Estudioso dos dados da Covid-19 analisa a melhora da doença em Bicas e Guarará

Com a palavra, o fotógrafo e cinegrafista biquense Ricardo Rossi:

 

Estado retoma projeto Iniciação Científica na Educação Básica

SEG 5 JULHO 2021  18:24  ATUALIZADO EM SEG 05 JULHO 2021 18:47

SEE/MG renova iniciativa e abre edital para selecionar 12 professores efetivos que atuarão no núcleo gestor da iniciativa, que deve contemplar 4,8 mil estudantes

Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) acaba de retomar o projeto de Iniciação Cientifica na Educação Básica (Iceb), voltado aos estudantes da rede pública estadual. Ao todo, o projeto pretende atender cerca de 400 escolas e 4,8 mil alunos.

O primeiro passo foi dado com o edital 08/2021, publicado em 3/7 no Diário Oficial do Estado, para seleção de professores efetivos que vão atuar como curadores do projeto. São 12 vagas – três para cada área de conhecimento -, para os educadores efetivos que farão parte do núcleo gestor da Iceb. As inscrições gratuitas vão até 16/7. Acesse o edital aqui.

Ainda conforme o documento, os professores selecionados, além de integrar o núcleo, vão exercer, remotamente, atividades de apoio à seleção dos projetos, acompanhamento de indicadores, organização da formação de professores, do seminário final de boas práticas (previsto para 2022) e dos artigos e relatos de experiência elaborados pelas equipes dos núcleos de pesquisa em todo o estado.

A expectativa é de que os editais para a seleção dos projetos de pesquisa de autoria dos estudantes e de candidatura dos professores efetivos à tutoria dos núcleos de pesquisa sejam publicados, respectivamente, em agosto e setembro deste ano. Para o mês de outubro, está prevista uma formação em metodologia científica e, em seguida, o início das atividades de pesquisa com os estudantes.

Projetos

Serão 400 projetos em todas as áreas de conhecimento, sendo 200 para cada um dos eixos de pesquisa:  os Territórios de Iniciação Científica (TICs) e os Núcleos de Pesquisas e Estudos Africanos, Afro-brasileiros e da Diáspora (NUPEAAs). Os projetos de pesquisa serão selecionados por meio de critérios definidos em edital próprio.

O objetivo da Iceb é intensificar o estudo e a reflexão dos temas contemporâneos transversais, por meio da aplicação de metodologias científicas, possibilitando que os estudantes identifiquem e proponham soluções para as situações-problema de seu contexto social. Além disso, objetiva incentivar, apoiar, valorizar e dar visibilidade à produção e compartilhamento de conhecimentos e saberes, a partir do ensino e aplicação de metodologias de pesquisa científica.

De acordo com a superintendente de políticas pedagógicas, Esther Nunes Barbosa, o projeto é excelente ferramenta para o protagonismo do jovem em sua formação. “Quando a gente busca a iniciação científica, a pesquisa, a investigação, damos mais significado a todo o ensino da educação básica. Quando os estudantes têm esse primeiro contato com essa busca investigativa, isso os leva a conhecer outros campos de estudos, com reflexo ao acesso às universidades”, conta. Ainda de acordo com Esther, as edições passadas conduziram muitos estudantes às universidades federais.

Debates

Ainda no entendimento da superintendente da SEE, o projeto resulta em uma das melhores formas de trazer os alunos para debater e trabalhar com a história da África, a cultura afro-brasileira e dos povos indígenas. E também fomenta o debate das mulheres na ciência, com as meninas se interessando pela vida investigativa e pelo embasamento científico.

Ainda segundo ela, a iniciação científica serve como um atrativo a mais para os jovens que, por algum motivo, estejam se distanciando das escolas. “A gente fala tanto de busca ativa e é necessário que o jovem, ao retornar para a escola, encontre um local que faça sentido para ele. A iniciação científica é uma excelente ferramenta, não só para evitar a evasão, como também para que o estudante que, em algum momento evadiu, permaneça na escola. Encontre ali um núcleo de pesquisa com temas escolhidos por ele e que dialogue com sua realidade”, pontua.

Público-alvo

O edital sinaliza a retomada e ampliação das ações do projeto Iniciação Científica na Educação Básica, desenvolvidas nos anos de 2017 e 2018, prevendo o atendimento direto a 400 escolas estaduais, 4,8 mil estudantes do 9º ano do ensino fundamental, 1º e 2º anos do ensino médio, 4º Período da EJA Ensino Fundamental e 1º Período da EJA Ensino Médio e a participação de 512 professores efetivos da rede estadual de ensino.

A finalidade é fomentar o protagonismo juvenil, o desenvolvimento de competências e habilidades inerentes à pesquisa, conforme previsto na Base Nacional Comum Curricular – BNCC e nos Currículos Referência de Minas Gerais – CRMG. Também o cumprimento de ações voltadas à educação das relações étnico-raciais, em acordo com as Leis nº 10.639/2003 e 11.645/2008.

Inscrições

As inscrições para curadoria do Projeto de Iniciação Científica na Educação Básica poderão ser efetuadas até 16/7, neste link. O resultado da seleção será divulgado no site da SEE no dia 30/7. 

Fonte: Agência Minas

Boletim coronavírus de Bicas aponta ZERO em relação a casos suspeitos de Covid-19

Pode ser uma imagem de texto que diz "Boletim EPIDEMIOLÓGICO 05 Julho 2021 14h47 Coronavírus Bicas MG Diferença das últimas horas Suspeitos Positivos curados 7 Positivos em tratamento Ãbitos 8 o 1370 1 42 4468 Ãbitos em Investigação: 01 9 Descartados 22 Dados Estaduais Casos CENÁRIO EM MINAS GERAIS COVID-19 CORONAVÍRUS Total Casos Confirmados Acompanhamento Recuperados Obitos Confirmados 1.706.564 1.828.904 75.220 47.120 Dados de Atendimento na Policlínica: 11 Atendimentos 1 Kits de Medicação 15 TESTES: Prefeitura Municipal Bicas 15 negativos, positivos. Para obter mais informações COVID-19 acesse saude.gov.bl sobre i Em caso de suspeita, entre em contato por telefone com uma Unidade de Saúde do Município."

EE Dep. Oliveira Souza / Matrículas abertas

Pode ser uma imagem de texto que diz "Escola Estadual Deputado Oliveira Souza Matrículas Abertas para semestre 2021 EJA1 EJA 2 EJA 3 Interessados procurar a secretaria da/ escola no telefone (32)3271-1355; De segunda a sexta-feira de 8h às 17h #Fiquem em casa e lembre-se: "Toda conquista começa com a decisão detentar!""

Não perca a oportunidade de terminar seus estudos!
Matrículas abertas para novas turmas de Educação de Jovens e Adultos/Ensino Médio (EJA)
Documentos necessários para matrícula:
– CPF
– Identidade
– Histórico Escolar (A Declaração de Escolaridade será aceita enquanto o Histórico Escolar estiver sendo finalizado pela instituição escolar da qual o (a) estudante é proveniente)
– Comprovante de Residência (Conta atualizada da Cemig)
Início previsto: 03/08/2021
Ao comparecer na escola, vá sozinho e de máscara!

Covid-19: Saúde de Bicas divulga quem está apto a se vacinar nesta terça-feira, 06

Ministério autoriza prefeituras a ampliarem vacinação contra gripe

Publicado em 03/07/2021 – 20:06 Por Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil – Brasília

O Ministério da Saúde autorizou estados e municípios a ampliarem a vacinação contra a gripe (Influenza) para outras pessoas além das já incluídas nos grupos prioritários iniciais. Em nota, a pasta afirma já ter comunicado a recomendação aos representantes municipais, aos quais caberá definir a melhor forma de imunizar suas populações a partir dos seis meses de idade.

“Campanhas de imunização são prioridade do Ministério da Saúde e resolvemos ampliar a vacinação contra a Influenza para todos os grupos. O nosso objetivo é reduzir os casos graves de gripe que também pressionam o nosso sistema de saúde”, afirma o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, na nota.

Segundo o ministério, cerca de 34,2 milhões dos 79 milhões de brasileiros que integram os grupos prioritários já foram vacinados contra a gripe este ano, o que representa cerca de 42% do público-alvo inicial. A campanha para os segmentos prioritários da população está prevista para continuar até o próximo dia 9.

Fazem parte dos grupos prioritários: pessoas acima dos 60 anos, professores, crianças de seis meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto), povos indígenas, trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades e outras condições clínicas especiais, com deficiência permanente, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo rodoviário, urbano e de longo curso, trabalhadores portuários, membros das forças de segurança e salvamento, Forças Armadas, funcionários do sistema de privação de liberdade e população privada de liberdade.

O ministério recomenda que todos os interessados fiquem atentos aos cronogramas divulgados pelas prefeituras e/ou secretarias municipais de saúde. Para se vacinar, basta consultar um local de votação próximo e comparecer portando a caderneta de vacinação e um documento com foto, para que os profissionais de saúde localizem o cadastro no sistema de informação. Caso a pessoa não possua ou não encontre sua caderneta de vacinação, os profissionais de saúde preencherão uma nova.

O ministério recomenda que quem está prestes a ser vacinado contra a covid-19 tome primeiramente o imunizante contra o novo coronavírus. Feito isso, é necessário esperar por no mínimo 14 dias para se vacinar contra a gripe.

A pasta também reforça a importância da vacinação contra a gripe neste início de inverno, quando as temperaturas caem em boa parte do país, aumentando a incidência de doenças respiratórias.

Fonte: Agência Brasil – Edição: Valéria Aguiar

Bassamar passa a operar linha Bicas/JF da Viação Santos

Prefeitura de Bicas abre processo seletivo para professores do VestBicas

O Governo Municipal, por meio da Secretaria de Educação, está com um processo seletivo aberto para contratação de professores para atuar no Cursinho Preparatório para o Vestibular/Enem – VestBicas. As inscrições serão presenciais e podem ser feitas de 05/07/2021 a 09/07/2021.

Veja o edital AQUI.

Bebê juiz-forana nasce com anticorpos contra a Covid-19

Mãe contraiu coronavírus cerca de um mês antes do parto. Criança será monitorada periodicamente para análise da imunidade contra o vírus

Por Carolina Leonel
04/07/2021 às 07h00

Cerca de um mês após a bancária Erika Frango Fagundes, 38 anos, ainda gestante, ter contraído a Covid-19 em Juiz de Fora, seu bebê, a menina Isabel Frango Ferraz, nasceu com anticorpos contra a doença, conforme aponta resultado de um teste feito por laboratório do Rio Grande do Sul. Erika estava com 35 semanas e três dias de gestação quando teve o diagnóstico positivo para o coronavírus, em meados de abril. O marido de Erika e a filha mais velha do casal, Alice, de apenas três anos, também foram infectados pelo vírus.

“Ficamos muito assustados e preocupados, principalmente com a Alice e com a bebê que ainda estava sendo gerada. A gente ainda não tem noção do que isso pode causar nas crianças. Apesar de não ter acontecido nada comigo, de ter sido uma forma mais leve da doença, foi bem assustador por achar que poderia causar algo sério nas minhas filhas”, relata a mãe.

Apesar do susto e apreensão iniciais, Erika conta que tinha expectativa da filha nascer com anticorpos contra a Covid-19. “Ficamos bastante ansiosos para o nascimento dela para saber se estava tudo bem, se nasceria saudável. Mas também, é claro, a gente pensava sobre a possibilidade de a Isabel nascer com anticorpos. Meu marido e eu assistimos reportagens falando sobre isso e ficamos na expectativa.”

O teste para detecção de anticorpos foi feito por indicação do pediatra que acompanha Isabel, o médico e vereador Antônio Aguiar. Além da análise, a menina, nascida em 16 de maio, foi submetida a outros exames de imagem e sangue para monitoramento.

Caso de Isabel Frango Ferraz será monitorando nos próximos meses para identificar por quanto tempo seu corpo conseguirá manter a imunidade natural (Foto: Arquivo de família)

“É uma situação muito nova, e achamos melhor acompanhar tudo de perto. Ficamos aliviados com os resultados dos exames. Não só pelo fato de saber que ela nasceu com anticorpos, mas pelos resultados dos outros testes que foram feitos para saber se havia alguma sequela. Os exames, até o momento, tiveram resultados normais, dentro do esperado para um bebê recém-nascido. Isso nos deixou mais tranquilos”, diz.

Exame

Isabel deverá ser monitora, a partir de agora, a cada seis meses de vida, conforme explica o médico pediatra Antônio Aguiar, que acompanha a menina. Esse acompanhamento será necessário para verificar a variação de anticorpos na criança e a duração da possível imunidade contra o coronavírus, além de indicar o possível comportamento do vírus em recém-nascidos.

“Estamos diante de uma doença que nos desafia em vários aspectos, porque não temos todos os conhecimentos sobre ela. E um dos desafios é ainda não saber como é o comportamento dessa doença com relação à imunidade. Esse é apenas um caso que estamos acompanhando. Em ciência é preciso que você tenha estudos mais consistentes em termos de número de pacientes. Mas em tempos que ainda estamos aprendendo muito sobre a Covid-19, entendemos que esse caso pode ser um alerta para que estudos de maior consistência, com número maior de pessoas, sejam realizados”, diz Antônio Aguiar.

De acordo com o médico, o exame utilizado no Rio Grande do Sul, feito por meio de amostra de sangue, tem mais de 98% de sensibilidade. A mãe também foi submetida ao mesmo teste que, segundo Aguiar, é um dos com maior taxa de detecção disponível no Brasil.

Porém, o exame não tem um custo acessível. Erika pagou R$ 295 para cada um deles. O material foi colhido em Juiz de Fora e encaminhado para o laboratório no Sul do Brasil.

“Em Juiz de Fora existem vários exames (para detecção de anticorpos), mas sem essas especificidades. A maioria dos testes não pesquisa a chamada “proteína S” (S de spike, espícula em português) do coronavírus, que é o que acopla à célula para a multiplicação do vírus, aonde, portanto, deve estar concentrado os maiores vetores de formação de anticorpos. Esse teste que fizemos, chamado Imunoscov-19, é um teste de pesquisa de anticorpos neutralizantes anti-proteína S1 e S2 do coronavírus. E foi identificada uma titulação de anticorpos bastante significativa tanto da mãe quanto da recém-nascida”, explica o pediatra.

Variação de anticorpos deve indicar tipo de transmissão

O acompanhamento e a possível variação da quantidade de anticorpos devem indicar como se deu a transmissão à criança, segundo analisa o médico Antônio Aguiar. “Estamos lidando com duas possibilidades. A de transmissão vertical, da mãe para o filho através barreira placentária desses anticorpos, e também com a possibilidade de a criança ter desenvolvido a sua própria resposta imune. Que os anticorpos passam de mão para o filho já é sabido, mas queremos avaliar se essa criança teve a Covid-19 ainda na vida intraútero”, relata.

Segundo o médico, ainda não se sabe se a proteção desenvolvida por recém-nascidos é duradoura. Os resultados dos exames de Erika e Isabel serão analisados e comparados entre si. “Nós temos alguns estudos que a imunidade produzida pela doença não é tão duradoura quanto a vacina, mas acredita-se que tenha uma proteção que pode se estender até entorno de nove meses mais ou menos. Mas isso ainda está sendo discutido. Vamos observar tanto a mãe quanto a criança e ver como foi a variação de anticorpos. Normalmente em bebês, após seis meses de vida, quando é somente transferência da mãe para o filho, há um decréscimo significativo na titulação da criança. Mas vamos interpretar isso daqui alguns meses. Se o neném continuar com níveis de anticorpos altos, significa, na nossa visão, que fez a doença intraútero e desenvolveu a sua própria defesa”, explica.

Fonte: Tribuna de Minas

Prefeituras da Zona da Mata atribuem erro à plataforma do SUS e negam aplicação de vacinas vencidas

Levantamento realizado por pesquisadores da Unicamp e da Unifesp aponta problema com 8 lotes de imunizantes da AstraZeneca.

Por Fellype Alberto, G1 Zona da Mata
 

As prefeituras de cidades Zona da Mata divulgaram nesta sexta-feira (2) comunicados que negam a aplicação de vacinas vencidas e atribuem erro à plataforma do Sistema Único de Saúde (SUS). Um levantamento baseado no cruzamento de dados oficiais do governo federal aponta que ao menos 26 mil pessoas podem ter recebido doses vencidas da vacina AstraZeneca contra a Covid-19 no Brasil. O Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems) se pronunciou sobre o caso (veja a íntegra da nota abaixo).

Na região, foram registrados lotes nas cidades de Juiz de Fora, Muriaé, Além Paraíba, Santos Dumont, Viçosa, Bicas, Cataguases e Ubá. O trabalho dos pesquisadores Sabine Righetti, da Unicamp, e Estêvão Gamba, da Unifesp, foi publicado nesta sexta-feira (2) pelo jornal “Folha de S. Paulo”.

Os dados, aos quais o G1 também teve acesso, indicam que o problema ocorreu com doses de oito lotes da vacina (veja tabela abaixo).

As prefeituras citadas negam o problema e atribuem o achado do levantamento a falhas na inclusão de dados no SUS, que recebeu anotações com atraso de até dois meses.

O Ministério da Saúde informou ao G1 que todas as doses são enviadas dentro do prazo e que, caso aplicações fora do período ocorram, é preciso passar por uma nova aplicação “respeitando um intervalo de 28 dias entre as doses”.

Lotes de vacinas aplicadas após o vencimento

Lote Validade Distribuição Doses distribuídas Aplicadas após validade
4120Z001 29/03/2021 24/02/2021 499.480 2.911
4120Z004 13/04/2021 22/01/2021 179.880 874
4120Z005 14/04/2021 22/01/2021 1.819.870 17.674
CTMAV501 30/04/2021 24/03/2021 100.780 1.814
CTMAV505 31/05/2021 24/03/2021 316.800 1.090
CTMAV506 31/05/2021 24/03/2021 350.380 942
CTMAV520 31/05/2021 24/03/2021 254.160 84
4120Z025 04/06/2021 24/02/2021 351.190 546

De acordo com o levantamento, foram aplicadas 25.935 doses fora do prazo em pelo menos 1.532 cidades.

O lote da vacina é uma informação que deve constar no comprovante de aplicação.

De acordo com Sabine Righetti, uma das autoras do levantamento, as informações são do DataSUS e da Sala de Apoio à Gestão Estratégica (SAGE). A equipe analisou a data de vencimento dos lotes de vacina que ainda estavam sendo ministrados no Brasil.

Primeiro, foram encontrados 8 lotes da AstraZeneca que já venceram. Depois, esses dados foram cruzados com as datas de aplicação informadas. Ainda de acordo com a pesquisadora e jornalista, esses são os únicos lotes que já passaram da validade no país.

As prefeituras de Juiz de Fora, Muriaé, Viçosa e Cataguases divulgaram notas rebatendo o levantamento. O G1 também entrou em contato com as cidades de Além Paraíba, Santos Dumont, Bicas e Ubá, mas até a última atualização desta matéria não houve retorno.

Juiz de Fora

A Prefeitura de Juiz de Fora divulgou um post nas redes sociais também negando o erro.

“O lote 4120Z005 da vacina AstraZeneca foi recebido em 31/01, e tinha data de validade até 16/04/2021. Todas as doses desse lote foram administradas dentro do prazo correto, entre 01/02/2021 e 09/04/2021”, informou a prefeitura.

Muriaé

A Prefeitura de Muriaé também divulgou um comunicado oficial nesta sexta-feira e informou que nenhuma vacina foi aplicada fora do prazo na cidade.

“A Prefeitura de Muriaé, através da Secretaria Municipal de Saúde, informa que nenhuma dose de vacina contra covid-19 foi aplicada fora da validade.

Todos as doses supostamente vencidas foram feitas dentro do prazo em Muriaé.

Houve erros de digitação ao se efetuar o lançamento de alguns dados na sistema do Ministério da Saúde. Até o momento, esta plataforma não permite correção das informações lançadas de forma equivocada.”

Viçosa

A Prefeitura de Viçosa informou ao G1 que a cidade não recebeu nenhum lote do imunizante vencido. A Diretoria de Comunicação afirmou que deve publicar uma nota técnica com mais informações sobre a situação ainda nesta sexta-feira.

Cataguases

A Prefeitura de Cataguases também divulgou uma nota oficial em que esclareceu que as doses foram administradas dentro do prazo de validade na cidade e que qualquer divergência na informação se deve a problemas na plataforma do SUS.

Nota Conasems

“Conasems informa e reafirma que os municípios brasileiros não aplicam vacinas com prazo de validade expirado. Embora o MS tenha envidado esforços contínuos para aprimorar o sistema de informação adotado para registro das doses aplicadas, ainda temos fragilidades que necessitam ser superadas. Temos insistido e cobrado sobre a fragilidade dos sistemas de informações do Ministério da Saúde, precariedade dos mesmos e a ineficiência para tomada de decisão. Os profissionais destacados pelos municípios para aplicação das vacinas, adotam as boas práticas de vacinação, que entre vários itens observados, os lotes são devidamente verificados quanto ao prazo de validade e existe triagem rigorosa nesse processo. Em relação a matéria sobre aplicação de vacinas com prazo de validade expirado em 1500 municípios brasileiros esclarecemos o seguinte.

No início da vacinação nos meses de janeiro e fevereiro o sistema de informações do PNI apresentava muita instabilidade, o que não permitia alimentação célere das doses aplicadas, com consequente atraso na digitação.

Além disso o tempo da digitação é muito maior que o tempo da vacinação, não é possível informar os dados em tempo real.

Data da digitação dos dados do vacinado não necessariamente corresponde ao dia efetivo de vacinação. Essa diferença chegou a 60 dias de diferença naquele momento.

m locais de vacinação organizados para aumentar o acesso da população à vacina como drive thru, centros de vacinação, vacinação extramuros em algumas instituições (ILPI, penitenciárias, entre outros), os dados são inseridos no sistema de informação a posteriori.

Destacamos que o Brasil é um dos poucos países do mundo que tem registro individualizado e amplamente divulgado, com mais de 100 milhões de registros de doses aplicadas com várias varáveis individualizadas no sistema de informação adotado, mesmo com todos os problemas de conectividade e plataformas que temos.

Lembramos ainda que o número de doses de vacina para covid-19 adquiridas e distribuídas pelo MS, sempre foi muito aquém da necessidade para cumprirmos com o PNO, ou seja, na realidade assim que chegaram nos municípios foram imediatamente aplicadas, não havendo a possibilidade de expirar seu prazo de validade. Portanto,

Os municípios brasileiros priorizam o ato de vacinar e proteger a população e seguem firme no propósito de defesa do Sistema Único de Saúde – SUS.”

Fonte: G1 – Zona da Mata