Para não pagar pensão alimentícia, pai é preso por matar filho autista asfixiado

Polícia Civil de SC disse à Banda B que suspeito confessou o crime; corpo do menino foi encontrado enrolado por saco plástico, em cova rasa

Por Redação da Banda B, em 06 de novembro, 2025 as 14h25.

Um homem, identificado como Davi Piazza Pinto, foi preso em flagrante após confessar à Polícia Militar ter matado o próprio filho, de 11 anos, que tinha autismo e cegueira. O crime aconteceu em João Pessoa (PB), mas o suspeito se apresentou à Polícia Civil em Florianópolis (SC).

Em nota enviada à Banda B, a Polícia Civil de Santa Catarina (PSCS) informou que Davi confessou ter matado o filho asfixiado “por problemas financeiros e em um momento de desespero”. O objetivo, segundo as investigações, era evitar pagar pensão alimentícia.

Davi Piazza Pinto viajou até a cidade do menino após dizer que tinha a intenção de se reaproximar dele – Foto: Divulgação/Polícia Militar de Santa Catarina

Após o depoimento do suspeito, a Polícia Civil da Paraíba foi acionada e localizou o corpo da criança no local indicado. O corpo estava em um terreno baldio ao lado de uma empresa. De acordo com a imprensa paraibana, o cadáver foi localizado no sábado (1º), enrolado por um saco plástico e enterrado em cova rasa.

O corpo teria sido levado pelo pai para o terreno baldio em um carro de aplicativo. Um dos motoristas que transportou o suspeito e a criança até o local reconheceu o passageiro na televisão e procurou a polícia para prestar depoimento.

Durante o interrogatório, feito na presença de um advogado, Davi preferiu se manter em silêncio. A Polícia Civil da Paraíba afirmou que Davi mora em SC e viajou para João Pessoa após entrar em contato com a ex-mulher e dizer que tinha o desejo de se reaproximar do filho.

No sábado, teria ligado para a mãe do menino e dito que havia “perdido a cabeça”.

“Considerando os elementos de prova colhidos e a confissão inicial, a autoridade policial lavrou o auto de prisão em flagrante e representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, fundamentada na gravidade concreta dos fatos e na necessidade de garantir a ordem pública”, disse a PCSC.

A investigação segue em cooperação entre as polícias civis de Santa Catarina e da Paraíba. A Banda B tenta localizar a defesa de Davi Piazza Pinto.