80 anos em família

Foi com uma animada reunião de família no Lourdes Square que Wagner Barreto comemorou seus 80 anos. Na foto, o aniversariante com o filho Wagner, Paloma Vaz de Mello Barreto, Isabela Tostes, Marília Barreto, a mulher Lígia Barreto, os filhos Ana Paula Calixto e Paulo Henrique Barreto, Júlia Barreto, Ana Elisa Calixto, Guilherme Marques, Gabriel Calixto, Betinho Calixto, Felipe Calixto e Helena Barreto.

O jornalista Marcelo Barreto, felicitou o pai, ao vivo, durante a cobertura dos Jogos em Paris.

Fonte: Tribuna de Minas – Coluna Cesar Romero – 18 e 19 de agosto de 2024

Nove cânceres em 9 anos: juiz-forano cria vaquinha para ajudar em tratamento de condição genética rara

Ricardo Martins tem Síndrome de Li-Fraumeni, e seu filho também possui a doença

Tribuna de Minas – Por Bernardo Marchiori
18/08/2024 às 06h00

(Foto: Arquivo pessoal)

Ricardo Martins, de 42 anos, sempre foi comerciante. Entretanto, há cerca de cinco anos, foi impossibilitado de trabalhar por conta de uma condição genética rara. O juiz-forano tem Síndrome de Li-Fraumeni. Devido aos altos custos, ele e sua família organizam uma vaquinha para auxiliar no tratamento, além de utilizarem o Instagram para divulgar atualizações. A doença é causada por uma alteração no gene TP53 – que cria uma defesa para impedir a formação de tumores no organismo.

Conforme a National Library of Medicine, do governo dos Estados Unidos, a incidência da doença é de 0,005% a 0,02%. Em conversa com a Tribuna, Carolina Martins, irmã de Ricardo, conta que a doença genética foi descoberta em 2015, após ele ter um sarcoma de partes moles. “O médico ficou muito intrigado com aquilo, porque o sarcoma atinge 1% da população, e o tipo dele – na parede abdominal – atinge 0,3%. Por isso, solicitou o exame para a família inteira. Infelizmente, tanto ele como seu filho testaram positivo para a síndrome. Desde então, Ricardo já teve nove cânceres. Agora, ele luta com três metástases: pulmonar, suprarrenal e retroperitoneal.”

Os tumores apareceram em locais diferentes: principalmente na parede abdominal, mas também no ombro, costas, umbigo e outros. Carolina relata que isso aconteceu em sequência. “Em 2022, um mês e meio depois de uma cirurgia, apareceram mais dois tumores, então precisou operar de novo. Inclusive, os médicos usaram o corte da mesma cicatriz. Cerca de dois meses depois, surgiram três novos, resultando em nova operação. Depois apareceram mais, e a equipe médica decidiu não operar novamente, porque perceberam que não estava adiantando”, diz.

A partir disso, os médicos partiram para uma outra diretriz: a radiocirurgia. Segundo Carolina, o protocolo melhorou bastante o quadro – dois tumores sumiram, mas outro permaneceu. Apesar de continuar ativo, não apresenta grandes problemas. Por isso, a família afirma que a atenção médica está voltada para as metástases no momento.

Outra questão levantada pela irmã de Ricardo é o tipo da Síndrome de Li-Fraumeni, que não é o “mais comum”. Ela explica que é outra mutação. “A partir de estudos, descobriram que a doença é divida entre brasileira e não-brasileira. A primeira existe no Sul e no Sudeste do nosso país e é uma mutação mais leve, que provavelmente não leva os pacientes a desenvolver câncer. O Ricardo tem uma mutação que junta as duas: o pior tipo da síndrome”, esclarece.

Vaquinha por dificuldades financeiras

“Infelizmente, nesse momento tão difícil, os nossos recursos acabaram”, lamenta Carolina. O tratamento realizado por Ricardo é no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo – isso porque, de acordo com a irmã, em Juiz de Fora não há médico e equipamento especializados para exames relacionados à síndrome. “Por isso, os custos são altos, e nosso plano não arca com a parte médica, que o manteve vivo até hoje. Por isso, resolvemos abrir essa vaquinha, para que ele possa continuar o tratamento.”

Além dos custos de transporte e do hotel, a família precisa arcar com os preços dos médicos e exames não conveniados ao plano de saúde. “Ele está internado no Sírio-Libanês no momento para fazer uma punção nos dois pulmões. Pagaremos o exame e a diária dos oncologistas. Nesses dez anos de tratamento, foi muito dinheiro gasto. Já fizemos nove ciclos de quimioterapia.”

“É uma doença muito triste, acho que as pessoas deveriam se testar. Pelo menos aquelas que têm na família casos de câncer muito precoces. A síndrome deveria ser mais conhecida, para salvar mais pessoas. Meu sobrinho realiza os testes semestralmente. Ele nunca vai ter um câncer avançado: vai descobrir, no máximo, em estágio zero”, alerta. Ela ressalta que, embora os exames não pertençam à realidade financeira de todos, eles são questão de vida ou morte para seu irmão.

Marceneiro é preso por estupro de vulnerável

Marceneiro é preso por estupro de vulnerável na Zona Norte de Juiz de Fora

Nesta sexta-feira (16 de agosto), a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) efetuou a prisão de um homem de 49 anos no bairro Cidade do Sol, na Zona Norte de  Juiz de Fora, condenado por estupro de vulnerável.

A Justiça de São Paulo determinou uma pena de 18 anos em regime fechado após ele ter sido acusado de estuprar sua ex-enteada de 9 anos em São José dos Campos, São Paulo.

A operação, conduzida em colaboração com a Polícia Civil de São Paulo (PCSP), resultou na localização e detenção do condenado pelos investigadores da 3ª Delegacia de Polícia Civil de Juiz de Fora.

O delegado Daniel Buchmüller, responsável pela prisão, informou que o homem residia na cidade com uma namorada e duas enteadas e trabalhava como marceneiro.

Fonte: JF INFORMA

Samba de Feijão

Vídeo | Carro desgovernado faz 10 vítimas na Avenida Rio Branco

Samu confirmou oito pessoas atropeladas e outras duas que precisaram de atendimento médico

Tribuna de Minas – Por Mariana Floriano e Sandra Zanella
09/08/2024 às 14h37- Atualizada 09/08/2024 às 18h56

Dez pessoas foram vítimas de um acidente que parou o Centro de Juiz de Fora na tarde de sexta-feira (9). Um carro desgovernado avançou o sinal vermelho e atingiu pedestres que esperavam para atravessar na faixa em frente ao Parque Halfeld, por volta das 14h. Oito pessoas foram atropeladas, dentre elas uma gestante. Outras duas também precisaram de atendimento médico em decorrência da situação.

O carro era conduzido por um homem mais velho, cuja idade não foi informada. Ele seguia sentido Centro x Bom Pastor. Conforme o Samu, das vítimas atropeladas, tratam-se de: uma mulher de 23 anos, que teve múltiplas lesões na perna; uma mulher de 48 anos, que estava estável e foi encaminhada ao HPS; uma gestante, cuja idade não foi divulgada, que teve um hematoma na cabeça; uma adolescente de 16 anos, diagnosticada com uma lesão no tornozelo direito; outra mulher de 23 anos, que teve uma possível fratura do braço esquerdo; uma mulher de 43 anos, com possível fratura na costela; um homem de 55 anos que foi encaminhado ao HPS e uma idosa de 65 anos, também levada ao HPS.

O adolescente de 12 anos estava acompanhando a mãe, de 43, que foi atropelada. Ele chegou a ser atendido, mas liberado. A mãe da adolescente de 16 anos, uma mulher de 41 anos, passou mal e também foi encaminhada ao hospital.

Conforme a Secretaria de Saúde da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), nenhuma das vítimas corria risco de vida até as 19h de sexta-feira, quando esta matéria foi atualizada.

Além do HPS, quatro das vítimas foram para o Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (HMTJ). A gestante, por ter plano de saúde, foi internada no Hospital Monte Sinai. Não há mais detalhes sobre o quadro da vítima.

Motorista teria dito que pé agarrou no acelerador

Segundo o sargento da Polícia Militar, Wastein Silva Damasceno, o condutor é motorista de aplicativo e estava seguindo pela Rio Branco. “No momento, ele foi tentar encostar no ponto do Parque Halfeld, mas falou que o pé dele agarrou no acelerador e não conseguiu parar o veículo, atropelando as pessoas.”

Ainda conforme a polícia, as documentações do motorista e do automóvel estão em dia. Apesar de o condutor não ter apresentado sinais de embriaguez, ele será submetido ao teste de etilômetro, conforme o sargento.

A Tribuna questionou a Polícia Civil acerca de uma possível abertura de inquérito para investigação do acidente, a polícia, no entanto, não tinha informações da ocorrência até a noite de sexta-feira.

O trânsito chegou a ficar interditado por cerca de uma hora até a retirada do veículo do local.

Testemunhas relatam como foi o acidente
Uma mulher que presenciou o atropelamento contou o que viu: “Eu ia atravessar no Parque Halfeld quando, de repente, veio um carro desgovernado atropelando todo mundo, pessoas que estavam no passeio também. Acho que foram umas seis.”

Ainda segundo ela, uma grávida está entre os feridos. “Ela foi tirada debaixo do carro com a cabeça toda ensanguentada e ficou deitada de lado.” A testemunha ainda cita criança e idoso entre as vítimas. “Umas pessoas foram colocadas no canteiro, uma com fratura exposta.”

Um vendedor ambulante que trabalha na região acredita que o motorista possa ter passado mal ao volante. “O carro estava parado, de repente subiu na calçada, atropelou as pessoas e parou. Era um senhor, no mínimo passou mal. Ou por ser carro automático, pode ter pisado errado”, acredita. Ele disse que seis pessoas teriam sido atingidas e que o condutor aguardou o socorro no local.

Uma motorista que estava na Rio Branco teve seu automóvel batido durante o atropelamento. “Eu estava parada, o sinal estava vermelho para mim. Primeiro, escutei as pessoas gritando, porque o carro já estava em cima do passeio. Houve uma colisão, fez um barulho, e senti meu veículo ser atingido. Arrancou o retrovisor direito.” Ela permaneceu no local aguardando a perícia e os demais profissionais para as medidas cabíveis.

Trânsito

Por volta das 15h30, a pista sentido Centro x Bom Pastor continuava totalmente interditada. Os carros que seguem pela Avenida Rio Branco sentido Manoel Honório x Centro antes do trecho do acidente são orientados a desviar o trajeto pela Rua São Sebastião.

Já o tráfego sentido Bom Pastor x Centro flui normalmente, assim como os ônibus, na faixa exclusiva da Avenida Rio Branco.

Conforme a Prefeitura de Juiz de Fora, a orientação é para que motoristas busquem rotas alternativas, já que a pista ainda estava fechada por volta das 15h para realização de perícia, atendimento às vítimas e outros procedimentos.

Vídeo | Polícia Civil indicia dupla por agressão até a morte

Polícia Civil indicia dupla por agressão até a morte no Guaruá

Segundo as investigações, os suspeitos de agressão até a morte teriam espancado a vítima após um dos agressores sofrer uma importunação sexual

Tribuna de Minas – Por Pedro Moysés
07/08/2024 às 18h47

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) encerrou, nesta quarta-feira (7), o inquérito policial que investigava a morte de um homem de 50 anos, vítima de agressões, consumada no dia 30 de julho, no Bairro Guaruá, Zona Sul de Juiz de Fora. Segundo a PCMG, dois suspeitos de agressão até a morte, de 20 e 23 anos, foram presos em flagrante na data do crime e indiciados por homicídio qualificado praticado com dolo eventual.

Segundo a investigação, os suspeitos teriam agredido a vítima após ela ter importunado sexualmente um dos suspeitos. As imagens de câmeras de segurança que capturaram as agressões possibilitaram a identificação e localização dos autores das agressões.

O laudo de necropsia apontou que, no momento das agressões, a vítima ainda estava viva. A perícia também concluiu que os arranhões nas costas do homem foram causados pelo fato de o corpo ter sido arrastado e abandonado às margens da via.

Imagens da dupla tentando reanimar a vítima, após as agressões, circularam nas redes sociais. No entanto, segundo o delegado responsável pelo caso, Luciano Vidal, os suspeitos assumiram o risco da morte da vítima ao pisarem em sua cabeça enquanto ela estava deitada no chão, sem condições de defesa. “Por isso, tentar reanimá-la não exclui nem ameniza o dolo nas agressões”, concluiu.

VÍDEO | Bombeiros realizam resgate de pessoas presas em elevador na Galeria Zé Kodak

Bombeiros realizam resgate de pessoas presas em elevador no Centro

Em vídeo divulgado nas redes sociais, quatro pessoas foram vistas saindo do elevador após a ação das equipes

Tribuna de Minas – Por Elisabetta Mazocoli
06/08/2024 às 19h36- Atualizada 07/08/2024 às 08h12

O Corpo de Bombeiros informou que realizou um resgate, na manhã desta terça-feira (6), de quatro pessoas presas em um elevador no Centro de Juiz de Fora. Em vídeo divulgado pelo jornalista Benito Maddalena, o quarteto é visto saindo do local após a ação das equipes. De acordo com a corporação, não houve necessidade de encaminhamento dos envolvidos para unidades de saúde.

Não se sabe por quanto tempo ficaram presos e nem a causa do incidente até o momento. Segundo os bombeiros, as vítimas relataram que embarcaram no elevador, chegaram no térreo da galeria e a porta não se abriu. O contato com a corporação foi realizado em função de o equipamento com defeito não possuir uma empresa de manutenção contratada, além da não existência de porteiro, apenas síndico no local.

Motorista morre após carro ser atingido por trem de carga em Ewbank da Câmara

Foto: Corpo de Bombeiros

Na noite desta terça-feira (6 de agosto), uma colisão entre um veículo e um trem foi registrada pelo Corpo de Bombeiros na cidade de Ewbank da Câmara.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o acidente aconteceu quando o veículo de passeio atravessava a linha férrea no exato momento em que o trem passava. No local, não há cancela para controle de passagem.

O condutor do veículo, um homem de 62 anos, não resistiu aos ferimentos e foi a óbito no local, conforme constatado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

Segundo o Corpo de Bombeiros, o acidente aconteceu enquanto o veículo passava pela linha férrea; Ainda segundo a corporação, o local não possui cancela para controle de passagem. – Foto: Corpo de Bombeiros

A perícia esteve presente na cena do acidente, juntamente com a Polícia Militar. Após a liberação do perito, a vítima foi desencarcerada do veículo e entregue aos cuidados da funerária de plantão.

Fonte: jfinforma.com

Número de mamografias realizadas na rede SUS tem queda de quase 26% em Juiz de Fora

Neste ano, entre janeiro e junho, foram feitos 4.623 exames na rede pública de saúde. No mesmo período de 2023, a quantidade de exames realizados foi de 6.226

Tribuna de Minas

Dados retirados do Datasus mostram que Juiz de Fora teve uma queda de quase 26% no número de mamografias realizadas na cidade. Neste ano, entre janeiro e junho, foram feitos 4.623 exames na rede pública de saúde. No mesmo período de 2023, a quantidade foi de 6.226.

O número informado pela Secretaria de Saúde (SS) do município é um pouco maior. De acordo com a pasta, foram realizadas, entre janeiro e maio de 2024, 5.491 mamografias. A secretaria não soube informar, no entanto, a quantidade de exames realizados no mesmo período do ano passado para comparação. Segundo a SS, historicamente, a maior procura por mamografias acontece nos meses de março e outubro, devido as campanhas de conscientização do mês da mulher e do Outubro Rosa.

Os valores são menores que no período pré-pandemia. Pelo Datasus é possível ver que a quantidade de mamografias realizadas em Juiz de Fora entre janeiro e junho ultrapassava a casa dos 5 mil. Em 2018 foram 5.398 exames realizados no período e em 2019, 5.446.

Dificuldade de acesso a mamografia na rede pública

A dificuldade de acesso a mamografias pela rede pública motivou debates na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). No dia 16 deste mês, a Comissão de Saúde, atendendo a requerimento dos deputados Arlen Santiago (Avante) e Doutor Wilson Batista (PSD), tratou da burocracia no acesso, além dos valores defasados no pagamento de procedimentos, insumos e profissionais, resultando em menor oferta de serviços, diagnósticos tardios, evasão e mortes.

Conforme Arlen Santiago, foram realizados mais exames em 2018 (330.808) do que em 2022 (274.966) em Minas Gerais, no que se refere a
mamografia de rastreamento. O mesmo aconteceu com a mamografia diagnóstica entre 2018 (63.449) e 2022 (62.004). Nesse caso, o valor total repassado pelo SUS seria de apenas R$ 22,50 por procedimento, insuficiente sequer para cobrir os custos do material utilizado, em torno de R$ 25.

Essa diferença seria ainda maior no caso das biópsias de mama: o SUS pagaria R$ 283,46 nos casos mais complexos para um custo mínimo estimado de R$ 1.049,69.

Quando o câncer de mama é finalmente diagnosticado, a evasão do tratamento, ou seja, a falta de informações sobre o destino da paciente cresceu de 5,2%, em 2013, para 28%, em 2022, isso sem considerar a subnotificação.

“O SUS é o melhor programa de saúde do mundo, mas, com relação às mamografias, quem toma as decisões parece preferir que as mulheres não tenham um diagnóstico precoce para depois gastar mais dinheiro com a quimioterapia, quando uma simples mamografia e depois a biópsia conferem um índice de cura de 95%”, afirmou o parlamentar.

Maior celeridade nas clínicas particulares

A médica mastologista e ginecologista Aline Coelho aponta que a redução dos exames pode significar uma evasão da rede pública de saúde. “Pode ser um número alarmante, mas pode significar que as pacientes estejam migrando para a rede privada. As clínicas têm feito muitas promoções, principalmente no Outubro Rosa. Esses descontos fazem com que o valor do exame fique acessível para as pacientes. Hoje, com R$ 200, você consegue fazer uma mamografia.”

O principal atrativo é a maior celeridade, tanto na execução do exame quanto na obtenção do resultado. No SUS, como explica Aline, o agendamento para mamografia, principalmente a de rastreio – que é aquela que precisa ser feita anualmente como prevenção – pode demorar, em média, uma semana, ou até mais, dependendo da procura. “O pedido para mamografia no SUS é uma coisa muito específica, ele é diferente de um pedido de consultório. A paciente não pode simplesmente ir com um pedido médico para realizar esse exame, precisa ser um pedido feito no SUS. Então tem toda essa questão também.”

Idade para início de rastreio

A idade para começar o rastreio, ou seja, realizar anualmente a mamografia para avaliar se há alguma alteração na mama, é um motivo de divergência entre entidades. A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda a mamografia de rastreamento anual a partir dos 40 anos para mulheres de risco habitual e a partir dos 30 anos para mulheres de alto risco. Já o Ministério da Saúde, e o que vale por lei no SUS, recomenda mamografia de rastreamento até de dois em dois anos a partir dos 50 anos e anual a partir dos 35 anos para mulheres de alto risco.

Aline, que também trabalha do Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (HU-UFJF), afirma que lá foi protocolado que o exame de rastreio seja feito a partir dos 40 anos. “Mas é uma realidade diferente, um hospital escola, que precisa de mais mamografias para a própria curva de aprendizado dos residentes.” Mas, de acordo com ela, a questão da idade não chega a ser o principal problema, visto que, se todas as mulheres a partir dos 50 anos realizassem a mamografia de rastreio, o índice de casos mais graves poderia ser reduzido significativamente.

“A realidade de Juiz de Fora é muito diferente da realidade de outras cidades do Brasil. Aqui, as pacientes estão bem orientadas e, por saberem a importância do exame, às vezes têm a capacidade de se organizar financeiramente e juntar um dinheiro para fazer a mamografia na clínica particular. Mas, nos casos em que isso não é possível, cabe ao SUS oferecer essa acessibilidade para atender o público-alvo.”

Jovem com a ‘pior dor do mundo’ faz cirurgia para conter sintomas; entenda

Neurocirurgião do DF Tiago da Silva Freitas foi a Minas para implantar eletrodos em Caroline Arruda para tentar aliviar a pior dor do mundo

Por Bruno Bucis, Metrópoles
29/07/2024 às 16h22

(Foto: Reprodução/Instagram/caarrudar)

O caso da estudante Carolina Arruda, 27 anos, comoveu o Brasil neste mês de julho. Vítima da “pior dor do mundo”, a jovem chegou a organizar uma campanha de financiamento coletivo para conseguir fazer uma eutanásia e deixar de sentir suas dores constantes.

No início do mês, porém, ela aceitou se internar em uma instituição especializada no manejo da dor em Alfenas, no Sul de Minas para tentar controlar seus sintomas e o tratamento avançou para uma nova etapa neste sábado (27), com a realização de uma cirurgia na face para tentar conter as dores.

A jovem possui neuralgia do trigêmeo nos dois lados do rosto e os sintomas apareceram há 11 anos. Ela afirma sentir dores constantemente desde então, algumas vezes tão intensas que a fazem desmaiar e que se parecem com facadas.