Há 60 anos, em 20/11/1960, O Município publicava: Festa de confraternização / É tri-campeão da LAB o Leopoldina

Boletim Coronavírus de Bicas e do Estado desta sexta-feira, 20 de novembro

Governo estadual prepara plano de contingência para vacinação contra Covid-19

Protocolo direciona as ações para estruturação da rede de saúde para a imunização. Estado afirma que está em processo de aquisição de insumos

O Governo de Minas Gerais está trabalhando em um Plano de Contingência para Vacinação para viabilizar a distribuição e aplicação de uma possível vacina contra a Covid-19 no estado. Em entrevista coletiva à imprensa, transmitida também de forma on-line, na tarde desta quinta-feira (19), o secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, informou que o protocolo foi criado há dois meses e direciona as ações do Governo estadual de forma a estruturar a rede de saúde para a imunização. “Esse plano de contingência está em plena operação. Efetivamente, é estruturar toda a rede, treinar toda a rede e adquirir insumos. A princípio, chegando a vacina, Minas Gerais estará pronta”, declarou. Amaral também confirmou que o Governo já tem autorização de compra de insumos. À Tribuna, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou que já foram compradas 50 milhões de seringas agulhadas, que devem ser entregues ao Estado até dezembro. Segundo a pasta, R$ 35 milhões foram investidos na aquisição desses insumos.

continua após o anúncio

Amaral também informou que o planejamento logístico está sendo elaborado. “Isso envolverá, inclusive, a Polícia Militar, para que nós tenhamos certeza de que vai chegar vacina a todas as regiões de Minas Gerais”. Sobre a aquisição das doses, o secretário explicou que a responsabilidade é do Governo federal, por meio do Ministério da Saúde, via Calendário Nacional de Imunização.

De acordo com a SES, o Plano de Contingência para Vacinação Contra Covid-19 já está em execução desde setembro. A previsão é que ele seja publicado nos próximos dias. A data, no entanto, não foi informada.

continua após o anuncio

‘Cenário epidemiológico está em flutuação’

Nesta quinta-feira, repercutiu em Belo Horizonte uma carta aberta assinada por médicos intensivistas sobre o aumento de 20% no número de internações de pacientes Covid em leitos de terapia intensiva na capital. Questionado sobre o episódio e sobre o aumento de internações na região central do estado, o secretário Carlos Amaral foi reticente.

Apesar disso, nesta quarta, o Governo anunciou que a Macrorregião Sudeste, que engloba Juiz de Fora, regrediu à onda amarela do programa Minas Consciente, após aumento de 11% da incidência da Covid-19 nos últimos 14 dias no estado. As regiões Nordeste e Leste voltaram para a onda vermelha – em que somente os serviços essenciais, como supermercados e farmácias, estão autorizados a funcionar. A região Leste do Sul retornou para a onda amarela, assim como a Sudeste.

“De uma forma geral, hoje, nós não temos nenhuma sinalização de explosão de casos. O que temos e foi sinalizado pelo Minas Consciente (regressão de algumas regiões a ondas mais restritivas) é que precisamos tomar cuidado. É importante que as pessoas continuem usando máscaras, adotando as medidas necessárias, porque as mudanças de comportamento da população pode impactar na mudança do perfil epidemiológico”, avaliou.

Desmobilização de leitos

Questionado pela imprensa sobre a desmobilização de alguns leitos no estado, o secretário explicou que estavam sendo desmobilizados leitos ociosos. “O que nós vínhamos fazendo era o início de desmobilização de leitos improvisados, mas que estavam inoperantes (no momento). Muitas vezes leitos (montados) em corredor, sem a estrutura plena. Esses leitos nós orientamos a desmobilização. Mas agora como estamos tendo uma flutuação nítida, não é momento para continuar desmobilizando.”

Plantão Coronavírus CIESP desta quinta-feira, 19/11


Secretária de Saúde atualiza os números de Bicas e fala sobre o agravamento da pandemia na região

Boletim Coronavírus de Bicas e do Estado desta quinta-feira, 19 de novembro

Educadores do município realizam última reunião pedagógica da Administração 2017/2020

Com o sentimento de esperança, harmonia e comprometimento com a Educação, diretoras escolares, vice-diretoras e supervisoras pedagógicas do Ensino Fundamental e EJA realizaram a última reunião pedagógica da Administração 2017/2020 nesta quarta-feira, dia 18 de novembro, na sede da Secretária de Educação.

O prefeito Honorio de Oliveira esteve presente e, em sua fala, reconheceu e agradeceu o eficiente trabalho realizado pela SME.

A diretora pedagógica, Sônia Regina da Silva, apresentou a pauta de trabalho, esclarecedora e necessária, com o objetivo de alinhar ações e decisões da vida escolar dos alunos para o ano letivo subsequente, de acordo com as legislações do CNE (Conselho Nacional de Educação).

A secretária de Educação, Luzia Aparecida da Silva Salomão, agradeceu a presença de todos, a convivência, o trabalho administrativo, pedagógico e a união dos educadores, principalmente, neste período de pandemia. A reunião foi encerrada num clima de satisfação, calor humano e missão cumprida.

Fonte: Prefeitura de Bicas

Governo de SP recebe da China as primeiras 120 mil doses da CoronaVac, vacina contra Covid-19

O governo do estado de São Paulo recebeu na manhã desta quinta-feira (19) as 120 mil primeiras doses da CoronaVac, vacina contra a Covid-19. O material foi importado da China e desenvolvido pelo laboratório chinês Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan.

O governador João Doria (PSDB) acompanhou a chegada dos lotes no local.

A Coronavac é uma das quatro candidatas a vacina contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2) que estão sendo testadas no Brasil. O governo de São Paulo firmou acordo para compra de 46 milhões de doses e transferência de tecnologia para o Instituto Butantan.

Governador João Doria acompanha chegada dos lotes — Foto: Reprodução/TV Globo

Governador João Doria acompanha chegada dos lotes — Foto: Reprodução/TV Globo

As 120 mil doses fazem parte de um lote de 6 milhões previsto para chegar até o final de dezembro. Elas serão armazenadas em um local que não foi divulgado pelo governo paulista por questões de segurança.

Inicialmente, a chegada estava prevista para o dia 20 de novembro, segundo o governo paulista, mas o material desembarcou nesta manhã em Guarulhos.

Além das vacinas que já virão prontas, o Instituto Butantan deve receber ainda este ano parte da matéria prima para fabricar outras 40 milhões de doses, segundo o governo paulista.

Na madrugada desta quinta (19), o diretor-geral do Instituto Butantan, Dimas Covas, comemorou a chegada da vacina da Sinovac em solo nacional e disse que os testes clínicos da Coronavac estão avançados. A expectativa dele é enviar os resultados da última fase dos estudos sobre a vacina à Anvisa ainda em 2020.

“Ficamos, portanto, só no aguardo do registro da Anvisa. É a primeira vacina que aporta em solo nacional. Isso é importante: o Brasil já tem a sua vacina, que vai estar aguardando os trâmites junto à Anvisa e junto ao Ministério da Saúde para poder iniciar o programa de vacinação. E esperamos que comece aí em meados de janeiro no máximo até fevereiro e aguardamos as definições do Ministério da Saúde”, disse Dimas Covas ao Jornal da Globo.

Primeiras doses da vacina Coronavac chegam a São Paulo nesta quinta
Primeiras doses da vacina Coronavac chegam a São Paulo nesta quinta

Eficácia da Coronavac

Um estudo feito com 743 pacientes mostrou que a vacina CoronaVac, produzida pela farmacêutica chinesa Sinovac contra a Covid-19, e que está em testes no Brasil, mostrou segurança e resposta imune satisfatória durante as fases 1 e 2 de testes (veja abaixo detalhes do estudo).

O artigo foi publicado nesta terça-feira (17) na revista científica “The Lancet”. A fase 2 dos testes de uma vacina verifica a segurança e a capacidade de gerar uma resposta do sistema de defesa. Normalmente, ela é feita com centenas de voluntários. Já a fase 1 é feita em dezenas de pessoas, e a 3, em milhares. É na fase 3 que será medida a eficácia da vacina.

Os participantes eram adultos saudáveis de 18 a 59 anos e foram escolhidos aleatoriamente para receber duas doses da vacina experimental: dose baixa de 3 microgramas, dose alta de 6 microgramas, ou placebo. Segundo a pesquisa, as respostas de anticorpos foram induzidas no prazo de até 28 dias após a primeira imunização.

Destaques do estudo:

  • Fases 1 e 2 envolveram 743 voluntários saudáveis na China, de 18 a 59 anos. Na fase 1, foram 143; na fase 2, 600.
  • Vacina tem duas doses e parece ser segura e bem tolerada.
  • Efeito colateral mais comum relatado foi dor no local da injeção.
  • Objetivo principal desta etapa da pesquisa foi avaliar a resposta imune e segurança da vacina.
  • Estudo não avaliou a eficácia na prevenção da infecção por Covid-19.
  • Novos estudos serão necessários para testar a vacina em outras faixas etárias, bem como em pessoas que tenham condições médicas pré-existentes.

“Nossas descobertas mostram que a CoronaVac é capaz de induzir uma resposta rápida de anticorpos dentro de quatro semanas de imunização, dando duas doses de vacina em um intervalo de 14 dias”, disse o professor Fengcai Zhu, autor principal do estudo.

Liberação da importação

No final de outubro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou a importação de 6 milhões do imunizante.

“As primeiras doses da vacina Coronavac chegam ao Brasil no dia 20 de novembro e esta data está confirmada. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já havia autorizado, nós já tínhamos comentado isso com vocês, a própria Anvisa já havia emitido comunicado também, e agora as autoridades sanitárias da China a Anvisa chinesa também deu autorização para importação, pelo instituto Butantan, dos lotes 6 milhões de vacinas, sendo que as primeiras 120 mil doses chegam no dia 20 de novembro no aeroporto internacional de Guarulhos em São Paulo”, afirmou Doria durante coletiva de imprensa no início da tarde desta segunda.

Ainda de acordo com o governador, o Butantan receberá as doses em lotes e até o dia 30 de dezembro o Instituto terá as 6 milhões de vacinas previstas.

O diretor do Instituto, Dimas Covas, disse que o local onde o imunizante ficará armazenado será mantido em sigilo por motivos de segurança.

Fábrica da vacina

Durante a coletiva, também foi anunciado o início da construção da fábrica no Butantan que será responsável pela produção da vacina. A previsão é a de que a obra seja finalizada em setembro de 2021.

Para a construção, além dos recursos doados pela iniciativa privada, o governo paulista esperava receber R$ 80 milhões do governo federal, conforme anunciado por João Doria em coletiva de imprensa no final de setembro.

Doria na fábrica do Instituto Butantan — Foto: Divulgação

Doria na fábrica do Instituto Butantan — Foto: Divulgação

Entretanto, segundo o secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, o repasse não foi feito pelo Ministério da Saúde.

“Nós tivemos em um dos encontros que tivemos no Ministério [da Saúde], há várias semanas, a referência de R$ 84 milhões que seriam ofertados para auxílio da fábrica. Até o momento esses recursos não foram disponibilizados. Então, até o momento, nós não temos esse recurso”, disse Gorinchteyn.

Vacina chinesa

A CoronaVac está atualmente na terceira fase de testes. A Sinovac, farmacêutica chinesa responsável pela vacina, ainda não obteve o registro para aplicação do imunizante, que não pode ser utilizado na população.

“Quero esclarecer aqui que nós seguimos e vamos continuar a seguir rigorosamente os protocolos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a aplicação da vacina. A vacina só será levada ao público às pessoas após autorização final da Anvisa”, disse Doria.

Até momento, apenas dados parciais referentes à segurança da vacina foram apresentados pelo governo de São Paulo, mas eles não foram enviados ao órgão ou publicados em revistas científicas.

A CoronaVac é alvo de disputa política envolvendo o Ministério da Saúde, o presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria.

No final de outubro, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciou a negociação para adquirir as 46 milhões de doses. Contrariado, Bolsonaro mandou cancelar a compra – e o ministério, por sua vez, afirmou que “não há intenção de compra” e substituiu o comunicado no site.

46 milhões de doses previstas

No total, o governo paulista fechou contrato com a chinesa Sinovac para a aquisição das 46 milhões de doses da CoronaVac. Essas primeiras 6 milhões virão prontas da China, e as outras 40 milhões serão envasadas e rotuladas no Instituto Butantan a partir de material que será importado.

Segundo o diretor do Butantan, Dimas Covas, o cronograma estipulado pelo governo de São Paulo está mantido, independentemente do que as autoridades paulistas apontam como um atraso da Anvisa na liberação da importação de matéria-prima da China.

Centros de pesquisa

A CoronaVac está na terceira fase de testes. O grupo de voluntários é formado exclusivamente por profissionais de saúde. Até agora, 15 mil vacinações foram aplicadas em nove mil voluntários. Cada voluntário recebe duas doses. Com a abertura dos novos centros, a meta é ampliar a pesquisa para o total de 13 mil voluntários.

Nessa fase final da pesquisa, metade dos participantes é inoculada com a vacina e a outra metade recebe placebo. Para determinar a eficácia da CoronaVac, é preciso que ao menos 61 participantes sejam contaminados pelo coronavírus.

Se o imunizante atingir os índices necessários de eficácia e segurança, poderá ser submetido à avaliação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para registro e posterior uso na população.

Para agilizar o processo de análise de potenciais imunizantes contra o coronavírus, A Anvisa reduziu a exigência da documentação inicial e simplificou o processo de registro para que os dados dos estudos sejam enviados durante os trabalhos, e não somente ao final.

Plantão Coronavírus CIESP desta quarta-feira, 18/11

Boletim Coronavírus de Bicas e do Estado desta quarta-feira, 18 de novembro