Boi abatido foi encontrado em local com condições insalubres, além de quatro aves
Por Renan Ribeiro 28/07/2021 às 22h11
Em atendimento a uma denúncia de cativeiro de aves da fauna silvestre, uma equipe do 1º Pelotão de Polícia Ambiental de Juiz de Fora fez uma abordagem em uma residência localizada na Rua Coronel Juvenal Ferreira Marques, no Centro de Bicas e acabou encontrando um boi abatido de forma clandestina, além de quatro aves. Os pássaros foram apreendidos e devem ser encaminhados para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas). O suspeito dos crimes, um idoso de 65 anos, foi preso, e a carne do boi deve ser descartada em aterro sanitário. O local foi interditado.
Carne de boi abatido foi encontrada no local, além de quatro pássaros silvestres (Foto: Divulgação PM)
De acordo com o comandante do 1º Pelotão de Polícia Ambiental de Juiz de Fora, tenente Júlio César de Almeida, ao ver as viaturas, o proprietário tentou fugir pelos fundos da edificação. Os policiais fizeram um cerco e conseguiram capturá-lo. Foi verificado, então, que havia quatro pássaros da fauna brasileira presos no local: um corrupião, um trinca-ferro, um azulão e um coleirinho.
Verificando outros cômodos, os oficiais encontraram o boi abatido em um local insalubre. “Estava muito sujo, tinha muitas moscas e não tinha qualquer traço de higiene. O responsável é reincidente. Ele já tinha uma inscrição no Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), por violação semelhante”, detalhou o tenente Almeida.
Ele destacou ainda que há indícios de outras irregularidades. O animal pode ter sido furtado ou roubado, porque embora o autor tenha alegado a compra por R$ 2 mil, não tinha qualquer recibo ou comprovante da negociação, ou qualquer documento que atestasse a procedência do bovino. A carne, segundo o infrator, seria distribuída em Bicas. O suspeito foi encaminhado para a Delegacia de Juiz de Fora e deve pagar multa, que ainda terá o valor calculado.
Local não tinha registro para abate
De acordo com o fiscal agropecuário do IMA, Luciano Buga, que também é médico veterinário, não há qualquer registro do estabelecimento para realizar o abate, o que está em desacordo com a legislação sanitária. “Quando encontramos um abate clandestino como esse, percebemos que o animal não foi verificado em vida. E há doenças que só são detectadas no animal vivo, como a raiva, a brucelose, entre outras.”
Luciano explica ainda que a ação não teve acompanhamento de médico veterinário, e há sinais de lesões internas no boi abatido, que podem causar doenças que venham a ser transmitidas ao homem, chamadas de zoonoses, como a tuberculose e a cisticercose, entre outras. Além disso, há também o dano pelo não pagamento dos impostos.
Nesta quarta-feira, 28 de julho, Dia do Agricultor, o Prefeito de Bicas, Helber Marques, por meio do Departamento de Meio Ambiente, Turismo, Agropecuária e Proteção dos Animais, assinou um novo convênio com a Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais).
Agora, o agricultor biquense pode contar com a assistência e apoio de dois técnicos extensionistas que atenderão o município durante 4 dias na semana.
TER 27 JULHO 2021 09:00 ATUALIZADO EM SEG 26 JULHO 2021 19:52
Com foco na capacitação, estratégia conduzida pela FJP chega à sua quinta turma, com mais de 80 municípios já atendidos
O Programa de Liderança para a Retomada Econômica (LRE) do Governo de Minas está com inscrições abertas, até 21/8, para sua quinta turma. A iniciativa, lançada em novembro, tem como propósito auxiliar os prefeitos eleitos em 2020 na condução de políticas econômicas que levem seus municípios a recuperar as perdas ocasionadas pela pandemia da covid-19.
Os participantes são selecionados pela Fundação João Pinheiro a partir de uma avaliação de critérios técnicos, sociais e econômicos dos municípios mais afetados pela pandemia em Minas Gerais. As aulas são on-line e acontecem sempre em dois finais de semana, em período integral, totalizando 28 horas de formação para as lideranças e oito horas de oficinas com as equipes municipais. Ao longo de 2021, serão capacitadas seis turmas, totalizando 300 lideranças de 150 cidades.
Na prática
A estratégia permite a preparação de lideranças locais e regionais para processos como atração de novos investimentos, desenvolvimento de negócios, geração de empregos e fomento ao empreendedorismo. Para isso, o LRE aborda conhecimentos econômicos e tributários para a elaboração de políticas públicas efetivas.
Ao longo do programa, os participantes são estimulados a desenvolver comportamentos e a utilizar técnicas de liderança para mobilizar esforços e recursos de forma assertiva para ampliar a capacidade de recuperação econômica.
De acordo com o subsecretário de Desenvolvimento Regional da Sede, Douglas Cabido, no atual momento econômico, é imprescindível a participação dos municípios no Programa de Liderança para a Retomada Econômica.
“Com o vislumbre do fim da pandemia, com a aceleração da vacinação, agora é, de fato, o momento de olhar para frente. O curso já está chegando a quase cem prefeituras atendidas, com muitos resultados. Os participantes têm acesso a um ferramental importantíssimo de possibilidades para o desenvolvimento econômico, a melhoria do ambiente de negócios e a atração de investimentos. Tudo para tornar a cidade mais atrativa do ponto de vista de novos negócios”, avalia.
O LRE também aborda formas de criação e implementação de ações para a retenção e a expansão de negócios, além de métodos de utilização dos instrumentos de planejamento urbano para alavancar o desenvolvimento econômico local.
Participante da terceira turma do LRE, o diretor de Indústria, Comércio e Serviços da Prefeitura de Congonhas, Geordane Silva, destaca o privilégio de conviver com pessoas determinadas a criar meios para transformar as cidades mineiras. “Meu maior desafio em 2021 é buscar soluções que fortaleçam a economia, gerando emprego e renda e revertendo as consequências da pandemia”, observa.
Silva destaca que o programa me lhe deu, além de propósito, outra ferramenta fundamental para a boa política: conhecimento baseado em evidências.”Conheci ações inovadoras e já testadas de políticas públicas que realmente geram bons resultados”, destaca. “Agora me sinto mais preparado para construir a Congonhas que merecemos”, completa.
(Belo Horizonte – 26/7/2021) A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) foi autorizada pelo Conselho Estadual de Educação a oferecer cursos superiores, por meio de suas unidades de ensino: Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT) e Instituto Técnico de Agropecuária e Cooperativismo (ITAC). O anúncio foi feito na última semana e a perspectiva é de cursos sejam ofertado já a partir 2022.
Uma Comissão Pedagógica Multidisciplinar, instituída para este fim, já trabalha nas propostas dos cursos de Tecnologia em Laticínio, que será ofertado pela EPAMIG ILCT, em Juiz de Fora, e de Tecnologia em Agropecuária de Precisão, a ser oferecido pela EPAMIG ITAC, em Pitangui. Os planos serão submetidos, em breve, à Secretária de Estado de Educação. “Os cursos de tecnologia são mais aplicados, mais curtos e permitem a continuidade dos estudos, para aqueles que assim desejam. Também são os que mais se identificam com o pretendemos oferecer”, aponta o coordenador pedagógico da EPAMIG, Frederico Passos.
A presidente da EPAMIG, Nilda Soares, conta que o credenciamento vem sendo pleiteado desde o começo desta gestão, em 2019 e foi aprovado pelo CEE neste mês de julho. “Está aprovação permitirá à EPAMIG conduzir a pesquisa e a educação em um sistema de retroalimentação. Onde há ensino superior, sempre há espaço para a pesquisa e a pesquisa contribui muito para a excelência do ensino”, avalia.
Ainda de acordo a presidente: “Com esse credenciamento, o Cândido Tostes, instituição de grande excelência no setor laticinista, evolui para uma nova etapa. E o ITAC também atingirá um outro patamar, uma vez que o curso de Agropecuária de Precisão é inédito no Brasil e bastante ajustado às necessidades atuais do setor”, completa Nilda Soares.
O chefe-geral da EPAMIG ILCT, Sebastião Tavares, ressalta que as providências necessárias para assegurar a oferta do novo curso, já estão sendo estudadas. “Estamos verificando a possibilidade de autorização para a migração de alunos do curso técnico (que já é em nível pós-médio) para o novo curso, caso haja interesse. Ao mesmo tempo, está assegurada a manutenção das atividades do curso técnico. Também estamos avaliando a contratação de professores qualificados para as novas disciplinas e de pessoal de apoio, para as atividades de laboratório, de limpeza e de manutenção”.
Na EPAMIG ITAC, onde o curso técnico é ofertado em modo concomitante ao ensino médio, várias adequações tem sido incorporadas ao projeto pedagógico. “Desde o último ano, estamos promovendo mudanças para oferecer um curso caracterizado pela integração dos conteúdos básicos e técnicos e pela associação do conhecimento teórico às atividades práticas. Assim também será a proposta do curso tecnológico, desenvolvimento de projetos e solução de problemas condizentes com as necessidades do agronegócio em Minas Gerais e no Brasil”, assegura Frederico Passos.
Eleito para comandar a associação que organiza os desfiles do bloco, ele busca realizar desfile simbólico ainda este ano
Por Júlio Black 25/07/2021 às 07h00
Nelson Jr. e Gustavo Passos, sobrinho de Zé Kodak, assumem o comando da Associação Recreativa General da Banda com a missão de manter vivo o sonho do carnavalesco (Foto: Jéssica Pereira)
José Carlos Passos, o Zé Kodak, tinha um sonho: comemorar os 50 anos da Banda Daki, em 2022, com uma grande celebração no próximo carnaval. Porém, um dos maiores nomes da folia em Juiz de Fora morreu em 27 de fevereiro, aos 75 anos, em decorrência da Covid-19. Para que o sonho se torne realidade, a Associação Recreativa General da Banda, responsável por organizar o desfile da Banda Daki – e da qual Zé Kodak era presidente – elegeu na última quarta-feira (21) para a presidência um de seus mais assíduos foliões, Nelson Jr., a fim de organizar o próximo desfile, caso ele possa acontecer no carnaval do ano que vem.
Nelson Jr. foi procurado pelo presidente do conselho deliberativo da Associação, Marcelo Barra, há pouco mais de três semanas, pela necessidade de ocupação dos dois principais cargos da diretoria – além da morte de Zé Kodak em fevereiro, o vice-presidente Walmir Pifano havia morrido em dezembro do ano passado. “Os dois cargos ficaram vagos, o Marcelo está se recuperando ainda da Covid, e a próxima eleição seria apenas em 2022. Ele me procurou preocupado, porque precisa de alguém para ajudar a tocar o barco, e me convidou para aceitar a presidência”, explica Nelson.
“É uma responsabilidade enorme, mas em outras conversas ele contou que havia procurado outras pessoas da diretoria, membros antigos da Banda e familiares do Zé, e que eles apoiavam meu nome. Vi então como um chamado e aceitei o convite como uma forma de honrar o nome do Zé Kodak e da Banda Daki, que é um patrimônio de Juiz de Fora.”
Era necessário, porém, seguir todos os trâmites, e foi publicado o edital para a formação de chapas para a eleição. Como não houve chapa concorrente, Nelson Jr. foi eleito presidente por aclamação na reunião de quarta-feira, com o sobrinho de Zé Kodak, Gustavo Passos, assumindo a vice-presidência. “Convidei o Gustavo para que ele pudesse dar continuidade ao nome da família, que é referência na história da banda”, justifica.
Articulações para a folia em 2022
Agora presidente da Associação Recreativa General da Banda, Nelson Jr. já começou a trabalhar para que a Banda Daki planeje o desfile de 2022, caso seja possível e dentro das possibilidades no contexto da pandemia. “Já falei com o Marcelo sobre montarmos um comitê de carnaval para tocar esse projeto. Na quinta-feira (22), nos reunimos com o presidente da Câmara, Juraci Scheffer, para nos apresentarmos, e já entramos em contato com a assessoria da Prefeitura a fim de marcar uma reunião com a prefeita Margarida Salomão. E também vamos agendar um encontro com a Associação das Entidades Carnavalescas de Juiz de Fora e Região (Aesbloc). Nesta semana, vamos fazer uma reunião para saber que caminhos seguiremos para a organização do desfile. Sabemos que só com a união da diretoria, dos foliões, do Poder Público e da Funalfa poderemos manter essa tradição.”
Essa articulação, diz, tem um motivo especial: realizar o sonho de Zé Kodak de comemorar os 50 anos da Banda Daki com uma grande festa – ou a melhor dentro do campo das possibilidades. “Quem o conhecia sabe que ele passou os últimos cinco anos falando da comemoração dos 50 anos da Banda, e agora nossa meta é realizar este sonho, mas de acordo com todas as autorizações do Poder Público e dentro do que for permitido pelas situações pandêmicas, e na data que for possível. Vamos buscar parcerias para que a Banda esteja apta a sair no próximo carnaval.”
Nelson Jr. ao lado de Zé Kodak ao lado do “general insubstituível” da Banda Daki (Foto: Arquivo pessoal)
Mas não é apenas o carnaval de 2022 que está nos planos de Nelson e da Banda Daki. “Este ano não tivemos carnaval e não pudemos comemorar os 49 anos da Banda. Pretendemos discutir com os órgãos públicos a possibilidade de fazer um desfile simbólico ainda em 2021. Seria um encontro no Largo do Riachuelo com poucas pessoas, mas que são importantes para a história da Banda, com um grupo seguindo até a Catedral para termos esse desfile simbólico”, planeja.
“Seria uma preparação para 2022”, prossegue, lembrando que o estatuto da associação prevê, ainda, outros dois eventos anuais a serem organizados: a batalha de confetes no Calçadão da Rua Halfeld e o Baile da Banda Daki, ambos na semana que antecede o carnaval.
Por fim, Nelson Jr. falou da responsabilidade de assumir o posto de Zé Kodak e avisa: nada de chamá-lo de General da Banda. “A responsabilidade é grande, pois o Zé tocou esse projeto por muitos anos. Por isso mesmo, a primeira coisa que disse na assembleia é que não serei o novo General da Banda, nem de brincadeira, pois o posto está eternizado no Zé Kodak. Sou apenas o presidente da Banda Daki, que com a diretoria vai tentar realizar o sonho do Zé, manter a tradição do desfile – talvez em um novo formato por causa da pandemia – e respeitar sua memória.”