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A Polícia Civil de Minas Gerais abriu inquérito para apurar um episódio de extrema violência contra um cachorro dentro de um condomínio fechado no Bairro Previdenciários, em Juiz de Fora. O ataque, ocorrido no início de janeiro, chocou moradores pela brutalidade: segundo o tutor, o animal foi esfaqueado mais de 30 vezes. O caso está sob responsabilidade do Núcleo de Atendimento às Ocorrências de Maus-Tratos a Animais.
De acordo com o boletim de ocorrência, o cão foi encontrado pelo próprio dono, Lacerda Maia Pereira, por volta das 9h do dia 3 de janeiro. A cena era desesperadora. Coberto de sangue, ferido e em estado de pânico, o animal lutava para sobreviver após o ataque.
Segundo o tutor, o cachorro, chamado Juninho, havia escapado por alguns instantes do lote onde vive — um terreno em construção que conta com canil — quando teria sido violentamente atacado.
“Juninho é dócil, pequeno, brincalhão. Nunca apresentou qualquer comportamento agressivo”, disse Lacerda à polícia, ainda abalado.
Levado às pressas para atendimento veterinário, Juninho teve confirmadas múltiplas perfurações provocadas por objeto perfurocortante. O quadro inicial era grave e inspirava cuidados. Contra todas as expectativas, o animal sobreviveu e segue em recuperação, cercado de cuidados e atenção.
Investigação tenta identificar o agressor
O relato do tutor aponta para um possível autor do crime. Moradores do condomínio teriam afirmado à polícia que viram um vizinho circulando com uma faca no mesmo dia do ataque, enquanto passeava com o próprio animal de estimação. Em mensagens enviadas ao grupo de moradores, o homem teria declarado que usaria “força” para proteger seus cães de terceiros.
Após o ocorrido, o suspeito não foi mais localizado. A Polícia Militar orientou a família de Juninho a reunir provas e informações que possam ajudar na identificação formal do responsável.
Violência contra animais tem punição prevista em lei
A legislação brasileira é clara. Conforme a Lei 9.605/98, no artigo 32, é crime praticar maus-tratos contra animais domésticos, silvestres, nativos ou exóticos. Entre as condutas previstas estão ferir, mutilar, abandonar, envenenar, negar alimento, água ou assistência veterinária, além de manter animais em locais inadequados.
A pena prevista é de três meses a um ano de detenção, podendo ser aumentada de um sexto a um terço caso o crime resulte na morte do animal.
O inquérito segue em andamento. Enquanto a investigação busca respostas, Juninho luta para se recuperar de um ataque que deixou marcas profundas — no corpo e na consciência de quem acompanhou de perto a brutalidade do crime.