

Entrevistado: João Batista Ferreira da Cunha (João Gulinha)
Publicado em 31 de maio de 2014
Dados pessoais: Natural de Bicas, ferroviário aposentado da extinta RFFSA, viúvo, pai de Sávio (casado com Roselaine), Saulo (casado com Rosana) e Sabrine (casada com Joaquim Sales) e mãe de Beatriz, minha netinha e paixão. Em breve terei mais um netinho, filho de Sávio e Roselaine, que me honraram, pois se chamará João.
Onde você iniciou sua carreira?
No infantil do Esporte Clube Biquense.
Quem foi o seu primeiro treinador?
O Sr. José Vieira.
Colegas desta época?
Me lembro do Gualter (Totoca) e do Betinho, filho do Sr. José Vieira.
Quais os clubes em que atuou?
Leopoldina e Esporte, em Bicas e no Botafogo (Rio) em experiência por alguns meses.
Partidas e gols inesquecíveis?
Um foi num jogo Esporte e Leopoldina que terminou com o placar de 3 a 3. Atuava pelo Leopoldina, que perdia por 2 a 0, quando Pio chutou uma bola que ia para fora e eu desviei de cabeça e o Suca (goleiro do Esporte) nem mexeu. Viramos o jogo para 3 a 2 e o Esporte só empatou no último minuto, com um gol de cabeça do Waguinho.
O outro foi um Esporte e Leopoldina e eu jogando pelo Esporte.
O Pulguinha, goleiro do Leopoldina, colocou a bola no chão após uma defesa e eu, com um toque e sem esbarrar nele, tirei a bola e fiz o gol. O campo do baeta estava lotado mas poucos viram o gol, pois ele já estava com a bola nas mãos e disse que a colocou no chão para chamar a atenção do juiz para atender alguém que havia machucado. O juiz olhou exata mente quando eu tirei a bola sem fazer falta.
Títulos conquistados?
Datas não lembro, mas acho que conquistei a maioria dos campeonatos da LAB que disputei, tanto pelo Esporte como pelo Leopoldina. Tinha sorte.

Juvenil do Botafogo 6 X 0 no juvenil do Bangu (14/05/1961) Em pé: Mura, João, Advaldo (na época frequentava muito Bicas, onde tinha uma namorada), Florivaldo, Zé Carlos, Admilton, Luiz Carlos, Celso e Santos; Agachados: Adolfo (massagista), Salvador, Dagoberto, Arlindo, Dimas, Dedé, João e Jairzinho

1959: Leopoldina 1 X 1 Esporte. Ano em que João estreou no Leopoldina (aos 17 anos) e conquistou seu primeiro título: Tonico, Zé Cúgola, Noracy, Zeuxis, Quinista e Hélio Croce; Teminho, João Gulinha, Pio, Magido e Tressinha
Teve chance de atuar profissionalmente ou atuou em clubes de outras cidades?
Estive no Botafogo do Rio de Janeiro. Paraguaio era o técnico do juvenil. Não fiquei por ter que servir o exército. Quando fui para lá já estava alistado e tive que voltar. Depois desisti (namorada).
Joguei no Esporte Clube Juiz de Fora quando estava servindo o exército. Me obrigaram a jogar lá. No Botafogo tive a honra de jogar com Jairzinho (o Furacão) e no Esporte joguei com Zé Carlos, que posteriormente foi ídolo do Cruzeiro de Belo Horizonte.
Adversário mais difícil?
Espore quando jogava no Leopoldina e vice versa. A rivalidade sempre foi muito grande.
Escale a melhor equipe em que atuou?
Não me lembro bem, mais ou menos era a seguinte: Quinista, Hélio Mendes, Marcelo,
Ângelo e Zé Pintinho; Teminho e Nevito; Shimith, Jaime, João e Vitinho.
Qual o melhor jogador biquense com quem atuou?
Foram muitos, mas vou ficar com quem eu acho que foi um craque, Nevito.
Qual o melhor jogador que enfrentou em Bicas?
Também foram muitos, mas vou ficar com o que achava melhor marcador: Marcelo (da ACAR), zagueiro do Esporte.
Qual o melhor treinador?
Sempre gostei do Sr. Wilson Amorim e do Osorinho. Fico com os dois.
Marcador mais duro?
Jacyr.
Melhor Juiz?
José de Paula Junior.
Qual o melhor jogador com quem atuou?
Zé Carlos, do Esporte de Juiz de Fora e do Cruzeiro de Belo Horizonte.
Escale uma seleção de Bicas com os melhores da sua época?
Vou mesclar a defesa do Leopoldia com o ataque do Esporte com os quais atuei: Quinista, Tunico, Zeuxis, Zé Cúgola e Hélio Croce; Noracy e Nevito; Shimit, João, Jaime e Vitinho. Incluo ainda, Pedro Machado, Hélio Mendes, Marcelo, Ângelo e Zé Pintinho.
Seleção de Bicas: Melhor defesa: Em pé: Tonico, Zé Cúgola, Noracy, Zeuxis, Quinista e Hélio Croce (1959) Melhor ataque: Sentados: Shimit, João, Jaime, Nevito e Vitinho (1963)
Confusão inesquecível?
Aconteceu num jogo entre o Botafogo de São João Nepomuceno e o Leopoldina.
Não me lembro do ano.
Ainda bate uma bolinha?
Há uns 15 anos rompi o tendão de Aquiles. Nunca mais, nem por brincadeira, chutei uma bola.
Um comentário final:
Obrigado ao meu amigo e primo Zé Veiga (com quem tive o prazer de jogar muitas vezes no nosso Milionários e no Veteranos do Esporte, trocando passes e fazendo muitos gols) pela lembrança do meu nome para esta entrevista, o que muito me honrou.

26 de julho de 1964: Esporte 3 x 1 Leopoldina (2 gols de João e 1 de Wolney) Teminho, Quinista, Ângelo, Delorme, Maury Barreto e Zé Pintinho; Zé Carlos, João Gulinha, Jaime, Nevito e Wolney

1961 – Entrega das faixas ao Leopoldina, tri-campeão invicto: Magido, Tonico, Zé Cúgola, Pedro Machado, Zeuxis, Hélio Croce e Noracy; Tressinha, Pio, João Gulinha, Wolney, Sebastião Aquino e Teminho

10/09/1972: Time do Esporte campeão da Taça João Havelange. Vitória por pênaltis sobre o Minas de Goianá após
empate de 2 a 2, gols de Pedrinho e João Gulinha. Valdo, José Renê, José Marcos, Waguinho, Suca e Rominho;
Pedrinho, Lema, João, Nevito e Jorginho.

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Na sexta-feira, dia 28 de agosto, a Secretaria de Educação, por meio das escolas da Prefeitura de Bicas, entregou mais uma leva do Kit Merenda Escolar aos pais ou responsáveis pelos alunos, que estão longe das salas de aula, mas realizando atividades não presenciais.
A novidade foi a inclusão de um marmitex com carnes variadas. Essa importante ação muito tem ajudado às famílias dos alunos, no período da pandemia de coronavírus.
O recurso para a compra do kit vem do governo federal, por intermédio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). A verba não pode ser repassada diretamente aos beneficiados, somente através de itens alimentícios que façam parte do cardápio da merenda escolar.








Fonte: Prefeitura de Bicas
GENEALOGIA: FAMÍLIA LONGO
Publicado em 30 de junho de 2000
O cognome Longo vem do latim longus que significa longo, comprido e alto, referindo-se à estatura esbelta. Sua origem é atribuída ao cônsul romano Tito Sempronio Longo que o adotou em definitivo. Mas foi de Nápoles, ao tempo de Dormanna, que a família, após conquistar inúmeros títulos de nobreza, espalhou suas proles pela Itália tornando o cognome Longo tão popular quanto Silva no Brasil. Consta de que foi um tal de Antônio Longo que, de Gênova, levou o cognome para a Sicília, fixando-se em Palermo. Dos ramos sicilianos e napoletanos, os Longo se fixaram, também, na Basilicata e na Calábria onde, na cidade de Borgo Laino, foi erigida uma estátua em homenagem a um tal Ângelo Longo, figura muito festejada no lugar e que fez história pelo seu dinamismo e bravura cívica.
Na Itália, há farta literatura sobre os Longo. Muitos foram figuras importantes na história do país. São vários os brasões que ilustram este clã e o título mais difundido é o de barão.
No Brasil foram muitos os Longo imigrados no século passado e no início do atual. Talvez mais de cinqüenta. Há Longo em Minas, São Paulo, Rio de Janeiro, no Paraná e no Espírito Santo.
Mas o ramo Longo que nos interessa é o que se fixou em Bicas e nesta região mineira, cujo patriarca foi José Longo que já chegou casado com Maria Boviato. Rosa, sua filha italiana, aqui casou-se com Virgolino Evangelista, com quem teve oito filhos.
O patriarca José Longo morou com a família, inicialmente, na Fazenda Boa Vista – hoje, propriedade do prefeito Jacyr Moreira, onde nasceram os filhos Luiz, Doardino e Amélia. Mais tarde, foram para a fazenda Caxambú, em Mar de Espanha, depois passaram por Chácara, Piau e finalmente a família fixou-se em Bicas. Doardino constituiu família em Juiz de Fora, teve seis filhos e é hoje nome de rua. Sua irmã Amélia, casou-se e foi viver no Paraná onde tem dois filhos.
Coube a Luiz, primogênito, assegurar a dinastia dos Longo em Bicas. Do seu casamento com Ita, filha de Vitor Cúgola e Libânia Stroppa, nasceram Onocir, Jair, Nadir, José Luiz, Maria Libânia e Geraldo, todos ardorosos biquenses e colaboradores do progresso da cidade natal, atuando no comércio, no magistério e na política.
Ao Barão Onocir Longo, ativo vereador na Câmara Municipal de Bicas, da qual já foi presidente, aos seus irmãos e demais descendentes desta notável família de origem italiana, as nossas melhores homenagens.