140 anos da Estação de Bicas

Começam as atividades para celebrar uma grande data

A antiga Estação Ferroviária de Bicas – Patrimônio Histórico de nossa cidade – completará 140 anos em setembro. Nela hoje funciona a rodoviária municipal, o Centro Histórico José Maria Veiga, o Memorial Ferroviário e uma loja de artesanato dos artistas biquenses.

Para comemorar esta importante data, estão sendo preparadas diversas atividades e eventos pela Secretaria de Cultura e pela Secretaria de Educação.

Fazendo parte destas atividades, fui convidado pela Secretária de Educação para contar para as crianças e adolescentes, alunos das escolas municipais, esta bela história: “A importância da ferrovia para a criação e existência de nosso Município”.

História que começa com a cultura do café, plantado em grande escala no estado do Rio de Janeiro e na Zona da Mata mineira. A necessidade de transportar toda a produção ao porto no Rio de Janeiro para ser levada para Europa que fez nascer a ferrovia em nossa região, bem como nossa Estação Ferroviária e conseqüentemente o Município de Bicas.

Oportunidade de levar os alunos a uma verdadeira viagem no tempo, de como Bicas foi escolhida para receber nossa estação, acontecimento fundamental para a criação de nosso Município. Falar da importância de nossa oficina ferroviária, da reconhecida capacidade e competência dos ferroviários biquenses, conhecidos como “os grandes artistas ferroviários”.

Até aqui foram 12 agradáveis encontros com aproximadamente 230 crianças e adolescentes de nossas Escolas Municipais, que se entusiasmaram, viajando no tempo, na história da ferrovia em Bicas e de sua importância para o nascimento e desenvolvimento de nossa cidade.

Os encontros continuam na próxima semana!

Além destes encontros, está sendo preparado pelas escolas municipais um verdadeiro “desfile temático” para o dia 7 de setembro.

A grande aniversariante, nossa antiga Estação Ferroviária, já passa por reformas para a realização de um belo evento comemorativo, na noite de 9 de setembro, quando ela receberá os ferroviários biquenses, familiares e representantes daqueles que já não estão mais conosco.

E não para por aí!

A apoteose dessa comemoração histórica acontecerá em outubro, na Semana Cultural que as escolas municipais já estão preparando cujo tema é “140 anos de nossa Estação Ferroviária e a importância da Ferrovia para o desenvolvimento de Bicas”.

Não dá para dimensionar minha alegria por estar participando de tudo isso… O melhor e mais emocionante reconhecimento de todo o trabalho realizado aqui na página otremexpresso.

Fonte: otremexpresso

E por falar em história….

Tem acontecido um debate aqui em Bicas a respeito da mudança de nome da Rua Luiz Ferrari.

Em primeiro lugar, vou ressaltar o histórico de Luiz Ferrari, destacado ferroviário biquense, que tem parte de sua bela trajetória de vida registrada na página otremexpresso e que vale a pena conhecer clicando AQUI.

Em relação à mudança de nomes de rua, a coisa não é tao simples como se comenta! Nominar uma rua, que na verdade não tem nome, tem apenas “apelido” ou é conhecida por uma simples letra é uma coisa; mudar um nome já consagrado e altamente conhecido, nome que já se tornou a própria identidade da rua é completamente diferente!

Sito como exemplo a Av. Independência, em Juiz de Fora, cujo nome seria, por assim dizer, um “apelido”, sendo posteriormente agraciada com o nome de “Av. Presidente Itamar Franco”, justa homenagem a um cidadão local de grande destaque.

Quanto ao nosso caso, sem a menor intensão de desmerecer quem quer que seja, não há o que se discutir, sequer imaginar tal mudança. Tenho certeza que não passa pela cabeça do Prefeito Municipal, Honorio de Oliveira, tal possibilidade.

Para quem ainda não conhece a história de Luiz Ferrari, vale a pena uma visita site otremexpresso.

Luiz Ferrari esteve entre ilustres brasileiros homenageados com “Honra ao Mérito”, pela Rádio Nacional na década de 1950.

Em seu retorno a Bicas, no dia 12 de janeiro, Luiz Ferrari foi recebido com grande festa pelos amigo na Estação Ferroviária de Bicas.

Da esquerda para a direita na foto, vemos: Castelar – genro do Sr. Luiz Ferrari, Pai da Maria Luiza, menina na foto com Luiz Ferrari; Bóia – Francisco Ferrari, atrás do Castelar; Pião – José Ferreira; Catulino Benedito Dore; Sr. Barreto – atrás do Catulino; José Arezo – de boné; Xisto Cortat – entre Sr. Catulino e José Arezo; Aroldo Mendes – pai do Ailton Mendes; Luiz Ferrari – o homenageado com sua neta Maria Luiza; Eauston Silva; Juquinha Tavares; Severino Mazoco – um pouco mais atrás; Francisco Gazineu; Sr. Nilson Batista; Sebastião de Matos – Limpa Trilho; Carlito de Oliveira e Walkir Pimentel – menino – seu pai era agente de estação em Bicas

Viajando com alunos do Colégio Futuro pelas histórias da E. F. Leopoldina

Atendendo ao carinhoso convite da professora Maria Eliza Galil Mendes, participei na manhã da quarta-feira, 05 de junho, de uma “Roda de Conversa” com alunos do 8° e 9° ano do Colégio Futuro tendo como tema a “Estrada de Ferro Leopoldina, sua criação e sua importância para o desenvolvimento de nossa região.” Oportunidade de resgatar uma das mais belas páginas de nossa história.

Falar do café, produto de extrema importância e principal motivador da construção da ferrovia na Zona da Mata Mineira, grande produtora no “período de ouro” do café.
Falar da fundamental importância da ferrovia para escoar esta grande produção e do quanto a mesma foi importante para o desenvolvimento de nossa cidade e de toda a região.

De lhes mostrar a ascensão e o declínio da ferrovia. Contar belas histórias, relatos de muitos personagens que tenho encontrado em minhas visitas pelos caminhos da Estrada de Ferro Leopoldina.

De mostrar que nosso País um dia já esteve entre as maiores malhas ferroviárias do mundo. Que hoje tudo isso foi drasticamente diminuído em extensão e resumido quase que exclusivamente ao transporte de minério.

Das cidades que souberam preservar esta bela parte da história e hoje tem o trem como principal atração turística.

De perceber a estagnação das cidades onde a ferrovia foi erradicada, sendo tudo destruído. Da extrema necessidade destas cidades descobrirem uma nova vocação para retomarem seu desenvolvimento.

Enfim, é sempre muito bom encontrar com essa moçada e falar das experiências vividas. De conhecer, perceber mostrar os erros do passado para que os mesmos não se repitam no futuro.

Estação São João Nepomuceno

Em minha última visita à Estação de São João Nepomuceno, em janeiro de 2019, encontrei-a passando por reformas, com operários trabalhando na restauração e conservação das telhas francesas originais – que haviam sido retiradas para a colocação de outras telhas e que por sorte estavam guardadas – levando à perda da originalidade do prédio. Segundo informaram, uma sentença judicial obrigou os atuais gestores do prédio – tombado como Patrimônio Histórico e Cultural – a resgatarem toda a originalidade do prédio, não só com a recolocação das telhas, mas também resgatando outros detalhes e características originais.

Após a conclusão das reformas, será reinstalado no local o Centro Cultural Municipal, que abrigará importante e valioso acervo histórico da cidade.Localizada no centro da cidade, o prédio serve também à comunidade sãojoanense como Rodoviária Municipal de onde partem ônibus urbanos, intermunicipais e interestaduais.

A cidade tinha grande perímetro urbano cortado pela ferrovia.

Deste histórico passado ferroviário pouco restou além da antiga Estação, mas São João Nepomuceno é mais um Município que cresceu e se agigantou com a passagem dos trens da Leopoldina.


Veja mais sobre São João Nepomuceno aqui no blog no link abaixo:
https://otremexpresso.blogspot.com.br/2016/06/novos-registros-fotograficos-da.html

Matriz São José de Bicas

Belíssimo registro do antigo Altar da Igreja Matriz São José de Bicas, em meu último trabalho de restauração fotográfica.

ESTAÇÃO BICAS – Prédio da Estação completou 139 anos em 2018

Inaugurada em 13 de maio de 1879 pela Cia. União Mineira, incorporada com a linha pela Leopoldina Railway em 1884 e posteriormente pela Estrada de Ferro Leopoldina – E.F.L., a Estação de Bicas guarda uma belíssima história.

Quando a estrada de ferro aqui chegou ao final da década de 1870 a Villa das Bicas era apenas um arraial. A chegada da ferrovia e a escolha do arraial para sediar uma Estação e as futuras instalações da Oficina Ferroviária proporcionaram ao local uma importância sem precedentes, sendo fundamental para a criação do Município. Foram tempos de desenvolvimento e pujança!

A cidade de Bicas tornou-se estratégica para a Leopoldina, com uma completa e bem equipada Oficina de Manutenção de Locomotivas e Vagões, tendo os melhores e reconhecidamente “mais competentes trabalhadores”; tínhamos aqui sediada a Equipe de Socorro e uma bem estruturada Escola Profissionalizante – SENAI, formadora de futuros grandes profissionais.

Sem dúvida um histórico belíssimo, que faz da antiga Estação Ferroviária de Bicas uma das mais tradicionais edificações, com grande valor histórico e cultural para a cidade, importante Patrimônio Histórico que em 2018 completou 139 anos.

Na antiga Estação Ferroviária funcionam hoje a rodoviária da cidade; a loja de artesanato da Art’Bicas Associação dos artesãos Biquenses e o Memorial do Ferroviário Biquense que abriga belíssimas peças, fotos, pinturas e documentos que mantêm viva a história da ferrovia no Município.

Pela Estação de Bicas passaram trens de passageiros até a primeira metade dos anos 1970, sendo o ramal suprimido oficialmente somente em 1994.

A verdade é que, com o fim da ferrovia, a cidade de Bicas-MG estagnou-se.

Como na maioria das cidades por onde a Estrada de Ferro Leopoldina passou, Bicas vive um vácuo à procura de uma nova vocação.

Como prova do valor histórico e cultural da Estação Ferroviária e da própria ferrovia para Bicas, apresento um trecho do Diário de Dom Pedro II, vol. 25, de 27 de abril de 1881(aª fa), copiado de José Carlos Barroso – Cessão Marcus Granado). Dom Pedro II andou na União Mineira passando por Bicas, em 1881:

-“(…) 5 ½ Acordei. Vou ler. Saio às 7h. Caminho conhecido até Serraria. Cheguei às 8 ¾ a Juiz de Fora. A cidade tem aumentado muito. Bela avenida com bonitas casas que devem arborizar. Almocei numa destas que é do Barão de Cataguazes. Partida do trem às 11h 10′. Nada de novo até Serraria. Aí entramos no trem da estrada de ferro da União Mineira. Percorremos 84km até o arraial – vila ainda não instalada de S. João de Nepomuceno. A estrada para subir parte da serra do Macuco tem 2 ziguezagues com plataformas. Tem 7 estações pequenas porém bem construídas conforme a aparência. Vista muito bela assim como mato viçoso de Bicas para diante. Descobre-se amplo vale fechado por altas montanhas, e perto de S. João avista-se a alta serra do descoberto de contorno original. Grande número de quilômetros a começar da Serraria passa a estrada por fazendas de café muito bem plantadas e algumas com casas feitas com bom gosto. Há interrupção de terras tão boas para voltarem estas. Vim conversando com o engenheiro Betim cuja direção inteligente e ativa revela-se no modo porque a estrada foi construída e tendo trilhos de aço, e com o desembargador Pedro de Alcântara Cerqueira Leite a cuja influência se deve sobretudo a estrada que é de bitola de um metro. (…)  

Fonte: site Estações Ferroviárias do Brasil, de Ralfh Mennucci Giesbrecht

Um Patrimônio Histórico desta envergadura é sempre digno de extrema atenção.
Por sua história e pela importância da ferrovia para nossa cidade, a antiga Estação Ferroviária – hoje Terminal Rodoviário José Croce – necessita da sensibilidade, da atenção e de uma constante manutenção por parte do Poder Público Municipal.
Ela realmente merece!

Presto minhas homenagens à nossa belíssima Estação Ferroviária fazendo uma das coisas que mais gosto: fotografar!

Veja as fotos em: O trem expresso

Singela homenagem à professora Maria Antonieta Silva Carvalho – Dona Tueta

Odete Pinho, Tereza Amorim, Antonieta e Helaine

No último dia 03 de outubro, a história de nossa cidade ficou mais triste. Recebíamos a notícia da “passagem” da eterna professora Maria Antonieta Silva Carvalho, a Dona Tueta.

Quando falo de “história de nossa cidade” falo de uma das mais belas páginas desta história, o Liceu, a Escola Primária Quatro de Novembro, ou EP4-11, da qual tive a honra de ser aluno das Professoras Marisa, Helaine e Marly no período de 1969 a 1972, tendo como diretora a Dona Tueta.

Qual de nós não guarda uma bela história da infância tendo uma professora como protagonista de grandes e belas recordações?

Dona Tueta foi protagonista da história de muitos alunos e alunas que passaram pelo Liceu, escola com belíssimo histórico em se tratando de“qualidade do ensino”, mérito em que ela teve grande participação e responsabilidade.

Ao nos aproximarmos das comemorações pelo dia do Professor, trago como singela homenagem à “Eterna Professora” alguns registros em que realizei trabalho de restauração fotográfica e fazem parte de nosso acervo, graças à colaboração de muitos amigos e amigas que também tiveram a honra e a alegria de conviver com ela por alguns anos de suas infâncias.

Veja mais fotos no link: Blog do Mayrink

 

Museu Nacional

É muito difícil para cada um de nós que trabalhamos incansavelmente pela preservação de nossa HISTÓRIA nas mais diversas frentes descrever o que estamos sentindo.

O descaso mais uma vez “apunhala de morte” nossa história. Resultado da vergonhosa ganância e da certeza de impunidade dos governantes, seres norteados pela negligência, pela imoralidade, pela incompetência e pela completa falta de escrúpulos daqueles que deveriam ter o dever; a OBRIGAÇÃO de cuidar com extremo carinho, dedicação e amor de nosso patrimônio histórico e de nosso País como um todo.

Se eu usasse todo o repertório de palavras desqualificantes seria muito pouco para expressar meu sentimento neste momento.

O descaso com um patrimônio da magnitude do Museu Nacional – que levou à sua completa destruição – e de tudo que temos presenciado lamentavelmente comprova que vivemos, sem dúvida, o quadro mais desanimador de nossa história! Sinais de um futuro realmente sombrio.

Triste, desmotivado e completamente sem esperança de um futuro melhor para esse meu Brasil.

Juventude católica biquense participa do Encontro DESPERTAI-VOS tendo com tema a VOCAÇÃO

Aconteceu na tarde de sábado, 25 de agosto, na Quinta Nossa Senhora de Fátima, o Encontro DESPERTAI-VOS, voltado para os jovens de nossa paróquia tendo como tema “VOCAÇÃO”.

25 jovens participaram deste momento de formação com Pe. Dione e as Irmãs Maria e Matilde, da Congregação das Irmãs Franciscanas da Sagrada Família de Maria.

O encontro teve início às 13h30 com um momento de oração seguido de uma dinâmica de grupo, onde os jovens foram divididos aleatoriamente em grupos por cores. O objetivo era que eles falassem entre si de suas vocações, daquilo que cada um deles desenvolvem com mais alegria e sentimento de realização.

Após conversarem entre si, cada grupo se apresentou buscando mostrar aos demais suas vocações de uma forma bem descontraída, típica da nossa juventude.

Em seguida, Irmã Maria e Irmã Matilde convidaram os jovens a fazerem uma avaliação de tudo o que fora apresentado, observando os dons que eles destacaram.

Após esta avaliação, as irmãs passaram a apresentar um pouco dos trabalhos que elas e as demais irmãs da congregação realizam, colocando seus dons e vocações a serviço dos irmãos.

Logo depois, Pe. Dione fez um momento de oração com os jovens, encerrando com uma animada e descontraída dinâmica.

Este encontro teve a animação musical de Douglas, da Renovação Carismática de Bicas.

Ao final, foi servido um saboroso lanche a todos os participantes.

Veja as fotos AQUI – Paróquia São José de Bicas

Direto da praça São José: Brasil 2 X 0 México