
Sintonia entre escolas e famílias faz a diferença na educação especial
QUA 3 NOVEMBRO 2021 16:15 ATUALIZADO EM QUA 03 NOVEMBRO 2021 16:16
Atendimento Educacional Especializado é garantido aos estudantes, tanto durante o ensino remoto, quanto na retomada presencial
Seja no desenvolvimento das atividades remotas, seja nas atividades presenciais na escola, a parceria entre os professores da turma, os profissionais de Atendimento Educacional Especializado (AEE) e as famílias é fundamental para o bom desenvolvimento do trabalho pedagógico com os estudantes (público) da educação especial. A sintonia, além de trazer resultados significativos, tem ajudado a garantir o atendimento educacional especializado para cada aluno.
Na Escola Estadual Celmar Botelho Duarte, em Belo Horizonte, é essa parceria que tem ajudado no desenvolvimento educacional do José Francisco Ottoni Torquette. Ele é aluno do 1º ano do ensino fundamental, com autismo, e começou a ser alfabetizado ainda no ensino remoto. Além do apoio dos pais, as aulas ministradas pela professora regente e de apoio conseguiram atender às suas necessidades.
“A professora regente se utiliza de muitas ações lúdicas para envolver os alunos e isso resgatou no José uma vontade que ele não tinha mais. Já a professora de apoio está sempre acompanhando e adaptando as situações. Por exemplo, ela sabe a hora em que ele precisa sair e retornar e o ajuda a ficar mais focado. Ela o conhece muito bem”, conta a mãe, Leandra Duarte Ottoni Torquette.
História
A parceria entre família e escola começou logo no início do ano. “A professora de apoio fez um questionário comigo para conhecê-lo e entender suas limitações”, destaca Leandra. Esse conhecimento que a professora de apoio Bruna Ribeiro da Fonseca tem do José Francisco faz a diferença. “Vamos fazendo o Plano de Estudo Tutorado (PET) aos poucos. A ideia é não deixar acumular os conteúdos. Às vezes, percebo que ele está mais agitado e converso com ele ou sei que ele precisa dar uma volta e depois continuamos a atividade”, conta a professora.
A coordenadora de Educação Especial e Inclusiva da Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG), Suéllen Fernandes Coelho, explica que o trabalho dos professores de AEE, que são responsáveis por adaptar conteúdos para os alunos da educação especial, deve acontecer de forma colaborativa com o trabalho dos professores regentes. “Esse diálogo entre os profissionais muito contribui para que as adaptações sejam realizadas da forma mais assertiva possível”. Ela também destaca a importância da parceria entre escola e família, em especial neste momento em que as aulas ocorrem no formato híbrido. “A família tem condições de dizer coisas específicas daquele estudante, às vezes uma forma de como lidar com ele ou alguma área de interesse. Algo que possa agregar informações para o trabalho do professor”, relata Suéllen.
Maria de Fátima Montes Claros, conhecida como Fatinha, é a professora regente do José Francisco. Ela destaca a importância do trabalho que desempenha com os alunos e das ações realizadas em conjunto com a professora de apoio.“O aluno público da educação especial precisa de interagir com os colegas, perceber o mundo que ele está inserido e crescer. A inclusão propicia isso. Eu procuro chamar a atenção para os acontecimentos da sala de aula, vivência diária. Além disso, faço um trabalho bem próximo com a professora de apoio. Temos uma comunicação para um objetivo só”, diz Fatinha.
Sala de recurso
As atividades presenciais também deram aos estudantes que necessitam do AEE a oportunidade de participar das atividades oferecidas nas salas de recursos. No espaço, o aluno recebe atendimento educacional complementar ao que é dado em sala de aula, que propiciam o desenvolvimento cognitivo, das linguagens e códigos específicos de comunicação e sinalização, ajudas técnicas e tecnologias assistivas. Em todo estado, são cerca de 1,5 mil salas de recursos.
Nela, participam estudantes com deficiências, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Altas Habilidades/Superdotação.
Na Escola Estadual Doutor Alípio Fernandes, em Inhapim, no Rio Doce, a professora de sala de recursos, Eliane Bicalho Garcia, busca oferecer atividades diferenciadas para os alunos. “No remoto, trabalhamos as habilidades de vida diária, como hábitos de higiene e auxílio para desenvolverem uma vida mais independente. Já no presencial, temos a oportunidade de trabalhar com o raciocínio lógico e com outras atividades na sala de recursos”.
A educadora destaca ainda a importância da sala de recursos para os estudantes. “Para os alunos que estão no remoto eu busco sempre confeccionar jogos e outros materiais concretos, mas a sala de recursos é muito importante por causa dos materiais que ela oferece, como jogos de memória, encaixe, massinha, entre outros”, afirma Eliane. Ela também fala da alegria dos alunos em retornar. “Eles voltaram muito entusiasmados. Estavam sentindo muita falta”, relata. As aulas nas salas de recursos são no contraturno das aulas.
Brayn Joseph de Melo Moreira é aluno do 3º ano do ensino fundamental e participa das atividades da sala de recursos da escola. Sua mãe, Glicy Eugenia de Melo Moreira, elogia muito o atendimento oferecido pela unidade de ensino. “A escola acolhe as crianças e oferece um atendimento diferenciado. Ela recebe os alunos com amor, carinho e respeita a individualidade de cada um deles. O trabalho também é feito em parceria com a família”.
Além de participar das atividades da sala de recursos, Brayn Joseph também conta com um professor de apoio. Ele é diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Glicy também ressalta a importância do trabalho desenvolvido. “Os professores trabalham em parceria e isso faz com que eles ajudem muito no desenvolvimento da criança. A partir do momento que o meu filho iniciou o 1º ano na escola, ele progrediu muito”, afirma.
Com as atividades presenciais, Glicy conta ainda que já percebeu a evolução do filho. “Eu percebi que o Brayn na sala de recurso fica mais concentrado nas atividades. Ele desenvolve mais o raciocínio lógico, tem mais autonomia para resolver as situações do dia a dia”, contou a mãe, comemorando o retorno do filho à escola.
Fonte: Agência Minas
Minas é o estado mais seguro do Brasil, segundo Ministério da Justiça
QUA 3 NOVEMBRO 2021 12:30 ATUALIZADO EM QUA 03 NOVEMBRO 2021 12:39
Dados reforçam evolução do trabalho integrado das Forças de Segurança mineiras, fundamental para o destaque nacional
Minas Gerais é o estado mais seguro do país em 2021, de acordo com dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), referentes aos meses de janeiro a junho – fechando o primeiro semestre de 2021. A base de informações agrega estatísticas disponibilizadas pelas 27 unidades federativas brasileiras e tem, por finalidade, subsidiar a implementação de políticas públicas em segurança e defesa social.
Os dados de janeiro a maio já davam a Minas a primeira colocação no cenário nacional, resultado que se fortaleceu com a disponibilização das informações de junho – os últimos dados divulgados pelo Sinesp.
A evolução do trabalho desenvolvido pode ser observada também no desempenho dos três últimos anos, em que o estado obteve boas colocações no cenário nacional da segurança pública. De lá para cá, passou de terceiro colocado, em 2019, para primeiro colocado em 2021.
“O resultado é fruto de um trabalho integrado das Forças de Segurança. Um estado mais seguro significa, principalmente, um lugar melhor para se viver e com melhores perspectivas para os mineiros. O investidor também tem mais confiança para empreender aqui, gerando emprego e renda para a população”, afirma o governador Romeu Zema.
Sistema de informações

O Sinesp acompanha as taxas de violência de nove naturezas criminais. São elas: latrocínio, homicídio consumado, estupro consumado, roubo de carga, roubo a veículo, roubo a instituições financeiras, lesão corporal seguida de morte, homicídio tentado e furto de veículo. A base é alimentada por todos os estados da nação, com registros de ocorrências lavrados pelas forças de segurança atuantes em cada localidade.
O ranking liderado por Minas Gerais neste ano avalia as menores taxas de incidência criminal: ou seja, o somatório de ocorrências registradas, de forma proporcional à população estadual, conforme a estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o período analisado, multiplicando o resultado por cem mil. Nos casos de furto e roubo a veículos, são calculados os registros proporcionalmente à frota inscrita no Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Não há atribuição de peso entre os diferentes crimes observados.
A integração das forças de segurança é um dos fatores que permitiram a Minas Gerais ocupar este espaço no cenário nacional. Somente no primeiro semestre, foram mais de 15 operações integradas realizadas com diferentes focos: combate ao crime organizado; combate ao tráfico de drogas; combate à criminalidade violenta nas áreas de fronteiras com outros estados; violência doméstica e familiar contra a mulher; combate ao uso irregular de produtos controlados, entre outras. A Operação Caminhos de Minas é exemplo de como a integração das forças de segurança é a melhor saída para vencer a criminalidade.
Na terceira fase da Caminhos de Minas, coordenada pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), finalizada em julho, foram apreendidos mais de 600 kg de drogas em rodovias de todo o estado. Além disso, cerca de 220 indivíduos foram presos, 12 armas de fogo retiradas de circulação e sete procurados pela Justiça capturados, desde o início da megaoperação.
Segundo o titular da Sejusp, secretário Rogério Greco, a atuação conjunta das forças de segurança operantes em Minas Gerais terá continuidade e frequência. “Trata-se de um projeto de sucesso. A integração é fundamental para a Segurança Pública de uma forma geral”, ressalta.
Taxa de criminalidade
Segundo o cálculo, Minas tinha, em 2016, uma taxa de criminalidade de 474,03 por 100 mil habitantes, ocupando o sétimo lugar no ranqueamento nacional. No mesmo período, a taxa nacional equivalente era de 668,49. Em 2019, ao atingir o terceiro lugar no pódio de Segurança Pública, o estado apresentava uma taxa de 260,96 por 100 mil habitantes, enquanto o coeficiente brasileiro era de 358,51. E, finalmente, nos seis primeiros meses de 2021, a taxa mineira é de 87,42, sendo a proporção em todo o Brasil de 145,04. Os estados que ocupam a segunda e terceira colocação estão com suas taxas em 97,79 e 102,71, respectivamente.
Metodologia
O banco de dados do MJSP considera, como último consolidado, o período de três meses anteriores à publicação, que, normalmente, ocorre após o 15º dia corrido. O intervalo é justificado como necessário para que as respectivas pastas de Segurança Pública e Defesa Social de todas as unidades federativas possam coletar, tratar e validar as estatísticas antes de submetê-las à base nacional.
Vale ressaltar que os dados podem apresentar diferenças para outras análises. O Observatório de Segurança Pública da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), por exemplo, compila e disponibiliza à imprensa, na seção “Dados Abertos” do site da pasta, ou sob demanda, as estatísticas mensalmente – via de regra, na segunda quinzena do mês posterior ao balanço mais recente.
Fonte: Agência Minas
Cerca de 1.500 alunos retomam aulas presenciais nos dois campi nesta quarta, dia 3
Cerca de 1.500 estudantes dos cursos de graduação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) são esperados nos dois campi da Instituição nesta quarta-feira, dia 3. A data marca o início das aulas presenciais do segundo semestre regular para Juiz de Fora e Governador Valadares. O período ainda está sendo realizado por meio do Ensino Remoto Emergencial (ERE) para a maioria dos estudantes e, agora, inicia-se de forma híbrida para 22 cursos que optaram por esse modelo.
Cursos e disciplinas
Vinte e dois cursos de graduação receberão presencialmente seus alunos, ofertando disciplinas práticas, teórico-práticas e/ou estágios obrigatórios, sendo 19 do campus-sede e três do campus avançado em Governador Valadares.
Em Juiz de Fora, estarão de volta estudantes da área de Saúde dos cursos de Ciências Biológicas; Medicina Veterinária; Educação Física e Nutrição, até então ainda não contemplados pelos semestres suplementares, em atual funcionamento. Alunos da área de Exatas dos cursos de Química e das engenharias Ambiental e Sanitária; Civil; Elétrica (Energia; Robótica e Automação; Sistemas de Potência; Sistemas Eletrônicos; Telecomunicações); de Produção e Mecânica também retornam para as atividades práticas. E, na área de Humanas, os discentes de Música; Serviço Social; Arquitetura e Urbanismo; e Direito.
Em Governador Valadares, as aulas práticas do semestre regular irão atender aos alunos de Educação Física, Fisioterapia e Direito. Em ambos os campi, esses discentes juntam-se àqueles que, atualmente, cumprem semestres letivos suplementares, com aulas sendo ministradas presencialmente.
Conforme o calendário acadêmico aprovado, o segundo semestre regular de 2021 começou no dia 18 de outubro. Desde essa data, alunos, professores e técnicos passam por um período de adaptação e treinamento, cujo objetivo é a adequação aos Protocolos de Biossegurança da UFJF, que devem ser seguidos por todas as pessoas que terão acesso aos dois campi universitários, em decorrência da pandemia de Covid-19.
“Cada unidade acadêmica ou administrativa e cada curso têm autonomia para se organizar. Neste sentido, foi feita uma orientação para que sejam feitas capacitações com base nos protocolos”, afirma o pró-reitor de Graduação da Universidade, Cassiano Caon Amorim.
A lista de disciplinas práticas a serem ofertadas no segundo semestre foi definida pelos conselhos de unidade. A orientação é que os estudantes entrem em contato com as coordenações de curso para obter informações sobre essas matérias e que também leiam a Resolução nº 33/2020 do Consu, que aponta as condições excepcionais para o período de pandemia.
Caso o estudante não tenha condições de retornar às atividades presenciais para as disciplinas práticas, teórico-práticas e estágios, há a alternativa de não se matricular e dar sequência ao curso fazendo apenas as disciplinas teóricas. Se forem oferecidas apenas disciplinas práticas ou teórico-práticas ou elas sejam as únicas faltantes para o término da graduação, o estudante pode pedir o trancamento da disciplina ou do curso, no prazo definido no calendário acadêmico.
Protocolos de biossegurança
A UFJF adota uma série de Protocolos de Biossegurança para evitar a contaminação por Covid-19; entre eles, a obrigatoriedade do uso de máscaras e EPIs, distanciamento social, remanejamento dos espaços e turmas. Além desses, os próprios cursos também podem definir, com aprovação da Comissão Interna de Segurança (CIS), outras normas específicas.
A Instituição também conta com a plataforma de monitoramento Busco Saúde. Todos os membros da comunidade acadêmica em atividades presenciais devem se registrar no sistema e relatar a ocorrência de sintomas ou contato com casos confirmados de Covid-19.
Dúvidas gerais
Os estudantes que precisarem de ajuda devem entrar em contato com a sua coordenação de curso ou com a Central de Atendimento pelo telefone (32) 2102-3911 (fixo e Whatsapp) ou ainda pelo e-mail faleconosco@ufjf.edu.br.
Fonte: UFJF
Cemitério Municipal de Bicas: limpo e organizado
O Cemitério Municipal de Bicas e o seu entorno estão limpos e organizados, aguardando as pessoas que vêm orar para os entes queridos que já se foram…
Começa segunda etapa de vacinação contra a febre aftosa em Minas
SEG 1 NOVEMBRO 2021 09:30 ATUALIZADO EM QUI 28 OUTUBRO 2021 20:47
Devem ser imunizados bovinos e bubalinos de zero a 24 meses
A 2ª etapa anual de vacinação contra a febre aftosa em todo o território mineiro foi iniciada nesta segunda-feira (1/11). Deverão ser imunizados bovinos e bubalinos com idade de zero a 24 meses.
O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), vinculado à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), fiscaliza a campanha junto aos produtores rurais e estabelecimentos revendedores de vacina. Nesta etapa, a expectativa é que sejam imunizados cerca de 10 milhões de animais em todo o estado, com o objetivo de preservar a sanidade dos rebanhos e manter o compromisso com o agronegócio de Minas.
A campanha vai até 30/11. O produtor pode comprovar a vacinação dos animais usando o formato eletrônico de declaração que estará disponível em neste link ou, caso tenha cadastro, acessando o Portal de Serviços do Produtor.
Uma outra opção será o envio da declaração para o e-mail da unidade do IMA responsável pela jurisdição do município. O e-mail de cada unidade consta deste link.
As declarações também podem ser realizadas pelo produtor de forma presencial nos postos de atendimento e conveniados ou presencialmente nos escritórios do IMA, observando as medidas de segurança para covid-19. As unidades do instituto estão à disposição para quaisquer esclarecimentos.
O prazo para comprovar a vacinação termina em 10/12. Para facilitar a localização da propriedade, o IMA recomenda o envio do Cadastramento Ambiental Rural (CAR) no momento da declaração.
Nesta etapa deverá ser realizada a atualização cadastral das outras espécies de animais descritas no formulário de declaração (DCL) que estará disponível no site do IMA. A declaração realizada de forma virtual ainda não possui estes campos para descrever as outras espécies. Assim, caso o produtor opte em realizar a declaração de forma virtual, será necessário encaminhar para o e-mail da unidade a declaração de outras espécies em formulário específico disponível no site do IMA.
Parceria
O diretor-geral do IMA, Thales Fernandes, destaca a parceria dos produtores e das entidades representativas do setor para que bovinos e bubalinos de zero a 24 meses sejam vacinados e, com isso, o estado continue livre da doença.
“Contamos, mais uma vez, com o apoio e a dedicação dos elos da cadeia produtiva para que o nosso Estado alcance o índice de vacinação esperado. Peço o apoio dos produtores rurais mineiros, pois a vacinação é essencial para manter o rebanho de Minas sadio e livre de focos da doença. É muito importante cumprirmos o calendário oficial da vacinação”, reforça, informando que em 2022 está confirmada a campanha em todo o Estado.
A primeira etapa da campanha realizada deste ano foi um sucesso, com 97,6% de bovinos e bubalinos vacinados contra a febre aftosa. Cerca de 355 mil produtores rurais imunizaram aproximadamente 24 milhões de animais nos rebanhos mineiros.
Estabelecimentos autorizados
Thales Fernandes reforça a importância do trabalho das revendas no sentido de garantir o armazenamento adequado das vacinas, devendo comunicar imediatamente ao IMA qualquer intercorrência que possa comprometer a qualidade dos imunizantes. “O lançamento de vendas no sistema Sidagro deve ser feito com a maior agilidade possível, no mínimo uma vez ao dia, observando o estoque, o número de doses e as partidas comercializadas”, explica.
A responsabilidade da comercialização das vacinas é dos estabelecimentos autorizados da iniciativa privada. Esses estabelecimentos, que comercializam produtos de uso veterinário, devem ser registrados no IMA e estão sujeitos à fiscalização e às penalidades previstas.
Os estabelecimentos que comercializam produtos biológicos, em especial vacinas, devem, obrigatoriamente, utilizar câmara fria ou refrigerador industrial no acondicionamento desses produtos. Mais informações podem ser consultadas aqui.
Saúde do rebanho
O fiscal do IMA Natanael Lamas lembra que a vacinação mantém a saúde do rebanho e o reconhecimento internacional de zona livre com vacinação, obtido pelo Estado junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). “Este status favorece o agronegócio e o acesso a mercados internacionais, contribuindo de forma significativa para o Produto Interno Bruto (PIB) mineiro”, destaca, lembrando dos procedimentos corretos de vacinação que garantem eficácia na imunização dos animais. “A vacina de 2 ml deve ser adquirida em estabelecimento credenciado para a revenda da vacina e deve ser conservada em temperatura entre 2 e 8 graus centígrados, do momento da compra até a vacinação dos animais. Recomenda-se também programar a aplicação para os horários mais frescos do dia”, sinaliza.
A febre aftosa é causada por um vírus, altamente contagioso e que pode trazer grandes prejuízos econômicos para os produtores, pois afeta o comércio internacional. “A doença é transmitida pela saliva, aftas, leite, sêmen, urina e fezes dos animais doentes, e também pela água, ar, objetos e ambientes contaminados. Uma vez doente, o animal pode apresentar febre, aftas na boca, lesões nas tetas e entre as unhas”, alerta.
Trânsito de animais
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Instrução Normativa nº 48/2020, permite ao produtor rural a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) imediatamente após vacinar e declarar a imunização de bovinos e bubalinos de seu rebanho.
O gerente de Defesa Sanitária Animal do IMA, Guilherme Costa Negro Dias, esclarece as diretrizes gerais para a vigilância da febre aftosa sob a execução do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PNEFA). “É importante ressaltar que não existe mais prazo de carência para a movimentação de animais após a vacinação contra febre aftosa. O que determina a condição sanitária do estabelecimento rural é a adimplência nas etapas de vacinação e atualização de cadastro de rebanhos”.
Além disso, durante a etapa de vacinação e até noventa dias após seu término, os animais destinados diretamente ao abate ficam dispensados da obrigatoriedade da vacinação contra febre aftosa.
Evite multas
O produtor que não vacinar os animais estará sujeito a multa de 25 Unidades Fiscais do Estado de Minas Gerais (Ufemgs) por animal, o equivalente a R$ 98,6 por cabeça. A declaração de vacinação também é obrigatória e o produtor que não o fizer até 10/12 poderá receber multa de 5 Ufemgs, o equivalente a R$ 19,72 por cabeça.
Notificações de suspeitas de doenças
As notificações são acompanhadas pela Coordenação de Informação e Epidemiologia do IMA, que trabalha em conjunto com os programas sanitários orientando os fiscais do campo.
Cidadãos, produtores rurais e médicos veterinários de Minas podem notificar, de forma on-line, casos suspeitos de doenças e alta mortalidade em bovinos, bubalinos, equinos, caprinos, ovinos, suínos e aves no Sistema Brasileiro de Vigilância e Emergências Veterinárias (Sisbravet), uma plataforma digital do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que engloba os órgãos de defesa agropecuária do país agilizando os atendimentos e reduzindo os custos com perdas e tratamentos de animais para os pecuaristas. Já na ponta da cadeia produtiva, favorece a qualidade dos produtos aos consumidores estimulando acordos comerciais para o Estado.
Consulte a plataforma aqui.
Outra forma de informar suspeitas de doenças é pelo whatsapp do Notifica IMA: (31) 8598.9611.
Plano Estratégico
O Plano Estratégico do PNEFA tem como objetivo principal criar e manter condições sustentáveis para garantir o status de país livre da febre aftosa, ampliando zonas livres da doença sem vacinação e protegendo o patrimônio pecuário nacional. Está alinhado com o Código Sanitário para os Animais Terrestres, da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), e com as diretrizes do Programa Hemisférico de Erradicação da Febre Aftosa (PHEFA), convergindo com os esforços para a erradicação da doença na América do Sul.
Minas compõe o Bloco IV junto com Bahia, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Sergipe, São Paulo, Tocantins e Distrito Federal. Esses estados buscam a retirada da vacinação contra a febre aftosa em seus rebanhos. Minas é zona livre de febre aftosa com vacinação e possui reconhecimento da Organização Mundial de Saúde (OIE), o que mantém importante acordos internacionais.
Divulgação
O Governo de Minas, por meio da Seapa e sua vinculada IMA, realizará ações pontuais e estratégicas para divulgar a campanha em todas as regiões do Estado. Dentre os destaques, spots publicitários para rádios e vídeos informativos, além de posts nas redes sociais, cujos conteúdos informarão prazos, esclarecimentos e instruções sobre a vacinação contra a febre aftosa.
O compromisso dos pecuaristas mineiros na vacinação do rebanho bovino e bubalino, ao longo dos anos, tem contribuído para a corrida da conquista do novo status sanitário.
Fonte: Agência Minas
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