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Os fanfarrões

Estávamos batendo uma “laçada” de pipas no céu do campinho, quando desceram a José Soares, Zé D’Onofre e João Gulinha numa “rama” danada. Não se via quem se escorava
em quem.

Os dois cantavam: “Viva o dotô Oliveira, viva o dotô Oliveira”… Zé D’Onofre parou na ponte tão abruptamente que João Gulinha desequilibrou-se e foi catando cavaco até a varanda do Neném Brasinha. Sem a menor cerimônia, Zé abriu a braguilha da calça e começou a regar o córrego…

Dona Durica rapidamente cerrou a janela, mas esqueceu de tirar o olho da fresta. Didi Trocate, que acabara sua tarefa na casa da Bebete, quando viu aquela exuberância balançando, deixou seus pertences no chão, colocou a mão no rosto e caprichou em bom tom: “Nossa!!! Que enorme!!! Adorei Milhões!!!”.

Zé D’ Onofre, antes de guardar seu conteúdo lúdico, chacoalhou e gritou: “Aqui Geralda, hoje você não me escapa”… João Gulinha se escorou no parceiro e falou: “Vamos cumpadre, é tarde e a patroa pode xingar”…

Os dois subiram, cambaleantes a Rua do Brejo cantando: “Quando você se cansar dos carinhos meus/não precisa me enganar/basta me dizer adeus”… Nessa hora, o Maninho já havia cortado e aparado a minha pipa…

Bicas tomando umas!