Em todos os sentidos

Nossos sentidos são realmente fabulosos. Além do tão misterioso quanto famoso “sexto sentido” – atribuído a quem tem intuição (extra sensorial) aguçada – os demais, ditos sensoriais, dão conta “dêreitim” de instigar e satisfazer nossos prazeres: o tato, a visão, a audição…

Mas, como todo indivíduo que supera a média, nosso guru literário – o Tiãozim do Sô João Belo (Vasco Teixeira) – já no primeiro dia de 2018 sapecou um “causo” (aquele da “Suconete” ELGRAN), que mexeu com os dois sentidos que mais cutucam o estômago: olfato e paladar. Estômago esse que, por sua vez, cutucou o cérebro, suscitando muitas lembranças… Cérebro esse que foi lá e deu uma chacoalhada no coração.

Foi um dos que gerou o maior afluxo de conterrâneos elegendo suas “DeBikatessens” prediletas. Da “Parte Alta” à Rua “15”, do Morro do Cruzeiro ao Areal, da Reta ao bairro Santana, do campo do Leopoldina ao do Flamenguinho… Esquadrinharam a topografia gastronômica da terrinha. Teve até comentário do Fran (Francisco Felipe Galil), que mereceu um rosário de sub comentários agregados no Facebook.

Bão, mas e o “Kiko”? O kikô têim cum isso?!

O assunto é que, eu, principiante nessa epopeia de escrever, não posso perder uma carona dessas por nada. Daí achei por bem acrescentar um “sub-causo”. Lá vai!

No bar do nosso querido Gilson Galil, os pastéis além de seus recheios específicos, ainda vinham revestidos de gentileza e agrado, onde um alegre e brincalhão senhor Gilson, com um pano branco amarrado da cintura para baixo feito um avental, cuidava da cozinha e atendia as mesas com cortesia, brincadeiras e humildade, enquanto seu filho, João “Bradisco” (?), coordenava o caixa e ficava “caladão”, mas só enquanto o assunto não era futebol.

Por azar (ou sorte), mas certamente por um capricho do destino, a nova sede da agência do Banco do Brasil foi construída em frente ao seu estabelecimento. Se não pelos predicados já decantados ou pela curta distância a ser vencida, o fato é que o “Happy Hour” dos bancários, capitaneados por seu ‘inquestionavelmente’ líder espontâneo, Lúcio Borges, passou a ser no “Sô Gilso”.

Eu frisei Happy Hour “dos bancários”. Não que Sr. Gilson tivesse má vontade em atendê-los, muito pelo contrário, além dele ser ultra solícito, afinal, era o seu negócio. Eram três, o(s) problema(s):

1 ) Sr. Gilson acordava e abria o bar cedo, visto ter uma clientela matinal de comerciários e outros trabalhadores, pois ele tinha também um café delicioso, pão com manteiga e, não poderia faltar, aquele pastel de queijo fritinho na hora.

2 ) Pelo exposto acima, justo é que o sono lhe ocorresse cedo.

3 ) Sr. Gilson não gostava de perder a novela por nada neste mundo, nem p’ra faturar uns “mirréis” a mais, mesmo sendo de origem Árabe – Galil -.

Apesar de ter uma televisão no bar, a algazarra da galera o atrapalhava quando dos cochichos em sussurros dos casais, ele gostava mesmo de ver a novela era em casa. E ponto.

Mal sabia ele que o pior ainda estava por vir no embalo da construção da nova sede bancária, com uma turma de funcionários em média etária muito jovem e extremamente empreendedores, além do estímulo da própria “Instituição” na construção das “Associações Atléticas” (AABB’s). Terreno escolhido, primeira etapa da obra a ser construída, logicamente – Campo de Futebol Society – sua iluminação e vestiário. Começaram as peladas nas terças e quintas. Se os Happy Hour’s iniciados às 18h já bicavam a novela, as peladas então. . . já que começavam em torno de 18h30, com muito esforço, iam acabar lá pelas, *&%#@, e só então é que vinha a cervejinha no “Sô Gilso”. Era uma tortura para ele, dava dó vê-lo cochilando no balcão, tentando entender o que os personagens falavam… mas, a delicadeza falava mais alto, e lá ficava ele…

Estratégia I – Sr. Gilson passou a fechar mais cedo (+ ou – 19h), às terças e quintas.

Estratégia II – Assim como hoje é escolhido um motorista da rodada para não beber, passaram a escolher um que não iria jogar, saía do banco às 18h e ia p’ro bar para assegurá-lo aberto aos demais, que começavam a pipocar lá pelas oito e meia/nove horas. Quebraram a espinha do ‘Sô Gilso”.

Passou o tempo…

Bela 5ª feira, eu de férias em Bicas, dei uma descida no centro e, lá pelas 22h30, vinha vindo do bar Tricolor (leia-se Edir Moreira) e não acreditei: bar do “Sô Gilso” aberto! Entrei, fui logo me ajeitando para escutar a resenha ao lado dos alegres jogadores e por ali fiquei. Passou um tempinho, não vi nem João nem “Sô Gilso”… A galera se servindo… Nilton Santos fritando pastel… Aí, questionei o Lúcio Flávio (?).

Estratégia III – “Sô Gilso” houvera feito uma cópia da chave do bar, a qual ficava aos cuidados do Lúcio, que tinha o compromisso de anotar tudo que era consumido. A turma passava água nas garrafas usadas e as colocavam de cabeça para baixo nos engradados vazios, além de lavarem os copos e os pratos.

Saímos de lá já beirando meia-noite. Deu trabalho p’ra fechar a porta…

Bicas era bão dimais… “Em Todos os Sentidos”!

Entre isso e aquilo

Entressafra

(Substantivo feminino). É o período  entre duas colheitas consecutivas de um  mesmo produto agropecuário, ou seja,  em que determinado produto agropecuário deixa de ser produzido, ou ainda, espaço de tempo decorrido entre uma determinada colheita e a seguinte. A entressafra de alguns produtos, especialmente os in natura, contribui para sua alta nos supermercados que, juntamente com combustíveis e outros bens de consumo indispensáveis – os ditos de primeira necessidade – sempre lideram  o impacto no crescimento do IPV (Índice de Preços no Varejo). Desse modo, após a época dos gêneros serem colhidos, ou seja, a época da safra, o solo permanece em descanso ou, usando um termo técnico, ele permanece em ‘pousio’ até que condições climáticas favoráveis se estabeleçam novamente para que a cultura possa ser plantada mais uma vez.

Normalmente, o ciclo das produções agrícolas ocorre ao longo de 12 (doze) meses, que não necessariamente coincidem com o ano cronológico janeiro/dezembro (Gregoriano). Para os agricultores, dependendo da cultura que eles plantam, o ano pode se iniciar em qualquer mês e não obrigatoriamente em janeiro, como estamos acostumados no nosso dia-a-dia. Esse ano dos agricultores, que pode ou não coincidir com o nosso, é denominado ano agrícola e é definido pelas condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento de uma determinada cultura que se deseja plantar em um determinado local. Geralmente, ele se inicia na estação chuvosa para que as plantas possam ter água disponível no solo para vegetarem. Muitas vezes, culturas anuais de ciclo curto se desenvolvem vigorosamente apenas uma vez no ano, devido às já referidas condições climáticas.

O objetivo de empenho dos governos de países com governantes e auxiliares sérios, comprometidos com o bem-estar da população e o controle de forma natural e eficaz dos efeitos colaterais da sazonalidade, é evitar as elevações de preços que ocorrem, motivados pela “oferta X procura”, no período das entressafras.

Aí é que entra a verdadeira arte de fazer política social: a diplomacia para relacionamentos comerciais estáveis e profícuos com outras nações, visto as épocas de safras/entressafras serem diferenciadas nos dois hemisférios. Uma  Infraestrutura sólida, abrangente e capaz para estocagem das mais diversas commodities para os períodos de escassez, investimentos com a finalidade de gerar superávit de produtos com boa aceitação no mercado Internacional para equilíbrio de balança comercial. Bem, mas isso é em países com governantes e auxiliares sérios, onde, em alguns, há inclusive silos de propriedade do governo para estocagem em regime de “cooperativas”, mas não só, todos os outros  animais do reino – ditos irracionais – também assim o fazem, até as formigas.

E, sendo o Brasil um país ainda visceralmente dependente do agronegócio, então é que ações dessa natureza seriam de extrema valia. Mas, aqui, quem passou mais perto disso queria ‘estocar’ vento.

Entrefarras

Aqui, no nosso querido torrão pátrio, a bem da verdade, o(s) ano(s) de 2018’s ainda nem começaram – nem o agrícola e muito menos o gregoriano – e já estamos passando pelo maior período de entrefarras que vivemos cíclica/anualmente, inclusive, para serviços públicos de extrema importância. Tá tudo no recesso (caberia até retrocesso). Os anos no Brasil só começam a engatinhar e se levantar em definitivo, embora cambaleantes, após o carnaval, sendo que a tentativa de um passo sequenciado, só ocorre mesmo após a páscoa. Aí vai num período de semi produtividade até as festividades de “São João”, ponteado por entrefarrinhas, aqui conhecidos como ‘feriados (r)emendados’: Corpus Christi, dia do Trabalhador, feriados e dias Santos estaduais e municipais. Os do segundo semestre são esperados com júbilo: independência (?), 12 de outubro, finados, Proclamação da República…

2.000&DEZOITO será um bissexto das entrefarras, pois ainda teremos Copa do Mundo e Eleições, para renovação (ou manutenção) das quadrilhas que vão ficar com as chaves do ‘Tesouro Nacional’ pelos próximos 04 (quatro) anos.

Ah! Tem um nível de escalão nas facções que só renova 2/3 dos comparsas. País rico é assim!

Buchada com brioche

Fica realmente difícil iniciar uma narração quando o assunto é muito emaranhado, principalmente quando o problema real é a criatividade dos canalhas tupiniquins que, de tamanha, fica difícil não se tecer comentários de todos os matizes, inclusive o lúdico. Mas têm eles um ponto falho, pois nos tomam a todos como um bando de tapados e, não é bem isso, somos sim, portadores de uma leniente conveniência, somente comparável à ousadia dos políticos ao julgar a atividade mental para a percepção, dos seus demais conterrâneos, mas somos nós que lhes transmitimos essa impressão, pois a tudo assistimos perplexos e revoltados; porém, inertes e acomodados nas almofadas da pusilanimidade, e isto sim, é que precisa ser mudado. Portanto, terei que fragmentar e pontear os fatos, tal qual o fazem com a nossa paciência.

Circus et circenses

A grande tragédia no Brasil é realmente o risco da falta de pão e termos de nos contentar apenas com o circo, pois a versão – feijão com arroz – do “de Soleil”, que há anos está encravada na “Praça dos Três “Super-Phoderes”, não dá sinais de que tão cedo irá arriar a lona e sair de cartaz. Sinceramente, não gostaria de ver comentários alusivos a sermos nós os palhaços desse circo, pois não quero ver ninguém sendo elogiado aqui na minha coluna. Isso mesmo, “elogiado”!

Somos muito piores que palhaços – nobres artistas que ganham a vida com o deleite alheio – nós somos, sim, uma plateia de coniventes que, além de todo tipo de subserviência já patenteada, de dois em dois anos ainda acorremos às “Urnas da Bilheteria do Circo” e, aí sim,  conferimos  aos maiores malabaristas, trapezistas, contorcionistas e, principalmente,  domadores  &  ilusionistas,  o direito de mais uma temporada de peripécias e  trapalhadas no picadeiro,  deglutindo  e  saboreando placidamente a pipoca e o biju que eles nos roubam para nos vender em seguida.

A um preço altíssimo!

No Brasil, quadrilha rima com família

Assim como os Irmãos Bandidos das histórias em quadrinhos, os “Vieiras Limas”, Lúcio & Geddel, também não eram os donos do pedaço na “Organização”. No caso dos “Metralhas”,  e  na imaginação da equipe de criação dos studios de Walt Disney, ao retorno de suas peripécias  quando não iam para o xilindró, sempre os aguardava no esconderijo para repartir o bolo da festa, uma ávida e malvada Vovó Metralha, que enchia seus netos de pancada e sempre ficava com a maior parte das tenebrosas e espúrias arrecadações.  Pois é, altíssima quiromancia sem bola de cristal nem leitura das linhas das mãos, baseada meramente no fato de que o absurdo, só o é, até que ocorra uma primeira vez.  Aqui, a líder quadrilheira só não estava tão distante na árvore genealógica. Inseria-se um escalão abaixo, isso mesmo, “Mamãe Vieira Lima”,  codinome – Marluce Quadros -.

Segundo a “Literatura de Bordel”, foi ela quem determinou a seus filhos-capangas que arranjassem outro Bunker para guardar a dinheirama, incomodada que estava, por seu Closet estar se tornando sem espaço e desconfortável em função da bufunfaria lá estocada. Foi lá que funcionou a primeira agência informal do “Banco Geddel” ou, “Apartamento da Moeda”.

E, durma-se com um dinheiro desses!

Sinistros no interior do “governo”

O ministro que se ocupa da administração e coordenação dos serviços consulares e das embaixadas, também,  é  responsável pela condução, em parceria com outros  ministros de áreas afins,  das  políticas de relacionamento  comercial  com  as demais nações,  bem como buscar captar e  manter  novas relações de cunho diplomático, estabelecendo e sustentando tais relações no nível  mais  eficiente  e cordial  que possa ser.  Digo – que possa ser – pois,  nem sempre duas nações  que  mantenham relações  comerciais comungam  as mesmas tendências sociais,  políticas, de tradições e costumes, crenças, religiões dominantes e, podendo até mesmo, em uma delas, o Estado se declarar laico, que é o  país ou nação com uma posição neutra no campo religioso.

Esse ‘membro’ representante em países de governos  sérios,  ocupa a posição governamental mais elevada na hierarquia, vindo logo após a do próprio chefe de governo e acima de qualquer  Ministro de Estado, e sua  designação oficial varia de um país para outro –  Ministro do Exterior,  Ministro das Relações Exteriores,  Ministro dos Negócios Estrangeiros,  Ministro dos Assuntos Externos,  Secretário de Estado,  Chanceler etc.

O ministro do exterior do Vaticano é um arcebispo com o título de “Secretário para as Relações com os Estados”; o responsável pela política externa do governo do Reino Unido,  designa-se  “Secretário de Estado para os Negócios Estrangeiros” e Ministro dos Assuntos Exteriores e da Cooperação, na Espanha. Também são variáveis os poderes de um ministro do Exterior,  em função  do governo a que pertence.  Num sistema parlamentar clássico, o ministro do Exterior poderá, em teoria, ter poderes para influenciar significativamente a política externa nacional.

A exceção será a de um governo dominado por um forte primeiro-ministro que poderá assumir a condução da política externa, relegando o ministro do Exterior a uma função de mero auxiliar.  Porém, os ministros do Exterior da maioria dos países integram, juntamente com os respectivos chefes de governo e ministros da Defesa, um conselho de ministros restrito, responsável pela coordenação da política externa e da defesa nacional,  frequentemente denominado “Conselho de Segurança Institucional” ou da  “Defesa  Nacional”. Podem também participar o chefe de Estado, outros ministros e outras autoridades do Estado.

Tradicionalmente, na maioria dos países da América Latina, os ministros do Exterior são referidos coloquialmente como “chanceleres” e, particularmente no Brasil – Ministro das Relações Exteriores – do qual, todos esperamos, altíssimo gabarito comportamental,  finesse,  fluência em idiomas vários,  pois, para esta função,  o que não varia, ou não deveria variar, seriam: a postura ética, a conduta sóbria e ilibada, com  atitudes irrepreensíveis, conforme  já esclarecido, desse  representante  máximo  extra fronteiras de um estado soberano.

 Mas, como já vimos, por aqui, a  escolha  de  ministros  não é  uma  ciência  com a  qual o  Sr. Michel  tenha  muita  destreza, ou,  falando  no popular, não lida com ela com  a  seriedade que deveria, visto  não  ser  para  ele de  alguma  relevância  tal  designação. Trata-se, tão somente, de mais uma das espúrias  moedas  de barganha  rasteira e  barata  em  seu  imundo  balcão  de  negociatas.

Atualmente, por exemplo, está essa ‘majestosa’ e importantíssima pasta, entregue nas mãos de um ex-guerrilheiro, – Comunista de Rolex –  que,  na guerrilha,  teve muitos nomes,  notabilizando-se por “Mateus”, muito embora tenha usado  outros, como “Lucas”. “Eram sempre evangelistas”, só abriu exceção aos codinomes bíblicos quando escreveu para a “Voz Operária”, publicação do Partido Comunista Brasileiro (PCB), e assinou “Nicanor Fagundes”.

Conheceu os seus primeiros companheiros de luta quando foi presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto, da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, da Universidade de São Paulo (USP). Durante esse período, ele era filiado ao Partido Comunista Brasileiro, mas foi na ALN, liderada por Carlos Marighella e Joaquim Câmara Ferreira, que ele ganhou importância na luta armada, tendo inclusive participado do assalto que se tornou uma das mais célebres ações de guerrilha durante a ditadura no Brasil.

Aloysio Nunes foi um dos protagonistas do assalto ao trem pagador Santos-Jundiaí, em 1968,  no qual,  o então  guerrilheiro  Aloysio,  na época com 23 anos,  armado com uma carabina,  além  de  ajudar  na  carga do  roubo, pois  colocou  o dinheiro roubado  no veículo  – um Fusca roubado –  e  ainda foi  o  motorista na fuga dos parceiros e no transporte  do  montante  arrecadado,  que  tinha  como  objetivo  sustentar a resistência armada,.

Marighella e Aloysio atuavam muito próximos, entre outras coisas, porque o chefe não sabia dirigir e o subalterno ficava responsável pelo transporte do líder.

 “Pouco tempo depois desse assalto, em 1969, exilou-se em Paris, onde passou a ter a função de dar suporte ao grupo. Além de dar abrigo a companheiros, que também se exilavam no país, Aloysio buscou apoio de outros movimentos ou partidos de esquerda na Europa. Não por coincidência, filiou-se ao Partido Comunista Francês e montou  uma estrutura de apoio em Paris até 1972 ou 1973”, conta.

Com a morte de vários militantes e, principalmente, dos principais líderes da ALN, Aloysio Nunes deixa a organização e volta a se filiar ao PCB. Os companheiros desse período, explicam que a mudança de atitudes já era esperada e não chegou  a ser uma grande surpresa,  já que ele saiu de partidos comunistas para fundar o PMDB e depois  se “encostar”  no PSDB. Assim como ele, vários outros militantes da ALN entraram na política sem, necessariamente, se alojarem em partidos de esquerda. Só queriam se dar bem!

Além de assalto a mão armada, falsidade ideológica (uso de codinomes e documentos falsos para sair do País), entre outros crimes, recentemente  se  envolveu  em uma  cena  grotesca  em  um saguão  de Aeroporto  quando,  aos  gritos,  atacou  com palavras  de baixo  calão  um  blogueiro  que o  interpelara, além de tentar  tomar  de  sua  mão  o  celular  que  a  tudo  registrou: https://youtu.be/5CYW3ybd1_w.

NOTAS:

1) E eu,  que  após  a  tão  meteórica  quanto  desastrosa  passagem  de  Marco Aurélio “Top, Top” (in memoriam) Garcia pelo dito gabinete,  pensava  que  eles não teriam condições  de encontrar um pior.  Pois tiveram!

2)  Mas, com esse  desgoverno  que  aí  está,  no  qual  até  o  passado  chega  a  ser  incerto,   nada  é  tão  ruim  que  não  possa  piorar, vem  aí  a  “Ministra  do  Trabalho”,  condenada  duas  vezes  por  não  cumprir  direitos  trabalhistas  de empregados  seus! O pedigree é  “dubão”, filha de Roberto Jeferson…

Insultos de Natal

O indulto

Quando, ao elaborar na semana passada, minha modesta colaboração para com o nosso conterrâneo periódico, abordei inicialmente a definição de “Indulto” para depois fazer uma brincadeira com vocês, de que: “iria indultá-los” – temporariamente – do foco usual de meus textos com viés político”, jamais poderia imaginar que,  qual  quiromante  ‘ultravidente & sortuda’, estaria prevendo o tema que ribombaria  ao longo da semana  nas mais diversas mídias, e, em escala Continental .

Do peru!

Acusado de receber propina da construtora brasileira Odebrecht (sempre ela),  enquanto era ministro de estado,  para favorecê-la em licitações estatais, o hoje presidente peruano, Pedro Pablo Kuczynski,  em meio ao menor nível de popularidade de seu governo, ainda  sobreviveu  quase  que ‘por um milagre’  de ser afastado do cargo pelo Congresso do país.  Sua saída parecia iminente: eram necessários 87 votos para a destituição em um Parlamento com 130 membros, no qual apenas 18 integram o partido do presidente.

Com apenas 17 meses no cargo (de um mandato de cinco anos), ele parecia estar com o afastamento garantido, no último minuto, porém, um grupo parlamentar de esquerda, crítico do governo, decidiu deixar o Congresso sem votar. Ainda mais surpreendente é que a posição até então unificada do grupo ligado às políticas e à ideologia do ex-presidente Alberto Fujimori e que lidera o principal partido da oposição, o Força Popular – foi quebrada – isso porque  membros-chave do partido não apoiaram a destituição de Kuczynski.

Acontece que o presidente do Congresso faz parte do “Força Popular”, ao qual pertence Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, condenado por corrupção e crimes contra a humanidade.  O congressista Kenji Fujimori, irmão de Keiko, também decidiu não apoiar o impeachment de Kuczynski. Durante o curto intervalo de tempo entre o pedido de impeachment e o debate sobre o tema, houve negociações de ofertas políticas concretas, como: fazer parte de um novo gabinete ministerial e, apenas 14 horas depois de iniciados os trabalho do Congresso peruano, o placar eletrônico terminou com um angustiante veredicto: oito votos de diferença impediram a queda do presidente.

Por uma incrível coincidência, menos de 72 horas depois de Kuczynski salvar a própria pele, concedeu indulto humanitário ao ex-presidente peruano, Alberto Fujimori (79 anos), pai de  Keiko e Kenji, que se encontrava preso desde 2009, acusado por escândalos de corrupção e  de violação dos direitos humanos, tendo renunciado e se auto-exilado no Japão por cinco anos.

Cá, como lá

Mal explicado o milagre e, omitindo-se o nome dos Santos, muitos pensariam que esse  enredo todo aí de cima  teria  tido o Brasil  como  cenário.  Nosso ilustre chefe do executivo, também, andou beirando por “Duas Vezes” (bem) consecutivas, não só o risco de ser despejado do poder, como também, na sequência, ser investigado, talvez (?), virar réu e vir a ser agraciado com um título do “Clube Recreativo da Papuda”.  Para não cumprir esse ritual nada glorioso, o que não faltou foram peripécias, impressionantemente, parecidas com as do seu colega do país vizinho.

Com algumas diferenças, tão paralelas, que acabam por se encontrar no infinito, o risco de ter sua trajetória, nada digna, desviada para o Palácio da Papuda, igualmente ao seu colega vizinho, se prende ao fato de receber propina – uma tão gorda quanto vitalícia mesada – de empresa (aí deu uma variadazinha), “JBS”, com direito a um dos áudios mais famosos e “viralizados” de 2017 – ”tem que manter isso aí, viu? – e vídeo de um ridículo e subserviente  “amarra-cachorro”, dando uma corridinha saltitante, que promete ser páreo até para a de “São Silvestre”,  mas a contrapartida retorna para o universo das congruências – favorecê-la em licitações estatais.

Aqui também o presidente não tem os congressistas na mão, prefere  mantê-los no bolso,  que aliás, também é o local preferido desses senhores, facilmente reembolsáveis.  O temerário  habitante  –  por enquanto – do palácio do Jaburu, parece nome personalizado – também está beirando os 17 meses no poder, sendo que, no  quesito  “índices de aprovação” perde de lavada para  o Sr. Kuczynski – apenas 1/3 = 0,3333…..% da do colega.

Então, creio eu que, para  empreender  uma melhora no “ranking”  das  falcatruas, apelou para um  “Jogo” que, de tão  tradicional,  entrou para o calendário da Constituição Federal em forma de decreto, o   jogo do  “INDULTO”.  Porém, Michelzinho entrou em campo com a bola debaixo do braço, gritou e xingou  o (a)  Juiz (a),  de quem  arrebatou  os cartões assinaladores  de penalidade, vermelho e amarelo, distribuiu  o  “bicho”  para  os  integrantes do time adversário, já no gramado, e proferiu as regras: “Não tem lateral… Quem busca a bola no mato é quem a chutar e, do pescoço pra baixo é o dedinho!  E,  assim dizendo,  anunciou o início de uma das mais avacalhadas peladas da várzea do Planalto, na qual todos, e quaisquer  resquícios de lei da Federação,  foram literalmente para o banco de reservas.  Os requisitos a serem cumpridos para se poder participar do “racha”  deste ano, foram  esculhambados as últimas inconsequências, nessa  “pelada”  de fim de ano. Ao contrário das  anteriores,  não se exigia, aliás,  não havia sido estabelecido um período de  frequentação  máximo no Clube da Papuda”, sem contar que o tempo decorrido de associação  do “peladeiro”, havia sido reduzido de 1/4 para  1/5, em se tratando de “atletas” que não fossem reincidentes (?).  A propósito, avacalhar essa pelada de fim de ano já é marca registrada  do  “Michelzinho Ruim de Bola”, esse último quesito – o tempo decorrido  de associação  do “peladeiro” – já   havia sido reduzido de  1/3  para 1/4 na do ano passado.

Placar imoral

Faltou combinar com o (a) Juiz (a), pois os Russos já mostraram seu desapreço pelo  líder temerário quando de sua ida a Moscou.

Precisa parar com isso aí, viu?

Sino pequenino

O indulto é uma forma de se decretar a interrupção “temporária” ou até mesmo a “definitiva” de uma imputação penal e, mesmo se tratando de uma competência privativa do Presidente da República, a concessão do indulto pode ser, excepcionalmente, delegada aos Ministros de Estado, à Procuradoria-Geral da República ou ao Advogado-Geral da União. O benefício, normalmente coletivo e espontâneo, é concedido em datas de feriados, que se comemoram certos “Dias Santos”, ou em outras de certo significado sentimental – Páscoa, dia das Mães, dia dos Pais, feriadões, eventos de congraçamento etc.

Dado esse prólogo, gostaria de informar aos caríssimos leitores que, usando da benevolência que me invade em função do ‘espírito de Natal’ e, por terem vocês já cumprido parte de suas penas lendo minhas matérias anteriores, vou indultá-los – temporariamente – do foco usual de meus textos, vezeiramente abordando questões políticas, político-econômicas, geopolíticas, histórico-políticas, atualidades políticas, etc -políticas e etc e brindá-los com um assunto mais suave, que espero seja do agrado geral.

Astronomia – “O Solstício”

Na astronomia, solstício (do latim sol + sistere – sol que não se mexe) define o momento em que o sol, durante seu aparente movimento na esfera celeste, atinge a maior declinação em latitude medida a partir da linha do equador, ou seja, os raios incidem perpendicularmente a ela. Os solstícios ocorrem duas vezes por ano: em dezembro e em junho, sendo que, o dia e a hora exatos variam de um ano para outro e também em relação à distância dos paralelos geográficos à linha do equador (latitude) e são antagônicos nos hemisférios: o solstício de verão em um hemisfério coincide com o de inverno no outro e vice-versa.

Quando ocorre o de verão, significa que o sol está em sua posição mais próxima da terra naquele ponto do globo e que a duração do dia é a mais longa do ano, enquanto que, de modo análogo, quando ocorre o de inverno, significa que o sol está em sua posição mais distante da terra naquele ponto do globo e que a duração da noite é a mais longa do ano. Os trópicos de Câncer e Capricórnio são definidos em função dos solstícios. No solstício de verão do hemisfério “Sul”, os raios solares incidem perpendicularmente à superfície da Terra no Trópico de Capricórnio e, no solstício de verão do hemisfério norte, os raios solares incidem perpendicularmente à superfície da Terra no Trópico de Câncer.

Nossa história está diretamente ligada ao “Polo Norte”, pois é de lá que vem o maravilhoso velhinho portador de novos sonhos e esperanças.

No hemisfério “Norte”, o solstício de verão ocorre por volta do dia 21 de junho e o de inverno, por volta do dia 21 de dezembro, e essas datas marcam o início das respectivas estações do ano naquele hemisfério. O nosso foco principal será o solstício de inverno no hemisfério “Norte”, em função do qual se desencadeará nosso tema.

Em várias culturas ancestrais à volta do globo, quando do solstício de inverno, o mesmo era festejado com comemorações que deram origem a vários costumes que, hoje em dia, são relacionados com o Natal das religiões pagãs. O solstício de inverno, o menor dia do ano, a partir de quando a duração do dia começava a crescer, simbolizava o início da vitória da luz sobre a escuridão, da sabedoria sobre a ignorância e, principalmente, da vida sobre a morte. Os povos Persa e Hindu reverenciavam em festas as divindades de suas mitologias (Mitra) , como um símbolo do “Sol Vencedor”, marcada pelo solstício de inverno.

A cultura do Império Romano incorporou a comemoração dessas divindades através da festividade que se tornou conhecida, por razões óbvias, como a comemoração do “Sol Invictus”. Porém, com o enfraquecimento do paganismo, a data em que se comemoravam as festas do “Sol Vencedor” passou a se referenciar ao Natal – nascimento de Jesus – numa apropriação destinada a incorporar e unificar as festividades de inúmeras comunidades recém-convertidas ao cristianismo.

Conforme já dissemos, o solstício de inverno – dia em que o sol está mais longe daquele ponto da terra, no polo Norte é em torno de 21 de dezembro, porém, havia um povo ancestral nórdico – os Vikings – que habitavam a região da Península da Escandinávia na parte mais ao norte do hemisfério, onde os dias e as noites duram seis meses intercalados, sendo seis meses de dia e seis meses de noite, de forma que, lá, esta data coincidia com o dia 24 de dezembro e, em suas tradições, nesse dia se iniciava a caminhada para o retorno aos meses de dia “Luz” – a Luz começava a vencer as trevas, a sabedoria à ignorância e a Vida começava a vencer a Morte.

Eles já comemoravam a data a mais de 20 (vinte) mil anos antes de Cristo, embora não com o nome de Natal mas com data coincidente e, por ter temperaturas variando de -30º C / -60º C (trinta a até sessenta graus abaixo de zero), os Vikings tinham pouquíssimo tempo para caçar, cultivar, colher e armazenar gêneros comestíveis: carnes vermelhas, peixes, nozes, castanhas, verduras, legumes, frutas etc, para os seis meses de noite, que era o inverno.

Um pouco sobre os Vikings

Eram extremamente territorialistas e beligerantes, sendo o povo que mais respeito impunha na região. Eram particularmente temidos, pois além de serem portadores de invejável estatura e compleição física e serem excelentes guerreiros, já dominavam, há mais de 22 (vinte e dois) mil anos, os conhecimentos da extração empírica de minerais do solo, além de já deterem a arte da (fundição) o que os levava a fabricarem suas próprias armas e escudos de metal, que eram consideradas umas das de melhor qualidade à época, somente encontrando algum parâmetro de comparação com as dos Mouros.

Eram também excelentes navegadores e igualmente fabricavam suas embarcações, possuindo, portanto, supremacia em termos de poder bélico. Acreditavam em vários deuses ligados às forças da natureza, como exemplo Freyja – a deusa da fertilidade e do amor – e também “Odin”, para eles, o mais representativo e significativo dos Deuses, o Deus da sabedoria, da força e da guerra, e, por fim, Thor – Deus da natureza, em particular o trovão, que era filho de Odin.

Outra crença dos Vikings era na existência das Valkirias – irmãs de Thor/ filhas de Odin – amazonas guerreiras e muito valentes, que cavalgavam ao redor de Odin durante as batalhas, protegendo-o e recolhendo os Guerreiros Vikings feridos, ou os corpos dos mortos para encaminha-los espiritualmente. As tribos também tinham, conforme usual naquela época, um líder espiritual – guru – que em seu idioma tinha a denominação de “Xamã ”. Alguns nomes para sua tradução seriam médicos-feiticeiros, magos, curandeiros ou pajés.
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Alguns dias antes de vinte e quatro de dezembro, dia do solstício em suas tribos, conforme já vimos – o dia mais frio, por estar o sol em sua posição mais longe da Terra naquela região – o Xamã de cada tribo mandava acender uma fogueira ao redor do pinheiro mais frondoso da aldeia (como devemos também saber, por ser o pinheiro uma árvore típica de regiões de frio extremo, mesmo no mais terrível inverno, ele continua viçoso e verdejante, mais vivo do que nunca), o qual era enfeitado com velas, pedras decorativas, que ficavam guardadas, aves empalhadas (também já dominavam a arte da taxidermia, facilitada pelas baixas temperaturas da região) .

Embutido nesse ritual de poder e magia, também se inseria o rito de passagem dos jovens da tribo para a idade adulta, aqueles entre os 16 a 18 anos, que ainda não houvessem sido submetidos, eram conclamados pelo Xamã e designados a, juntamente com seus melhores guerreiros, para caçar um urso branco, que era o símbolo da força dos Vikings, o qual seria sacrificado e oferecido aos deuses. Partiam então em seus trenós puxados pelas renas, com a gigantesca tarefa de caçar um dos animais mais fortes e ferozes do hemisfério norte, que é o urso Polar, com data marcada de retorno para a noite de 24 de dezembro.

Nesse ambiente, eram realizados vários rituais sagrados, durante o qual dançavam, oravam pedindo para os deuses que a luz vencesse as trevas, que a sabedoria vencesse a ignorância que a vida “sempre” vencesse a morte, etc…

Quando os guerreiros (os que retornavam) voltavam com as barbas e os cabelos cobertos de neve, totalmente brancos (cabelo e barba) e imediatamente tinham que tirar a pele do urso e se vestir com a parte dos pelos – branco – voltados para dentro – em contato com a pele – e a vermelha, pois o sangue do animal ainda estava fresco, por fora. Todos que estavam sendo subjugados ao rito de passagem deveriam participar da descarnação e remoção da pele do animal, e um a um de forma consecutiva se vestirem com a mesma, conforme descrito acima. Era o símbolo da força e do poder dos Vikigns em oferenda aos deuses e representava que aqueles meninos alcançaram agora a idade adulta, passando para outro nível na hierarquia da tribo.

Após o ritual, os Vikings faziam grande festa com muita fartura de alimentos, músicas, danças, etc e os novos adultos guerreiros eram determinados a distribuir presentes para todas as crianças da aldeia e utensílios para os mais velhos que eles, simbolizando que a partir de então, eles passavam a fazer parte do grupo que tinha a responsabilidade de zelar pela integridade, segurança, alegria, bem estar e sustento dos aldeões como um todo, passariam a caçar, fazer guarda e guerrear, se preciso fosse. Com o passar do tempo, essa festa pagã foi crescendo e dominando quase toda a Europa, nas regiões onde os Vikings estabeleciam seus domínios.

Após o surgimento dos cristãos (seguidores de Cristo), a “Igreja” – enquanto Instituição – se sentia incomodada com esta grande festa pagã e tudo fez para acabar com ela. Isso gerou muitas guerras, que duraram séculos, e todas as tentativas de por fim a essas festividades foram em vão; ao inverso, a cada ano que se passava, muito movido pelo espírito beligerante e impetuoso dos Vikings, já que a maior prova que um povo podia externar de seu domínio era justamente impor os seus costumes, por mais que a Igreja tentasse acabar com a festa, mais ela crescia.

A Verdadeira História do Dia do Natal e de Papai Noel

Dessa forma, percebendo não haver a menor chance de sucesso em acabar com a grande festa pagã, embora três séculos após o surgimento do cristianismo a Igreja ainda continuasse em suas tentativas, assumiu o Papa Líbero – ou, Libério, tido como um grande diplomata . Eleito Papa, instituiu oficialmente a festa do Natal na data de 25 de dezembro do ano de 354 D.C, onde provavelmente a adoção desse dia não se refere ao aniversário cronológico de Jesus, mas ao fato de que os primeiros cristãos desejaram que a data coincidisse com a festa pagã dos romanos, dedicada ao nascimento do ‘Sol inconquistado’, solstício de inverno, conforme já vimos. A escolha é bastante plausível, visto que no mundo romano, a ‘Saturnália’, comemorada em 17 de dezembro, era um período de alegria e de troca de presentes, além de 25 de dezembro também ser tido como o dia do nascimento do misterioso deus iraniano Mitra, o Sol da Virtude. Como pontífice tudo fez para proteger a Igreja da heresia ariana, à qual aderira o Imperador Constâncio II. Assim, as polêmicas com os arianos foram uma constante em seu Pontificado, mas sem medo de, mesmo tendo sido degredado pelo Imperador, pouco tempo depois, regressou a Roma – 358 D.C. – e combateu e expulsou o antipapa Félix II, imposto por Constâncio II. Depois de catorze anos de pontificado, faleceu em 24 de setembro do ano de 366 D.C.

A Igreja passou então a comemorar o nascimento de Jesus, no dia 25 de dezembro e renomeou esta data como “ O Dia do Natal”, instituindo a figura de Papai Noel, que acredita-se ser uma alusão a São Nicolau, porém, supõe-se que as vestes vermelhas com as extremidades brancas atribuídas ao “Bom Velhinho”, seja herdada da tradição das vestes “Viking’s” com a pele de urso com o sangue para fora e a pele branca tangendo o corpo dos novos ‘Guerreiros’ e aparecendo nas extremidades. Também a barba e os cabelos brancos, diz-se ser uma alusão às barbas e cabelos desgrenhados e enregelados dos guerreiros em seu retorno, muito embora fossem jovens, mas, adequaram-na a São Nicolau.

Doravante, Felizes Natais e Prósperos Anos Novos, e que Odin e São Nicolau nos protejam !!!

Nota

Odin ou Ódin (em nórdico antigo: Óðinn) é considerado o deus principal do clã mais importante de deuses da mitologia nórdica e nas crenças das religiões neopagãs. Também é conhecido como “Pai de Todos” e “O enviado do Senhor da Guerra”. Seu papel, como o de muitos deuses nórdicos, era complexo; era o deus da sabedoria, da guerra e, embora em menor escala, também o era da magia, da poesia, da profecia, da vitória e da caça. Era sobretudo adorado pelas classes sociais superiores.

Me engana que eu posto…

Pelo teor usual de meus tecladoscritos, de viés pretensamente político, alguns poderiam imaginar que talvez fosse eu um profundo conhecedor do assunto. Tudo bem, com toda modéstia, eu também ‘pensava’ assim, mas, de uns tempos para cá, com o crescimento incessante da ousadia dos bandidos, a leniência e pusilanimidade do Judiciário e a versatilidade do ‘modus trambicandi’ com o qual a politicagem é exercida em nosso torrão, realmente, não há como tentar enquadrá-la em qualquer tendência de  lógica, por mais esdrúxula que seja a lógica, assim como desfalece qualquer tentativa de entendimento de seus macabros enredos e, quando pensamos que os canalhas eletivos atingiram um ápice intransponível de diversificadas malversações, eles nos surpreendem com inovações ultra modernas no quesito “Artimanhas & Falcatruas”.

Aos que perceberam certo desalento, desde o título com prosseguimento no início de meu manifesto, eu explico o porquê de minha constatação. Acreditava eu, que a propalada “Lei da Ficha Limpa” estivesse aprovada, sancionada e, em breve, poderia até obter um alcance razoável,  o que me levava a, mesmo contudo, a procurar  tentar  manter relativo grau de  otimismo, até a despeito dos sucessivos episódios que me impeliam na direção oposta. Senão, vejamos:

(1) – o maior ladrão da história do Brasil, “Luizinásso Pulha Daçilva” com risco de poder se candidatar e em 1º nas pesquisas;

 (2) – Renan (X 12 Inquéritos) + uma renúncia para escapar de cassação + 02 determinações {não cumpridas} para que deixasse a Presidência do Senado. P’ra quem não se recorda, esse canalha é objetivado pelas lentas teias da Justiça desde 2007, quando foi acusado pela amante, Mônica Veloso, de ter a pensão alimentícia da filha que tivera com o Calhorda, digo, Calheiros, paga com recursos recebidos do lobista Cláudio Gontijo, da Mendes Júnior;

(3) – o Presidente e quase a totalidade de seus ministros indiciados ou sendo investigados em mais de um inquérito. O bi-indiciado Michel Temer se livrou das duas investigações a um custo estimado em R$45.000.000.000,00 (quarenta e cinco bilhões de reais) em: Liberações de Verbas (Remendas Parlamentares), Edições de “Medidas Provisórias” indefectivelmente “Definitivas”, Nomeações (Inomináveis), Vetos, Sanções, Venda de Ativos da União…etc., etc., etc., e, entre outras malévolas negociatas, a famigerada ‘Dança das Cadeiras’. Divulgou recentemente uma circular, na qual anunciou que irá iniciar uma substancial ‘mudança no organograma da ORCRIM’ – denominada Reforma Ministerial.  O maior problema está sendo convencer o Senador Tucano Imbassay, p’ra desembaçar lá;

 (4) – Aécio (O ioiô);

(5) – ALERJ: Jorge Piciani & comparsas – R$ 113 milhões e nem 24 horas de cela…

Mas, a última que chegou ao meu conhecimento, me deixou em estado de total descrença. Fiquei perplexo, incrédulo e totalmente desanimado. “ESSA TAL DE LEI DA FICHA LIMPA NÃO TEM VALOR NENHUM” !!!  Acreditem vocês ou não, há um Deputado Federal, Celso Jacob – PMDB-RJ – que, por um crime desses corriqueiros dentre os políticos brasileiros – desvio de verba em Obras Públicas – foi condenado em junho/2017 a sete anos e dois meses de prisão – em regime semiaberto – o que significa que ele pode trabalhar durante o dia, mas tem de dormir na cadeia – mais precisamente a Papuda, a penitenciária de “09” entre “10” Parlamentares Federais de Brasília. Portanto, até aí tudo nos conformes, sendo que o detento Nº125540 fica numa cela de 12 metros quadrados à noite, de segunda a sexta-feira, exceto nos feriados, na ala destinada a vulneráveis, e, acorda antes do sol nascer (quadrado), veste-se e, sem tomar banho nem café, dirige-se às 7 horas em ponto ao estacionamento do presídio, onde uma condução o aguarda para conduzi-lo até o seu local de trabalho. Continua tudo dentro da normalidade, certo ? Não, errado!

Estaria + ou – certo se o carro não pertencesse a uma funcionária do {gabinete ?} do deputado – isto quer dizer que ele ainda tem gabinete????? – e, pasmem, seu posto de trabalho é exatamente onde vocês se negam, assim como eu, a acreditar: O  “Congresso Nacional”, mais precisamente, na Câmara dos Deputados, onde, ao chegar, começa sua transformação de Presidiário em Parlamentar. Depois de ir ao gabinete, sua primeira atividade é tomar um banho quente (na prisão, a água é gelada) e trocar de roupa (o uniforme da Papuda é calça e camiseta branca). Já impecavelmente barbeado e de terno e gravata, lhe é servido um lauto e variado desjejum, por um garçom da Câmara, no próprio gabinete.

Numa semana normal, ele tem uma agenda de reuniões como qualquer parlamentar e é considerado o mais assíduo entre todos os colegas, pois vai ao Parlamento – me chamem de mentiroso – de segunda a sexta, sábados e feriados – pois é melhor do que ficar na Papuda – mesmo em semana de feriadão emendado; porém, como não há nada para fazer, o dia do parlamentar se resume a ir ao caixa eletrônico, à barbearia, ao restaurante e falar ao celular, tudo dentro do prédio do Congresso.

Obs:

*Imaginem o que um desclassificado desses não vai votar a favor de bandidos (colegas).

*É óbvio, que pelos sábados e feriados, ele recebe regiamente a devida remuneração extra com os regimentais percentuais de acréscimo.

Como dizia meu sábio Pai, nosso regime de Governo é igual na Europa…

“É  PRA LAMENTAR”!

Consertando os desconcertos

Também confesso que vivi aqueles tempos que muitos insistem em chamar de “Ditadura” e, eu julgo ser mais justo; “REGIME MILITAR DE GOVERNO,  NECESSÁRIO!”, o qual , assim como todo período que passa para a história como marco de novas diretrizes,  mudanças e evoluções, tem sempre personagens que se destacam e, naquela época, também teve seus expoentes.

João Baptista de Oliveira Figueiredo, ou, João Figueiredo, ou simplesmente, Figueiredo, nasceu na rua Sá Freire/São Cristovão, Zona Norte do Rio de Janeiro-DF (à época), em 15 de janeiro de 1918, filho do, mais tarde, também  general, Euclides de Oliveira Figueiredo e de Dª Valentina Silva de Oliveira Figueiredo. Sua mãe, matriculou o guri logo aos cinco anos de idade, dada a sua vivacidade, no Colégio Santa Teresa, de onde foi para o Colégio Nilo Peçanha, no centro do Rio, onde ficou até seu pai ser transferido para Alegrete-RS. Continuou os estudos em casa e, em 1927, com apenas 9 anos, matriculou-se como interno no 3º ano do Colégio Marista e, três anos depois, contando 12 anos e tendo se formado em 1º lugar de sua turma, passou, também, na primeira colocação, para o disputado “Colégio Militar de Porto Alegre”, para cursar  o 2º ciclo do Ensino Fundamental (Ginasial).

Já no primeiro ano do Colégio Militar mostrou a que viera e confirmou a fama de bom aluno. Em aritmética, ficou com média = 9,66 e, o pior resultado = 7,58 – foi em desenho, sendo que, nas demais – Língua Pátria, História, Geografia, Ciências, Moral & Cívica… etc, carimbou nota 10(dez) no impecável “Boletim”, o que foi mais que suficiente para livrá-lo das provas finais. Completou o curso em 1932 (como 1º colocado) e entrou para a Escola Militar de Realengo, obtendo o 1º lugar no concurso de admissão.

Em novembro de 1935, como Cadete do Exército e com apenas 17 anos, apresentou-se voluntário para combater a chamada “Intentona Comunista”.

O episódio da “Intentona Comunista” (1935),  já contribuíra para o aumento da repressão policial do Estado e, no segundo semestre de 1937, o clima de tensão política chegou ao ápice com a descoberta pelo Serviço de Inteligência de um ‘Programa Revolucionário’ para o Brasil,  novamente urdido, fomentado e financiado pela União Soviética (povinho insistente, sô !). O  presidente Getúlio Vargas usou  tal  fato para  justificar a necessidade da instalação de um ‘Estado de Exceção’ e,  no dia 10 de novembro de 1937,  determinou o fechamento do Congresso Nacional, e o regime que ficaria conhecido como “ESTADO  NOVO” foi oficialmente implantado no País, com a dissolução e clandestinidade de todos os partidos políticos,  restrição das  liberdades individuais, além de os meios de comunicação,  propaganda e de difusão cultural, como: jornais, rádio, cinema, teatro etc terem passado  à tutela do Estado. (Censura)

Seu pai, o General Euclides de Oliveira Figueiredo, era opositor a Getulio Vargas desde a Revolução de 1930, tendo sido um dos mentores e líderes da Revolução Constitucionalista de 1932. Com o fim desse conflito, seu pai foi preso e, posteriormente, exilado com sua família para Portugal e depois para a Argentina até 1934, quando obteve a anistia. Porém, foi novamente preso, em 10/11/1937 com a decretação do Estado Novo.

Pois bem, em 22 de Novembro, apenas doze dias após instaurar o “Estado Novo”, Getúlio Vargas foi à cerimônia de formatura da turma de “Aspirantes” da Escola Militar de Realengo. Como de praxe, o Presidente deveria entregar a espada, que simboliza a condição de “Aspirante da Arma de Cavalaria”, ao melhor aluno (1º colocado). Ao ser informado de que tratava-se do filho de um Coronel – mas, sem saber qual – o presidente caprichou no elogio ao entregar o símbolo :

… Espero que você  continue a carreira militar no mesmo passo em que a está iniciando, sempre se destacando e se tornando um oficial tão brilhante quanto  seu Pai!

Arrependeu-se amargamente!- A resposta do rapaz de 19 anos, já apontava para o estilo que o acompanharia pela vida afora: – … Obrigado, senhor Presidente, fique tranquilo, o único risco que eu corro é de terminar preso, como meu pai! Eu também sou anti-comunista. Seu pai, o então Tenente-Coronel Euclides Figueiredo, fora um dos líderes da revolução constitucionalista de 1932, quando deu-se sua prisão e consequente exílio em Portugal, o que ameniza a insolência do Cadete recém-formado, na resposta dada ao presidente da República.

A partir daí, Figueiredo alcançou promoções sucessivas, sempre por merecimento e repetitivamente como 1º colocado. Servindo no Regimento-Escola de Cavalaria Andrada Neves, na Vila Militar, em Realengo, foi promovido a Segundo-Tenente em abril de 1938 e a Primeiro-Tenente, em dezembro de 1940, sendo então enviado para o 8º Regimento de Cavalaria, em Uruguaiana. Em1943, viria a se casar com Dª Dulce, a qual conheceu no tempo em que, ele aspirante e ela normalista, iam no mesmo trem para o subúrbio onde ficavam o quartel e muitas escolas.

Em 1944, Figueiredo tornou-se Instrutor de Cavalaria na Escola Militar do Realengo, sendo promovido a Capitão em dezembro desse, com apenas 26 anos de idade. Em fins de 1945, ele sairia da Escola de Realengo, para, em 1946, cursar a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO), obtendo novamente o  primeiro lugar, e, em 1947/48, foi instrutor da cadeira de “Fortificações”, na Escola Militar de Resende (mais tarde, Academia Militar de Agulhas Negras).

De volta à EsAO, entre 1949/52, desempenhou as funções de instrutor de cavalaria e, em abril de 1953, foi promovido a Major, ingressando na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME). Mais uma vez, terminou o curso como primeiro aluno.

Raios, dizem, não costumam cair duas vezes num mesmo local, mas, por capricho ou ironia do destino, algumas histórias costumam reprisar certas capitulações. Getulio, agora eleito – desde 1950 – teria que, uma vez mais vergar a espinha dorsal, e saudar aquele oficial que não se contentava em não ser o 1º colocado. Mais uma vez recebeu os cumprimentos de Vargas que, agora porém, sabia muito bem de quem se tratava, pois não o esquecera, o que fê-lo tremer e gaguejar: “Eeu   j já  o cumpriimentei  aantes  por  outtro  priprimeiro lugar, não foi ?! E nem mais uma palavra.

Também só recebeu como resposta, uma muda continência.

 Em 1954, Figueiredo passou a instrutor da ECEME e, em 1955, foi para “Assunção”, como membro da “Missão Militar Brasileira de Instrução”, para  ministrar treinamentos ao exército paraguaio, ainda um resquício da dívida contraída pelo Brasil com aquele País, na “Guerra do Paraguai”. Figueiredo ficou no Paraguai até 1958, e nesse período recebeu a medalha “Marechal Hermes com Três Coroas”, condecoração destinada aos oficiais que conseguissem o feito de serem os primeiros colocados nos cursos da Escola Militar, da EsAO e da ECEME.  Em novembro de 1958, foi promovido a tenente-coronel. Em 1960, ingressaria na ESG (Escola Superior de Guerra), onde novamente obteve a Primeira colocação(tá virando moda), e, em 1961, ingressaria no Serviço Federal de Informações e Contra-Informações do Conselho de Segurança Nacional, sob as ordens do General Golbery do Couto e Silva.

Em fins de 1963, Figueiredo, que gozava de altíssimo prestígio em função de sua conduta exemplar e postura cristalina, foi convocado e recebido no apartamento do então  presidente João Goulart, o qual queria ouvir os conselhos daquele militar tão eloquente, by-passando; Coronéis, Generais, Marechais, Almirantes, Brigadeiros. A conversa durou quatro horas.  Ali, Jango ouviria de seu ilustre convidado, que as Forças Armadas se manteriam sim, dentro dos quartéis e observando fielmente os desejados princípios da legalidade, desde que o presidente revisse as bandeiras e alianças recém-costuradas por seu governo (Rússia, China Cuba, entre outras). Mas Jango não deu ouvidos às palavras do tenente-coronel, a quem tachou de falastrão, uma vez  que, a uma objeção do Presidente e sugestão de outras rotas, respondera  rudemente: “Por via deste caminho o senhor será derrubado”.

De fato, os preceitos legalistas de Figueiredo não duraram muito. Em 31 de março de 64, Jango entrou em contato com ele na ECEME para pedir seu apoio. A resposta não foi menos direta que o alerta: “Agora é tarde, o senhor já está derrubado!”.

Figueiredo, apesar de ter aderido ao movimento e ter sido o autor do plano para a tomada do Forte de Copacabana, telefonou ao presidente e lhe deu garantias de segurança até o embarque no avião que o levaria ao exílio, missão prometida e cumprida pelo próprio, pessoalmente. Com uma guarda de escolta selecionada pessoalmente, embarcou no mesmo automóvel com o presidente e Dª Maria Teresa, para incutir-lhes calma e segurança de que nada aconteceria no trajeto. Avesso aos holofotes, despediu-se do presidente à porta do “Aero-Willys Itamarati” com um abraço afetuoso, e brincou com ele: – Juízo, hein! (segundo relato do motorista).

Empossado, o Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, criou o Serviço Nacional de Informações (SNI), no dia 13 de junho de 1964, e, em agosto, Figueiredo era promovido a coronel, sendo chamado por Golbery para chefiar a agência do SNI no Rio de Janeiro. Golbery passara para a reserva em setembro de 1961, e agora era Chefe Nacional do SNI. Figueiredo integrava uma seleta legião de Oficiais-Generais que apoiavam a distensão e reinstitucionalização do regime, com vistas à redemocratização do País, o mais breve possível.

Durante o governo Costa e Silva, em março de 1969, Figueiredo foi promovido a General de Brigada e, no mesmo mês, o Chefe do SNI, General Emílio Garrastazu Médici, assumiu o comando do III Exército (RS) e, aproveitando-se da experiência de Figueiredo nas informações, chamou-o para a chefia de seu Estado-Maior. Com a morte de Costa e Silva e posse de Médici, Figueiredo foi nomeado chefe da Casa Militar em substituição ao General Jaime Portela e, instalou-se na Granja do Torto – residência oficial do chefe da Casa Militar. Gostou tanto que se recusou a sair de lá mesmo depois de promovido.

A subida de Geisel à presidência marcou a volta triunfal ao poder do grupo que se formara durante o governo Castelo Branco: Golbery era o chefe da Casa Civil; Heitor Aquino, o secretário particular do presidente; e Figueiredo, o novo Chefe Nacional  do SNI. Na chefia do SNI, ganhou a fama de homem austero, senhor de uma linguagem ríspida e direta e de um temperamento explosivo. Ao mesmo tempo, a atividade no SNI num período de distensão política, exteriorizou a imagem de militar ponderado e humano, responsável pelo fim das punições no regime.

Gozando de intimidade no poder, Figueiredo tinha uma sala no 4º andar do Palácio do Planalto e participava nas reuniões diárias do presidente com Golbery e o ministro chefe da Casa Civil. Escolhido como sucessor de Geisel, foi empossado na presidência da República a 15 de março de 1979, sendo o Presidente com o maior índice de popularidade e aprovação num regime de exceção. Em seu primeiro mês no governo, Figueiredo enviou ao Congresso, já restabelecido, pedindo pressa aos Deputados e Senadores, o Projeto da ”Lei da Anistia” e, dia 28 de agosto de 1979, sancionou a Lei nº 6.683, já aprovada. A lei anistiava todos os cidadãos punidos por atos de exceção desde 9 de abril de 1964 em diante, beneficiando 4.650 pessoas, além de decretar o restabelecimento das eleições diretas para os governos estaduais. No ano seguinte, iniciaram-se as campanhas das Diretas Já, que acabaram rejeitadas pelo Congresso Nacional, porém,  Figueiredo decretou que haveria eleições presidenciais nem que fosse de forma indireta, que decretariam o fim do Regime Militar.

Fez também duas previsões sem precedentes:

Uma, no exercício de seu mandato, diante da insistência de políticos para que o “PT” fosse reconhecido, teria dito: Se vocês querem, então eu vou reconhecer esse Sindicato de ladrões como sendo um Partido (PT).  Mas, não se esqueçam que um dia esse “partido” chegará ao poder e, lá estando, tudo fará para instituir o comunismo no Brasil. Nesse dia, vocês vão querer tirá-lo de lá, e isso, será a custa de muito “Sangue Brasileiro” !

A outra, em seu discurso de despedida: “Fiz até o que parecia impossível, ou seja, a transição do poder na paz, na ordem e sem traumas. Porém, confesso que deixo a Presidência muito preocupado com o que vão fazer com tanta “Democracia e Liberdade”, e o que é pior, com as esquerdas comunistas mais vivas do que nunca, e que num futuro muito próximo, vão lançar o País numa orgia e num mar de lama”.

Em 1987, numa entrevista já como ex-presidente, cunhou uma de suas grandes pérolas: questionado, disse ao jornalista: “Sou Parlamentarista em tese, mas na atual situação do Brasil, defendo o Presidencialismo, com 05(cinco) anos de mandato para o Presidente da República. Ah, para o Sarney, dois dias já é muito!”

NOTAS:

I) Depois de deixar o poder e voltar a viver às próprias expensas, não conseguiu arcar com as despesas do Sítio Dragão, em Petrópolis, do qual se desfez gradativamente, vendendo primeiramente os cavalos (sua grande paixão), e, por fim a propriedade.

II) Não mandou rodar um filme pseudo-biográfico de auto-exaltação e culto do próprio ego, pago com dinheiro público.

III) Não usou dinheiro público para fazer um Parque homenageando a própria mãe.

IV) Nunca entrou no hospital Sírio e Libanês nem no Albert Einstein.

V) Nunca comprou um “Aero-João” de luxo no exterior, andava em aviões da FAB.

VI) Nunca enviou dinheiro do Tesouro Nacional para ajudar outros Países.

VII) Não saiu da “Granja do Torto” acompanhado por 11(onze) caminhões-baú lotados de tudo que é espécie de quinquilharia,  móveis e objetos roubados, em particular um faqueiro de Ouro-18K dado de presente pela Rainha Elizabeth, da Inglaterra, ao então presidente  Arthur da Costa e Silva, juntamente com um Rolls Royce em 1968.

VIII) Era grosso, bronco, transparente, objetivo e direto, falava de maneira simples,  porém corretamente e, nunca exaltou a própria ignorância, até porque, detinha nível  “Superior” de ensino.

IX) Jamais apareceu embriagado em público, nem muito menos com a calça urinada.

X) Nunca fez nenhuma concessão ou conchavo, nem praticou o fisiologismo para obter apoio no Congresso, e nem passou a apoiar notórios larápios desonestos, depois de os haver chamado de ladrões.XI) Quando adoeceu, foi operado no Hospital dos servidores do Estado do Rio de Janeiro.

XII) Faleceu pobre, na noite de Natal de 1999, de insuficiências renal e cardíaca, em seu único imóvel, um apartamento de três quartos e com mais de quarenta anos de construído, em São Conrado, Zona Sul do Rio de Janeiro, onde levava uma vida simples.  Foi velado e sepultado – sem pompas – no Cemitério do Caju.

A Intentona Comunista – 1935

Novembro vai findando, porém, com sua passagem, tivemos a oportunidade de refletir e concluir que, felizmente, já há muitos anos, que nossos verdadeiros heróis, os militares de até uma certa época, relutaram bravamente contra a implantação do mais obsoleto, ineficiente, deturpado e injusto sistema de governo que se possa imaginar: “o comunismo”.

Segunda-feira próxima passada, 27/11/2017, nossa combalida e achacada Pátria, o “BRASIL”, comemorou(?!) a passagem de 82 “Longos e Intermitentes”  anos em que se livrou da primeira tentativa de implantação de um desvario em termos de sistema de mandatários, a famigerada “Intentona Comunista de 1935”.  Deflagrada de forma covardemente traiçoeira, fora insuflada à sorrelfa por Luiz Carlos Prestes, tendo ainda em sua alta cúpula operacional seus cúmplices estrangeiros – Rodolfo Ghioldi, Arthur Ewert e Olga Benario (treinada durante dois anos na Rússia), entre outros, sob orientação e financiamento da União Soviética, conforme comprovado pela abertura dos arquivos secretos de Moscou em 1992.

Disse “Longos”, pois em 82 anos, já foi tempo suficiente para ficar mais que esclarecido, que tal regime, onde os mandatários e um grupelho que melhor lhes afaga o ego, vivem em total apanágio, a grande massa, seja de que classe sócio-econômica tenha sido anteriormente, passa pelas mais severas privações materiais/alimentícias além da repressão cultural e ideológica, sendo os expoentes culturais e a própria cultura em si os mais reprimidos. Não consigo entender porque tem tanto artista que defende essa escroque.

Disse, “Intermitentes”, pois de lá para cá, o Brasil vem esperneando para se esquivar das sucessivas – umas veladas, outras não – investidas com o mesmo renitente e esfarrapado maligno  objetivo, de se implantar no torrão de um povo de índole pacífica – resvalando na subserviência – um modelo de regime autoritário e de exceção, que já deu mostras em todos os paralelos e meridianos ao redor do mundo, da sua ineficácia libertária, igualitária e econômico-financeira.

Muito embora, à época já vigorasse no Brasil um sistema de índole autoritária e de exceção, a também conhecida “Ditadura Vargas”, com este evento, o Brasil entrou para a História como o primeiro país americano em que os comunistas tentaram tomar o poder agindo a serviço da URSS, cujo regime totalitário, superava de longe a ditadura getulista em matéria de repressão e extermínio de opositores. Perto de Stálin, Vargas e seus Generais, eram apenas garotinhos travessos de “Jardim de Infância” que praticavam bullying com seus coleguinhas.  Óbvio que não existe ditadura boa, faço esta comparação apenas para calar de antemão aqueles que, brandindo cinicamente a bandeira dos “direitos humanos”, ocultam seu apoio às tiranias mais genocidas do século XX, todas implantadas sob o estandarte da foice e do martelo. Getúlio Vargas, gostemos ou não, com todos os defeitos que se lhe ressaltam e devemos assentir como verdadeiros, foi um grande vulto da História nacional, sendo ele a principal ponte entre o Brasil agrário e o Brasil industrializado, sistema ao qual daria sequência, outro nome de vulto, Juscelino Kubitschek.  O contraste fica ainda mais evidentemente destoante, quando examina-se a biografia de Luiz Carlos Prestes, que a soldo de Moscou liderou o levante de 1935. Veremos isso mais à frente.

Pois bom, foram deflagrados focos de combate em Natal-RN, no Recife-PE e no Rio de Janeiro-RJ, entre 23 e 27 de novembro de 1935. Naqueles trágicos e sanguinolentos dias (e noites),  algumas dezenas de militares indisciplinados e  abduzidos pela seita marxista, levantaram armas sob a liderança de Luis Carlos Prestes e seus asseclas, no intento de instaurar uma ditadura vermelha no Brasil.

O primeiro levante irrompeu em Natal-RN, no dia 22/11/1935, e consumiu 05(cinco) dias de combate no 21º Batalhão de Caçadores e seus arredores. O segundo levante teve lugar em Recife-PE, nas imediações do 20º Batalhão de Caçadores, findando ao anoitecer e deixando um saldo macabro de centenas de mortos de ambos os lados.  O último levante ocorreu no Rio de Janeiro, na madrugada de 27 de novembro, e teve como cenário o 3º Regimento de Infantaria, no qual, entre todos os atos bárbaros ali perpetrados pelos militares cooptados e aderidos ao levante comunista, incluiu-se o assassinato frio e indefensável de seus próprios companheiros de quartel enquanto dormiam, segundo relato da operação rescaldo do serviço de inteligência do Presidente Getúlio Vargas:

“Padrão eloquente do que seria o comunismo no Brasil, tivemo-lo nos episódios de baixa rapinagem e negro vandalismo de que foram teatro as ruas de Natal e Recife durante o surto vergonhoso dos implantadores do credo marxista, assim como a rebelião de 27 de novembro, nesta Capital da República, com registro de cenas revoltantes, de traições e até assassínio frio e calculado de companheiros adormecidos”.

A Intentona Comunista de 1935 merece uma reflexão ampla e profunda, pois se constituiu  num crime de lesa-Pátria, além de ser classificada como de altíssima traição, visto ter sido levada a efeito justamente por quem tinha o dever de proteger o Estado e suas Instituições, porque, se vingasse a malograda conspiração, o Brasil passaria a girar servilmente, como um satélite, na órbita de Moscou. Foi um atentado covarde, tramado nas trevas e no silêncio, contra amigos e companheiros que, entretanto, morreram para salvar o Brasil. Em Natal, em Recife e no Rio de Janeiro, de 23 a 27 de novembro, derramou-se sangue numa luta que só terminou quando as hienas do PCB foram encurraladas e abatidas.

Nesses dias (e noites) sombrios que a Nação amargou, coube aos nossos quartéis servir de muralha contra o avanço da rubra onda comuno-terrorista, numa batalha em que se defendia a existência da sociedade, a pureza dos nossos lares, o futuro das gerações vindouras e a independência do País, o Exército lutou e venceu, vingando os companheiros trespassados pelas traiçoeiras baionetas e balas assassinas, algumas das quais, disparadas na calada da noite e a queima roupa, pois o inimigo não careceu dos elementos – invasão e surpresa – visto ser acolhido como um igual pelos colegas, no âmago de seu alvo objetivado. Não permitiram à maioria das vítimas nem mesmo um vago momento entre o sono do corpo em vida e o sono da eternidade, uma breve alvorada, de segundos que fosse, para se despedirem da vida terrena.

Oficiais e praças foram dizimados em seus leitos, e mal tiveram tempo de perceber que as armas criminosas eram empunhadas pelos próprios companheiros de farda. Outros, despertos por disparos, embora surpresos e atônitos, iniciaram, como bravos que eram, tenaz resistência. Na escuridão da noite, tornada mais negra ainda pelo pavor da incerteza, travou-se dentro dos alojamentos e nos pátios do quartel, uma luta tão cruel e covarde quanto desigual, sendo que muitos soldados foram abatidos pelas costas, por colegas em quem confiavam, e na maioria das vezes, por pares com quem iam tentar obter alguma informações do que estava ocorrendo. A totalidade dos cadáveres foi recolhida em trajes de dormir ou roupas de baixo. Os poucos que sobreviveram ao primeiro ato da chacina irascível, na sua maioria feridos, trataram de, acolhendo-se ao primeiro abrigo possível, resistir desesperadamente. Resistiram,  para que dos escombros da refrega, emergissem incólumes as tradições imemoriais que regem os estatutos do destino de nossa Pátria.

Os relatos históricos existentes sobre as ditaduras socialistas da Europa e na Ásia, não deixam um átomo sequer de dúvida, quanto aos riscos a que seríamos expostos se não fosse o sacrifício desse punhado de bravos que, preferindo resistir a acomodar-se, constituíram a primeira trincheira que opôs a Nação Brasileira à ferocidade das hostes vermelhas. Na madrugada de 27 de novembro a penumbra da noite escondeu a face dos traidores, mas ao final do dia, às claras e antes do sol se por, já brilhavam para a História os nomes dos heróis tombados no cumprimento do dever.

O pária, genocida, assassino frio e cruel, Luis Carlos Prestes, infelizmente sobreviveu, como era de se esperar de um cretino, pois, uivava grosso, alto e forte quando na segurança dos aparelhos e ladeado de capangas, mas não há registro de uma vez sequer que tenha batido ponto nas frentes de batalha, talvez para ter tempo de mostrar ao mundo o quanto era covarde e canalha, como um auto-proclamado grande e insubstituível líder, ficava comandando das seguras e confortáveis trincheiras, como de costume a todos os calhordas aproveitadores da bondade e boas intenções alheias.

Não tardou a dar seu testemunho de vagabundo e traidor, e, como é usual a todos os facínoras, foi logo tratando de arranjar culpados para o fracasso cabalado por suas incompetência e prepotência.  Atribuiu então, que o movimento não lograra êxito por haverem sido traídos via delação, por uma companheira de “aparelho”, Elza Fernandes, de codinome Elvira Cupello Colônio, que fora nascida em Sorocaba e, à época com apenas 16 anos, era namorada de outro camarada, Antonio Maciel Bonfim. Encolerizado,  Luis Carlos Prestes mandou matá-la, o que ocorreu no início de 1936. Porém, graças a depoimentos da ex-militante do PCB, Sara Becker, que, inconformavelmente revoltada – pois tinha a mesma idade e era grande amiga de Elza – relatou ser a amiga Elza, semianalfabeta e não ter a mínima noção do que era o partido ou a sua rebelião, aderiu apenas por gostar de Antônio Maciel e querer segui-lo, sendo a ele extremamente fiel, fato que, por si já exclui a probabilidade da denúncia. No dia 20 de fevereiro de 1936, ela foi estrangulada com um fio de varal por Francisco Natividade Lira, o  “Lira Cabeção” a mando de Prestes e com o consentimento de Olga Benário, outra permanentemente potencial assassina. Em março de 1936, Prestes foi preso, perdeu a patente de capitão e iniciou uma pena de prisão que durou nove anos.

O corpo de Elza houvera sido enterrado no quintal de uma casa em Guadalupe,  zona rural do Rio de Janeiro, à época, e, em 1940, a Polícia encontrou as ossadas com base em cartas de Prestes a sua mulher, Olga Benário, e depoimentos de réus confessos que identificaram o local do crime. A captura do executor deu-se em Belém do Pará, sendo “Cabeção” conduzido até o Rio de Janeiro onde seria acareado com Luís Carlos Prestes. Segundo a polícia, o preso tentou pular do avião entre Fortaleza, CE, e Recife, PE, porém foi contido pelo capitão Melquiades, da força policial paraense. Com as declarações de “Cabeção” e Sara Becker em seus depoimentos e a localização das ossadas do corpo, reuniu-se as provas necessárias para seu julgamento e condenação definitiva, em 1941. Já sua companheira, Olga Benário, grávida, foi presa e depois deportada para seu país de origem (Alemanha), onde foi assassinada na câmara de gás no campo de concentração nazista de Ravensbrück, em 1942. Regime totalitarista de exceção detesta concorrência!

Mas, não parou por aí… Em 1947, já livre e detendo um mandato Parlamentar de Deputado Federal, eleito pelo PCB-RJ, dentro do Congresso Nacional e perante uma Comissão Parlamentar instaurada pelo Senado da República, teve o descaramento de responder com todas as letras em alto e bom som,  que pegaria em armas contra a Pátria Brasileira, que lhe deu berço,  quando indagado de que lado ficaria no caso de uma guerra entre o Brasil e a URSS. Ainda tem imbecil que vota num estrume desses.

Hoje, na deturpada, tendenciosa, inexplicável e incompreensivelmente turva visão de jornalistas que praticam o auto lenocínio e se prostituem no exercício de seu ofício a serviço de ideologias – visto ser a classe que mais necessita de liberdades plenas para o exercício de sua profissão -, os cavaleiros do bem são expostos como vilões e os terroristas pintados como vítimas sociais.

Entretanto, o Brasil é uma nação jovem, saudável, forte e rica em recursos minerais, potencial hídrico formidável, tendo alguns de seus Estados, capacidade para captação de energia eólica e solar praticamente o ano inteiro, terras fecundamente agricultáveis e um povo disposto a trabalhar, desde que não tenha de entregar o fruto de seu trabalho para uma camarilha similar a que hoje tem representantes em todos os escalões, nos organogramas de todas as esferas (Municipais, Estaduais e Federal) de todos Podres-Poderes (Judiciário, Legislativo e Executivo).

Nosso País é tão provido naturalmente que, apesar de todos os achaques que sofreu no período Inter-Cabrais, pode tornar-se tranquilamente e de forma rápida, numa nação forte, soberana, independente, justa e equânime, o que não lhe falta são atributos e recursos naturais, basta ser dirigida por “HOMENS” de bem, devotados a dirigir  uma democracia capitalista,  portadores de caráter e espírito público e nobres,  decentes, honestos e honrados.

 “Os comunistas do Brasil tiveram tudo: dinheiro, poder e armas, mas a única coisa que conseguiram produzir foi o caos, e, as Forças Armadas, às quais sempre faltaram recursos, nos momentos decisivos cumpriram seu dever”.

Dizia o dramaturgo socialista Bertold Brecht: “É infeliz o povo que precisa de heróis.”

Discordo plenamente retrucando: Felizmente, o Brasil teve, tem e terá os seus heróis!

NOTA – Parafraseando meu amigo Chicre Farhat: “Os canalhas que aí estão só não conseguem jogar o Brasil no Buraco, porque o Brasil é maior que qualquer buraco que eles consigam cavar!”

Para mau(l) entendedor, meia palavra “obsta”

De uns tempos para cá, se tornou impossível encontrar um novo PeTista, só há antigos. Por muitos anos, contudo, não foi assim. O sujeito vinha de uma família tradicionalmente ligada ao PSD ou à UDN e, depois, à ARENA ou ao PDS, passava anos e anos votando nos partidos conservadores ou liberais, quando de repente – vuPT ! – se bandeava para o Partido dos Trabalhadores.

O PT era o “Novo”, oposição a tudo que estava aí, e era promissor – promessas e leviandades somente permitidas à oposição – que navegava nas águas serenas da utopia.

Durante anos e mais infindáveis anos vimos isso acontecer todo dia a toda hora, o Partido da esTrela se expandia com velocidade de seita macabra, salpicando de estrelinhas os espaços urbanos do País. Cada novo petista considerava-se a mais recente encarnação do “Bem”, como se houvesse presenciado a aparição e uma revelação particular de alguma divindade, o PeTismo era mais que uma religião, era o novo Céu e a nova Terra.

Pois eis que, passados 14/15 anos de hegemonia PeTista, não se encontram mais novos militantes da “Estrela”. Inversamente, passa-se a topar, onde quer que se se vá, com cada vez mais ex-PeTistas de todas as idades, você fala para eles em PT e querem briga. Parecem dispostos a rachar ao meio qualquer vivente que lhes mencione o partido das duas letrinhas.

Os ex-PeTistas perambularam por aquele mesmo lugar “ALTO” onde o Demônio tentou Jesus, buscando seduzi-lo com os poderes terrenos, e foi rechaçado. Já os PeTistas, nem pestanejaram, abraçaram “Satanás” e foram em frente. Pois é, deu no que deu.

Daí em diante, estiveram com Jonas, no estômago da baleia, conheceram pessoalmente o Averno e viveram, duas vezes, a experiência da salvação – uma, alegre e ilusória, outra, sofrida, pelas dores do parto de uma bastarda irmã gêmea, tardia porém monozigótica, da já antiga e conhecida realidade.