Ex-diretor de uma unidade prisional na Bahia, o policial penal Tiago Sóstenes Miranda foi denunciado pelo MPSE acusado de assassinar a companheira dentro de um hotel em Aracaju.
Por: Weverton Kaero / Portal de Prefeitura
27 mai 2026 – 14h43 (atualizado às 14h46)

Ex-diretor de uma unidade prisional na Bahia, o policial penal Tiago Sóstenes Miranda foi denunciado pelo Ministério Público de Sergipe (MPSE) acusado de assassinar a companheira dentro de um hotel no bairro da Coroa do Meio, área turística de Aracaju.
A vítima, identificada como Flávia Barros, foi morta a tiros dentro do quarto onde estava hospedada.
Segundo detalhes divulgados pela 3ª Promotoria do Tribunal do Júri, o acusado teria invadido violentamente o local após arrombar a porta do quarto.
Vítima estava deitada quando foi atacada
As investigações apontam que Flávia estava deitada na cama no momento em que o policial penal arrombou a porta e entrou armado no quarto. O crime ocorreu no dia 22 de março.
De acordo com o Ministério Público, Tiago Sóstenes se aproximou da empresária e efetuou vários disparos à curta distância, concentrando os tiros na região da cabeça.
O órgão afirma que as circunstâncias do crime demonstram que a vítima não teve qualquer possibilidade de defesa ou reação.
De acordo com a promotora de justiça Luciana Duarte, o acusado chegou a ser atingido na cabeça por tiros que recochetearam e chegou a ser hospitalizado na ocasião. Ele recebeu alta e foi encaminhado ao Presídio Militar (Presmil).
MP aponta execução
Em vídeo divulgado com detalhes da investigação, o MPSE classificou o caso como uma execução.
Segundo os promotores responsáveis pelo caso, a proximidade dos disparos e a dinâmica da ação reforçam a tese de homicídio qualificado.
O material audiovisual produzido pela investigação será utilizado como uma das principais peças do processo que tramita no Tribunal do Júri. O MP pede a condenação por feminicídio, com pena de até 40 anos
Caso segue na Justiça
O ex-diretor prisional do Conjunto Penal de Paulo Afonso, no interior baiano, já foi formalmente denunciado pelo Ministério Público e deverá responder pelo assassinato da empresária perante a Justiça sergipana.
Até o momento, a defesa do policial penal não havia se pronunciado publicamente sobre as acusações.