Numa tarde de domingo

Zé Quinhentos apita o início do prélio. Estádio Almir Maciel com um ótimo público, atento para mais um clássico intermunicipal. Lá na arquibancada de concreto, Santos estava faturando com seus picolés, não precisava nem gritar, pois a torcida estava debaixo de um sol daqueles…

No lado da arquibancada de madeira, perto do banco de reservas, Coelhinho vendia suas peles e amendoins. Esse gritava para deleite dos torcedores: “Temos lábios de porco torrados que levanta defunto”… Nas quatro linhas, Roberto Pequeri deu um lençol no Teminho, tirou Tonico da jogada, com uma finta, e tocou no canto direito do Quinista: Pequeri 1×0.

Antônio Bento, faturando com suas laranjas atrás do gol, gritava para o Leopoldina reagir… Tempo passando, todos apreensivos e nada. Lelé, que entrou no segundo tempo, recebeu um belo passe do Pio, na entrada da área, e fuzilou o arqueiro Paulinho, empatando o jogo.

Na comemoração, Niquinha, que estava encostado no alambrado e rasgado d`água, jogou uma mamucha, acertando em cheio a cabeça do bandeirinha. Balanga largou a mala de massagista e correu para abraçar o técnico Wilson Amorim, que esfregava as mãos com um sorriso largo. Assim, o clássico terminou empatado e mostrou ser um grande entretenimento… Bicas com a bola cheia.