoje

INDÚSTRIA DE BENEFICIAMENTO DE ARROZ VS&F:

Acima, o Farmacêutico Pedro de Assis Amaral, sua esposa Felisbina Gouvêa do Amaral com seus netos em frente ao prédio da Indústria de Beneficiamento de Arroz MS&C.

Acima, a Rua Capitão Pedro Assis Amaral, vendo-se o prédio da Indústria de Beneficiamento de Arroz VS&F, destacado na foto abaixo.

Com grande capacidade criativa e atentos às alternativas comerciais que iam se apresentando, abriram uma das primeiras Indústrias de Beneficiamento de Arroz VS&F (em uma das fotos do prédio que tenho está escrito MS&C) da região, instalando-se, mais uma vez, bem próximo à Estação Ferroviária. A grande máquina de beneficiamento ficava instalada em prédio localizado na antiga Rua Santa Clara, hoje Rua Cap. Pedro Assis Amaral. Um dos destaques da empresa era a embalagem em sacos de algodão para o arroz produzido.

 

 

Acima e abaixo, “ontem & hoje” da Rua Capitão Pedro Assis Amaral, vendo-se o prédio da Indústria de Beneficiamento de Arroz VS&F na foto mais antiga.

FÁBRICA DE SABÃO SANTO ANTÔNIO VS&F:

 

 

Acima, antigo trabalho/pesquisa de uma aluna da Escola Municipal Cel. Joaquim José de Souza, destacando os empreendimentos Viúva Salomão & Filhos.

Fábrica de Sabão Santo Antônio VS&F, inaugurada em 1935, produzia grande diversidade de sabão e ficava localizada na Rua Garcia Passos. Nos dias de hoje, bem em frente ao local, está localizada uma praça que recebeu o nome Praça Jorge Salomão David.

A Praça Jorge Salomão David, construída em frente ao local onde ficava a Fábrica de Sabão Santo Antônio VS&F.

REFINARIA DE AÇÚCAR:

 

Sempre atentos às atividades comerciais que iam surgindo no Brasil, abriram também a grande Refinaria de Açúcar, inaugurada em 1938. Ficava localizada onde hoje está situada a agência do Banco SICREDI, no início da Rua Barão de Catas Altas. Ou seja: demonstrando mais uma vez a grande visão comercial, a refinaria ficava localizada estrategicamente ao lado da linha férrea, pois sua produção era tão grande que os trens da E. F. Leopoldina estacionavam seus vagões de carga bem ao lado do prédio para que fossem carregadas grandes quantidades de sacas de açúcar, que seguiam rumo ao porto do Rio de Janeiro para exportação. No início de suas atividades e por um longo tempo, era a única refinaria de açúcar na região, destacando-se como grande exportadora de açúcar refinado.

O antigo prédio da refinaria tornou-se posteriormente um espaço de grandes eventos – o antigo Barra Limpa; posteriormente ocupado pelo Frango Bar, mais conhecido como Bar do Aleluia, onde hoje funciona uma agência bancária do SICREDI.

POSTOS DE COMBUSTÍVEIS:

Acima, o antigo Posto de Combustíveis Mariante, primeiro posto de combustíveis da cidade de Guarará. Abaixo, o mesmo local nos dias de hoje.

 

Acima, a inauguração do Posto de Combustíveis São José em Bicas, também empreendimento Viúva Salomão & Filhos. Abaixo, o mesmo local nos dias de hoje.

Comprovando mais uma vez a visão comercial da família, sem se prenderem a um ou dois ramos de atividade, inovaram mais uma vez ao criar dois Postos de Combustíveis: um em Bicas, nominado Posto São José. Isso mesmo, o Posto São José que fica localizado no centro da cidade de Bicas até os dias de hoje! Seu criador e primeiro proprietário foi a Família Salomão David; o outro em Guarará, nominado Posto Mariante em homenagem à matriarca, que ficava localizado bem próximo ao centro da cidade, que hoje não existe mais.

* Ou seja, a Família Salomão foi, sem dúvida, uma das maiores e mais destacadas famílias de empreendedores de nossa cidade gerando emprego e renda para muitas outras famílias biquenses de sua época, tendo dado grande contribuição para o desenvolvimento de nossa hoje centenária cidade de Bicas.

Ao assumir os empreendimentos da família, o filho mais velho Eduardo Salomão David não só deu continuidade como desenvolveu investimentos em novas frentes comerciais, tornando-se personalidade de destaque na cidade. Morou em um belo e destacado prédio, localizado próximo à Estação Ferroviária e aos principais empreendimentos familiares, mesmo prédio onde posteriormente funcionou a primeira agência do Banco do Brasil.

Como forma de reconhecimento à grande contribuição que deu para o desenvolvimento de nossa cidade, a rua que passa em frente ao Hospital São José, no Bairro Retto Jr, recebeu seu nome: Rua Eduardo Salomão David, proposição do então Vereador José Cúgola. Presente na cerimônia de colocação da placa, o professor da Faculdade de Direito da UFJF Marcelo David – bisneto de Marianthe Popadopoulos – discursou e agradeceu à singela homenagem.

* D’ANESTIS DAVID:

Os pais de D’Anestis David – Jorge David e Julieta Bechara.

D’Anestis David em Ibitipoca, paraíso mineiro onde toma doses de brasilidade, nuances que povoam suas telas com figuras de artistas e de monumentos da arte grega.

Um dos sete filhos de Salomão David e Marianthe que também deu continuidade às grandes contribuições para o desenvolvimento de Bicas foi Jorge David

Jorge David casou-se com Julieta Bechara e tiveram os filhos Olga, Jorge, Graça, Maritcha e D’Anestis.

Assim chegamos a um dos herdeiros desta verdadeira e histórica “saga”, o biquense e grande artista D’Anestis David, filho do casal Julieta e Jorge David, neto do grande patriarca da Família, o Libanês Salomão David.

D’Anestis, pintor mineiro, radicado na Europa, há mais de 20 anos, graças à sua ascendência grega, tem trabalhos com grande sucesso de público e crítica em destacados e importantes eventos culturais, no Brasil, e em diversos países.

O prefácio de um de tantos livros de promoção das grandes exposições de suas obras de arte assim o descreve….

“Diz-se que a obra de arte é, antes de tudo, libertação e rito de passagem, nos quais o artista empenha sua experiência pessoal, para nela renascer. Saído de Bicas-MG, onde nasceu de pais gregos, veio para o Rio ainda jovem para estudar artes plásticas e ainda jovem o gênio curioso jogou-o pelas estradas do mundo, aventureiro com cavalete e pincéis na mochila.

Morou no Tibet e, fincando na paz religiosa daquelas montanhas, trabalhou sem cessar até que sua personalidade inquieta o tirasse de lá para os anos vividos sob o sol e no azul agitado das ilhas gregas, o inseparável pincel e a indomada revolta convivendo com a mitologia.

D’Anestis produziu quadros que foram expostos com grande sucesso no Museu Nacional de Belas Artes em outubro/novembro de 1998, na Exposição intitulada “Memórias do Absurdo” obras que a todos brindou com nuances entre a paz suiça de Montreux e a energia telúrica de Ibitipoca, paraíso mineiro onde toma doses de … brasilidade, nuances que povoam suas telas com figuras de artistas e de monumentos da arte grega.”

A imigração da família David, por D’Anestis David.

“Salomão David, chega a Bicas em dezembro 1919, veio na imigração. A partida da pátria mãe deveu-se a ocupação Otomana, seja no Líbano como na Grécia.

Grande empreendedor já em Haddad, Beirute; decidiu mudar-se e construir a vida no nosso promissor Brasil.

Nossa Bicas tinha o privilégio de desfrutar das Linhas da Leopoldina que a aproximava do Rio de Janeiro e outras importantes localidades em Minas.

Leopoldina Railway Company Limited, de capitais Ingleses era a maior empregadora da região, que mantinha em Bicas uma oficina de reparos de locomotivas e vagões, estabelecimento considerado de grande porte. Em 1925, a Leopoldina servia a região com o mesmo tipo de comboios de quando inaugurada a ferrovia, quarenta anos antes. Os misters da direção viviam no Rio de Janeiro e Petrópolis. Quando apareciam em Bicas, toda a população os cobria de atenções, pois os tinha como bons empregadores.

Em 1922, com a queda de Esmirna para mãos Otomanas, exatamente em setembro, toda a parte Grega de nossa família sofreu com o holocausto de Esmirna. Esta cidade era a joia da Ásia Menor, era o progresso total do comércio e exportações. Conforme carta traduzida escrita em Nova York, por nosso tio Epaminondas, dirigida à minha bisavó e minha tia Despna Papadopoulos.

Em 1927, já com sete filhos homens, nosso patriarca faleceu com uma úlcera supurada, causando grande dor à sua esposa Marianthe Papadopoulos e seus filhos.

Eduardo Salomão David, com apenas 19 anos assume a empresa do pai e a transforma com muito êxito em várias outras, seja o Açúcar Leão; Sabão Atlas e Serrano; bem como na produção de Arroz fino Amarelão. Consegue administrar a educação dos irmãos no PIO Americano no Rio de Janeiro. Assumiu muito bem o lugar de seu pai dando um verdadeiro apoio a sua família.

Nos idos de 1953 e 54, no Governo Café Filho, a empresa com grande volume de exportações de Açúcar para a Inglaterra e China, teve um grande golpe. Toda nossa produção e a de outrem que compramos para exportar em um só bloco, ficou estagnada por motivos administrativos pífios ocasionando o estacionamento dos Navios da Loyds inglesa sem carregamento do açúcar que por três meses ficou estocado no Porto do Rio de Janeiro.

Enfim, ocorreu por nossa conta o estacionamento dos NAVIOS, por três meses, ocasionando o derretimento da carga virando o porto do Rio de Janeiro um melaço total. Na ocasião o Instituto do Açucar e Álcool, o IAA, transformou toda a carga em Álcool. Nunca formos ressarcidos pelo prejuízo nem mesmo pelo Instituto do Açúcar e do Álcool. Movemos um processo caríssimo contra os mesmos e ganhamos nas duas primeiras instancias. Na terceira instancia, por motivos obviamente políticos, fomos derrotados.

Nosso prejuízo foi colossal, uma vez assumimos toda a exportação e não deixamos nenhum credor nosso sem receber. Nosso açúcar compreendia em apenas um quarto deste empreendimento.

Nunca abrimos falência, nem mesmo concordata para liquidarmos nossos prejuízos. Ficamos absurdamente sem o capital de giro para continuarmos a produção. Tudo foi afetado, inclusive a Fábrica de Sabão que cabia ao meu pai Jorge Salomão David administrar, pois era grande conhecedor da química de produzi-lo.

Bicas perdeu muito com a inatividade de nossas industrias, é o que escutei a vida toda de lembranças de nossos conterrâneos.

Referências bibliográficas: Emil Farhat em Histórias Ouvidas e Vividas.

Em 22 de novembro de 1943 o Libano foi criado como estado livre. Os emigrantes então sírios passaram a ser libaneses devido a localidade de seus nascimentos.

Todos os Gregos e Sírios Libaneses que migraram para o nosso Brasil vieram, portanto, devido a ocupação Otomana que foi desastrosa.”

Abaixo, a carta traduzida escrita em Nova York, por nosso tio Epaminondas, dirigida à minha bisavó e minha tia Despna Papadopoulos. Com a queda de Esmirna para mãos Otomanas, exatamente em setembro de 1922, toda a parte Grega de nossa família sofreu com o holocausto de Esmirna, cidade que era a joia da Ásia Menor, era o progresso total do comércio e exportações. 

 

Acima e abaixo, o cemitério de Bicas abriga os jazigos onde podemos ver a lápide de Salomão David e de demais membros da Família, registros de Fernando Amaral Ventura Júnior.

A História em Fotos da Rua LUIZ FERRARI e da AVENIDA GOVERNADOR VALADARES – A RETA

Acima, antigo e belíssimo registro fotográfico da Av. Gov. Valadares – a Reta – arborizada e ainda sem calçamento, nos áureos tempos da ferrovia. De se observar que a Rua Luiz Ferrari ainda não existia, bem como ainda não existiam casas na parte de baixo da linha férrea. Ao fundo, as centenárias palmeiras que hoje já não existem mais. Esta foto provavelmente deve sido tirada da torre do “Castelinho da Reta”. Foto cedida por Sônia Lanini.

Acima, belíssimo registro fotográfico da abertura da Rua Luiz Ferrari, vendo-se o trem rumo ao Posto Telegráfico de Telhas e a Rochedo de Minas. Acima e à esquerda da linha férrea a Av. Gov. Valadares. E lá estavam as centenárias e belas palmeiras ao fundo! Foto cedida por Douglas Ranna.

Acima e abaixo, belíssimos registros fotográficos do “Castelinho da Reta” em dois tempos. Foto antiga cedida por Francisco Galil. Foto mais recente de nosso acervo.

À medida em que o “Centenário de nossa querida cidade de Bicas” se aproxima, torna-se mais emocionante resgatar a nossa história em fotos!

E a postagem de hoje vem em forma de agradecimento especial ao amigo Sávio Almeida, que estendo a todas e todos que acompanham e se encantam com o resgate histórico fotográfico de nossa página.

Então, a página “Bicas – História em Fotos” traz hoje a história em belíssimos registros fotográficos de duas das mais tradicionais ruas de nossa cidade – a Rua Luiz Ferrari e a Av. Governador Valadares – conhecida como a “Reta” ou a “Rua do Parque de Exposições” – ruas que correm paralelas e que, nos tempos dos trens da E. F. Leopoldina, tinha os trilhos da ferrovia entre elas.

A Av. Gov. Valadares é hoje a principal via de acesso à rodovia que liga nossa cidade a Rochedo de Minas e a São João Nepomuceno. Mas nem sempre foi assim, já que a primeira via de acesso a São João Nepomuceno foi por muitos anos a Rua Pres. Getúlio Vargas – Rua Quinze, passando por onde hoje está situado o Bairro Gilson Lamha.

Graças a sempre valiosa contribuição de muitas amigas e amigos, apresentamos as belíssimas e históricas fotos que passaram por um gratificante trabalho de restauração e hoje fazem parte de nosso acervo. Registros que mostram detalhes de antigas e belas arquiteturas, destacando aqui o famoso “Castelinho da Reta”, belíssimo imóvel situado bem no início da Rua Luiz Ferrari que resiste bravamente ao tempo.

Sobre o ilustre Luiz Ferrari, homenageado com o nome de uma Rua, vale a pena conferir sua belíssima história clicando no link abaixo:

http://otremexpresso.blogspot.com/2016/06/a-bela-historia-de-luiz-ferrari-um.html

Veja mais riqueza de detalhes e mais fotos, AQUI, no site Bicas História. 

RUA CORONEL SOUZA – Uma das mais tradicionais ruas da cidade em uma viagem no tempo

Matéria Atualizada em 24 de agosto de 2022

Iniciamos esta sequência fotográfica com um espetacular comparativo “ontem & hoje & ontem”.

Acima, sensacional registro fotográfico apresentando a Rua Coronel Souza ainda sem os carros e extremamente movimentada de pedestres. Em destaque, a loja “Casa Oriente, de Karin David & Irmão”. Foto cedida por Marco Aurélio Baptista da Silva Matos.

Acima, o mesmo local em 2022.

Veja mais fotos, detalhes e comparativos da Rua Cel. Souza AQUI, no site Bicas História

A História em Fotos da RUA GETÚLIO VARGAS – Rua Quinze – e da PRAÇA QUINTINO BOCAIUVA

Interessante “Ontem & Hoje” da Praça Quintino Bocaiuva, no início da Rua Getúlio Vargas. Acima, belíssima foto do acervo de Jussara Lamha Braz onde podemos ver a rua sem calçamento / Abaixo, o mesmo ângulo em registro de agosto de 2022

A página “Bicas – História em Fotos” desvenda hoje a história em fotos da Rua Pres. Getúlio Vargas – mais conhecida como Rua Quinze – e da Praça Quintino Bocaiuva, cujo registros fotográficos mais antigos, dos tempos da VILLA DE BICAS, ainda citam o espaço da praça como Largo de São Francisco.

Um fato interessante em nossas pesquisas foi não encontrar registros oficiais sobre o antigo nome da Rua Pres. Getúlio Vargas – “Rua Quinze”.

Foi preciso então bater um papo descontraído com os amigos Ozorinho, Hélio Mendes, Rominho, Bordoni e João Gonze para conhecer um pouco mais desta história…

E QUE HISTÓRIA!

Segundo nosso amigo Ozório Guarnieri – o Ozorinho, um dos mais antigos moradores da rua – muitos já tentaram descobrir a origem do nome, sem sucesso.

Romualdo Antônio Filho  o Rominho – e Hélio Mendes trouxeram como novidade o seguinte dito popular: de que o nome se devia a um antigo morador, o famoso Sr. Quinzinho; pai do Jarbas (o Jarbinha), do Joel, da Joélia, do “Pinguim” e da Soninha. Ou seja, era a rua do Quinzinho – a Rua Quinze.

Mas João Gonze esclareceu as dúvidas lembrando que a rua foi inaugurada no dia em que se comemora a proclamação da república – 15 de novembro – recebendo oficialmente o nome de “Rua Quinze de Novembro”, tendo seu nome alterado posteriormente para Rua Pres. Getúlio Vargas.

O assunto sobre a “Rua Quinze” rendeu e Ozorinho nos toruxe outra novidade! Lembrou de Feris Neira, proprietário do primeiro cinema de Bicas, um “Cinema Mudo” que ficava na praça. Disse ter frequentado o cinema e que, enquanto o filme era apresentado, existia uma pianista realizando o “fundo musical”.

Ozorinho citou também o Sr. João Guimarães – conhecido como João Velho – dono da fábrica de fermento “Sem Rival”, que funcionava no local onde hoje está a casa em que reside o Gilson Lamha Filho. Sr. João tinha uma filha professora, Dna. Ione.

Por fim, Ozorinho lembrou que a Rua Quinze foi a primeira via de acesso à São João Nepomuceno, seguindo por estrada de terra, passando por onde hoje está situado o Bairro Gilson Lamha.

E assim vamos desvendando as histórias de nossa querida cidade de Bicas.

Quem tiver mais novidades para acrescentar a essa bela história, é só deixar um comentário no final desta matéria que publicaremos aqui!

Veja mais fotos comparativas e mais detalhes AQUI, no site Bicas História.

“CENTRO CÍVICO D. ÁSSIMA FARHAT”, novo prédio da PREFEITURA DE BICAS – Uma história de amor pela cidade

Acima, foto do belíssimo prédio, em julho de 2022

A página “Bicas – História em Fotos” vem resgatar uma importante parte da história de nossa cidade, a doação de um grande terreno para a construção de um dos mais belos e imponentes prédios públicos de Bicas, o Centro Cívico D. Ássima Farhat, sede atual da Prefeitura, construída onde era localizada a residência de Salim Farhat, que ali residiu com sua família por muitos anos. 

O belíssimo prédio, construído na administração do Prefeito Amilcar Verlangieri Rebouças e inaugurado em 08 de novembro de 1982, só existe graças à nobre atitude da Família Farhat, que doou um dos mais valiosos terrenos da cidade, localizado no centro de Bicas.

Muitos podem até minimizar tal ato, mas é quase inimaginável pensar que uma família inteira, num gesto de grande desprendimento e amor a sua cidade pudesse “doar” patrimônio de tão grande valor para a construção do prédio que, além de concentrar o poder dirigente de nossa cidade, é um marco referencial para todos que por aqui chegam e passam. Gestos nobres como estes não são comuns. Ou melhor, são raros, raríssimos!

Mesmo lamentando a demolição do antigo prédio da Prefeitura, outra belíssima e histórica edificação, destaco que o imponente e novo prédio da Prefeitura de Bicas é uma das mais belas edificações de nossa cidade e seu nome, uma das mais justas homenagens já prestadas a uma família, a Família Farhat.

Veja mais fotos e detalhes, AQUI, no site Bicas História

PRAÇA SÃO JOSÉ – A história em fotos de um de nossos cartões postais e principal ponto de referência da cidade

Matéria atualizada em 24 de julho de 2022

Abrindo este resgate histórico fotográfico da Praça São José, trazemos este belíssimo registro do acervo de Jussara Lamha Braz.

Detalhes: Coreto sem cobertura, Igreja Matriz já com sua torre e ruas ainda sem calçamento.

Na sequência abaixo, procuramos na medida do possível publicar as fotos numa ordem cronológica.

Então vamos à história da Praça São José em fotos!


Acima, o mais antigo registro fotográfico da Praça São José. O ano – 1900. Foto cedida por João Batista Marques Souza.

Abaixo, o mesmo ângulo em julho de 2022.


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O antigo GRUPO ESCOLAR de Bicas: uma bela página da história de nossa cidade

O mais antigo e histórico registro fotográfico do Grupo Escolar. Sem dúvida, uma das mais belas fotos de nosso acervo

Trazemos hoje um pouco da história e fotos do GRUPO ESCOLAR. 

Tratava-se de uma das mais belas e exuberantes edificações de nossa cidade, dos tempos em que na verdade ainda não éramos uma cidade, mas apenas um dos distritos de Mar de Espanha e posteriormente de Guarará.

Chegou a receber o nome de Grupo Escolar Cel. Joaquim José de Souza e ficava localizado na Rua Dona Ana onde funcionou por longos anos até que, de forma súbita, o telhado do imponente prédio veio ao chão. Simplesmente desmoronou, ruiu! Por sorte tal fato não aconteceu em dia letivo, pois se isso tivesse ocorrido teria sido um dos momentos mais tristes da história de nossa cidade.

Posteriormente no local foi construído o Fórum de Justiça Bianco Filho, também transferido para outro ponto da cidade. No prédio do antigo Fórum, localizado quase em frente aos Correios, hoje funciona alguns departamentos da Prefeitura de Bicas.

Outro belo registro do centro da cidade num ângulo inédito, mostrando parte do campo de esportes do Liceu Operário – escola para os filhos dos ferroviários. Nele podemos ver em destaque à direita o imponente prédio do Grupo Escolar. Foto cedida por Marco Aurélio Baptista da Silva Matos

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O Obelisco de Guarará – Monumento ao Centenário da Independência do Brasil

Acima, recorte de um antigo registro fotográfico da Praça do Divino destacando o Obelisco

Trazemos hoje a “história em fotos” do OBELISCO – Monumento ao Centenário da Independência do Brasil, localizado na Praça do Divino Espírito Santo, no Centro de Guarará. 

Inaugurado em 07 de setembro de 1922, o Obelisco completa um século de existência neste ano.

Trata-se de monumento que já está relacionado no Processo Municipal de Tombamento como Patrimônio Histórico e Cultural de nossa cidade mas, para enriquecer este processo é fundamental que o Setor de Patrimônio Histórico de Guarará consiga mais registros fotográficos que tenham acima de 30 anos. Para isso, contamos com a colaboração dos leitores de nossa página.

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O Famoso e Histórico Bar do Abraão

Ontem & hoje” nostálgico: acima, a belíssima e histórica foto do Bar do Abraão em restauração fotográfica de Amarildo Mayrink. Abaixo, o mesmo local hoje, na entrada da Rua Tiradentes – a Rua da Mininha e da Bilbioteca.

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