Época de ouro do futebol biquense: Entrevista com o jogador Maury Barreto

ENTREVISTA: MAURY BARRETO

Publicado em 15 de janeiro de 2014

Nesta edição publicamos mais uma entrevista com um jogador da época de ouro do futebol de nossa cidade e região.

Nome: Maury Barreto, natural de Bicas, casado com Enir Machado Barreto, pai de Carla Maria Machado Barreto Corrêa e Maury Barreto Junior e avô de Lara Barreto  Corrêa, Jonas Barreto Corrêa e João Pedro Fernandes Barreto.
Aposentado da Rede Ferroviária Federal.

Posição em que atuava? Atuei com o centroavante. Missão difícil, enfrentei muitos  zagueiros leais e desleais.

Onde iniciou sua carreira? Iniciei no infantil do Esporte Clube Biquense dirigido pelo treinador José Batista Vieira, que muitas vezes organizava Torneio Infantil e fazia desfiles dos times com suas madrinhas saindo do centro da cidade rumo ao campo do Esporte. Mais tarde, quando jovem, passei para o Juvenil do Leopoldina, dirigido por Edgard Arêzo da Cunha. Em 1954 foi organizado um torneio interno patrocinado pelas casas comerciais, como Casa do Compadre, Casa Nadinho e outras. Participei deste torneio e vencemos .Os jogadores que participaram foram: Nica, Edel Arruda, José Cardinelli, Pedro Paulo Bento, Idalino Carlos, Ciro Malaquias, José Furtado, Antônio Tresse, João Celso Paixão de Castro, José Carlos Ferreira (Zuquinha), Serzedelo Louro Neto, Olímpio Alves dos Reis, Walter Porto e outros .

Clubes em que atuou? Aos 17 anos comecei a treinar no time principal do leopoldina, treinado pelo Sebastião Aquino. Logo depois, em 1956 disputei o Campeonato da LAB e tivemos a satisfação de ser campeões, após uma melhor de 3 pontos contra o S.C.Pequeriense. A 1ª partida foi em Pequeri, a 2º foi em Bicas e a 3ª foi disputada em campo neutro, o do Botafogo, em São João Nepomuceno e saímos vitoriosos.
Durante este campeonato fui responsável por 23 gols e mesmo assim não fui o
artilheiro. O maior goleador foi Brian do S.C.Pequeriense com 25 gols.

Sebastião Aquino(Treinador), Zé Cúgola, Edinho, Nica, Quinista e Hélio Croce; Tressinha, Noracy,
Paulo Croce, Maury e Vivinha

No ano seguinte voltei para o Esporte C. Biquense, na época treinado por meu pai, Carlos Alves Barreto. Ele sempre falava comigo que não era justo morar na casa dele e jogar contra o Esporte. Era o clube que ele ajudou a nascer. Então resolvi voltar para o nosso clube do coração.

Tive a felicidade de ser campeão em 1957 e para completar fui o artilheiro do campeonato com 16 gols, fazendo inclusive o gol da vitória contra o Leopoldina. Esta partida foi apitada pelo juiz da Federação do Rio de Janeiro, Airton Vieira de Morais.

Sr. Barreto(treinador), Urias, Pedro, Tão, Vieirinha, Cacai e Jairzinho; Ronaldo, Luiz Carrapeta,
Toca, Nevito e Maury

Encerrei minha carreira na década de 80 atuando pelo time de veteranos do Esporte Clube Biquense.

FOTO DOS VETERANOS: Tuim, Waguinho, Hélio Mendes, Urias, Teminho, José Carlos e Zé Renê;
Waldo, Oswaldo, Maury, Veiga, Nevito e Vivinha

Gol inesquecível? Não foi um gol decisivo, mas foi inesquecível. Acontece o seguinte: Derly Arruda, goleiro do Serrano F.C., colocou a bola no tiro de meta para o Zicão cobrar. Quando voltava para o gol viu quando a bola estava passando por cima dele, indo em direção ao gol (Zicão bateu o tiro de meta e a bola vei o na minha cabeça). O Derly gritou: “Vai meu pé de coelho”, mas não adiantou, gol do Esporte .

Partida inesquecível? Em 1962 tivemos a maior alegria com a visita do maior jogador do mundo , devido ao Bi-campeonato mundial da Seleção Brasileira no Chile.

A presença de Manoel dos Santos, o “MANÉ GARRINCHA”, atuando pelo time da ESSO contra o Esporte C. Biquense foi inesquecível para os torcedores do Botafogo de Bicas  e região e para os jogadores que atuaram pelo Esporte.

Títulos conquistados?
1954: Juvenil do Leopoldina
1956: Leopoldina R. F. C.
1957: Esporte Clube Biquense
1961 : Esporte Clube Biquense (Invicto)
1963: Esporte Clube Biquense
1964: Esporte Clube Biquense (Bi-campeão)

Melhor equipe em que atuou? O melhor time em que joguei foi o de 1964 que disputou o campeonato Regional, treinado pelo Zorinho e Arrudinha.

Zeuxis, Alemão, Teminho, Delorme, Zé Pintinho, Marcelo e Maury; Joãozinho, Chimbria, Jaime, João Cunha, Nevito  e Wolney.

Melhor jogador biquense com quem atuou? Nevito, do Esporte Clube Biquense.

Melhor treinador? Sobre o melhor treinador eu deixo por conta do leitor, porque todos os meus treinadores, enquanto jogadores, foram treinados pelo meu pai, Carlos  Alves Barreto.

Melhor marcador? José Cúgola da Silva (do Leopoldina).

Defensor que marcava mais duro? Jacyr Moreira. Não aliviava nem nos treinos.

Melhor árbitro? José de Paula Junior.

Escale uma seleção de Bicas com os melhores jogadores da sua época: Quinista, Delorme, Urias e Cacai; Pio e Nevito; Ronaldo, João Cunha; Luiz Carrapeta e Dú.

Quero constar também uma pessoa que jamais poderia deixar de homenagear: o jogador Lalado, que na época cumpriu sua missão atuando com muito destaque e lealdade.

Adversário mais difícil? Era a equipe do Pequeriense quando o jogo era realizado em seu próprio campo.

Confusão inesquecível? Aconteceu justamente contra a equipe de Pequeri, quando ocorreu uma invasão de campo, conforme consta da foto.

Um comentário final: Ao terminar quero agradecer a Deus e também ao diretor do jornal, José Maria Machado Veiga, que tão bem dirige este jornal e me deu esta oportunidade de não ficar esquecido. Destaco que é um jornal que está aproximando o seu centenário e que nunca deixou de noticiar os fatos importantes de Bicas, além de ser um dos jornais mais antigos do Brasil. Muito obrigado.

O MUNICÍPIO agradece ao Maury pela entrevista e também por sua colaboração, já que uma grande parte do acervo fotográfico do jornal foi por ele fornecida.

Boletim Coronavírus de Bicas e do Estado desta segunda-feira, 17 de agosto

Nota de Utilidade Pública / Atendimento Médico Estendido

Há 60 anos, em 14 de agosto de 1960, O MUNICÍPIO publicava: Tancredo Neves, Coluna Social e etc.

Clique na imagem e leia a edição completa de O MUNICÍPIO, de 14 de agosto de 1960

15 de agosto / Dia de Nossa Senhora das Graças da Água Santa

A história data do ano de 1860. Bicas era conhecida como Arraial das Taboas. Haviam grandes fazendas de café e a mão de obra era de escravos africanos. Era costume levar todo escravo enfermo para longe das senzalas para que não contaminasse os demais. Um grupo de escravos com feridas pelo corpo com aspecto maligno foi levado para o alto da serra, onde havia água em abundância e inhame rosa como alimento. Passado o tempo, eles voltaram para a fazenda inteiramente curados, ficando conhecido que a cura destes escravos foi pela água, então reconhecida como Água Santa. As peregrinações de fé passaram de geração a geração até os dias de hoje. Através do ícone da Nossa Senhora das Graças, no silêncio da montanha encontramos a verdadeira paz.

Fonte: aguasantasantuario.blogspot.com

Veja mais em: vidasemparedes.com.br

 

 

Assim é Bicas: AMFAC, uma família servindo ao Agro e a Indústria

AMFAC – Indústria e Comércio Ltda

Publicado em 04 de outubro 2017

Quem Somos

Sobre

Empresa familiar, localizada na cidade de Bicas-MG, na Rua Josepha Bianco Retto nº 250. Desde fevereiro de 1997, atua no ramo de recuperação, fabricação, comercialização e instalação de peças e acessórios para máquinas e equipamentos agrícolas e industriais; além de prestar serviços gerais na área de serralheria. Expandiu suas atividades em 1999, quando passou a atuar também no setor ferroviário de todo o país.

Equipe

Marilia e Antônio Guarnieri – Sócios-Proprietários da Empresa Familiar.

Filhos – Fabrício, Priscilla e Patrícia são responsáveis pela administração e controle da empresa, zelando pela continuidade do trabalho iniciado pelos pais há anos atrás.

Equipe – A equipe da AMFAC é formada, atualmente, por um time composto por 15 (quinze) profissionais qualificados, que fazem parte do processo produtivo da empresa.

Serviços

A AMFAC, atualmente, está presente em diversos setores da indústria nacional, fabricando equipamentos e peças que suprem as necessidades dos mais diversos segmentos, atendendo desde a pequena demanda individual a obras de grande porte. Zela sempre pela qualidade e perfeição dos serviços prestados e dos produtos fabricados. Com equipamentos modernos e equipe qualificada, está apta a atender as mais específicas demandas do mercado nacional.

Setor Agrícola

Reparos e produção de equipamentos, máquinas, roçadeiras e ferramentas no setor agrícola.

Setor Ferroviário

Reparos e produção de equipamentos ferroviários, atendendo à demanda de todo território nacional.

Setor Industrial

Atende pequenas demandas individuais à produção de peças industriais e equipamentos de grande porte.

                                                   Os sócios-proprietários, Antonio e Marília Guarnieri

                                       Patrícia, Fabrício e Priscilla – administração e controle da empresa

Comunicado Importante / Eleições 2020

O Congresso Nacional aprovou e promulgou o adiamento do 1º e 2º turnos das eleições municipais de 2020 para os dias 15 e 29 de novembro, em razão da pandemia do novo Coronavírus (Covid-19).

A Emenda Constitucional 107/2020 também altera o calendário para as outras etapas do processo eleitoral, inclusive o início do período em que os órgãos públicos ficam proibidos de divulgar quaisquer conteúdos que possam promover agentes públicos, partidos políticos e governos, em vigor desde o dia 11 de agosto.

Assim, após esta data, está proibida a divulgação de:

– marcas de governo;
– matérias que promovam ações de um agente ou partido político;
– fotos de obras realizadas pelo órgão;
– vídeos sobre ações idealizadas pela administração e
– quaisquer outras informações e mídias que possam ser tidas como promocionais.

Dessa forma, o site e as redes sociais da Prefeitura de Bicas estão cumprindo as normas legais, publicando apenas informações de utilidade pública.

Boletim Coronavírus de Bicas e do Estado desta sexta-feira, 14 de agosto

Amarildo Mayrink: Bicas Ontem e Hoje – Parte 01

BICAS ONTEM E HOJE – PARTE 01

Publicado em 17 de setembro 2011

Vendo fotos antigas de Bicas, resolvi ir as ruas para conferir e fotografar procurando as mesmas tomadas usando as fotos antigas como referência. O resultado você pode conferir abaixo. 
Veja como ficou interessante! 
Vista do encontro da Rua Nilson Batista com com a Av. Governador Valadares – a Reta.
Rua dos Operários. Na foto antiga, ainda vemos a linha férrea cortando o centro da cidade.
Rua Coronel Souza. Na foto antiga, um ônibus da Viação Santos estacionado em frente ao Tabuleiro da Baiana, na época, a rodoviária de Bicas.
Foto do Prédio onde hoje funciona o Frango Bar. Na foto antiga, se percebe que ainda não havia calçamento na Rua Barão de Catas Altas e o prédio atual não existia, mas já existia a linha férrea.
Rua Luiz Ferrari, paralela a Av. Governador Valadares – a Reta. Na foto antiga, ainda se vê sinais da ferrovia com trilhos e uma pilha de dormentes a esquerda.
Praça Raul Soares. Na foto antiga, vemos o prédio da Câmara e da Prefeitura Municipal. Vemos também os trilhos da ferrovia cortando o centro da cidade..
Belo casarão na Rua Artur Bernardes, hoje sendo completamente reformado e renovado, mantendo suas principais características.
Prédio na Rua Capitão Pedro Assis Amaral onde hoje funcionam as seguintes lojas: RJR Pneus, Toscana Restaurante e Pizzaria e Autogás Real. Na foto antiga, era onde funcionava a sede do Laticínios São José.
Praça Milled Abdo. Na foto antiga, o Posto de Combustíveis Texaco Salomão, Abdo&Cia.
Mais uma foto do Prédio onde hoje funciona o Frango Bar. Na foto antiga, o mesmo prédio já existia, a Rua Barão de Catas Altas já estava com calçamento de paralelepípedos e ainda se percebe a existência da linha férrea.
Residência da família Lamha na Rua Barão de Catas Altas. Na foto antiga, ainda se vê a linha férrea.

Boletim Coronavírus de Bicas e do Estado desta quinta-feira, 13 de agosto