Marilene Rachel – omunicipioonline.com.br
O setor de alimentação fora do lar apresentou desempenho mais positivo em outubro, segundo a Pesquisa de Conjuntura Econômica da Abrasel de novembro. Após setembro registrar 27% de empresas operando no prejuízo (pior resultado desde fevereiro deste ano, quando o número foi de 30%), o cenário mostrou recuperação: em outubro, na Zona da Mata, esse percentual caiu para 17%. Outros 43% dos estabelecimentos tiveram lucro e 39% operam em equilíbrio. Os dados também reforçam o movimento observado pelo Índice Abrasel-Stone, que registrou aumento de 1,6% nas vendas do setor em outubro na comparação com setembro.
“Estamos vivenciando uma retomada de confiança no nosso setor após a crise gerada pela divulgação de casos de bebidas adulteradas com metanol no país. Mesmo sem registros de casos em Minas, os negócios foram afetados. Os resultados do mês de outubro já demostram uma clara recuperação e a expectativa é uma melhoria ainda melhor no faturamento com as festas de fim de ano”, afirma a presidente da Abrasel Zona da Mata, Francele Galil.
Outro fator que contribuiu para a melhora do cenário financeiro das empresas é o repasse da inflação para os cardápios. Segundo os dados mais recentes do IPCA, o setor de alimentação fora do lar registrou alta de 0,46% — acima do índice geral, que subiu 0,09% no mesmo período. Isso indica que o setor conseguiu repassar uma parte da inflação, o que ajudou a recompor margens de lucro, ainda que de maneira limitada.
Entretanto, mesmo que com um cenário favorável, a pesquisa indicou que muitos estabelecimentos seguem operando com margens apertadas por receio de perder consumidores. Os resultados apontam que 40% das empresas não conseguiram realizar reajustes nos cardápios nos últimos 12 meses; 32% reajustaram apenas para acompanhar a inflação; 25% ficaram abaixo do índice; e apenas 3% aplicaram aumentos superiores.
Quanto ao endividamento, 36% das empresas possuem pagamentos em atraso (uma queda de seis pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado, quando o número era de 41%). Dentre os tipos de débitos estão: impostos federais (79%), tributos estaduais (30%), empréstimos bancários (36%).
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