Estação São João Nepomuceno

Em minha última visita à Estação de São João Nepomuceno, em janeiro de 2019, encontrei-a passando por reformas, com operários trabalhando na restauração e conservação das telhas francesas originais – que haviam sido retiradas para a colocação de outras telhas e que por sorte estavam guardadas – levando à perda da originalidade do prédio. Segundo informaram, uma sentença judicial obrigou os atuais gestores do prédio – tombado como Patrimônio Histórico e Cultural – a resgatarem toda a originalidade do prédio, não só com a recolocação das telhas, mas também resgatando outros detalhes e características originais.

Após a conclusão das reformas, será reinstalado no local o Centro Cultural Municipal, que abrigará importante e valioso acervo histórico da cidade.Localizada no centro da cidade, o prédio serve também à comunidade sãojoanense como Rodoviária Municipal de onde partem ônibus urbanos, intermunicipais e interestaduais.

A cidade tinha grande perímetro urbano cortado pela ferrovia.

Deste histórico passado ferroviário pouco restou além da antiga Estação, mas São João Nepomuceno é mais um Município que cresceu e se agigantou com a passagem dos trens da Leopoldina.


Veja mais sobre São João Nepomuceno aqui no blog no link abaixo:
https://otremexpresso.blogspot.com.br/2016/06/novos-registros-fotograficos-da.html

Matriz São José de Bicas

Belíssimo registro do antigo Altar da Igreja Matriz São José de Bicas, em meu último trabalho de restauração fotográfica.

ESTAÇÃO BICAS – Prédio da Estação completou 139 anos em 2018

Inaugurada em 13 de maio de 1879 pela Cia. União Mineira, incorporada com a linha pela Leopoldina Railway em 1884 e posteriormente pela Estrada de Ferro Leopoldina – E.F.L., a Estação de Bicas guarda uma belíssima história.

Quando a estrada de ferro aqui chegou ao final da década de 1870 a Villa das Bicas era apenas um arraial. A chegada da ferrovia e a escolha do arraial para sediar uma Estação e as futuras instalações da Oficina Ferroviária proporcionaram ao local uma importância sem precedentes, sendo fundamental para a criação do Município. Foram tempos de desenvolvimento e pujança!

A cidade de Bicas tornou-se estratégica para a Leopoldina, com uma completa e bem equipada Oficina de Manutenção de Locomotivas e Vagões, tendo os melhores e reconhecidamente “mais competentes trabalhadores”; tínhamos aqui sediada a Equipe de Socorro e uma bem estruturada Escola Profissionalizante – SENAI, formadora de futuros grandes profissionais.

Sem dúvida um histórico belíssimo, que faz da antiga Estação Ferroviária de Bicas uma das mais tradicionais edificações, com grande valor histórico e cultural para a cidade, importante Patrimônio Histórico que em 2018 completou 139 anos.

Na antiga Estação Ferroviária funcionam hoje a rodoviária da cidade; a loja de artesanato da Art’Bicas Associação dos artesãos Biquenses e o Memorial do Ferroviário Biquense que abriga belíssimas peças, fotos, pinturas e documentos que mantêm viva a história da ferrovia no Município.

Pela Estação de Bicas passaram trens de passageiros até a primeira metade dos anos 1970, sendo o ramal suprimido oficialmente somente em 1994.

A verdade é que, com o fim da ferrovia, a cidade de Bicas-MG estagnou-se.

Como na maioria das cidades por onde a Estrada de Ferro Leopoldina passou, Bicas vive um vácuo à procura de uma nova vocação.

Como prova do valor histórico e cultural da Estação Ferroviária e da própria ferrovia para Bicas, apresento um trecho do Diário de Dom Pedro II, vol. 25, de 27 de abril de 1881(aª fa), copiado de José Carlos Barroso – Cessão Marcus Granado). Dom Pedro II andou na União Mineira passando por Bicas, em 1881:

-“(…) 5 ½ Acordei. Vou ler. Saio às 7h. Caminho conhecido até Serraria. Cheguei às 8 ¾ a Juiz de Fora. A cidade tem aumentado muito. Bela avenida com bonitas casas que devem arborizar. Almocei numa destas que é do Barão de Cataguazes. Partida do trem às 11h 10′. Nada de novo até Serraria. Aí entramos no trem da estrada de ferro da União Mineira. Percorremos 84km até o arraial – vila ainda não instalada de S. João de Nepomuceno. A estrada para subir parte da serra do Macuco tem 2 ziguezagues com plataformas. Tem 7 estações pequenas porém bem construídas conforme a aparência. Vista muito bela assim como mato viçoso de Bicas para diante. Descobre-se amplo vale fechado por altas montanhas, e perto de S. João avista-se a alta serra do descoberto de contorno original. Grande número de quilômetros a começar da Serraria passa a estrada por fazendas de café muito bem plantadas e algumas com casas feitas com bom gosto. Há interrupção de terras tão boas para voltarem estas. Vim conversando com o engenheiro Betim cuja direção inteligente e ativa revela-se no modo porque a estrada foi construída e tendo trilhos de aço, e com o desembargador Pedro de Alcântara Cerqueira Leite a cuja influência se deve sobretudo a estrada que é de bitola de um metro. (…)  

Fonte: site Estações Ferroviárias do Brasil, de Ralfh Mennucci Giesbrecht

Um Patrimônio Histórico desta envergadura é sempre digno de extrema atenção.
Por sua história e pela importância da ferrovia para nossa cidade, a antiga Estação Ferroviária – hoje Terminal Rodoviário José Croce – necessita da sensibilidade, da atenção e de uma constante manutenção por parte do Poder Público Municipal.
Ela realmente merece!

Presto minhas homenagens à nossa belíssima Estação Ferroviária fazendo uma das coisas que mais gosto: fotografar!

Veja as fotos em: O trem expresso

Singela homenagem à professora Maria Antonieta Silva Carvalho – Dona Tueta

Odete Pinho, Tereza Amorim, Antonieta e Helaine

No último dia 03 de outubro, a história de nossa cidade ficou mais triste. Recebíamos a notícia da “passagem” da eterna professora Maria Antonieta Silva Carvalho, a Dona Tueta.

Quando falo de “história de nossa cidade” falo de uma das mais belas páginas desta história, o Liceu, a Escola Primária Quatro de Novembro, ou EP4-11, da qual tive a honra de ser aluno das Professoras Marisa, Helaine e Marly no período de 1969 a 1972, tendo como diretora a Dona Tueta.

Qual de nós não guarda uma bela história da infância tendo uma professora como protagonista de grandes e belas recordações?

Dona Tueta foi protagonista da história de muitos alunos e alunas que passaram pelo Liceu, escola com belíssimo histórico em se tratando de“qualidade do ensino”, mérito em que ela teve grande participação e responsabilidade.

Ao nos aproximarmos das comemorações pelo dia do Professor, trago como singela homenagem à “Eterna Professora” alguns registros em que realizei trabalho de restauração fotográfica e fazem parte de nosso acervo, graças à colaboração de muitos amigos e amigas que também tiveram a honra e a alegria de conviver com ela por alguns anos de suas infâncias.

Veja mais fotos no link: Blog do Mayrink

 

Museu Nacional

É muito difícil para cada um de nós que trabalhamos incansavelmente pela preservação de nossa HISTÓRIA nas mais diversas frentes descrever o que estamos sentindo.

O descaso mais uma vez “apunhala de morte” nossa história. Resultado da vergonhosa ganância e da certeza de impunidade dos governantes, seres norteados pela negligência, pela imoralidade, pela incompetência e pela completa falta de escrúpulos daqueles que deveriam ter o dever; a OBRIGAÇÃO de cuidar com extremo carinho, dedicação e amor de nosso patrimônio histórico e de nosso País como um todo.

Se eu usasse todo o repertório de palavras desqualificantes seria muito pouco para expressar meu sentimento neste momento.

O descaso com um patrimônio da magnitude do Museu Nacional – que levou à sua completa destruição – e de tudo que temos presenciado lamentavelmente comprova que vivemos, sem dúvida, o quadro mais desanimador de nossa história! Sinais de um futuro realmente sombrio.

Triste, desmotivado e completamente sem esperança de um futuro melhor para esse meu Brasil.

Juventude católica biquense participa do Encontro DESPERTAI-VOS tendo com tema a VOCAÇÃO

Aconteceu na tarde de sábado, 25 de agosto, na Quinta Nossa Senhora de Fátima, o Encontro DESPERTAI-VOS, voltado para os jovens de nossa paróquia tendo como tema “VOCAÇÃO”.

25 jovens participaram deste momento de formação com Pe. Dione e as Irmãs Maria e Matilde, da Congregação das Irmãs Franciscanas da Sagrada Família de Maria.

O encontro teve início às 13h30 com um momento de oração seguido de uma dinâmica de grupo, onde os jovens foram divididos aleatoriamente em grupos por cores. O objetivo era que eles falassem entre si de suas vocações, daquilo que cada um deles desenvolvem com mais alegria e sentimento de realização.

Após conversarem entre si, cada grupo se apresentou buscando mostrar aos demais suas vocações de uma forma bem descontraída, típica da nossa juventude.

Em seguida, Irmã Maria e Irmã Matilde convidaram os jovens a fazerem uma avaliação de tudo o que fora apresentado, observando os dons que eles destacaram.

Após esta avaliação, as irmãs passaram a apresentar um pouco dos trabalhos que elas e as demais irmãs da congregação realizam, colocando seus dons e vocações a serviço dos irmãos.

Logo depois, Pe. Dione fez um momento de oração com os jovens, encerrando com uma animada e descontraída dinâmica.

Este encontro teve a animação musical de Douglas, da Renovação Carismática de Bicas.

Ao final, foi servido um saboroso lanche a todos os participantes.

Veja as fotos AQUI – Paróquia São José de Bicas

Direto da praça São José: Brasil 2 X 0 México

 

Jovens biquenses recebem o Sacramento da Crisma em belíssima celebração

Os crismandos com o Padre Dione e o Arcebispo Metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira

Foi celebrada na noite de sábado, 16 de junho, na Igreja Matriz São José de Bicas, a Santa Missa do Sacramento da Crisma, quando 44 jovens foram crismados por nosso Arcebispo Metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira, acompanhado de nosso pároco Padre Dione.

A bela celebração teve início às 18 horas, momento de grande emoção para padrinhos, familiares e especialmente para os crismandos.

Foram eles:

Turma da catequista Maria das Graças, de Santa Helena: Luma dos Reis Calzavara, Guilherme de Oliveira Alves e Diego de Oliveira Alves.

Turma das catequistas Magda e Terezinha, de Bicas: Júlia Alhadas Oliveira Gomes, Miguel Ventura de Oliveira, Mariah Queiroz de Souza Santos, Monique Gabrielle Silva, Isabela Vicini Ferreira, Thaíssa Ribeiro de Souza, Pedro Reis Alves de Souza, Maria Raphaela Brilhante Matos, Maria Clara Nunes de Miranda Rossi, Clarice Ramos Soares, Clara Grunewald de Oliveira Gomes, Anthony Luiz Pereira de Souza, André Luiz Silvério Távora e Diogo Porto Machado.

Turma da catequista Maria das Graças Correia, de Bicas: Artur Rocha de Souza, Pedro do Couto Filgueiras, Diogo Ferreira Cardoso, Daiane Guedes Casarin Barino, Marcelo Moisés Soares da Silva, Samara Lucas Ventura, Kauã Nunes de Oliveira Gomes, Camilly Martins de Jorge Souza, Cayo Martins de Jorge Souza, José Cláudio Maurício Neto e Gabriel dos Santos.

Turma da catequista Tereza Cristina, de Bicas: Fellipe Ruan, Kethlen Victoria Apolinário da Costa, Sebastião de Araújo Neto, Kauã Ezequiel Oliveira da Silva, Ítalo Menezes Nóbrega, Ulysses França Furtado, Isabele Oliveira Santos, Larissa Machado Gomes, Yasmim da Cruz Silva, Yasmin Carvalho Simplício, Ana Clara de Oliveira Retto, Pedro Paulo Silva Rimulo, Lídia de Souza Rabello, Gabryel Victor Santos Gonçalves, Vivian Coelho de Oliveira e Pedro Henrique Barreiros Faustino.

A animação musical litúrgica foi de Douglas Rossi, que tornou ainda mais bela e marcante a celebração.

Fonte: (http://paroquiasaojosebicas.blogspot.com)

A bela história da réplica da Locomotiva 316, que brilhou no carnaval biquense de 2003

A 316 desfilando na avenida – exatamente sobre o antigo leito da ferrovia – tendo como condutor o “maquinista” Luizinho Alhadas. Contribuição de Vera Lúcia de Castro
Luizinho Alhadas e Ari Alhadas “in memoriam”, posando orgulhosos na cabine da 316
O grande homenageado do Carnaval 2003, Prof. José Cúgola “in memoriam”

Trago aos amigos leitores mais um fato que comprova o entrelace da Estrada de ferro Leopoldina com a origem histórica e a vida da cidade de Bicas-MG. Mais uma bela história…

O ano, 2003! Carnaval!

Grêmio Recreativo Escola de Samba Real Biquense escolhe como tema o ferroviário e professor do Centro de Formação Profissional de Bicas – SENAI, o Prof. José Cúgola “in memoriam” sob o enredo: “José Cúgola – 80 anos de um coração mais Real e mais Biquense”.

Diante do belo e importante tema, rapidamente surgiram os reconhecidamente famosos e qualificados ferroviários biquenses Luizinho Alhadas, José de Melo e Sebastião Gomes acompanhados dos “artistas” da Real Biquense Ari Alhadas, “Zé” de Arimatéia, “Zé” Alhadas, Edemir Cremonezi e “Carlinhos” Alberto Cremonezi, que juntos construíram um dos mais belos carros alegóricos já vistos na passarela do samba biquense: a Locomotiva 316.

Construída de forma artesanal no barracão da escola, apresentamos algumas fotos de sua construção, ainda no barracão da escola e do desfile majestoso, contando com a valiosa contribuição de Vera Lúcia de Castro, Sebastião Gomes, Lelé e do casal Wilza Lamha Amorim e Branco Carlos.

Infelizmente a prefeitura de Bicas perdeu na época a oportunidade de adquirir para si e para nossa cidade a bela Locomotiva, que poderia estar exposta em lugar de destaque relembrando a importância da ferrovia. Oportunidade esta que não foi perdida por um empresário de Cabo Frio – RJ, que assim que soube que a Locomotiva 316 estava a venda, rapidamente veio a nossa cidade e efetuou a compra, levando-a para a região dos lagos.

Mas, graças aos amigos da Real Biquense, ficará registrada aqui no otremexpresso este grande momento de nossa história, singela homenagem a todos os envolvidos, especialmente àqueles que já não estão mais entre nós.

Sebastião Gomes, José Alhadas “in memoriam”, Edemir Cremonezi, José de Melo “in memoriam” e Ari Alhadas, dentro da cabine
Em cima, Luizinho Alhadas e José de Arimetéia “in memoriam”. Embaixo, José de Melo, José Alhadas e Sebastião Gomes
Ao lado da Locomotiva 316 ainda no barracão da escola de samba, quase escondido, vemos Carlos Alberto Cremonezi “in memoriam”
Os irmãos Luma e Renan Amorim juntos à Locomotiva 316, minutos antes do grande desfile na avenida. Contribuição de Wilza Lamha Amorim e Branco Carlos
Luizinho Alhadas e Edemir Cremonezi desfilando com a 316 na avenida. Contribuição de Edemir Cremonezi
“O carro de boi”, um dos carros alegóricos apresentados no desfile, meio de transporte comum na época da chegada da ferrovia em Bicas. Contribuição de Vera Lúcia de Castro
Carro alegórico com o brasão de Bicas e os destaques. Contribuição de Vera Lúcia de Castro

Fonte: O Trem Expresso

Missa da noite do Domingo de Páscoa encerra a programação da Semana Santa em Bicas

O encerrando das cerimônias da Semana Santa em nossa Paróquia, foi celebrada na noite do Domingo de Páscoa a Santa Missa na Igreja Matriz.

A celebração teve início às 19h, sendo presidida por Padre Dione, que em sua homilia destacou:

“Celebro a Páscoa com alegria, pois sei que Ele vai nos guiar sempre e nos salvar. Por isso, meus irmãos; pense antes de estragar a sua vida, porque você é a joia mais preciosa que Deus fez. A verdade é o que deve nos guiar! Por isso precisamos do dom da força para enfrentar as dificuldades e os problemas da vida, pois para algumas pessoas, a verdade pode ser uma agressão. Então devemos nos guiar em Jesus. Se observarmos o comportamento de Jesus, perceberemos que é uma verdadeira aula de comportamento. Guiados em Jesus, amanhã pela manhã levantaremos preparados para enfrentar o inusitado.”

No final da Missa, em outro belo momento da celebração, Padre Dione convidou a aniversariante do dia Dna. Maria Aparecida Borges de Araujo – completando 90 anos de vida – para receber uma homenagem do Coral Unicanto. Em seguida, Dna. Aparecida ouviu emocionada o “Parabéns pra você”.

O Coral Cantores de São José apresentou os cânticos litúrgicos.



Para mais detalhes sobre a Semana Santa, acesse: Paróquia São José