Ex e atual namorada são indiciados por matar Beatriz e enterrar corpo em cova rasa; o casal planejava tatuagem em comemoração ao crime

06/11/2026 15h48
Por: Redação do Portal do Ancorador 
Um crime bárbaro e marcado pela frieza ganhou novos capítulos nesta sexta-feira (6/11). A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito e indiciou por feminicídio, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menores o casal suspeito de matar Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos, em Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Os indiciados são Samuel Castro Melo, de 18 anos (ex-companheiro da vítima), e a atual namorada dele, Carla Luíza da Silva,

de 23 anos — que também responderá por furto qualificado. A informação foi confirmada pelo advogado da família da vítima.

Beatriz estava desaparecida desde o dia 9 de outubro, após aceitar uma carona e entrar em um veículo ao sair de um bar. O corpo da jovem foi encontrado quase duas semanas depois, em 21 de outubro, enterrado em uma cova rasa com as mãos amarradas para trás em uma área rural da cidade, localizado após uma adolescente de 15 anos guiar as autoridades até o ponto exato.

Frieza chocante: Tatuagem para comemorar a morte

As investigações apontam que o crime foi motivado por ciúmes e desavenças entre a vítima e a atual namorada do ex. A polícia destacou a frieza dos envolvidos: exames indicam que a cova já havia sido aberta antes mesmo da execução, comprovando a premeditação.

Além disso, peritos encontraram mensagens de texto nos celulares dos suspeitos revelando que o casal planejava fazer uma tatuagem conjunta em referência ao assassinato de Beatriz.

Durante os interrogatórios, Carla optou pelo silêncio. Já Samuel confessou que estava no veículo que buscou a vítima, mas tentou culpar a adolescente de 15 anos pelo planejamento e execução — versão veementemente rejeitada pela Polícia Civil, que confirma o envolvimento direto dos três.

Suspeita de gravidez

A família da vítima levantou a suspeita de que Beatriz estaria grávida no momento em que foi assassinada. A desconfiança partiu da mãe e das irmãs da jovem. O delegado responsável afirmou que laudos periciais do Instituto Médico Legal (IML) estão sendo aguardados para confirmar ou descartar formalmente a gestação.

O inquérito foi oficialmente entregue ao Poder Judiciário e segue sob segredo de Justiça.