Os jovens das décadas de 50 e 60

Escrito por Antônio Santa Cruz Calvário
(Tonico da Dona Minervina)

Tonico, Celso Jardim, Felipe Abrahão e Ério Silva

Nas décadas de 50 e 60, os jovens biquenses tinham uma vida mais feliz e mais saudável, pois naquela época não existia internet, telefone celular e outras invenções que vieram para tomar o tempo das pessoas. A televisão estava nascendo e era para poucos. Jovens que viveram naquele tempo, do qual tive o prazer e satisfação de ter vivido, posso afirmar que as nossas diversões eram saudáveis, cinema, footing na Rua Coronel Souza, participávamos de animados e concorridos bailes nos nossos clubes da época, como o Clube Biquense, o Sport Club, os Paladinos, o Café que Abafa, Inex e outros, sempre conduzidos por famosas orquestras ou de ótimos conjuntos musicais.

Dava prazer dançar com os rostos colados, ao som de bonitas e românticas músicas. Naquela época, os conjuntos e orquestras usavam o som natural dos instrumentos sem auxílio de possantes e estridentes aparelhos amplificadores usados atualmente e que tornam os bailes um ambiente ensurdecedor e impossibilita as conversas ao pé do ouvido.

Além dos bailes em Bicas, também participávamos de bailes em cidades vizinhas, como: Mar de Espanha, Pequeri, São João Nepomuceno, Maripá e outras. Alugávamos um táxi e só voltávamos na madrugada do dia seguinte.

Lembro-me, também, das boas e saudosas brincadeiras dançantes realizadas no Clube Biquense, nas tardes de domingo, que, quando não tinha um conjunto para tocar, como o Copacabana do Joãozinho do Sr. Licinho, nós levávamos os nossos LPs (vinil), do Waldir Calmon, Pat Boone, Ray Charles, Paul Anka, Nat King Cole, The Platers, Chubby Checker, Celly Campello, Glen Miller, Perez Prado, Metais em Brasa, Românticos de Cuba, Trio Iraquitan, Ray Coniff, Billy Vaughan, Orquestras do Ruy Rey, Tabajaras, etc. 

Levávamos, também, os boleros românticos do Gregório Barrios, Lucho Gatica, Roberto Yanês, e outros que faziam sucesso naquela época.

Durante a semana, quando não tínhamos nada para fazer, íamos no Bar do Sr. Catulino para jogarmos umas partidas de sinuca e no final degustar um saboroso sanduiche de filé que só o Sr. Catulino sabia fazer, ou então, sentar com amigos no Bar da dona Tereza Lagrota, bater um bom papo, tomar umas cervejinhas ou degustar um saboroso sorvete caprichosamente preparado pela Dona Tereza.

Um divertimento que não podia faltar era, de vez em quando, reunir 3 ou 4 amigos, alugar um táxi e fazer uma visita às “meninas” da Tia Rita, uma senhora já idosa que comandava com muita competência uma zona, na parte alta da cidade.

Naquela época, não se falava e não usávamos drogas… As bebidas alcoólicas consumidas para prepararmos para os bailes e festas eram: o Vermute Martini Bianco, o Hi Fi (vodca com refrigerante Crush), o famoso Cuba Libre (Coca Cola com Rum), a tradicional Batida de limão (caipirinha), o leite de onça e, às vezes, um uisquezinho e a velha cervejinha.

Ao escrever esta crônica tive em mente somente fazer com que as pessoas que viveram no meu tempo rememorassem comigo alguns episódios acontecidos, num período da vida de mais ou menos sessenta anos. Ao mesmo tempo, procurei dar conhecimento ao leitor mais jovem sobre coisas e costume de um passado que já vai distante. 

XXIII Jogos dos Advogados Mineiros – JAM 2025

Por Fabiano Candido

Com 4.600 profissionais inscritos, os Jogos dos Advogados Mineiros de 2025, realizado em Belo Horizonte, foram mais uma vez marcados pela presença vibrante da Delegação de Bicas, que brilhou em diversas modalidades disputadas por nossa subseção na capital mineira.

Um feito histórico merece destaque: a conquista inédita da medalha de ouro nos jogos para Bicas, que veio com a natação, nos 50m livre masculino (categoria 41-50 anos), com o atleta Magno Federici, que protagonizou uma emocionante disputa contra o nadador de Contagem. Com a marca de 00:26.70, venceu por apenas 20 centésimos de segundo, trazendo para Bicas um ouro jamais conquistado na competição.

No futevôlei, a excelente performance continuou. A dupla Artur Longo e Giovani conquistou a medalha inédita de prata na modalidade, superando o resultado de 2024 (bronze), sendo vencidos apenas pelos atuais campeões. Esse resultado histórico reforça a crescente força da subseção nesta modalidade e contribuiu para nossa melhor posição no ranking geral até hoje.

Na peteca masculina, o trio formado por Fabiano, Ricardo e Artur Longo obteve a melhor colocação desde a prata de 2019, ficando entre as oito melhores cidades de Minas Gerais, entre 64 concorrentes. Após vencerem o Grupo F, foram eliminados nas quartas de final pelos vice-campeões de 2024, Venda Nova.

Também no Beach Tennis masculino, a dupla Yan Marconato e Ricardo elevou o desempenho da subseção, sendo eliminada nas quartas de final pela forte equipe campeã de Divinópolis.

No tênis de mesa, o atleta Artur Adversi destacou-se entre 90 competidores. Avançou nas fases classificatórias e, mesmo sendo eliminado pelo campeão de Uberaba, foi o único atleta a vencer um set do medalhista de ouro. O foco agora é buscar uma medalha inédita nesta modalidade em 2026.

O atletismo também trouxe grandes resultados:

•César Durão alcançou a 6ª colocação em sua categoria.
•Geandro completou os 6km na excelente 28ª colocação geral.
•Geraldo Magela, na mesma distância (categoria 50+), ficou em 13º lugar em sua categoria.

Completaram nossa equipe: Giovana Vital (400m), Josiane Borges (100m), Carlos Magno (400m), Luiz Carlos (Salto), além de Vinicius e Grazielle Adversi, que enriqueceram nossa participação nas pistas.

Na natação até 40 anos, o atleta Cleverson também representou Bicas com garra, enquanto no futsal masculino, o tradicional Alvará FC fez uma partida disputadíssima na segunda fase contra Juiz de Fora. Apesar da derrota por 4 a 1, o goleiro Marcos Lopes brilhou com boas defesas e ainda marcou o único gol da equipe. A equipe começou com Carlos Magno, Willer, Lucas Oliveira e Cleverson, e teve reforço de Rafael Aquino, Fabrício Garcia e Artur Adversi além da liderança do técnico Magela Longo e seu assistente Haroldo Mattos. Alguns desfalques, devido a compromissos em outras modalidades, foram sentidos, mas a equipe demonstrou força e dedicação até o fim.

Nos jogos de salão, também tivemos excelente participação:

•Éder Lamarca na Dama
•Igor Wollny e Luiz Carlos Martins no Truco
•Fabrício Garcia na Sinuca, que eliminou três adversários e chegou até a quarta fase, ficando próximo do pódio.

A comissão técnica da delegação foi formada pela presidente da subseção Ágatha Gomes, Sabrina Fulco, Roberta Ferreira e o sempre dedicado Rafael Bruno, que garantiram apoio integral aos atletas e contribuíram para o sucesso da campanha.

Resultado final: um ouro 🥇 e uma prata 🥈 – a melhor participação da história da nossa subseção!

Agora, Bicas soma 1🥇 2🥈 2🥉 na história dos JAMs.

Parabéns aos nossos atletas, que com empenho e paixão, seguem escrevendo a trajetória vitoriosa de Bicas no cenário esportivo da advocacia mineira.

Que venham os JAM 2026!

Cronograma de Vacinação Antirrábica 2025

Donos de pets, fiquem atentos! A vacina antirrábica é essencial, tanto para a saúde pública quanto para a saúde individual de animais e humanos, pois a raiva é uma doença grave e quase sempre fatal, quando não tratada preventivamente.
@secretariasaude.bicas

Nota de Pesar | José Maurício Sales

Prefeitura de Bicas | Mais saúde para a população

A Prefeitura de Bicas recebeu uma nova ambulância, adquirida por meio da Resolução SES nº 9.332, da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais.
Esse reforço na frota municipal representa mais agilidade e segurança no atendimento à população. Seguimos trabalhando para oferecer um serviço de saúde cada vez mais eficiente e humanizado!
@secretariasaude.bicas

Aniversários do mês de agosto de 2025

04/08 – BRUNA, filha de Margareth Rossi e Dr. Vinícius Cerqueira.

04/08 – AMARILIS MACHADO ARAÚJO HADDAD, residente em Juiz de Fora.

04/08 – ANTÔNIO GABRIEL SIMÕES DINIZ, filho de Patrícia e Carlos Elias Diniz e neto de Maria Aparecida e João Batista Diniz.

05/08 – A Dra. LAURA FRANÇA VEIGA, residente em Belo Horizonte.

05/08 – MURILO DA SILVA, funcionário do INPI (Setor de Patentes), residente no Rio de Janeiro.

06/08 – REGINA LANINI DE CASTRO.

06/08 – SAULER JOSÉ FELIPE MATOS.

06/08 – JULIANA, filha de Ercília e José Ildeu de Castro.

07/08 – LUIZ CÚGOLA.

07/08 – ÉRIKA FARHAT.

09/08 – DENILSON VENTURELLI.

09/08 – GERALDO MAGELA SOUZA RAMOS.

10/08 – JOSÉ MARIA MACHADO VEIGA.

10/08 – FELIPE, filho de Sônia e Ênio de Souza, residentes em Petrópolis/RJ.

10/08 – PAULO BARRAL, residente no Rio de Janeiro/RJ.

12/08 – JOSÉ AUGUSTO, filho de Dorinha e Lauro Augusto de Castro.

13/08 – O cantor REGINALDO DE JORGE.

13/08 – PATRÍCIA GUARNIERI SIMÕES DINIZ, esposa de Carlos Elias Diniz.

14/08 – AMARILDA MACHADO ARAÚJO.

16/08 – TAMIRYS, filha de Silvana e Valcir Barin.

16/08 – CARMEM LÚCIA MACHADO.

16/08 – PATRÍCIA GUARNIERI.

17/08 – LATIFE FARHAT.

17/08 – JUDITH PERON DE OLIVEIRA.

18/08 –  GILMAR GOMES DE OLIVEIRA.

18/08 – ROGÉRIO MENDES DE ARAÚJO.

19/08 – Dra. DANIELA D. VEIGA CARVALHO, residente em Ipatinga/MG.

19/08 – VERALUCE SALLES SOUZA RAMOS e dia 20/08 seu marido Dr. JOSÉ MARIA DE SOUZA RAMOS.

20/08 – AURA MARIA LAMHA CARNEIRO.

20/08 – ALOYSIO BARBOSA LORO BORGES.

20/08 – ADILSON CÉSAR REIS.

21/08 – YAGGO REBOUCAS ESTIGUER GUEDES, neto de Maria Angélica Monteiro da Silva Rebouças. 

22/08 – BERNARDO, filho de Aloma e Francisco Galil.

24/08 – CAROLINA REBOUÇAS ESTIGUER.

25/08 – JULIANA SILVA DOS SANTOS.

25/08 – MANUELA PARADELA RETTO.

26/08 – MARCELO RETTO VEIGA, funcionário da Petrobras em Macaé/RJ.

26/08 – EVELINE PINHO.

27/08 – FRANCISCO GALIL, residente em Juiz de Fora.

27/08 – DIOGO GONÇALVES FILGUEIRAS.

27/08 – Pe. CÁSSIO BARBOSA DE CASTRO.

28/08 – EDUARDO SANTOS FURTADO.

29/08 – STELA MARIA TAROCO.

Quem explica?

CR mandou essa daí, ontem, no jornal Tribuna de Minas… Siga…

“Quem explica?

Enquanto o litro da gasolina em Juiz de Fora está custando R$ 6,45, a mesma rede de postos oferece o combustível a R$ 5,96 em Bicas e Maripá.” 

Olha só onde vim parar: Hoje escrevo uma coluna para ser publicada na edição de cem anos de O GLOBO, jornal que me formou

 

Marcelo Barreto

 

O GLOBO era o jornal que chegava à minha casa desde a infância em Bicas — impresso em papel, como esta edição que vou guardar

27/07/2025 05h00 Atualizado há 2 dias

Impressão da edição especial dos 100 anos do GLOBO — Foto: Gabriel de Paiva

“Não tenho roupa para me sentar aqui!” Soltei essa frase, uma das preferidas do meu compadre Aydano André Motta, ao cumprimentá-lo numa das mesas do aniversário de uma amiga querida, Fernanda Godoy. E logo percebi que daquela vez não era só brincadeira. Em outras cadeiras, estavam Ancelmo Gois, Dorrit Harazim, Miriam Leitão e Flávia Oliveira — um grupo de colunistas que o GLOBO poderia mandar para concurso, para usar uma expressão de outro a ocupar estas páginas, Luis Fernando Verissimo. Tudo gente boa e que eu já conhecia pessoalmente, com maior ou menor grau de intimidade. Mas, quando fizeram questão de se apertar para que eu e Simone, minha mulher, pudéssemos nos acomodar, bateu exatamente a sensação que tenho ao ocupar este espaço: olha só onde vim parar.

Logo eu, que adoro aquela frase do Groucho Marx: “Não quero pertencer a um clube que me aceita como sócio”, num e noutro caso tive de me contradizer. As horas passadas à mesa no aniversário da Fernanda foram uma aula magna de jornalismo, ministrada na forma de um papo animado e divertidíssimo. Ainda precisei fingir um pouquinho de costume, mais ou menos como faço agora, enquanto escrevo uma coluna para ser publicada na edição comemorativa dos cem anos de um jornal que já teve entre seus cronistas esportivos — só para citar dois exemplos — os irmãos que foram os maiores desse ofício no Brasil: Mario Filho e Nelson Rodrigues.

O GLOBO era o jornal que chegava à minha casa desde a infância em Bicas — impresso em papel, como esta edição que vou guardar, mas ainda sem o recurso da assinatura; era preciso comprar na banca do Padula, a única da cidade. Foi no dia 2 de abril de 1991, quando cheguei à Rua Irineu Marinho, 35, para começar como estagiário da editoria de Esportes, que me senti pela primeira vez como naquela mesa. Acompanhar um repórter numa cobertura era também pôr um rosto nos nomes que assinavam as matérias que eu lia. Essa gente que eu já admirava me acolheu e me orientou, durante o estágio e após a contratação, como também o fizeram redatores, chefes de reportagem e editores. Alguns são meus amigos até hoje, outros foram mais longe e me adotaram como irmão mais novo, e há também os que já se foram. Nunca me perdoaria se esquecesse de citar um só deles, e é por isso que vou escolher o caminho seguro do agradecimento coletivo.

Sei que falando assim parece que passei uma vida aqui dentro, mas fui repórter do GLOBO por apenas seis destes cem anos de história. É que minha formação como jornalista se fez naquela redação dos anos 90 — reproduzida com perfeição pela inteligência artificial na série do Globoplay. Durante esse tempo, errei muito, mas aprendi princípios éticos que me acompanham até hoje. Discordei várias vezes de decisões e métodos de meus superiores, não só no Esporte. Nunca achei que trabalhava num jornal perfeito ou infalível, e fazer esses questionamentos também me ensinou. Toda trajetória no jornalismo é uma busca, e a minha me levou de volta para casa, com o convite para ocupar este espaço em 2016.

Nunca poderia imaginar que estaria aqui hoje. Nem que, nesse caminho, dividiria mesas, conversas e coberturas com tanta gente tão boa que escreve uma história centenária do jornalismo brasileiro. Me perdoem, mas hoje não é dia para pudores: a este clube eu quero pertencer.

Prefeitura de Bicas | IX Conferência Municipal de Saúde

ESF Nordeste | Unidade de Apoio Gilson Lamha | Vacinação e atualização da caderneta