Obesidade

Dr. Geraldo Pires – Médico especialista em Saúde da Família – omunicipioonline.com.br 

Caros leitores, a Obesidade é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal no indivíduo. Para o diagnóstico em adultos, utilizamos o parâmetro mais comum que é o do índice de massa corporal (IMC). O IMC é calculado dividindo-se o peso do paciente pela sua altura elevada ao quadrado.

É o padrão utilizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que identifica o peso normal quando o resultado do cálculo do IMC está entre 18,5 e 24,9. 

Hoje eu gostaria de falar de 18 sinais da obesidade clínica nos adultos. Não vou falar aqui de obesidade em si. Mas sim de sinais que deixamos passar despercebidos com reflexo da obesidade. Sinais de que pode estar colocando em um risco severo como consequência da obesidade (SBEM). 

São esses os sinais:

1. Alterações metabólicas como aumento de triglicérides, LDL ou até da glicose no sangue.

2. Dor de cabeça e perda da visão, com aumento da visão intracraniana.

3. Palpitações, ritmo cardíaco irregular = arritmia cardíaca.

4. Falta de ar (Dispneia), onde o diafragma e pulmões se expandem com dificuldades.

5. Hipertensão pulmonar: aumento da pressão arterial que leva sangue para o pulmão.

6. Apneia do sono: o excesso de gordura abdominal e na garganta,

dificultam a passagem de ar durante o sono, causando ruído n durante a respiração.

7. Insuficiência cardíaca: o coração não contrai de forma correta para mandar sangue par o corpo.

8. Trombose venosa: formação de pequenos coágulos nas pernas.

9. Fadiga, inchaço nas pernas: pode ser insuficiência cardíaca.

10. Dificuldade em atividade do dia a dia: banho, trocar de roupas, se movimentar.

11. Albumina na urina: mau funcionamento renal.

12. Dores articulares.

13. Perda de urina.

14. Deficiência de testosterona e baixa produção de espermatozoides.

15. Esteatose hepática: gordura no fígado.

16. Linfedema: acumulo de líquidos nos tecidos.

17. Distúrbio menstrual e reprodutivo na mulher: menstruação, alteração na ovulação, síndrome de ovário policístico.

18. Hipertensão arterial.

Incontinência urinária = Perda de urina

Dr. Geraldo Pires – Médico especialista em Saúde da Família – omunicipioonline.com.br 

A Incontinência urinária (IU) é a perda involuntária de urina que seja demonstrável e cause um problema social, desconforto e problema de higiene ao paciente. É um problema que deixa as pessoas a situações delicadas, envergonhadas. Muitas dessas pessoas acometidas nunca buscam o serviço de saúde para sanar a queixa, por vergonha da opinião social.

Nessa condição de saúde, as mulheres são mais atingidas do que os homens adultos. Na terceira idade, a diferença diminui, ainda predominando as idosas; no entanto, a preponderância da condição aumenta significativamente para ambos os sexos, com passar da idade. Há maior prevalência dos problemas de perda de urina com idosos internados em instituições de saúde e hospitalizadas.

Além do sexo e da idade, muitos outros fatores podem contribuir e levar a perda de urina, como número de partos vaginais, gestação, terapia de reposição hormonal, história familiar, diabetes e obesidade.

Há vários tipos de incontinência urinária, por exemplo:

1) o de esforço que é quando o esfíncter uretral não se fecha completamente logo antes de um esforço físico, como tossir, exercício físico ou mesmo rir;
2) o de urgência, que é a mais comum em idosos. Acontece quando há perda urinária seguida da vontade intensa e repentina de urinar;
3) mista, que é a disfunção com características tanto de esforço quanto de urgência;
4) por extravasamento causado devido a um enchimento excessivo da bexiga por urina. A pressão vesical supera a resistência uretral.

Então, nessas situações, devemos procurar um médico e pedir uma opinião técnica adequada. O médico deverá fazer uma anamnese, exame físico, fazer exames como ultrassom, exame de urina, realizar exame uro-dinâmico.

Com isso, o profissional pode dar uma orientação terapêutica com uso de medicamentos ou não. Como, por exemplo:  fisioterapia que reforçam os músculos pélvicos, exercícios físicos das pelves.

O melhor tratamento é a prevenção. Os primeiros sinais que apontam a incontinência urinária devem ser abordados por um médico o mais rápido possível, a fim de não constranger o paciente e evitar a evolução desagradável desta condição de saúde, como usar fraldas e ou absorvente, roupa molhada, infecções.

Como aliviar as vertigens

Um forte abraço aos nossos caros leitores.

No último artigo falei das diferenças entre Tontura x Vertigem; hoje, falarei de exames complementares, como aliviar vertigens, prevenção e tratamento. Informações básicas e pontuais que podem ajudar muito as pessoas em crise.

Começamos com alguns exames complementares ao exame físico, como o eletrococleografia, que avalia a função auditiva, audiometria, avalia a audição da pessoa, exames de imagem, exame otoneurológico, que avalia o sistema vestibular e auditivo da pessoa.

São exames muito específicos para a função auditiva, não sendo comuns no dia a dia. Já na questão de aliviar os sintomas da vertigem, podemos realizar exercícios respiratórios leves durante a tontura, como balançar a cabeça para cima e para baixo e para trás, por 10 vezes, e por 10 a 15 segundos… outro exercício é balançar a cabeça para a direita e esquerda, e vice versa, por 10 a 15 vezes em 10 segundos.

Na prevenção, a recomendação é basicamente mudar o estilo de vida, o que permite prevenir as crises de labirintites. São esses alguns dos comportamentos fundamentais: não dirigir durante as crises, não dirigir sob efeito de medicamentos para labirintite, controlar seus níveis de colesterol e triglicérides. Evite ingerir álcool, administre o estresse, controle a ansiedade, evite o tabagismo, pratique esportes leves, evite o jejum prolongado, não faça refeições muito espaçadas, entre elas, faça uma dieta saudável, ingerir bastante líquido.

O tratamento das vertigens e tonturas, na maioria absoluta, é medicamentoso e somente o seu médico pode indicar qual o melhor tratamento. É individual para cada pessoa. Isso quer dizer que o que for bom e necessário para uma pessoa, pode não ser bom e pertinente a outra.

Portanto o desequilíbrio, a sensação, suas causas e duração dos sintomas são detalhes muito importantes para permitir um diagnóstico mais assertivo e um tratamento completo. A anatomia é a mesma, um Sistema Vestibular com: labirinto, nervo vestibular, nervo vestíbulo coclear, nervo coclear e cóclea que é responsável pelo equilíbrio. O tratamento é único e pessoal.

Dr. Geraldo Pires
Médico da família

Vertigem X Tontura

É uma sensação de giro ou movimentação do ambiente ao redor da pessoa. É claro que o ambiente não gira, está imóvel; na verdade, é uma ilusão! É um sintoma temporário que vai piorar com o movimento da cabeça.

A vertigem pode ser causada pela desordem da orelha interna (o sistema vestibular), que tem a responsabilidade do equilíbrio corporal.

Durante um período de vertigem, todo paciente pode ter a sensação ilusória, de forma espontânea, por movimentos corporais.

Vertigem e tontura são situações diferentes: a vertigem é uma ilusão, e a tontura é uma instabilidade, uma flutuação no ar. A causa da tontura é queda aguda de pressão, desidratação, hipoglicemia, por exemplo. As duas vão durar de segundos a vários minutos, com náuseas e vômitos ou não; portanto, o desequilíbrio ocorrido, pode ser leve ou intenso, claro que com risco de queda.

A principal causa da vertigem é a vertigem posicional paroxística benigna; porém, há diversas causas e a maioria dessas causas é a desordem do sistema vestibular. A vertigem postural paroxística é a causa mais comum de vertigem.

No sistema vestibular, especificamente no utrículo, existem pequeninos cristais de nome otólitos. Os impactos, as quedas ou os movimentos bruscos da cabeça provocam o deslocamento destes otólitos para outros canais, que se responsabilizam em detectar mudanças na posição da cabeça. E pode ocorrer então um quadro de vertigem rotatória, com duração de segundos, principalmente, depois de movimentos de cabeça.

O diagnóstico é clínico, em alguns casos, com exames complementares. Também serão avaliados os tipos de vertigem, a sensação contada pelo paciente, a frequência dos episódios, os sintomas associados, como vômitos, náuseas e ou quedas. Serão também avaliados o estado geral do paciente, os pares de nervos cranianos, manobras específicas e o equilíbrio. Assim, o diagnóstico é mais assertivo e pontual.

(Na próxima publicação, falarei rapidamente em: exames complementares, como aliviar vertigens, prevenção e tratamento.)

Dr. Geraldo Pires
Médico da família