

Honraria destaca o trabalho de instituições da área da Saúde, se baseando em ações desenvolvidas nos últimos 12 meses
Em 2020, no entanto, a premiação decidiu lançar um olhar sobre as ações feitas nos últimos dez anos, que, de alguma forma, tenham colaborado com a transformação do setor. De acordo com o presidente da Santa Casa, Dr. Renato Loures, que recebeu a homenagem, o reconhecimento significa a prestação de um serviço de qualidade à população juiz-forana, especialmente, a que utiliza o Sistema Único de Saúde.
Para Loures, o maior investimento, ao longo da última década, foi em recursos humanos. Há uma preocupação em oferecer treinamentos e melhorias contínuas para os colaboradores, para que se possa, cada vez mais, oferecer acolhimento e humanização. “Essas são as nossas prioridades hoje. Quem nos procura chega em um momento de grande fragilidade e precisamos acolher com carinho e amor. ”
O Grupo Mídia é responsável pela Revista Healthcare Management e a avaliação dos hospitais homenageados é feita por meio de pesquisas de mercado e cases inscritos pelo site.

Automóveis poderão ocupar as vagas a partir deste sábado. Decisão não afeta os outros setores, que seguem interditados
Por Tribuna
23/10/2020 às 15h40
O Comitê de Monitoramento e Orientação de Condutas sobre o novo coronavírus da UFJF liberou o estacionamento de veículos de passeio nas vagas do anel viário, a partir deste sábado (24). A decisão pode ser revista, caso seja necessário.
Embora seja possível estacionar, a Praça Cívica, a academia ao ar livre, a pista de skate e todos os outros equipamentos do entorno permanecem fechados para qualquer tipo de atividade, seja física, esportiva, cultural, de recreação, entre outras.
A recomendação de manutenção das medidas de proteção foi reforçada. Segundo a nota do comitê publicada nessa sexta-feira (23), é necessário manter o distanciamento social, o uso de máscaras e evitar a formação de aglomerações.
Na nota, o comitê salienta que embora o cenário epidemiológico da doença seja a orientação para essa decisão, é imperiosa a responsabilidade pelo cuidado à vida.
O homem fatal de Bicas
Antônio Roberto Arruda, o mineiro pacato que virou personagem das crônicas de Nelson Rodrigues e interlocutor frequente de Pelé, ao longo de 26 anos de muita dedicação ao trabalho
Publicado Jornal O Globo – Por Aydano André Motta – 25/06/2015

A simplicidade que Antônio Roberto Arruda adotava em sua rotina no GLOBO não combinava com algo raro, quase inacreditável: ele inspirou um personagem de Nelson Rodrigues. Contemporâneo do genial dramaturgo no início de sua carreira, o jornalista acabou transformado no Homem Fatal de Bicas, presente na coluna “À sombra das chuteiras imortais”, publicada no GLOBO e na “Manchete Esportiva”, entre 1955 e 1970. O jeito sereno do mineiro (nascido na pequena cidade da Zona da Mata presente no título) cativou do cronista a todos os colegas que trabalharam com o rubro-negro Arruda, em seus 26 anos de jornal.
Como se não bastasse um gênio, ele ainda conquistou outro, de quem se tornou interlocutor permanente: Pelé. Em inúmeras situações, da alegria mais desatada às crises agudas, o Rei do Futebol atendeu o jornalista para entrevistas exclusivas, numa convivência de décadas. Seria suficiente, mas Arruda ia além. Apaixonado pelo trabalho, ajudava na administração cotidiana da Editoria de Esportes.
— Era um resolvedor de pepinos, sempre atento e prestativo — confirma Antonio Nascimento, o Toninho, ex-chefe dele, que até hoje se admira com a capacidade do colega de encontrar as pessoas pelo telefone, sem sair da Redação. — Mesmo na época pré-celular, não havia quem se escondesse dele. Mesmo os repórteres de folga.
Jamais por acaso, Arruda conquistou outro título, de “fiel escudeiro” do ex-editor e colunista Renato Mauricio Prado. Quando de sua aposentadoria, o ex-chefe dedicou-lhe texto emocionado, na edição de 17 de julho de 2009, citando, aliás, Nelson Rodrigues. “É um daqueles casos em que a unanimidade não é burra. De colegas a entrevistados, todos os que o conhecem atestam sua capacidade e correção.”
Um “homem fatal” na arte de cativar amigos e colegas.