



Companhia não está efetuando suspensão no abastecimento de água no período da pandemia para clientes da Tarifa Social
A Copasa prorrogou a campanha de renegociação de dívidas até o dia 10/7. O interessado que é beneficiário da tarifa social e da categoria comercial pode pagar suas contas atrasadas, parceladamente em até 24 vezes, sem entrada e sem cobrança de juros e multas.
Se preferir, o cliente da Tarifa Social pode, também, dividir as faturas atrasadas em até 36 meses, com entrada de 5% ou o valor de uma fatura média dos últimos 12 meses (o que for menor). Durante a pandemia, a Copasa suspendeu os cortes de água desses clientes.
Tarifa Social
Para conseguir o benefício, é necessário estar inscrito no CadÚnico, do governo federal, e fazer o cadastramento na Copasa pelo site www.copasa.com.br. Ao ser aprovado no CadÚnico, a pessoa terá direito à Tarifa Social, um benefício para as famílias de baixa renda que reduz em até 40% as faturas dos serviços de água e esgoto.
Já as condições para os empresários cadastrados na categoria comercial têm objetivo de assegurar opções de pagamentos dos débitos e permitir que os comércios que estão inadimplentes com a empresa possam regularizar a sua situação para manter ou restabelecer o fornecimento de água. Essa opção de parcelamento, em 12 vezes sem juros e sem entrada, também foi prorrogada até o dia 10/7.
Mais opções
Segundo a diretora de Relacionamento e Mercado da Copasa, Cristiane Schwanka, o cliente cadastrado na tarifa comercial poderá, também, optar por ter a dívida parcelada em 24 vezes, porém, com entrada de 5% e cobrança de juros. Para as demais categorias (residencial, industrial e pública), a campanha de renegociação de dívidas prevê a entrada de 5% do total do débito ou a média dos últimos 12 meses, e o restante parcelado em até 24 parcelas, com juros.
Cristiane Schwanka explica que os clientes com fornecimento de água suspenso podem renegociar suas faturas atrasadas de forma simples pela Agência Virtual no site: www.copasa.com.br. Em seguida, basta solicitar o restabelecimento do fornecimento de água, também de forma virtual e segura.
Corte de água
Para os clientes da Tarifa Social, a Copasa não está efetuando suspensão no abastecimento de água no período da pandemia. Para os demais, a suspensão ocorre após emissão de fatura com o vencimento estipulado, caso os usuários não façam o pagamento. O cliente recebe um aviso de débito, com prazo, alertando sobre a conta vencida e sobre o corte. Passado o período estipulado para pagamento, o corte será feito.
Fonte: Agência Minas
Em Juiz de Fora, iniciativas buscam mudar essa realidade; projeto de lei prevê distribuição gratuita de absorventes
Por Nayara Zanetti, estagiária sob supervisão do editor Eduardo Valente
13/06/2021 às 07h00
A pobreza menstrual é uma realidade que impacta a vida de milhares de meninas e mulheres não só no Brasil, mas no mundo todo. O termo se refere à ausência de acesso a recursos que garantem a higiene básica dessa parcela da população. Uma em cada 4 brasileiras não tem acesso a absorventes, aponta o relatório Livre para Menstruar, realizado pelo movimento Girl Up – uma iniciativa global da Fundação das Nações Unidas que busca promover a igualdade de gênero -, em parceria com a empresa Herself. As causas dessa problemática estão relacionadas com questões financeiras, saneamento básico e desinformação a respeito da menstruação.
Um processo natural do corpo, a menstruação ainda é cercada por diversos tabus. Com base no estudo, no Brasil cerca de 60 milhões de mulheres e meninas têm o ciclo ativo, o que equivale a 30% da população do país. A professora e doutora em Ginecologia da Faculdade de Medicina da UFJF, Denise Drumond, descreve os fatores ligados a este fenômeno.
“A pobreza menstrual está intimamente relacionada à falta de acesso aos cuidados da higiene menstrual como: absorventes descartáveis, absorventes de tecido reutilizáveis, coletores menstruais descartáveis ou reutilizáveis, calcinhas menstruais, papel higiênico e sabonete. Inacessibilidade a água encanada, esgotamento sanitário e coleta de lixo. Dificuldade para obtenção de medicamentos para problemas menstruais e conhecimento limitado sobre as questões que envolvem o conhecimento do próprio corpo. Essa temática envolve questões ligadas à economia de um país, assim como sua educação e saúde”.

Segundo a ginecologista, muitas mulheres na ausência de produtos menstruais acabam usando outros materiais, correndo o risco de desenvolver doenças. “Podem ocorrer alergias quando são usados jornais, por exemplo. Além de infecções genitais e até infecções mais graves. Além de inúmeras limitações e constrangimentos, suscetíveis a comprometimentos físicos e emocionais a curto e longo prazo. Muitas mulheres improvisam a contenção do sangue menstrual com pedaços de pano usados, roupas velhas, jornal e até miolo de pão”, explica Denise.
Contas públicas
Em 2014, a Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu o direito das mulheres à higiene menstrual como uma questão de saúde pública e de direitos humanos. Porém, o Brasil enfrenta uma carência na criação de ações públicas que garantam assistência a essa população.
O estudo Livre para Menstruar faz parte da campanha batizada com o mesmo nome, que vem mobilizando estados brasileiros a desenvolverem políticas públicas que possam contribuir com a causa.
Em Minas Gerais, o movimento Absorve Minas atua promovendo ações para a aprovação do Projeto de Lei (PL) 1428/20 que prevê a distribuição gratuita de absorventes na rede pública estadual de ensino, nas unidades básicas de saúde, e nas unidades prisionais em âmbito estadual. No momento, o projeto foi aprovado no primeiro turno, mas ainda passará por uma segunda votação para que a medida seja efetivada.
A vereadora Laiz Perrut (PT), em conjunto com a vereadora Cida Oliveira (PT), protocolou no dia 2 de junho um PL que tem o objetivo de garantir a distribuição gratuita de absorventes para meninas e mulheres em situação de vulnerabilidade em Juiz de Fora. “Imagina não ter um item que é tão básico para nós mulheres? A nossa expectativa é que esse projeto seja aprovado e garanta o acesso das mulheres a esses itens com rapidez e descrição”, afirma Laiz.
De acordo com ela, o intuito do projeto é disponibilizar os materiais nas escolas e nas UBS, já que esses locais são de fácil acesso ou até mesmo os únicos equipamentos públicos em alguns bairros. “Juiz de Fora não é uma cidade isolada do cenário nacional, nós podemos observar a pobreza menstrual na cidade por meio das escolas. Conversando com as diretoras das escolas e as professoras, percebemos que muitas meninas adolescentes em período menstrual faltam às aulas pelo fato de não terem esses itens de higiene”, explica a vereadora.
Segundo os dados levantados pelo Girl Up, 7,5 milhões de garotas menstruam nas escolas. Dessa maneira, a instituição deve oferecer condições necessárias para que essas estudantes realizem o manejo da higiene menstrual. No entanto, a realidade se distancia desse ideal, é o que demonstra o estudo “Pobreza Menstrual no Brasil: desigualdade e violações de direitos”, produzido pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), divulgado no dia Internacional da Dignidade Menstrual, 28 de maio de 2021.

O relatório indica que 4 milhões não têm acesso a itens mínimos de cuidados menstruais nas escolas, sendo privadas de ter acesso a absorventes, papel higiênico, sabonetes e até mesmo banheiros.
‘Levar o mínimo de dignidade sem julgamentos é mais que uma missão’
Em Juiz de Fora, algumas iniciativas garantem assistência para mulheres em situação de vulnerabilidade social, como é o caso dos projetos da Associação dos Amigos (Aban) e do coletivo feminista Maria Maria.
Desde a origem da Aban em 1997, a organização promove trabalhos que auxiliam mulheres em alta vulnerabilidade social, mas foi em 2007 que o projeto Vida Plena começou a acompanhá-las, proporcionando diferentes atividades.
“Elas participam uma vez por semana de uma das palestras educativas que realizamos, e cada uma se envolve nos chamados grupos de trabalho de acordo com seu perfil, dons, desejos, talentos e dificuldades. Tem grupo de arte, de assessoria jurídica, de atendimento de saúde, tem grupos ligados à questão ambiental”, informa Renato Lopes, diretor da Aban.
A ação atende 130 mulheres e dentre os serviços prestados estão a doação de alimentos e itens básicos de higiene pessoal, além do acompanhamento médico com uma equipe de saúde, focada na prevenção da saúde da mulher. “A questão da pobreza menstrual não foi um tema colocado diretamente por elas, mas foi um tema que nós percebemos na medida em que a gente sabia da realidade delas e que muitas vezes o recurso dava só para alimentação. Então higiene e limpeza eram questões de grande desafio. Dessa forma, nós garantimos que nas nossas mercearias – loja que tem em cada Aban para que as mulheres possam comprar os itens com a moeda social do projeto – tenham itens básicos de higiene e limpeza, como absorventes”, ele relata.
Atualmente as arrecadações estão sendo feitas pela campanha JF Sem Fome, recolhendo doações de recursos através do site ou do Instagram @aban_associacaodosamigos, na tentativa de reduzir os reflexos da pandemia na vida das famílias atendidas. “Hoje como estamos trabalhando com 130 mulheres, conseguimos arrecadar e entregar entre 8 e 10 toneladas de alimentos e materiais de higiene e limpeza por mês. As pessoas podem ajudar sendo voluntárias entrando no site da Aban ou doando neste momento pela campanha JF Sem Fome.”
O coletivo Maria Maria promove campanhas de arrecadação de itens de higiene básica para as detentas da cidade. “A gente procura sempre ajudar não só na parte de absorventes, mas de higiene geral das detentas. Nós vamos até lá conversar com elas e com as agentes penitenciárias, para entender o que elas estão precisando. A partir disso, realizamos campanhas para arrecadar doações e garantir o que elas necessitam”, relata a assessoria de comunicação do coletivo.

O projeto atende entre 170 a 190 mulheres e, com a pandemia de Covid-19, a organização sentiu a necessidade de mobilizar a população a doar na tentativa de minimizar as dificuldades agravadas por esse período. “As mulheres são mais abandonadas no cárcere que homens, e o Estado não fornece produtos de higiene pessoal em números e de forma adequada. Somando-se ao fato de que a higiene das mãos é a principal forma de prevenção do contágio do coronavírus, decidimos realizar uma campanha voltada para elas, que infelizmente caem muitas vezes no esquecimento do setor público e da sociedade em geral”, comenta a assessoria.
Entretanto, o coletivo foi informado de que as encarceradas não estão precisando de absorventes neste momento. “Depois das últimas campanhas que o coletivo já fez, e com a cobertura da mídia, as pessoas estão procurando doar absorventes para elas. Então focamos em outros itens de higiene nesta campanha, mas algumas pessoas ainda doaram absorventes. Para nós, como coletivo, levar o mínimo de dignidade sem julgamentos é mais que uma missão. É preciso entender a importância do bem estar coletivo, assim como do controle de proliferação de doenças”, finaliza o coletivo.
Fonte: Tribuna de Minas
De dentro de um pequeno laboratório da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) poderá sair uma vacina contra a covid-19 até 100 vezes mais barata que as usadas atualmente no Brasil. Além do valor, o diferencial está na forma de aplicar o medicamento em desenvolvimento: pela boca ou pelo nariz.
A pesquisa foi iniciada em fevereiro de 2020. Os resultados iniciais foram promissores. Agora, o imunizante entra na fase de testes em animais pequenos. Se for obtiver sucesso, seguirá para animais maiores, como primatas que têm a fisiologia mais próxima com o humano.
O professor Dawidson Assis Gomes, um dos pesquisadores a frente do projeto, explica que após a avaliação em animais, a equipe vai definir se a aplicação será por via oral, em gotas, ou nasal, com spray. O imunizante não usa vírus ativo.
— Essa vacina usa pedaços das proteínas do vírus. As estratégias utilizadas induzem nosso corpo a produzir a proteína do vírus e a gente já está entregando “pedacinhos” das proteínas do vírus por meio dessa solução.
Com o ritmo atual, a vacina estaria pronta em três anos. O que impede o resultado mais rápido é o investimento financeiro. A pesquisa é realizada com recursos do próprio laboratório e do professor. O pesquisador estima que o prazo pode cair pela metade caso arrecade R$ 3 milhões.
— Hoje a gente precisa adquirir estes “pedacinhos” das proteínas chamados de peptídeos, insumo de alto custo, principalmente porque as máquinas utilizadas para fazer isto localmente são obsoletas e são para fazer pequenas quantidades.
Caso seja comprovada a eficácia, o produto poderia ser aplicado em pessoas de qualquer idade. A novidade animou pais como a Caroline de Araújo que tem dois filhos, de 7 e 8 anos, com anemia falciforme, considerada de risco para covid-19. Adultos com a doença estão nos grupos prioritários de vacinação.
— A gente fica mais apreensivo e esperançoso para que haja a vacina e a cura para que possamos voltar a vida ao normal.
Pesquisas
Atualmente a UFMG tem ao menos sete projetos de pesquisas contra a covid-19 em desenvolvimento. Um deles, do imunizante Spintec, desenvolvido no CT-Vacina (Centro de Pesquisas de Vacinas) da universidade, tem recebido recursos do Governo Federal, deputados e apoio da Prefeitura de Belo Horizonte, por ter se destacado e ser considerado um dos mais promissores.
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TJMG libera aulas presenciais nas escolas estaduais de Minas
Junia Oliveira – Luiz Ribeiro – Roger Dias
10/06/2021 15:18 – atualizado 10/06/2021 22:52

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) autorizou na tarde desta quinta-feira (10/6) o retorno às aulas presenciais, pondo fim à batalha judicial entre a Secretaria de Estado de Educação (SEE-MG) e o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE/MG), travada desde outubro do ano passado.
Nesta quinta-feira, o Tribunal de Justiça concluiu o julgamento do mérito do mandado de segurança, impetrado pelo Sind-UTE/MG, que impediu o retorno das aulas presenciais em meio à pandemia da COVID-19.
Na primeira sessão, em 28 de maio, quatro dos cinco desembargadores foram favoráveis à volta às aulas, mas desde que o governo garantisse condições de trabalho adequadas, sem o risco de a infecção pela COVID-19 se disseminar. Apenas o magistrado Versiani Penna pediu vistas do processo.
Mas, conforme o TJMG, ao apresentar seu parecer nesta quinta-feira, o desembargador Versiani Penna, decidiu negar o mandado de segurança impetrado pelo Sind-UTE para impedir o retorno da volta às aulas.
Ele alegou que o pedido depende de prova e não pode ser feito por meio de mandado de segurança.
Versiani Penna foi acompanhado por outros dois desembargadores que mudaram o voto e discordaram do relator Pedro Bitencourt Marcondes. Assim, por 3 a 2, os desembargadores negaram o mandado de segurança do Sind-UTE/MG, autorizando a reabertura imediata das escolas estaduais.
De acordo com a SEE, o retorno será facultativo e restrito às cidades localizadas nas regiões em verde e amarelo do Plano Minas Consciente, e onde não houver restrições da prefeitura à volta. O regime de estudo não presencial segue ativo, com as atividades dos planos de estudos tutorados (PETs) obrigatórios pra contagem da carga horária. Também continuam disponíveis o programa “Se liga na educação” e o aplicativo Conexão Escola.
Por meio de nota, o Sind-UTE informa que vai recorrer da decisão tão logo o acórdão seja publicado. A categoria diz que a reversão do resultado causou “estranheza” e a atribui a uma “pressão exercida pelo governo do estado”. “A repentina mudança dos votos dos desembargadores que acompanharam a divergência causa ainda mais estranheza e perplexidade em razão de que estamos em mais um momento de agravamento da crise sanitária em nosso Estado, com o constante crescimento do número de casos em toda Minas Gerais, inclusive com a chegada de novas cepas da doença, o que ensejaria na necessidade de manutenção da medida e não o contrário, conforme foi decidido.”
A coordenadora-geral do Sind-UTE, Denise Romano, divulgou um vídeo na noite desta quinta-feira (10/6) para reafirmar o compromisso com a segurança dos professores e afirma que há um risco enorme de explosão de casos.
“Somos 200 mil trabalhadores que atendemos 1,5 milhão de alunos. A repercussão dessa decisão para a saúde pública, com relação à ocupação de leitos, será denunciada para garantir a vida dos trabalhadores. O estado mal começou o processo de vacinação e deve a segunda dose uma infinidade de mineiros. Nas últimas 24 horas, tivemos 319 óbitos. O que vai ocorrer com as nossas escolas é um processo amplo de contaminação e disseminação do vírus.”
Fonte: Estado de Minas