Belíssima… Pronta para a grande festa: 140 anos da Estação Ferroviária de Bicas!








Fotos: Amarildo Mayrink
Belíssima… Pronta para a grande festa: 140 anos da Estação Ferroviária de Bicas!








Fotos: Amarildo Mayrink
Enfim terminei o grande ciclo de palestras e encontros com as crianças e adolescentes das escolas de nosso município, tendo com tema “140 anos de história da ferrovia em Bicas e de nossa Estação Ferroviária”.
Foram quatro semanas de encontros, 22 palestras ilustradas pela apresentação de belas fotos em 12 escolas de Bicas, onde conversei com mais de 1.500 alunos levando-os a uma verdadeira viagem no tempo.
Voltamos ao período do “Ciclo do Café”, que trouxe grande riqueza e desenvolvimento para nossa região, sendo o principal motivador da construção da ferrovia na Zona da Mata Mineira.
Ao importante encontro de grandes fazendeiros da região, que decidiu pela construção do primeiro trecho de ferrovia entre Serraria e São João Nepomuceno, que a princípio deveria passar por Mar de Espanha e pela Villa do Espírito Santo (Guarará) mas, devido aos obstáculos naturais que deveriam ser vencidos para passar por estas localidades, e levando em conta a grande economia de recursos, veio passar pela Villa de São Pedro (Pequeri) e pela “localidade conhecida como Taboas”, sendo nelas construídas duas estações.
Oportunidade de destacar a fundamental decisão do engenheiro construtor Pedro Betim Paes Leme em “dar à nossa estação o nome de Bicas” – por sua proximidade a Serra das Bicas – decisão esta que deu início ao processo de desenvolvimento, especialmente por ser construída também ali uma importante Oficina Ferroviária.
Grande oportunidade de mostrar para os estudantes biquenses o quanto estas decisões foram fundamentais para o importante processo de emancipação de nossa cidade.
O Município de Bicas nasceu da ferrovia! Isso é inegável!
Foi também oportunidade de mostrar a eles a extraordinária capacidade técnica dos ferroviários biquenses, conhecidos como “os artistas da ferrovia”. Falar de grandes salvamentos realizados pela nossa “Equipe de Socorro”; da reconstrução de Locomotivas; do belíssimo trabalho realizado no projeto e na construção da “Locomotiva Dondoca”.
Por fim, nesses encontros, nossos estudantes também puderam conhecer a história de mestre Athaide R. Dutra de Morais, artista autor do belo “Monumento ao Operário Biquense”, que compõe junto à nossa antiga Estação Ferroviária o belíssimo Patrimônio Histórico.
Lembramos também de momentos tristes: o último trem; o fechamento de nossas oficinas; a infeliz decisão de destruir tudo; de literalmente “ir atrás” da Locomotiva Dondoca, sonhando trazê-la de volta a Bicas… E, descobrir que ela não existia mais.
Enfim, vivi nestes dias o particular e espetacular momento de resgatar a parte mais importante da história de nossa cidade: a FERROVIA!
A existência de nossa cidade se deve a ela!
Agradeço às diretoras, supervisoras e professoras de todas as escolas, indistintamente, pelo carinho com que me receberam.
Por fim, um agradecimento muito, mas muito especial mesmo a cada um dos mais de 1.500 alunos que participaram ativamente destes encontros com extrema atenção, com observações espetaculares e perguntas que comprovaram o quanto estiveram interessados e envolvidos com o tema.
Posso garantir que os desfiles do “7 de setembro temático” deste ano reservam grandes surpresas! IMPERDÍVEL!!!
140 anos de nossa Estação e da Ferrovia em Bicas! Que venham as comemorações!






Fonte: Blog do Mayrink
Em Bicas, Festa dos Romeiros da Água Santa e campeonato de skate; em Guarará, belíssimo festival de bandas; em Pequeri, eventos esportivos interessantíssimos; outras cidades de nossa microrregião com interessantes eventos gastronômicos. Tudo no mesmo fim de semana!
Quando nossas cidades irão acordar e, com maturidade, elaborar, juntas, um calendário turístico? Será que o diálogo em benefício de todos é tão difícil?
Começam as atividades para celebrar uma grande data
A antiga Estação Ferroviária de Bicas – Patrimônio Histórico de nossa cidade – completará 140 anos em setembro. Nela hoje funciona a rodoviária municipal, o Centro Histórico José Maria Veiga, o Memorial Ferroviário e uma loja de artesanato dos artistas biquenses.
Para comemorar esta importante data, estão sendo preparadas diversas atividades e eventos pela Secretaria de Cultura e pela Secretaria de Educação.
Fazendo parte destas atividades, fui convidado pela Secretária de Educação para contar para as crianças e adolescentes, alunos das escolas municipais, esta bela história: “A importância da ferrovia para a criação e existência de nosso Município”.
História que começa com a cultura do café, plantado em grande escala no estado do Rio de Janeiro e na Zona da Mata mineira. A necessidade de transportar toda a produção ao porto no Rio de Janeiro para ser levada para Europa que fez nascer a ferrovia em nossa região, bem como nossa Estação Ferroviária e conseqüentemente o Município de Bicas.
Oportunidade de levar os alunos a uma verdadeira viagem no tempo, de como Bicas foi escolhida para receber nossa estação, acontecimento fundamental para a criação de nosso Município. Falar da importância de nossa oficina ferroviária, da reconhecida capacidade e competência dos ferroviários biquenses, conhecidos como “os grandes artistas ferroviários”.
Até aqui foram 12 agradáveis encontros com aproximadamente 230 crianças e adolescentes de nossas Escolas Municipais, que se entusiasmaram, viajando no tempo, na história da ferrovia em Bicas e de sua importância para o nascimento e desenvolvimento de nossa cidade.
Os encontros continuam na próxima semana!
Além destes encontros, está sendo preparado pelas escolas municipais um verdadeiro “desfile temático” para o dia 7 de setembro.
A grande aniversariante, nossa antiga Estação Ferroviária, já passa por reformas para a realização de um belo evento comemorativo, na noite de 9 de setembro, quando ela receberá os ferroviários biquenses, familiares e representantes daqueles que já não estão mais conosco.
E não para por aí!
A apoteose dessa comemoração histórica acontecerá em outubro, na Semana Cultural que as escolas municipais já estão preparando cujo tema é “140 anos de nossa Estação Ferroviária e a importância da Ferrovia para o desenvolvimento de Bicas”.
Não dá para dimensionar minha alegria por estar participando de tudo isso… O melhor e mais emocionante reconhecimento de todo o trabalho realizado aqui na página otremexpresso.





Fonte: otremexpresso
Tem acontecido um debate aqui em Bicas a respeito da mudança de nome da Rua Luiz Ferrari.
Em primeiro lugar, vou ressaltar o histórico de Luiz Ferrari, destacado ferroviário biquense, que tem parte de sua bela trajetória de vida registrada na página otremexpresso e que vale a pena conhecer clicando AQUI.
Em relação à mudança de nomes de rua, a coisa não é tao simples como se comenta! Nominar uma rua, que na verdade não tem nome, tem apenas “apelido” ou é conhecida por uma simples letra é uma coisa; mudar um nome já consagrado e altamente conhecido, nome que já se tornou a própria identidade da rua é completamente diferente!
Sito como exemplo a Av. Independência, em Juiz de Fora, cujo nome seria, por assim dizer, um “apelido”, sendo posteriormente agraciada com o nome de “Av. Presidente Itamar Franco”, justa homenagem a um cidadão local de grande destaque.
Quanto ao nosso caso, sem a menor intensão de desmerecer quem quer que seja, não há o que se discutir, sequer imaginar tal mudança. Tenho certeza que não passa pela cabeça do Prefeito Municipal, Honorio de Oliveira, tal possibilidade.
Para quem ainda não conhece a história de Luiz Ferrari, vale a pena uma visita site otremexpresso.
Luiz Ferrari esteve entre ilustres brasileiros homenageados com “Honra ao Mérito”, pela Rádio Nacional na década de 1950.
Em seu retorno a Bicas, no dia 12 de janeiro, Luiz Ferrari foi recebido com grande festa pelos amigo na Estação Ferroviária de Bicas.


Atendendo ao carinhoso convite da professora Maria Eliza Galil Mendes, participei na manhã da quarta-feira, 05 de junho, de uma “Roda de Conversa” com alunos do 8° e 9° ano do Colégio Futuro tendo como tema a “Estrada de Ferro Leopoldina, sua criação e sua importância para o desenvolvimento de nossa região.” Oportunidade de resgatar uma das mais belas páginas de nossa história.
Falar do café, produto de extrema importância e principal motivador da construção da ferrovia na Zona da Mata Mineira, grande produtora no “período de ouro” do café.
Falar da fundamental importância da ferrovia para escoar esta grande produção e do quanto a mesma foi importante para o desenvolvimento de nossa cidade e de toda a região.
De lhes mostrar a ascensão e o declínio da ferrovia. Contar belas histórias, relatos de muitos personagens que tenho encontrado em minhas visitas pelos caminhos da Estrada de Ferro Leopoldina.
De mostrar que nosso País um dia já esteve entre as maiores malhas ferroviárias do mundo. Que hoje tudo isso foi drasticamente diminuído em extensão e resumido quase que exclusivamente ao transporte de minério.
Das cidades que souberam preservar esta bela parte da história e hoje tem o trem como principal atração turística.
De perceber a estagnação das cidades onde a ferrovia foi erradicada, sendo tudo destruído. Da extrema necessidade destas cidades descobrirem uma nova vocação para retomarem seu desenvolvimento.
Enfim, é sempre muito bom encontrar com essa moçada e falar das experiências vividas. De conhecer, perceber mostrar os erros do passado para que os mesmos não se repitam no futuro.


Em minha última visita à Estação de São João Nepomuceno, em janeiro de 2019, encontrei-a passando por reformas, com operários trabalhando na restauração e conservação das telhas francesas originais – que haviam sido retiradas para a colocação de outras telhas e que por sorte estavam guardadas – levando à perda da originalidade do prédio. Segundo informaram, uma sentença judicial obrigou os atuais gestores do prédio – tombado como Patrimônio Histórico e Cultural – a resgatarem toda a originalidade do prédio, não só com a recolocação das telhas, mas também resgatando outros detalhes e características originais.
Após a conclusão das reformas, será reinstalado no local o Centro Cultural Municipal, que abrigará importante e valioso acervo histórico da cidade.Localizada no centro da cidade, o prédio serve também à comunidade sãojoanense como Rodoviária Municipal de onde partem ônibus urbanos, intermunicipais e interestaduais.
A cidade tinha grande perímetro urbano cortado pela ferrovia.
Deste histórico passado ferroviário pouco restou além da antiga Estação, mas São João Nepomuceno é mais um Município que cresceu e se agigantou com a passagem dos trens da Leopoldina.





Belíssimo registro do antigo Altar da Igreja Matriz São José de Bicas, em meu último trabalho de restauração fotográfica.


Inaugurada em 13 de maio de 1879 pela Cia. União Mineira, incorporada com a linha pela Leopoldina Railway em 1884 e posteriormente pela Estrada de Ferro Leopoldina – E.F.L., a Estação de Bicas guarda uma belíssima história.
Quando a estrada de ferro aqui chegou ao final da década de 1870 a Villa das Bicas era apenas um arraial. A chegada da ferrovia e a escolha do arraial para sediar uma Estação e as futuras instalações da Oficina Ferroviária proporcionaram ao local uma importância sem precedentes, sendo fundamental para a criação do Município. Foram tempos de desenvolvimento e pujança!
A cidade de Bicas tornou-se estratégica para a Leopoldina, com uma completa e bem equipada Oficina de Manutenção de Locomotivas e Vagões, tendo os melhores e reconhecidamente “mais competentes trabalhadores”; tínhamos aqui sediada a Equipe de Socorro e uma bem estruturada Escola Profissionalizante – SENAI, formadora de futuros grandes profissionais.
Sem dúvida um histórico belíssimo, que faz da antiga Estação Ferroviária de Bicas uma das mais tradicionais edificações, com grande valor histórico e cultural para a cidade, importante Patrimônio Histórico que em 2018 completou 139 anos.
Na antiga Estação Ferroviária funcionam hoje a rodoviária da cidade; a loja de artesanato da Art’Bicas – Associação dos artesãos Biquenses e o Memorial do Ferroviário Biquense que abriga belíssimas peças, fotos, pinturas e documentos que mantêm viva a história da ferrovia no Município.
Pela Estação de Bicas passaram trens de passageiros até a primeira metade dos anos 1970, sendo o ramal suprimido oficialmente somente em 1994.
A verdade é que, com o fim da ferrovia, a cidade de Bicas-MG estagnou-se.
Como na maioria das cidades por onde a Estrada de Ferro Leopoldina passou, Bicas vive um vácuo à procura de uma nova vocação.
Como prova do valor histórico e cultural da Estação Ferroviária e da própria ferrovia para Bicas, apresento um trecho do Diário de Dom Pedro II, vol. 25, de 27 de abril de 1881(aª fa), copiado de José Carlos Barroso – Cessão Marcus Granado). Dom Pedro II andou na União Mineira passando por Bicas, em 1881:
-“(…) 5 ½ Acordei. Vou ler. Saio às 7h. Caminho conhecido até Serraria. Cheguei às 8 ¾ a Juiz de Fora. A cidade tem aumentado muito. Bela avenida com bonitas casas que devem arborizar. Almocei numa destas que é do Barão de Cataguazes. Partida do trem às 11h 10′. Nada de novo até Serraria. Aí entramos no trem da estrada de ferro da União Mineira. Percorremos 84km até o arraial – vila ainda não instalada de S. João de Nepomuceno. A estrada para subir parte da serra do Macuco tem 2 ziguezagues com plataformas. Tem 7 estações pequenas porém bem construídas conforme a aparência. Vista muito bela assim como mato viçoso de Bicas para diante. Descobre-se amplo vale fechado por altas montanhas, e perto de S. João avista-se a alta serra do descoberto de contorno original. Grande número de quilômetros a começar da Serraria passa a estrada por fazendas de café muito bem plantadas e algumas com casas feitas com bom gosto. Há interrupção de terras tão boas para voltarem estas. Vim conversando com o engenheiro Betim cuja direção inteligente e ativa revela-se no modo porque a estrada foi construída e tendo trilhos de aço, e com o desembargador Pedro de Alcântara Cerqueira Leite a cuja influência se deve sobretudo a estrada que é de bitola de um metro. (…)“
Fonte: site Estações Ferroviárias do Brasil, de Ralfh Mennucci Giesbrecht
Um Patrimônio Histórico desta envergadura é sempre digno de extrema atenção.
Por sua história e pela importância da ferrovia para nossa cidade, a antiga Estação Ferroviária – hoje Terminal Rodoviário José Croce – necessita da sensibilidade, da atenção e de uma constante manutenção por parte do Poder Público Municipal.
Ela realmente merece!
Presto minhas homenagens à nossa belíssima Estação Ferroviária fazendo uma das coisas que mais gosto: fotografar!
Veja as fotos em: O trem expresso

No último dia 03 de outubro, a história de nossa cidade ficou mais triste. Recebíamos a notícia da “passagem” da eterna professora Maria Antonieta Silva Carvalho, a Dona Tueta.
Quando falo de “história de nossa cidade” falo de uma das mais belas páginas desta história, o Liceu, a Escola Primária Quatro de Novembro, ou EP4-11, da qual tive a honra de ser aluno das Professoras Marisa, Helaine e Marly no período de 1969 a 1972, tendo como diretora a Dona Tueta.
Qual de nós não guarda uma bela história da infância tendo uma professora como protagonista de grandes e belas recordações?
Dona Tueta foi protagonista da história de muitos alunos e alunas que passaram pelo Liceu, escola com belíssimo histórico em se tratando de“qualidade do ensino”, mérito em que ela teve grande participação e responsabilidade.
Ao nos aproximarmos das comemorações pelo dia do Professor, trago como singela homenagem à “Eterna Professora” alguns registros em que realizei trabalho de restauração fotográfica e fazem parte de nosso acervo, graças à colaboração de muitos amigos e amigas que também tiveram a honra e a alegria de conviver com ela por alguns anos de suas infâncias.
Veja mais fotos no link: Blog do Mayrink