
Há 60 anos, em 21 de agosto de 1960, O MUNICÍPIO publicava: Vida Esportiva; Congregação da Doutrina Cristã
Leia, abaixo, a edição completa de O MUNICÍPIO publicada em 21 de agosto de 1960




Plantão Coronavírus do CIEPS, de quarta-feira, 19/08

Assim é Bicas: Mecânica Precisa, inserindo Bicas no cenário nacional
Mecânica Precisa
A história da Mecânica Precisa começa com seu fundador, José Pinto Júnior, mais conhecido como Juninho da Precisa, que em 1989 se qualificou como Torneio Mecânico pelo SENAI/JF. Juninho trabalhou na Máquinas Guarnieri de 1989 a 1990, e no início dessa mesma década mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se aprimorou ainda mais profissionalmente e passou a vislumbrar a abertura de sua própria empresa.
Retornou a Bicas em 1992, agora trabalhando em outras empresas e prestando já os seus primeiros serviços de forma independente. Em 12 de março de 2001 fundou a Mecânica Precisa, empresa especializada em serviços de torno, solda, caldeiraria, usinagem e serralheria de peças diversas.
Em 27 de fevereiro de 2013 a empresa estendia também o seu ramo de atuação, passando a exercer atividades de fabricação de máquinas para beneficiar minerais, máquinas para terraplanagem, pavimentação e construção, equipamentos para prospecção de petróleo – perfuratrizes, sondas, brocas rotativas – fabricação de equipamentos hidráulicos e pneumáticos, serralheria doméstica e estruturas metálicas em geral. Situada no antigo galpão da RFFSA, a Mecânica Precisa já se encontra há 16 anos em plena atividade e contribuindo fortemente para a qualidade de vida e desenvolvimento social da população, sendo esta uma de suas mais importantes visões.
Dentre a gama de equipamentos que a Precisa dispõe para oferecer sempre o melhor serviço aos seus clientes, estão: tornos que permitem serviços em peças de até 500mm de diâmetro, oxicorte, corte plasma, ferramentas manuais, elétricas e pneumáticas; instrumentos de medição, talhas manuais e elétricas, saca polia hidráulico, equipamento para teste hidrostático de até 3000 PSI, Soldas TIG, ER e MIG de 450 amp e 250 amp, inversor de solda 350 amp, gerador de solda 400 amp, empilhadeira de duas toneladas e todo o ferramental para caldeiraria e serralheria.
Conhecida pelo profissionalismo e precisão de seus trabalhos, a empresa confecciona móveis artesanais e diversos artigos que satisfazem as mais variadas necessidades de seus clientes, desde reparos a grandes construções. Ao longo de quase duas décadas de atividade, a Mecânica Precisa se orgulha por prestar serviços a clientes importantes no cenário nacional. Mas também, se orgulha da satisfação de cada cliente que vê seu serviço sendo realizado com a dedicação de profissionais que se empenham ao máximo para oferecer o melhor que puderem sempre.
Dentre tantas obras espalhadas por nossa cidade, destacamos algumas de autoria da comumente conhecida, Precisa: cobertura da academia popular, coberturas das escolas Retto Júnior, Dr. Matheus, Maria Antonieta; símbolo em homenagem aos ferroviários instalado no parque municipal dos ferroviários, entre muitas outras. Além da fabricação de equipamentos e recuperação de bombas centrífugas, serviços de hidráulica e pneumática, construção de moinhos e filtros manga, manutenção e reforma em maquinário agrícola e diversos outros serviços.
A Mecânica Precisa hoje, através de seus diversos clientes e serviços já realizados, conseguiu concretizar uma de suas metas de trabalho: promover a inserção do município como força produtiva no cenário nacional. União, trabalho e dedicação. Essa é a fórmula para que tudo possa ser feito com sucesso na vida, e a Precisa procura deixar isso aflorado dentro de cada um que compõe a sua família de funcionários, amigos e colaboradores.














Plantão Coronavírus do CIESP desta terça-feira, 18/08

Época de ouro do futebol biquense: Entrevista com o jogador Maury Barreto
ENTREVISTA: MAURY BARRETO
Publicado em 15 de janeiro de 2014
Nesta edição publicamos mais uma entrevista com um jogador da época de ouro do futebol de nossa cidade e região.
Nome: Maury Barreto, natural de Bicas, casado com Enir Machado Barreto, pai de Carla Maria Machado Barreto Corrêa e Maury Barreto Junior e avô de Lara Barreto Corrêa, Jonas Barreto Corrêa e João Pedro Fernandes Barreto.
Aposentado da Rede Ferroviária Federal.
Posição em que atuava? Atuei com o centroavante. Missão difícil, enfrentei muitos zagueiros leais e desleais.
Onde iniciou sua carreira? Iniciei no infantil do Esporte Clube Biquense dirigido pelo treinador José Batista Vieira, que muitas vezes organizava Torneio Infantil e fazia desfiles dos times com suas madrinhas saindo do centro da cidade rumo ao campo do Esporte. Mais tarde, quando jovem, passei para o Juvenil do Leopoldina, dirigido por Edgard Arêzo da Cunha. Em 1954 foi organizado um torneio interno patrocinado pelas casas comerciais, como Casa do Compadre, Casa Nadinho e outras. Participei deste torneio e vencemos .Os jogadores que participaram foram: Nica, Edel Arruda, José Cardinelli, Pedro Paulo Bento, Idalino Carlos, Ciro Malaquias, José Furtado, Antônio Tresse, João Celso Paixão de Castro, José Carlos Ferreira (Zuquinha), Serzedelo Louro Neto, Olímpio Alves dos Reis, Walter Porto e outros .
Clubes em que atuou? Aos 17 anos comecei a treinar no time principal do leopoldina, treinado pelo Sebastião Aquino. Logo depois, em 1956 disputei o Campeonato da LAB e tivemos a satisfação de ser campeões, após uma melhor de 3 pontos contra o S.C.Pequeriense. A 1ª partida foi em Pequeri, a 2º foi em Bicas e a 3ª foi disputada em campo neutro, o do Botafogo, em São João Nepomuceno e saímos vitoriosos.
Durante este campeonato fui responsável por 23 gols e mesmo assim não fui o
artilheiro. O maior goleador foi Brian do S.C.Pequeriense com 25 gols.
Sebastião Aquino(Treinador), Zé Cúgola, Edinho, Nica, Quinista e Hélio Croce; Tressinha, Noracy,
Paulo Croce, Maury e Vivinha
No ano seguinte voltei para o Esporte C. Biquense, na época treinado por meu pai, Carlos Alves Barreto. Ele sempre falava comigo que não era justo morar na casa dele e jogar contra o Esporte. Era o clube que ele ajudou a nascer. Então resolvi voltar para o nosso clube do coração.
Tive a felicidade de ser campeão em 1957 e para completar fui o artilheiro do campeonato com 16 gols, fazendo inclusive o gol da vitória contra o Leopoldina. Esta partida foi apitada pelo juiz da Federação do Rio de Janeiro, Airton Vieira de Morais.
Sr. Barreto(treinador), Urias, Pedro, Tão, Vieirinha, Cacai e Jairzinho; Ronaldo, Luiz Carrapeta,
Toca, Nevito e Maury
Encerrei minha carreira na década de 80 atuando pelo time de veteranos do Esporte Clube Biquense.
FOTO DOS VETERANOS: Tuim, Waguinho, Hélio Mendes, Urias, Teminho, José Carlos e Zé Renê;
Waldo, Oswaldo, Maury, Veiga, Nevito e Vivinha
Gol inesquecível? Não foi um gol decisivo, mas foi inesquecível. Acontece o seguinte: Derly Arruda, goleiro do Serrano F.C., colocou a bola no tiro de meta para o Zicão cobrar. Quando voltava para o gol viu quando a bola estava passando por cima dele, indo em direção ao gol (Zicão bateu o tiro de meta e a bola vei o na minha cabeça). O Derly gritou: “Vai meu pé de coelho”, mas não adiantou, gol do Esporte .
Partida inesquecível? Em 1962 tivemos a maior alegria com a visita do maior jogador do mundo , devido ao Bi-campeonato mundial da Seleção Brasileira no Chile.
A presença de Manoel dos Santos, o “MANÉ GARRINCHA”, atuando pelo time da ESSO contra o Esporte C. Biquense foi inesquecível para os torcedores do Botafogo de Bicas e região e para os jogadores que atuaram pelo Esporte.
Títulos conquistados?
1954: Juvenil do Leopoldina
1956: Leopoldina R. F. C.
1957: Esporte Clube Biquense
1961 : Esporte Clube Biquense (Invicto)
1963: Esporte Clube Biquense
1964: Esporte Clube Biquense (Bi-campeão)
Melhor equipe em que atuou? O melhor time em que joguei foi o de 1964 que disputou o campeonato Regional, treinado pelo Zorinho e Arrudinha.

Zeuxis, Alemão, Teminho, Delorme, Zé Pintinho, Marcelo e Maury; Joãozinho, Chimbria, Jaime, João Cunha, Nevito e Wolney.
Melhor jogador biquense com quem atuou? Nevito, do Esporte Clube Biquense.
Melhor treinador? Sobre o melhor treinador eu deixo por conta do leitor, porque todos os meus treinadores, enquanto jogadores, foram treinados pelo meu pai, Carlos Alves Barreto.
Melhor marcador? José Cúgola da Silva (do Leopoldina).
Defensor que marcava mais duro? Jacyr Moreira. Não aliviava nem nos treinos.
Melhor árbitro? José de Paula Junior.
Escale uma seleção de Bicas com os melhores jogadores da sua época: Quinista, Delorme, Urias e Cacai; Pio e Nevito; Ronaldo, João Cunha; Luiz Carrapeta e Dú.
Quero constar também uma pessoa que jamais poderia deixar de homenagear: o jogador Lalado, que na época cumpriu sua missão atuando com muito destaque e lealdade.
Adversário mais difícil? Era a equipe do Pequeriense quando o jogo era realizado em seu próprio campo.
Confusão inesquecível? Aconteceu justamente contra a equipe de Pequeri, quando ocorreu uma invasão de campo, conforme consta da foto.

Um comentário final: Ao terminar quero agradecer a Deus e também ao diretor do jornal, José Maria Machado Veiga, que tão bem dirige este jornal e me deu esta oportunidade de não ficar esquecido. Destaco que é um jornal que está aproximando o seu centenário e que nunca deixou de noticiar os fatos importantes de Bicas, além de ser um dos jornais mais antigos do Brasil. Muito obrigado.
O MUNICÍPIO agradece ao Maury pela entrevista e também por sua colaboração, já que uma grande parte do acervo fotográfico do jornal foi por ele fornecida.






