Zona da Mata registra mais dois óbitos por Covid-19 em 24h

Total de casos positivos pela doença no estado chega a 4.695, com 161 óbitos

Conforme boletim da Secretaria de Estado de Saúde publicado nesta segunda-feira (18), 84 novas contaminações pelo novo coronavírus foram registradas em Minas Gerais em um dia. Com a atualização, o estado alcançou 4.695 pacientes confirmados com Covid-19 até o momento. Houve, ainda, registros de cinco vítimas fatais, sendo dois na Zona da Mata, deixando o estado com 161 óbitos confirmados para a enfermidade.

As mortes ocorridas na região foram em Muriaé, município distante 150 quilômetros de Juiz de Fora, e Estrela Dalva, a 160 quilômetros. De acordo com o boletim, em Muriaé a vítima foi um idoso de 93 anos que teve o falecimento constatado na última terça-feira (12). Já em Estrela Dalva o óbito ocorreu na sexta-feira (15), vitimando também um idoso, 81 anos.

Os demais óbitos confirmados pelo informativo foram em Lavras, Ouro Preto e Uberlândia. Todas as vítimas, segundo a SES, possuíam comorbidades associadas.

Crescimento moderado em confirmações

O aumento em casos confirmados foi abaixo da faixa dos cem casos, ao contrário da tendência observada nas últimas semanas. Segundo os dados da pasta estadual, dos 4.695 pacientes com Covid-19 em Minas, 2.280 permanecem em tratamento, enquanto 2.254 estão recuperados da doença.

Ao menos 327 municípios mineiros já confirmaram infecções pelo novo coronavírus, segundo a SES. Entre eles, Belo Horizonte é a cidade que registrou mais casos até o momento, com 1.158; a capital é seguida por Juiz de Fora, com 396 casos confirmados e por Uberlândia, com 378. Segundo boletim informativo da Prefeitura de Juiz de Fora, entretanto, 422 contaminações foram confirmadas no município até o último sábado (16).

Fonte: Tribuna de Minas

Boletim Coronavírus de Bicas e do Estado desta segunda-feira, dia 18/05/2020

O detalhamento, com número de casos por município, e perfil dos óbitos confirmados está disponível em http://saude.mg.gov.br/coronavirus/boletim, no link: Distribuição de Casos de Covid-19 em Minas Gerais.

Boletim Coronavírus de Bicas e do Estado deste domingo, dia 17/05/2020

Municípios da região iniciam adesão em bloco ao Minas Consciente

Leia a matéria AQUI

Boletim Coronavírus de Bicas e do Estado deste sábado, dia 16/05/2020

O detalhamento, com número de casos por município, e perfil dos óbitos confirmados está disponível em http://saude.mg.gov.br/coronavirus/boletim, no link: Distribuição de Casos de Covid-19 em Minas Gerais.

Prefeitura de Bicas altera boletim epidemiológico do novo coronavírus

A Prefeitura de Bicas divulga os Boletins Epidemiológicos do Novo Coronavírus, diariamente, de acordo com a Secretaria de Saúde de Minas Gerais, que alterou o critério das informações nesta quinta-feira, dia 15. Os dados agora ficarão assim: Total de Casos Confirmados, Casos em Acompanhamento, Casos Recuperados e Óbitos Confirmados.

Veja parte da matéria veiculada no jornal Tribuna de Minas (de 14/05/2020) esclarecendo a situação:

A pasta estadual deixa de publicar o número de casos suspeitos dos municípios a partir desta quinta, devido a novos parâmetros estabelecidos pelo Ministério da Saúde e pela própria SES/MG. O novo modelo de publicação, segundo o secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, está alinhado ao modelo do Ministério da Saúde. “Nós entendemos que, com isso, vamos trazer uma informação mais qualificada”, afirma. Os casos anteriormente definidos como “suspeitos” passam a ser registrados nos sistemas oficiais de notificação como Síndrome Gripal Inespecífica, por não preencherem, em sua integralidade, critério para investigação laboratorial, informa a pasta. Entretanto, estes números não constam ainda no “Informe Epidemiológico Coronavírus”.

Estado confirma mortes por coronavírus em Muriaé e Mar de Espanha

Leia a matéria AQUI no site do jornal Tribuna de Minas

Boletim Coronavírus de Bicas e do Estado desta sexta-feira, dia 15/05/2020

O detalhamento, com número de casos por município, e perfil dos óbitos confirmados está disponível em http://saude.mg.gov.br/coronavirus/boletim, no link: Distribuição de Casos de Covid-19 em Minas Gerais.

Economia de MG perde mais sem isolamento social, diz estudo

Estudo assinado por dez economistas do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar), da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG, assinala que sem as medidas de isolamento social para evitar a propagação do novo coronavírus a economia mineira pode perder quatro vezes mais.

“De acordo com nossos resultados, o cenário de ‘distanciamento estendido’ implicaria uma queda de -1% no PIB de Minas Gerais. O cenário “sem distanciamento” resultaria em uma queda total no PIB do estado da ordem de -4,0%”, descreve a análise disponível na internet.

Em valores monetários, os economistas calculam que “acabar com o isolamento eleva a perda na economia de Minas Gerais em cerca de R$ 50 bilhões de reais. O cenário de ‘distanciamento estendido’ equivaleria a uma perda de R$ 19 bilhões no PIB de Minas Gerais, enquanto que para o cenário ‘sem distanciamento’ essa perda seria de R$69 bilhões.”

Para os autores do estudo, “o cenário sem isolamento, dada a maior taxa de fatalidades e adoecimento, é o que promove a maior queda na produtividade”. Os setores mais impactados seriam de indústria e serviços.

A análise conclui que o maior isolamento social tem benefícios econômicos. “Poupar vidas e a capacidade de atendimento do sistema de saúde para a maioria da população é um ganho econômico relevante”. Os economistas, no entanto, consideram que “a sociedade parece ter dificuldade em avaliar os benefícios que as estratégias de isolamento trazem” para evitar a proliferação da covid-19.

“A preservação de vidas é, do ponto de vista econômico, essencial, tanto pela preservação de capacidade de trabalho e de consumo, como de conhecimentos e de redes de relacionamentos sociais”, aponta o estudo que pondera que “as mensagens distintas sobre o distanciamento vindas de diferentes esferas de governo (especialmente do governo federal) limitaram o entendimento e a adoção do distanciamento pela população.”

Faculdade de Medicina

O estudo dos economistas é a segunda publicação científica da UFMG que defende o distanciamento social por causa da pandemia causada pelo novo coronavírus. No final de semana, sete docentes e pesquisadores da Faculdade de Medicina divulgaram texto assinalando nove motivos para a manutenção da medida em Minas Gerais.

Na publicação, os professores lembram que a transmissão do vírus ainda não está controlada no país e que o sistema de saúde não conseguiu detectar todas as pessoas contaminadas com a covid-19 no estado, problema chamado de subnotificação.

O estudo lembra que ainda não há “planejamento para a realização de testes em amostra representativa da população”, e pede mais “sistematização e a transparência das informações” quanto à distribuição de profissionais, disponibilidade de leitos, insumos de proteção individual (EPI), e de respiradores.

Na avaliação dos professores de medicina da UFMG, “os protocolos com as medidas preventivas e de controle em ambientes de trabalho, espaços públicos e escolas ainda não foram amplamente divulgados e debatidos nos diversos setores da sociedade.”

Os especialistas consideram “insuficiente” o investimento em campanhas que promovam o engajamento da população e conscientização para adesão às medidas preventivas, e pedem mais esclarecimento ao público sobre a vigilância e o controle de possíveis novos casos importados de outras cidades e estados. A publicação sublinha a falta de alinhamento quanto à política de prevenção entre os governos federal e estadual.

O documento ainda pondera que pode ter um custo social e humano alto se as autoridades tiverem como estratégia sanitária aguardar o fim da transmissão da covid-19 por causa do efeito da auto imunização adquirida por parte da população, após entrarem em contato com o novo coronavírus – o que os infectologistas chamam de “imunidade de grupo ou efeito rebanho”.

Os professores da Faculdade de Medicina da UFMG alertam que esse efeito pode demorar. “Não há evidência, até o momento, de que a existência de anticorpos no sangue para a covid-19 seja uma garantia duradoura contra a infecção.”

Fonte: Agência Brasil

Boletim Coronavírus de Bicas e do Estado desta quarta-feira, dia 13/05/2020