Recado pro Dori

Boa tarde,
Ontem ligando para o jornal, fui atenciosamente atendido pelo Sr. José Maria Veiga, que ainda me deu o prazer de ouvir um pouco da inspiradora história de resistência e prestação de serviços ao longo de 106 anos. Por isso, agradeço e os parabenizo. Abaixo vai o texto, que gostaria fosse publicado.

Recado para Dori Caymmi

Sabe esses dias, quando a gente acorda com a asa machucada, introspectivo um pouco além da conta e a tristeza, apesar de boa companhia, em nós se aninha muito confortavelmente? Pois é. Neste dia, Cassiano, meu amigo, me sugeriu ouvir seu disco dos 70 anos. Ouvi e encantei-me, flutuando em suas mineiras marinhas. Vale dizer, que não sou músico, mas depois da terceira idade, ando me arriscando nesta seara. Voltando ao dia e aos 70, ainda impregnado de suas canções, compus uma música, a qual dei o nome Carnaval.

Por isso, meu caro Dori, com a sensação de que a música é também de sua autoria, gostaria de não apenas dividi-la com você, mas que ficasse ao seu encargo, arranjá-la e cantá-la. Não sei se é muito ou se é pouco o que peço, mas feito o pedido está.

Roodney Morais – BH – 31-99403-3336

Centena do Alemão

Seu Alemão Alhadas não quer nem saber se o pato é macho e se o tempo existe! Ele formatou 100 anos assim, sem receio de ser feliz, assoprando as velinhas, num jato mais forte e quente do que as baforadas das marias-fumaça da Leopoldina Railway.

Seu Alemão, fincado e resistente, há cem anos dá espalmada na peteca do tempo, sem deixá-la cair.

Na fita, o vídeo comemorativo…

Qual é o seu CPF?

A CZA recebeu um PIX por aí, negócio de CPF no comércio, coisa e tal… Então, aí está a resposta…

O superintendente da Agência de Proteção e Defesa do Consumidor de Juiz de Fora (Procon-JF), Eduardo Floriano, disse que a solicitação do número do CPF pelo lojista tem lógica, desde que o estabelecimento deixe claro para o consumidor, no momento da compra, para qual fim o doc. será utilizado.

Pôr do sol no horto

Marina de Jesus Afonso, mais conhecida no pedaço como Marina Lobo, Chefe do Departamento de Meio Ambiente, Turismo, Agropecuária e Proteção dos Animais de Bicas, postou em suas redes sociais a elegância do pôr do sol no Horto Florestal. Saca só…

Reforçando

A Secretaria de Saúde de Bicas tonifica que, na cidade, não tem essa de vacina vencida. Está tudo ok, de acordo com a vestimenta proposta.

Pedalar faz bem

INSCRIÇÕES POR MEIO DO GOOGLE FORMS:

Chance para médicos

A Polícia Militar de Minas Gerais lançou edital para concurso público, oferecendo 30 vagas para oficiais de saúde da corporação. A disputa oferece oportunidades para médicos nas especialidades clínica médica, neurologia, neurocirurgia, cirurgia plástica, cirurgia geral, pediatria, ginecologia, anestesia e psiquiatria.

Para concorrer, é preciso ter até 35 anos de idade. A remuneração básica inicial para 2º tenente do quadro de oficiais da saúde é de R$ 10.028,29. Interessados podem se inscrever pelo site: www.policiamilitar.mg.gov.br/crs. Prazo: 29 de julho. Valor da taxa de inscrição: R$ 200,57.

Atletismo e futebol

Com a aprovação do Conselho Municipal de Esporte, o Departamento de Cultura, Esporte e Lazer da Prefeitura de Bicas bolou dois projetos, atletismo e futebol, que vão atender aproximadamente 150 jovens. A previsão é que a parada se inicie no mês de setembro. 

Bom pra cachorro

A Edna Padula está fazendo um lance bem bacana, ao solicitar doações de bacias plásticas para serem usadas como casinhas para animais de rua de Bicas… Se você puder doar, ela busca a mercadoria na sua casa, porque o  frio está aí!

Uma volta no tempo XXVII

< Essa nota foi publicada originariamente na CZA-internet, dia 18/05/2003, e traz a participação especial dos saudosos Carlos Augusto Machado Veiga e Júlio C. Vanni. O Instituto Histórico José Maria Veiga foi inaugurado dia Primeiro de Maio de 2003 > 

Instituto do Patrimônio Histórico “José Maria Veiga”

O Departamento de Cultura do Município, o prefeito e representantes dos vários seguimentos da comunidade tinham dúvidas de como seria implementado esse processo. À medida que as conversações foram se desenvolvendo e, através das orientações do Conselho Curador do IEPHA/MG, houve o entendimento de que se tratava de um trabalho da mais alta importância.

Por mais que se conheça a realidade da nossa terra, não se conseguem alcançar todos os pontos de estrangulamento, todos os obstáculos, todas as potencialidades; enfim, as dificuldades e facilidades que devem estabelecer a ordem de prioridade do setor histórico e cultural.

O Conselho Municipal do Patrimônio de Bicas, logo que criado e designado seus membros, levanta os dados históricos da cidade: capacidade instalada, demandas atuais e projetadas. Assim sendo, chega a indicadores que irão nortear as políticas municipais voltadas a esses setores.

Terminada essa etapa, o Conselho debate sua primeira versão com a Prefeitura e a Câmara Municipal, além de outras autoridades e de uma significativa representação de educadores e membros da comunidade.

Na oportunidade, aquilata-se a importância do trabalho, especialmente no sentido de o município estar dotado, a partir de então, de um excelente instrumento de políticas públicas voltadas para a preservação do patrimônio histórico e acervo cultural.

Discurso de José Carlos Penchel

O patrimônio cultural é a expressão viva da identidade de um povo e o seu reconhecimento solidifica os laços da cidadania e da liberdade. Consciente de suas raízes comuns e de seu lugar na evolução do tempo, cada geração se reconhece como elo de uma cadeia que vai, afinal, com dignidade, ocupar o seu espaço na história.

Temos a honra hoje de poder estar participando e contribuindo para a criação do Instituto Histórico “José Maria Veiga”. Felizes por sabermos que estamos transmitindo às gerações futuras nossa infinita preocupação com o passado.

Por tudo isso, agradecemos às pessoas que estão tornando possível esse sonho: ao prefeito, dr. Antônio Carlos Barreto, por seu apoio e sensibilidade; ao vice-prefeito, Onocir Longo, incansável e prestimoso colaborador;  ao professor Júlio César Vanni, por nos ter concedido o privilégio de trabalhar e aprender com ele; ao Peterson Xavier Vicini, pela solidariedade e participação constantes; finalmente, aos operários da prefeitura que, em momento algum, nos faltaram com o seu trabalho.

Gratos a todos, pedimos licença para lembrar um verso de Drumond, que bem retrata todo o esplendor deste momento: “As coisas tangíveis tornam-se sensíveis à palma da mão, mas as coisas finas, muito mais que lindas, essas ficarão”. Muito obrigado.

(José Carlos de A. Penchel é Diretor do Departamento Cultural de Prefeitura de Bicas)

Carlos Augusto M. Veiga disse…

A minha palavra é de agradecimento… Eu quero agradecer a todos aqueles que participaram direta ou indiretamente para que se instalasse o Instituto Histórico em Bicas… O nome de José Maria Veiga… Isso foi no início, quando eu e o Nelson Ramos conversávamos desinteressadamente sobre o assunto, e ele pediu aos vereadores que se criasse o Instituto… Imediatamente, a Câmara se reuniu e votou a lei…

Tempos se passaram, e hoje nós vemos a sua instalação… É um mérito que o dr. Barreto teve, tomando a frente e conseguindo organizar, em tempo razoável, não tudo que talvez possamos organizar aqui dentro do nosso arquivo… Eu creio que, com a colaboração de todos que têm interesse em preservar a memória da nossa cidade e região, em pouco tempo, teremos este espaço ocupado e, por certo, ele terá que ser aumentado, porque a nossa história é rica…

A sugestão do nome José Maria Veiga para o Instituto, idealizado por Nélson Ramos, não foi só pela amizade, mas porque sabia que o homenageado tinha o mérito de guardar tudo que passava em suas mãos… Gostava de arquivar qualquer tipo de documento…

Quando o meu pai sentiu que O Município corria um sério risco de deixar de sair, colocou-se à disposição do deputado Oliveira Souza, dono do jornal e assumiu o compromisso de sua continuidade… Por quase 5 décadas, ele manteve o jornal, hoje por conta do meu irmão, José Maria Machado Veiga…

As páginas amareladas do jornal contêm toda a história da região e  de Bicas, desde a sua fundação… A semente do nosso jornal foi plantada pelo coronel Joaquim José de Souza que, no dia 10/04/1916, editava pela primeira vez a Gazeta Municipal, que dois anos depois foi passado para o seu filho, José Maria de Oliveira Souza… No início de 1923, devido à dissidência entre Bicas e Guarará, o dr. Oliveira fechou a Gazeta Municipal e o reabriu com o nome de O Município, cuja finalidade era cortar os vínculos que existiam entre o antigo jornal e a política de Guarará…

(O odontólogo e historiador, Carlos Augusto Machado Veiga falou em nome da família de José Maria Veiga)