Em 23 de junho de 1968, o município publicou


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Paróquia de São José de Bicas
A emancipação Eclesiástica do distrito de São José de Bicas deu-se em 13 de janeiro de 1902, decreto provisão assinado por Dom Silvério Gomes Pimenta, Bispo de Mariana, em 11 de janeiro de 1902. Nesta mesma data foi assinado o termo de posse de Frei Luiz Reinke O.F.M, de Petrópolis. Frei Luiz Rinke foi o primeiro padre residente, responsável pelo curato, empossado pelo Padre José Juvêncio de Andrade, vigário de Guarará.
Para a fixação de um padre em Bicas, ocorreu em 31/12/1901 um fato muito importante.
O Cel. Joaquim José de Souza e sua esposa Ana Goulart de Oliveira Souza eram proprietários de um imóvel em bom estado de conservação no largo da Matriz. Os donos estabeleceram um valor pela casa, que foi pago pelo povo para oferecê-la como patrimônio à Capela de São José de Bicas, para cumprir as exigências da Diocese e permitir a elevação do distrito a Curato. Assim, graças à participação deste casal, foi possível ter a casa paroquial disponível para morada do vigário e possibilitar a instalação do curato.
No Livro de Tombos da Paróquia São José de Bicas, documento centenário com os registros eclesiásticos, consta a posse de Frei Luiz Reinke em 11 janeiro de 1902, inclusive com as assinaturas das pessoas presentes ao ato: João José de Souza, Octaviano Pinto de Rezende, Marçal Benigno Moreira, Alfredo Ribeiro de Barros, José Américo de Moraes Feijó e Álvaro Fernandes Dias.
A Paróquia de São José de Bicas foi criada em 21 de novembro 1921 pelo Arcebispo de Mariana, Dom Silvério Gomes Pimenta. Nesta época, o distrito de São José de Bicas era curato da Comarca Eclesiástica de Leopoldina e da Matriz do Divino Espírito Santo de Guarará.

Diocese de Juiz de Fora
A circunscrição territorial da Diocese de Juiz de Fora foi criada pela Bula “Ad Sacrossancti Apostolatos Officium” do Papa Pio XI, em 01/02/1924, com o território desmembrado da Arquidiocese de Mariana da qual a Paróquia de São José de Bicas passou a fazer parte. O 1º Bispo da Diocese de Juiz de Fora foi Dom Justino José de Santana, cujo período de bispado foi de 1925 a 9 de junho de 1958, data de seu falecimento.
Dom Geraldo Maria de Moraes Penido foi promovido a Bispo, em junho de 1958 e assumiu como o 2º Bispo da Diocese de Juiz de Fora.
Em 14 de abril de 1962, pela Bula “Qui tanquam Petrus” do Papa João XXIII, a Diocese de Juiz de Fora foi elevada a Arquidiocese e Sede Metropolitana. João XXIII esteve como Papa de 1958 a 1963, foi sucedido por Paulo VI) Dom Geraldo Maria de Moraes Penído tornou-se Arcebispo em 14 de abril de 1962 e foi transferido para Aparecida do Norte em São Paulo em 7 de dezembro de 1977. Assumiu provisoriamente a direção da Diocese Dom Altivo Pacheco Ribeiro, que era o Bispo Auxiliar desde 10 de abril de 1977.
Em 6 de agosto de 1978 a Igreja Católica vestiu-se de luto com o falecimento do Papa Paulo VI que havia assumido como Papa em 1963. No dia 26 foi eleito o novo Papa, o Patriarca de Veneza, Albino Luciani, com o nome de Papa João Paulo I. Em 29 de setembro, foi anunciada, com surpresa, a sua morte inesperada. Para sucedê-lo foi indicado o polonês Karol Woytila; eleito em 16 de outubro e tornou-se o Papa João Paulo II.
O 3º Bispo e depois Arcebispo foi Dom Juvenal Roriz, empossado em 20 de agosto 1978, após leitura da carta do Secretário de Estado do Vaticano, João Villot. Em correspondência enviada à paróquia de Bicas e lida nas missas, Dom Juvenal falava do “Chamado de Deus”, por ele atendido com humildade e obediência estando disponível para servir com amor à comunidade católica a ele confiada.
Em 2000, era Dom Cloves Frainer o Bispo da Arquidiocese de Juiz de Fora.
Em 3 de fevereiro de 2002, tomou posse como Arcebispo Dom Eurico dos Santos Veloso, em grande festividade na Catedral de Juiz de Fora.
Atualmente, responde pela Diocese Dom Gil Antonio Moreira.
Matriz São José de Bicas
Com a construção da ferrovia e da estação de Bicas, em 1879, iniciou-se o transporte ferroviário nessa região, e a circulação dos trens transportando cargas e passageiros influiu para a vinda dos primeiros moradores. Com o crescimento do povoado foi erguida a Capela de São José, que nos leva a crer, foi por volta do ano de 1885.
Inicialmente a Capela era muito simples, mas, apesar da singeleza, era o local aonde os fiéis se reuniam para as suas orações. Com a Capela possibilitou aos padres celebraram as primeiras missas e dar atendimento religioso aos moradores da região que antes caminhavam longas distâncias para cultuar sua fé e receberem orientação religiosa.
A Imagem de São José, padroeiro da paróquia de São José de Bicas, que se encontra na Matriz, provavelmente veio do Rio de Janeiro, antes de 1897, pois até esta data Bicas fazia parte da Arquidiocese do Rio de Janeiro. No final de 1897, passou a pertencer à Diocese de Mariana, e em 1924, a Diocese de Juiz de Fora.
Em 1931, o Padre Luiz Gonzaga da Silva realizou uma reforma com a construção da torre. A inauguração da torre da matriz foi realizada em abril de 1934, estando presente Dom Justino José de Santana, bispo de Juiz de Fora. Durante a missa foram crismadas 217 crianças, em cerimônia muito concorrida. Após a missa Dom Justino foi recepcionado com um almoço na casa paroquial do qual fez parte várias autoridades.
Em 1947 o Padre Maximiano de Oliveira realizou uma ampla reforma na Matriz. Aumentou a área onde fica o altar mor, no fundo fez uma parede em curva onde foram colocados belos vitrais doados por famílias biquenses, e trocou todo o piso. Em 22 de abril de 1947, presente para sagração do altar mor, o Bispo Dom Justino José de Santana elogiou a reforma realizada.
Em 1957 Padre Cataldo Angilelo realizou também algumas modificações na Matriz. Fez construções nas laterais e nos fundos, interligando o segundo piso, com uma passagem por trás dos vitrais. Neste aumento construiu salas e banheiros, que foram utilizados pela Escola Paroquial São José por ele criada.
No início de 1975, Pe. Osvaldo realizou ampla reforma na Matriz, com projeto elaborado pelo Engenheiro Ives Torres da Cunha. Fez a troca do forro, raspagem dos pórticos de pedra limpeza da tinta das portas para permitir a aplicação de verniz, novo revestimento das paredes internas com material resistente a base de vidro, considerado mais duradouro e de melhor conservação. Retirou as colunas e também a mesa de comunhões, mudou também o local da pia batismal. Elevou o piso do altar mor e construiu novos degraus revestindo com cerâmica vitrificada.
Durante este período de obras, as celebrações eram realizadas nos salões dos clubes próximos. Fez também a revisão de todo o telhado e aproveitou os salões laterais para reuniões e recepção de casamentos. Na sala do lado direito fez a Capela do Santíssimo.
Em agosto de 1996, Padre Elias José Saleh Filho, por necessidade, fez a troca do forro da Matriz, que estava se soltando e colocou um material moderno a base de nylon. Durante este período as missas foram celebradas no galpão do Senai.


Fonte: livro “Um olhar para o passado” / Autor: Carlos Augusto Machado Veiga






O título é parecido com uma conhecida marca de um produto viticultor; entretanto, nosso homenageado é mais velho na amizade e na tradição familiar, além de patrimônio biquense. Trata-se do saudoso CARLOS BARRETO, ao qual, eu e meus patriarcados, éramos unidos pelos laços afetivos de longa amizade.
Quem não se lembra dele? Pois bem, ele era natural de Campos/RJ, porém, desde cedo veio para nossa terra, constituiu família com Dª Glória (ah, a saudosa Dª Glória, mulher de fibra), cujos filhos formam essa querida e popular família, assim como foi um ferroviário que contribuiu para a grandeza e crescimento de Bicas.
Conheci-o como Encarregado de Pintura na E. F. Leopoldina, o qual, pela sua inteligência, cortesia e educação de berço, soube instilar o respeito e admiração de seus colegas, naquela ferrovia, inclusive com a alta chefia de Barão de Mauá.
Sempre alegre, cordato, era um apaixonado pelo futebol. E não podia deixar de ser, pois que, anteriormente foi jogador de um antigo clube além-paraibano, o Bayne F. C, de prestígio em vários estados que formavam a rede ferroviária da Leopoldina.
Lembro-me dele como técnico em nossa cidade, onde atuou, respeitado e um dos raros que se preocupavam em estudar e teorizar em mapas, papéis, pondo em prática nos treinos a estratégia que iria adotar com seus jogadores no dia do jogo.
Destaque-se que seus filhos foram jogadores de futebol conhecidos na região, como o Dr. Urias, colega advogado e da Leopoldina, talvez o maior zagueiro da época, convindo dizer que atuou, também, como excelente atacante.
Da mesma forma, o Maury, grande centroavante e do Urly, meu colega como professor no SENAI e no Ginásio Francisco Peres, que também atuava como armador.
Por fim, lembro-me do saudoso Antônio Carlos, o Cacai, este colega no SENAI e em Niterói, onde trabalhamos e estudamos juntos. O Cacai também atuava na defesa, volante armador de fina classe. Eu e ele jogamos bola num time de várzea em São Gonçalo, o Mauá F.C. (clube de expressão). Claro que eu compunha o time, eis que jogava pedra n’água, mas ele, não, era craque.
Querido leitor. Exaltei-os com quem convivi e, com isso, recordei a figura de Carlos Barreto, uma legenda nos esportes e um grande nome como cidadão biquense.
(Homenagem do saudoso articulista Frank Granado, ao saudoso ferroviário e esportista Carlos Barreto / Publicado no jornal O MUNICÍPIO, em 10 de agosto de 2006)
A data de 20 de abril de 2021 marca os 25 anos da inauguração do Centro Comercial “José Maria Veiga”, em Bicas.
O empreendimento, incorporado pelos irmãos José Maria e Luiz Roberto Machado Veiga, ocupou um endereço de muita história onde, por 65 anos, funcionou a Papelaria e Tipografia “A Minerva”, a pioneira em Bicas. No local, também, funcionava a redação e a oficina do jornal “O Município”.
A rua Cel. Souza, 72, ganhou uma imponente obra de quatro andares, com 19 lojas e sobrelojas, de 50 m2, e 25 salas comerciais, de 30 m2, todas com banheiro, utilizando mais ou menos 3.000 m2 de obra, com ligação ao fundo com a Rua Eduardo Gomes Baião.
Fachada e escadas em granito, pisos da galeria e corredores em mármore veneziano, esquadrias em alumínio bronze, com fechamento em vidro no mesmo tom, revelam, até hoje, a qualidade da construção.
O patrono do Centro Comercial não poderia ser outro, senão “JOSÉ MARIA VEIGA”, que nas palavras de Chicre Farhat foi “homem raro, que não faltou a sua gente, que enriqueceu seu tempo e deu, como poucos, à terra comum o melhor de sua existência”.
Nas fotos, lembranças do evento:












Entrega das chaves aos proprietários




















