Costumes e profissões antigas

Antônio Santa Cruz Calvário (Tonico da Dona Minervina) – O MUNICÍPIO

Costumes Antigos

Costumes são práticas rotineiras, flexíveis e adaptáveis ao cotidiano — ações repetidas que facilitam a convivência e a cooperação.

Alguns costumes antigos que já não existem mais incluem: encontros nas praças; reuniões para ouvir rádio; escrever cartas à mão; visitas sem aviso; brincadeiras de rua; sentar nas calçadas para conversar; e festas de rua ou tradicionais, como quermesses e blocos de carnaval espontâneos, que faziam parte do calendário anual.

Com o crescimento das cidades, esses eventos foram sendo substituídos por festejos privados ou grandes eventos organizados.

Esses costumes refletem as mudanças sociais e tecnológicas que ocorreram ao longo do tempo, e muitos desses hábitos antigos nos ajudam a valorizar a diversidade cultural e a refletir sobre o que ainda permanece vivo em nossa sociedade.

Profissões Antigas

Com os avanços tecnológicos e as transformações no mundo do trabalho, muitas profissões foram extintas, tornando-se meras lembranças nas páginas dos livros de história e nos álbuns de fotografia.

Ao olharmos para as profissões que não existem mais, reconhecemos não apenas o impacto da tecnologia, mas também a importância da história e o esforço daqueles que exerceram esses ofícios.

Entre as profissões antigas que desapareceram (ou tornaram-se raras), podemos destacar:

  • Amolador de facas e ferramentas — ainda existente, mas muito menos comum devido à produção em massa de utensílios;

  • Vendedor de enciclopédias — a internet e os recursos on-line tornaram obsoleta a venda porta a porta;

  • Mensageiro de telegramas — substituído por e-mails e mensagens instantâneas;

  • Vendedor de leite em carroça;

  • Consertador de guarda-chuvas;

  • Vendedor de tecidos (mascate);

  • Lanterninha de cinema;

  • Datilógrafo;

  • Taquígrafo;

  • Engomadeira;

  • Ferreiro;

  • Ferrador de cavalos;

  • Parteira;

  • Rachador de lenha;

  • Benzedeira;

  • Furador de poços;

  • Carregador de malas;

  • Tipógrafo;

  • Guarda-freios;

  • Foguista;

  • Vendedor de jornais nas ruas;

  • Engraxate;

  • Capinador de quintais;

  • Vendedor de peixes em fieiras;

  • Vendedor de frangos em varal;

  • Carroceiro;

  • Telefonista;

  • Operador de telégrafo;

  • Lavadeira;

  • Comissário;

  • Vendedor de pirulitos;

  • Motorneiro de bonde;

  • Trocador;

  • Roçador de pasto;

  • Fogueteiro;

  • Entre outras.

Em tempos antigos, os produtos eram caros e de difícil acesso. Por isso, era muito mais comum consertar algo em vez de pensar em trocar. Além disso, os objetos tinham maior durabilidade, o que incentivava esse hábito. Saber consertar roupas, calçados e aparelhos domésticos era uma habilidade valorizada — bem diferente do que ocorre hoje.