A 4ª Região da Polícia Militar instaurou procedimento administrativo para apurar a conduta de policiais militares que atuaram em uma abordagem durante suposta briga de casal, no início da madrugada da última segunda-feira (23), na Avenida JK, na altura do Bairro Cidade do Sol, Zona Norte de Juiz de Fora. A ação foi gravada por populares, e as imagens circulam nas redes sociais. A filmagem mostra possível truculência por parte de militares, na tentativa de conter uma mulher.
O boletim de ocorrência foi registrado como vias de fato/agressão/atendimento de denúncia de infrações contra a mulher (violência doméstica)/resistência. De acordo com o documento, um oficial teria deixado o serviço no 27º Batalhão, em seu veículo particular, quando avistou uma mulher no ponto de ônibus, e um motociclista parando sua moto do outro lado da via. O homem teria atravessado a rua correndo em direção à mulher e a segurado por trás. O PM ouviu a vítima gritar e chorar, tentando se libertar do suspeito, e acreditou tratar-se de um roubo.
Ainda conforme o registro e diante da situação, o militar desembarcou de seu carro e abordou o motociclista, se identificando como policial, e determinou que ele deitasse no chão. No entanto, o suspeito teria resistido e recebeu voz de prisão. Neste momento, a mulher teria partido para cima do oficial tentando retirar sua arma, dizendo que o homem seria seu namorado, e o PM teria se desvencilhado da envolvida.
O militar solicitou apoio na ocorrência, enquanto o motociclista tentava escapar no veículo. Enquanto o oficial e um cabo tentavam imobilizar o suspeito, a mulher teria partido novamente para cima dos policiais para impedir a prisão e desferido um soco contra a janela do carro do PM. Ela também recebeu voz de prisão, e o casal foi encaminhado ao plantão da 1ª Delegacia Regional, em Santa Terezinha. A moto do suspeito foi removida para um pátio credenciado.
Questionado sobre quantos policiais estariam sob investigação, o assessor de comunicação da 4ª Região da PM, major Alexandre Antunes, informou que “estes detalhes deverão ser alvo do inquérito: identificação de todos envolvidos, PMs, testemunhas, câmeras, e toda dinâmica do ocorrido”.
Batida aconteceu na noite dessa terça-feira, no Manoel Honório; ninguém ficou ferido
Por Nayara Zanetti – Tribuna de Minas
Um acidente envolvendo uma viatura da Polícia Civil e outros dois carros foi registrado na noite dessa terça-feira (24), no Bairro Manoel Honório, na região Leste de Juiz de Fora. Ninguém ficou ferido.Segundo o Registro de Eventos de Defesa Social (Reds), um policial, de 40 anos, que dirigia a viatura, relatou ter sido atingido na lateral por um carro, que teria avançado o sinal vermelho, quando seguia em direção à Rua Américo Lobo, no cruzamento com a Avenida Barão do Rio Branco. Com a batida, a viatura teria colidido lateralmente com outro veículo.O condutor do carro que foi atingido pela viatura da polícia também teria relatado estar conduzindo seu veículo em velocidade moderada quando teria visto o outro carro avançando o sinal vermelho, colidindo com a viatura em seguida.
Já a motorista do outro veículo, de 33 anos, teria relatado, no momento do registro da ocorrência, que também estava em velocidade moderada e não teria percebido o fechamento do sinal, avançando e colidindo com a viatura policial.
Ainda segundo o registro policial, o veículo da condutora teve danos na dianteira direita; a viatura da PCMG foi danificada na lateral esquerda, no capô e na lateral direita; e o veículo do outro condutor teve danos na lateral esquerda e no retrovisor.
A perícia esteve no local e realizou os trabalhos de práxis. Segundo a Polícia Civil, o caso será investigado.
Reforço nas equipes miram demanda para próximas datas comemorativas; cerca de 30% das oportunidades devem se tornar efetivas, conforme Sindicomércio
Por Leticya Bernadete
Até novembro, o setor comercial em Juiz de Fora deve abrir cerca de 700 vagas para contratação temporária para a reta final do ano. Dessas oportunidades, por volta de 30% devem se tornar efetivas, de acordo com estimativa do Sindicato do Comércio de Juiz de Fora (Sindicomércio-JF). O reforço nas equipes visa ao atendimento da demanda impulsionada por datas importantes para o setor, como a Black Friday e o Natal.
A maioria das vagas abertas no município são para a área de vendas, conforme o presidente do Sindicomércio-JF, Emerson Beloti. Em segmentos como o de alimentação, o perfil se volta para atendimento e reposição de mercadorias.
Segundo o representante da categoria, o número de oportunidades oferecidas na cidade está no mesmo patamar que o registrado em 2022, entretanto, ainda segue abaixo do período anterior à pandemia da Covid-19, quando a empregabilidade pelo setor estava em evolução, e as vagas ofertadas nos finais de ano eram em torno de mil.
“O comércio de varejo ainda vem se recuperando, porque, de certa forma, criou-se muito o hábito de comprar pela internet, pelo e-commerce e por plataformas, e esse hábito ainda existe”, comenta. Diante disso, Beloti destaca a necessidade de o segmento buscar se diferenciar, como no atendimento aos clientes. “O varejo está se transformando, e os empresários do comércio têm que ir se adaptando.”
Na loja Mey Bijuterias, as contratações para reforçar a equipe no final de ano já começaram. De acordo com a gerente Juliana Monteiro, o estabelecimento contratou duas pessoas para vendas e está à procura de outra para atuar como fiscal de loja. “Nós recebemos muito currículo o tempo todo, a procura está grande”, comenta.
Diante da competitividade, alguns pontos no currículo podem contribuir para o preenchimento das vagas. “Para fiscal, pedimos que tenha experiência, por ser uma função mais delicada, e a demanda no local exige um pouco mais disso. Para vendas, a pessoa não precisa de experiência, mas um diferencial seria um curso, por exemplo, de maquiagem, porque trabalhamos com essa linha de produtos.”
Já a experiência prévia na área de vendas é um fator positivo para quem busca uma vaga na unidade do Magazine Luiza localizada na Avenida Rio Branco. A habilidade não precisa ser, necessariamente, em loja de varejo de eletrônicos, conforme a gerente do estabelecimento Elaine Matos. “Para o cargo de vendedor, pedimos experiência no ramo de vendas, mas a pessoa não precisa ter experiência no segmento de eletrônicos, porque, aqui, nós damos treinamento”, explica.
A temporada de contratações também já começou no estabelecimento, que preencheu três vagas para vendas e para o estoque. O número de oportunidades deve se ampliar até o final do ano. Após o período de contratação temporária, que dura três meses, os funcionários contam com a chance de serem efetivados. “Nós deixamos claro na hora da entrevista com o candidato que fazemos um período de experiência, é um serviço temporário, mas, a depender do desempenho do candidato, o efetivamos para continuar aqui no grupo.”
Características que fazem a diferença
Disposição, facilidade em lidar com o público e bom relacionamento com a equipe são alguns dos fatores que podem diferenciar os candidatos a serem efetivados na loja de calçados Usaflex. O estabelecimento está com vaga temporária aberta para vendedor, mas com chance de permanência após o período de experiência, de acordo com a gerente Carla de Souza Almeida.
“Com o movimento diferenciado, aproveitamos uma pessoa que já vai treinando para novembro e dezembro. E, depois, consequentemente, tem as férias”, conta. “Normalmente, fazemos um período de contratação de três meses, que é o contrato temporário, e, dependendo do desempenho da pessoa, poder ficar com a vaga permanente.”
Foi o que ocorreu com a vendedora Kelly Oliveira Neto Silva, que entrou para uma vaga temporária na Usaflex em novembro do ano passado e, depois da temporada do final de ano, foi efetivada. Prestes a completar um ano trabalhando no estabelecimento, Kelly aponta que o momento das vagas temporárias serve como oportunidade para quem busca um emprego.
“Todas as lojas vendem muito, principalmente lojas de comércio, então acredito que quanto mais você se doar, mais destaque você conquista”, diz. “Não só em questão de números, os superiores olham também o seu comportamento, como você age de acordo com o que está fazendo, então acredito que é você se doar para conquistar essa vaga.”
Kelly entrou em uma vaga temporária em novembro do ano passado e está prestes a completar um ano de efetivada; a gerente Carla afirma que desempenho determina manutenção do profissional no posto, após as festas de final de ano (Foto: Felipe Couri)
Cerca de 17% do varejistas pretendem contratar
Em Minas Gerais, cerca de 17% dos varejistas afirmaram que vão contratar para a temporada de festas de dezembro, de acordo com levantamento do Núcleo de Pesquisa e Inteligência da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio-MG). O número representa um aumento de 3,3 pontos percentuais em comparação com o registrado no ano passado.
Conforme a pesquisa, 50% das contratações temporárias serão para a função de vendedor. Em seguida, aparecem cargos como atendentes (30,3%), operadores de caixa (16,67%), estoquistas (13,64%) e empacotadores (4,55%), entre outros. O levantamento ainda indica que os setores de tecido, vestuário e calçados devem contratar mais (57,6%), seguidos por supermercados, hipermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (10,6%).
“A contratação de trabalhadores temporários oferece para as empresas uma flexibilidade crucial para se adaptar às flutuações da demanda. O setor do comércio varejista se beneficia desta modalidade de contratação, devido à alta de vendas que ocorre no final do ano e marca a sazonalidade do setor”, avalia a economista da Fecomércio-MG Gabriela Martins.
O levantamento ainda mostrou que 44,2% dos empresários mineiros afirmam que a possibilidade de efetivar a contratação temporária é alta ou muito alta. Conforme a Fecomércio, essa efetivação deve ocorrer em janeiro de 2024. “Para 15,6% das empresas com intenção de contratação de temporários, a chance de efetivação é muito alta. As empresas ainda indicaram maior chance de contratação no mês de janeiro. Para aqueles que são contratados de maneira temporária no final do ano, esse é um momento crucial para se consolidar no mercado de trabalho, garantindo uma renda fixa e maior segurança profissional”, aponta Gabriela.
Como destacado pela economista, por conta da alta expectativa de vendas, é preciso também que os comerciantes se planejem para além das contratações temporárias. “Ofertas, programas de fidelidade e facilidade de compra e de pagamento tornam-se essenciais para assegurar melhores resultados no período.”
Vagas temporárias crescem a nível nacional
A nível nacional, o 4º trimestre de 2023 deve abrir cerca de 470 mil vagas temporárias, aumento de 5% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com estimativa da Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem). A entidade prevê que a taxa de efetivação média dos temporários deve ser de 22%, considerando a trajetória favorável do mercado brasileiro, com aumento da empregabilidade e de efetivações celetistas.
“Vivemos uma realidade de falta de mão de obra qualificada. Assim, quando a empresa encontra este profissional, ela o efetiva. E, consequentemente, verificamos um aumento da empregabilidade ao invés da contratação de temporários”, avalia o presidente da Asserttem, Marcos de Abreu, por meio da assessoria de imprensa da associação.
Vagas temporárias crescem a nível nacional
A nível nacional, o 4º trimestre de 2023 deve abrir cerca de 470 mil vagas temporárias, aumento de 5% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com estimativa da Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem). A entidade prevê que a taxa de efetivação média dos temporários deve ser de 22%, considerando a trajetória favorável do mercado brasileiro, com aumento da empregabilidade e de efetivações celetistas.
“Vivemos uma realidade de falta de mão de obra qualificada. Assim, quando a empresa encontra este profissional, ela o efetiva. E, consequentemente, verificamos um aumento da empregabilidade ao invés da contratação de temporários”, avalia o presidente da Asserttem, Marcos de Abreu, por meio da assessoria de imprensa da associação.
Antigo posto policial do São Mateus, que já abriga a Guarda Municipal, pode virar Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp)
PorSandra Zanella – Tribuna de Minas
Discutir para realizar. Essa é uma das premissas da 2ª Conferência de Segurança Urbana e Cidadania, que acontece nesta terça e quarta-feira (24 e 25) em Juiz de Fora, sob o tema “Segurança cidadã: o papel da cidade”. Quatro anos depois do último encontro e dois anos após ter sido sancionado o primeiro Plano Municipal de Segurança Urbana e Cidadania – que já viabilizou verbas para o setor junto ao Governo federal no valor de R$ 3,8 milhões -, o Município tem um novo momento de escuta e debate, envolvendo população, entidades e organizações civis, profissionais da área e poder público. As conversas serão norteadas pelas 27 propostas voltadas para a prevenção da criminalidade e combate à violência pelo período de dez anos (2021/2031), aprovadas pela lei 14.242/2021. “Queremos justamente fazer uma análise do que avançamos nesse período na política municipal, quais são as metas e como a sociedade compreende o papel da segurança”, pontua a secretária de Segurança Urbana e Cidadania, Letícia Paiva Delgado, em entrevista à Tribuna na véspera do evento.
Letícia comenta sobre alguns progressos desde a aprovação do Plano Municipal de Segurança, para recebimento de recursos da União, conforme exigência do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), criado pela lei 13.675/2018. Segundo ela, por meio de editais, a cidade já obteve verbas para iniciativas de prevenção à violência em instituições de ensino, nos projetos “Nossa escola: segurança cidadania e cultura de paz” e “Escola segura”. Apenas 132 municípios receberam este último repasse, do total de 789 ideias enviadas de todo o país. “Conseguimos criar um observatório de violência na cidade, com vários projetos que fomentam a cultura de paz”, observa a secretária.
LETÍCIA DELGADO é secretária municipal de Segurança Urbana e Cidadania (Foto: Arquivo pessoal)
Outro ponto de destaque entre as 27 metas a serem cumpridas no intervalo de uma década é a criação de um Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), para centralizar e otimizar os atendimentos de ocorrências emergenciais, integrando Secretaria de Mobilidade Urbana, Samu e Corpo de Bombeiros, no prazo de cinco anos. Letícia anuncia que o Ciosp deve funcionar no antigo posto policial do São Mateus, que já abriga a Guarda Municipal (GM), com a Central 153. Aliás, o reforço da GM é um dos pilares do Plano Municipal de Segurança, com investimentos em tecnologias e viaturas. A liberação de uma de verba de R$ 2,1 milhões está em trâmite com o Governo federal, conforme a secretária.
Letícia também comemora o fato de as 54 câmeras do programa Olho Vivo estarem em pleno funcionamento e a ampliação do monitoramento, há quase um ano. No final de 2022, a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) disponibilizou acesso às imagens colhidas pelas lentes de radares e de equipamentos utilizados no trânsito da cidade às forças de segurança, totalizando mais de 120 aparelhos de vigilância em pontos estratégicos. Por outro lado, ainda não saiu do papel a proposta de instalar, em até dois anos, uma unidade dos programas Fica Vivo! e Mediação de Conflitos na Zona Norte. O Fica Vivo! é uma plataforma estadual de prevenção a homicídios voltada para jovens em situação de vulnerabilidade na faixa etária de 12 a 24 anos, que funciona desde abril de 2018 na Unidade de Prevenção à Criminalidade (UPC) da Vila Olavo Costa, Zona Sudeste. “Estamos em diálogo com o Estado”, garante a secretária.
Diretora do Fórum Brasileiro de Segurança Pública faz palestra
SAMIRA BUENO é diretora executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (Foto: FBSP/Reprodução)
A abertura oficial da conferência acontece às 18h30 desta terça-feira (24), no auditório da OAB (Avenida dos Andradas 696), e contará com palestra da diretora executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Samira Bueno. Outra presença confirmada é a de Isabel Figueiredo, diretora do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.
A partir das 8h de quarta acontecem as mesas temáticas e os grupos de trabalho, na UniAcademia, na Rua Halfeld 1179. As inscrições foram encerradas na última sexta. A programação conta com cinco eixos temáticos: Relação entre pesquisa, produção de conhecimento e segurança cidadã; Direito à cidade e promoção da cultura de paz nas ações de segurança cidadã; Prevenção social e o papel da juventude na segurança cidadã; Direitos humanos, violência de gênero e racismo estrutural; Integração, uso da tecnologia e desafios para a implementação do Susp no âmbito municipal. “As abordagens seguem a premissa da segurança cidadã, abordando cultura de paz, o direito à cidade, prevenção, direitos humanos, o papel da juventude, violência de gênero e racismo estrutural, ao mesmo tempo em que se pensa a produção de pesquisa, a integração das forças de segurança, o uso da tecnologia e o desenvolvimento econômico e social”, contextualiza a PJF.
SUS da segurança
De acordo com a secretária de Segurança, Letícia Delgado, no futuro é vislumbrado que o Susp funcione de forma abrangente e eficiente, como o Sistema Único de Saúde (SUS). Ela ressalta que os primeiros passos em Juiz de Fora foram dados lá em 2019, durante a 1ª Conferência Municipal de Segurança Urbana e Cidadania, seguida pela criação do Conselho Municipal de Segurança Urbana e Cidadania (Comsuc), com a posse de 15 representantes de entidades públicas e outros 15 da sociedade civil organizada, em julho de 2020.
De forma geral, o Plano Municipal de Segurança é estruturado em cinco eixos principais, que organizam as metas aprovadas em 2019: pesquisa e produção de inteligência; diálogo e participação popular; integração entre o município e as forças de segurança pública; fortalecimento da guarda municipal; e capacitação permanente, transversalidade e intersetorialidade das políticas públicas de prevenção às violências.
Por meio da assessoria, o secretário de Desenvolvimento Sustentável e Inclusivo, da Inovação e Competitividade, Ignacio Delgado, lembra que segurança pública “garante a tranquilidade necessária para a realização e operação dos empreendimentos, além de condições adequadas para a circulação das pessoas e dos ativos econômicos, proporcionando harmonia e otimismo para quem produz: empresários e trabalhadores”, podendo ainda contribuir para a instalação de novos empreendimentos na cidade.
Contrato de concessão com o município foi finalizado na semana passada, e empresa deve continuar à frente da administração da rodoviária de JF por mais dez anos
Depois de 18 meses com contrato emergencial, a AMD Services assinou novo termo de concessão com a gestão municipal para continuar prestando serviços no Terminal Rodoviário Miguel Mansur, em Juiz de Fora. O novo contrato de administração da rodoviária de JF tem duração de dez anos e pode ser renovado pelo mesmo período.
Com o processo de licitação já definido, o diretor da AMD Services, Marco Nicolau, afirma que agora, com o contrato de concessão devidamente assinado – sem o caráter emergencial -, os próximos passos para a empresa trabalhar na rodoviária terão maior cobrança. “Nós somos uma empresa de Juiz de Fora. É a primeira vez que uma organização da cidade administra o terminal. Então nós temos a obrigação de entregar o melhor para a população”, reforça.
Além disso, o diretor divulgou algumas das ações previstas pela empresa para a rodoviária. “A primeira coisa que vamos fazer é a troca das longarinas. Já encomendamos cadeiras novas com tomadas para carregamento de celular e computador. Outro ponto importante é a reforma do telhado – ele vai ser trocado por completo. Também acontecerá uma reforma definitiva dos banheiros – inclusive do público – e do acesso viário da rodoviária; colocação de câmeras de segurança com reconhecimento facial ligado diretamente ao sistema de segurança público do município e do estado, inibindo a passagem de pessoas ilícitas e procuradas pela Justiça; e climatização do terminal, para deixar o ambiente mais agradável”, lista.
Nicolau destaca ainda que serão realizados outros serviços previstos para melhoria e ocupação do terminal como espaço público, como trazer eventos e tornar um espaço eclético para todas as pessoas. “Não será apenas uma rodoviária, mas um centro de serviço que funcionará 24 horas por dia.”
Ações emergenciais na rodoviária de JF
Ainda no período de contrato emergencial, que durou por 18 meses, a AMD divulgou alguns dos serviços prestados enquanto operava sem concessão definitiva. Dentre eles, a alocação de auxílios para trânsito no acesso ao embarque e desembarque; manutenção dos jardins e recolhimento de todos os materiais orgânicos gerados pelas roçadas; manutenção no pavimento no pátio de manobra dos ônibus; limpeza dos reservatórios de distribuição de água para o terminal; revitalização de espaços; instalação de televisores com as indicações dos horários de partidas dos ônibus no saguão; manutenção corretiva com soluções paliativas em pontos do telhado e das calhas que apresentavam vazão d’água em períodos de chuvosos; e outros.
Muçulmanos que vivem na cidade a descrevem como pacífica, mas islamofobia ainda é motivo de preocupação
Por Tribuna de Minas
SHEIKH HOSNI YOUSSEF, com o libanês Khaled Hammoud e o brasileiro Geraldo Magela na Mesquita de Juiz de Fora (Foto: Felipe Couri)
Desde o início dos conflitos que desencadearam a atual guerra entre Israel e o Hamas, junto à profusão de informações que circulam diariamente, sobretudo nas redes sociais, a dúvida paira sobre quem está fora dos acontecimentos. Nesse contexto, a Mesquita de Juiz de Fora tem recebido muitos visitantes procurando entender a situação. “As pessoas que nos procuram aqui querem saber o que é preciso para acabar esse conflito”, conta o Sheikh Hosni Youssef.
Para dar conta de um questionamento tão complexo, o líder religioso nascido do Egito relata o contexto histórico, sob seu ponto de vista, sobre o território em disputa e apresenta nuances sociais, geográficas, políticas e religiosas presentes nas relações ao longo da história entre Israel e Palestina. Já os encontros religiosos recebem, segundo Youssef, entre 50 e 80 pessoas regularmente. Mas a comunidade islâmica na cidade é maior, garante. “Há momentos que recebemos até 300 pessoas”, quantidade que o local não comporta com conforto por questão de espaço. Apesar de não ser palestino, a situação e o sofrimento do povo muçulmano na Faixa de Gaza abalam o Sheikh, que lamenta tristeza perante os acontecimentos.
Nascido no Líbano, Khaled Hammoud, frequentador da mesquita, veio ainda criança para o Brasil. “A gente recebe vídeos diretamente do nosso povo (muçulmano). Ontem eu chorei de noite. São tantas crianças massacradas, tanta gente embaixo dos escombros, pais tentando ressuscitar filhos. Até arrepio, é uma coisa realmente assustadora, e não sabemos o futuro”, relata, consternado.
Islamofobia preocupa
A evidência do conflito tem colocado os muçulmanos em uma situação delicada ao redor mundo. Qades Saed, que mora em Mogi das Cruzes, no interior de São Paulo, conta não ter sido vítima de ofensas islamofóbicas, mas que é “uma coisa preocupante, que cada vez mais vem aumentando”. Nos Estados Unidos, o preconceito religioso contra muçulmanos culminou em um crime de ódio. “Um homem foi acusado de matar uma criança de seis anos e esfaquear a mãe dela”, conta Naim Mughrabi. O caso aconteceu em Plainfield, no estado de Illinois. Mughrabi mora em Chicago há 12 anos. Desde o início da guerra, ele conta que na cidade já aconteceram três manifestações pró-Palestina. Nos eventos, a situação é tranquila, segundo ele. O que incomoda Mughrabi é a cobertura midiática, “sempre contra os palestinos”.
Juiz de Fora, lugar pacífico para o islamismo
Em Juiz de Fora, Youssef pondera sobre a violência on-line. Durante a conversa, inclusive, ele reclamava que não conseguia postar vídeos sobre o ponto de vista que defende em relação ao conflito. Um ar com suspeita de boicote das redes sociais pairava. Apesar da preocupação com a islamofobia, Juiz de Fora é tido como um lugar pacífico para os muçulmanos que aqui moram e que conversaram com a reportagem.
Hammoud, entretanto, afirma que um preconceito velado existe, de forma estrutural, disfarçado de piadas que deduzem muçulmanos como terroristas. No mais, quem sofre são as mulheres. “Várias irmãs aqui já tiveram a roupa ou o hijab (véu islâmico que cobre o cabelo, as orelhas e o pescoço) puxados no ônibus”, exemplifica. Porém, os atos não são associados diretamente à guerra que está em curso, pois ocorrem há tempos.
Ainda assim, Hammoud diz que o preconceito não é algo que tenha aumentado neste momento; pelo contrário, ele acredita que “o povo está conhecendo melhor o islamismo, está vendo que os muçulmanos não são os terroristas que aparecem lá”. Para atestar tal afirmação de pacificidade, Geraldo Magela, brasileiro iniciado no islamismo e frequentador da Mesquita, ostentava a placa da Moção de Aplausos entregue este ano pela Câmara Municipal de Juiz de Fora ao líder religioso e à comunidade islâmica da cidade. “Moro no Manoel Honório e, ao acordar, ouço o cantar dos pássaros. É terrível imaginar que lá (em Gaza) não é assim”, diz Magela, clamando por paz.
A missa de corpo presente foi realizada na Igreja Santa Rita de Cássia, no Bairro Bonfim, seguida do enterro, realizado no Cemitério Municipal.
Por g1 Zona da Mata — Juiz de Fora
O Padre Vicente Zacaron foi encontrado morto em casa na manhã deste domingo (22) em Juiz de Fora. A informação foi confirmada pela Arquidiocese de Juiz de Fora, que divulgou uma nota pesar pelo falecimento do sacerdote, que tinha 83 anos.
De acordo com a arquidiocese, o corpo de Padre Zacaron foi levado para a Igreja Santa Rita de Cássia, no Bairro Bonfim, onde começou a ser velado às 11h. A missa de corpo foi realizada às 14h30, seguida do enterro, realizado no Cemitério Municipal.
Padre Vicente Zacaron nasceu em Juiz de Fora, no dia 22 de setembro de 1940. Ele foi ordenado presbítero em 3 de março de 1968, ficou 37 anos à frente da Paróquia Nossa Senhora do Líbano, no Bairro Grajaú.
Ele se aposentou em 2017 por motivos de idade e, com isso, passou a atuar como Vigário Paroquial em algumas paróquias de Juiz de Fora. Ele passou pelas paróquias Santíssima Trindade, São José e Nossa Senhora Mãe de Deus.
Desde julho do ano passado, atuava na Paróquia Santa Rita de Cássia, do Bairro Bonfim.
Furto aconteceu na madrugada de sexta-feira; funcionária do Tupi contabilizou 37 troféus roubados
Por Tribuna de Minas
O Tupi teve mais de 30 troféus furtados na madrugada desta sexta-feira (20), na sede social do clube, localizada na Rua José Calil Ahouagi, na região central de Juiz de Fora. A Tribuna conversou com uma funcionária do clube, que contabilizou 37 taças furtadas. O troféu da Série D do Campeonato Brasileiro, conquistado em 2011 e visto pelos torcedores como um dos mais importantes da história Carijó, não está entre eles.
Por meio de fotos e vídeos divulgados por profissionais do Tupi, além da falta de troféus nas estantes, é possível ver estilhaços de vidro no chão, portas de armário arrombadas e uma maçaneta quebrada.
Na visão do vice-presidente de futebol do clube, Jefferson Vitor, o valor histórico dos troféus é fundamental para a imagem do Tupi. “Parte da história do clube está lá, é materializada pelos títulos. A expectativa é que consigam identificar (os criminosos). Peço para que as pessoas denunciem, para que a gente recupere o material”, diz. De acordo com o clube, a Polícia Militar foi acionada.
Outro furto teria ocorrido dentro do clube
A Tribuna também teve acesso a um Registro de Eventos de Defesa Social (Reds) que relata um outro furto dentro do clube. Conforme o relato, as vítimas são duas mulheres, de 21 e 22 anos, que costumam treinar no local.
Elas teriam relatado à polícia que a jovem de 22 anos passou em uma joalheria antes de encontrar a amiga e pegou uma bolsa contendo semijoias encomendada pela vítima mais nova. Ela teria levado a bolsa para o clube e deixado em cima da mesa do bar, localizado no interior do clube, e saído. Ao retornar, não encontrou a bolsa, e ambas saíram para procurar as semijoiais, mas não encontraram.
Ainda segundo o registro, as vítimas teriam sido informadas quanto às providências a serem adotadas. Elas relataram terem sido informadas de que o sistema de câmeras de segurança do bar não estaria funcionando.
Mulher relatou que à PM que ela e a filha, de 15 anos, foram puxadas pelos cabelos e arranhadas em via pública
Por Tribuna de Minas
Uma professora de creche comunitária, de 37 anos, denunciou ter sido agredida por uma mãe de aluno, 27, no início da noite última terça-feira (17), na Zona Norte de Juiz de Fora. O caso de violência aconteceu 48 horas depois do Dia dos Professores. De acordo com informações do Registro de Eventos de Defesa Social (Reds) da Polícia Militar, a docente contou que estava com sua filha, 15, caminhando por via pública, quando foi abordada pela mulher, que teria dito: “Você gosta de bater em criança, você bateu no meu filho no dia 1º”.
A professora contestou a acusação, acrescentando que estava licenciada e que jamais faria aquilo. Entretanto, mesmo diante da negativa, a suspeita teria partido para cima da profissional, desferindo puxão de cabelo, soco na face, além de arranhões pelo rosto, pescoço e braços. Na sequência, ainda teria agredido a filha dela, agarrando seus cabelos e arranhando seu pescoço. A adolescente tentou se desvencilhar da agressora, mas ela só teria parado quando populares intervieram.
Conforme a PM, após o ocorrido, a professora apresentava lesões no pescoço, rosto e braço, mas recusou atendimento médico, dizendo que, caso fosse necessário, seguiria até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Norte. Já a jovem sofreu ferimentos na região do pescoço.
Com base nas informações repassadas pela vítima, militares seguiram até o endereço da suspeita, na Zona Norte, no entanto, ela não foi encontrada. A ocorrência foi registrada como lesão corporal e seguiu para investigação na Polícia Civil.
Professora já havia registrado ameaça sofrida
A docente que denunciou agressão na última terça-feira disse já ter sido ameaçada anteriormente pela mesma pessoa, no dia 12 de setembro. Naquela oportunidade, ela também registrou boletim de ocorrência, na sede do 27º Batalhão da PM. Conforme o documento, a suspeita teria enviado mensagens via WhatsApp para o celular pessoal da diretora da instituição e para o celular da creche, ameaçando a professora de agressão. O motivo seria a mesma acusação de o filho dela ter sido supostamente agredido. A suspeita ainda estaria divulgando a foto da vítima e o nome da creche em redes sociais de forma depreciativa. Nesta semana, a profissional reiterou que trabalha na mesma instituição há seis anos e que nunca teve qualquer problema relacionado aos alunos, afirmando não ter agredido qualquer criança.
Apesar de a agressão contra a professora ter acontecido fora das dependências da creche, a instituição se manifestou nas redes sociais em solidariedade à vítima: “A creche vem a público repudiar qualquer ato de violência e/ou agressão que ocorram em nossa sociedade, em especial com relação aos profissionais ligados à educação, que exercem suas funções com zelo e amor em prol de nossas crianças”. Na nota, a instituição diz realizar trabalho há mais de 20 anos na Zona Norte, atendendo “com qualidade, eficiência, segurança e amor todas as crianças”: “Temos muito respeito por nossa história, por nossos profissionais que sempre estão se dedicando a atender cada dia melhor as famílias, crianças e adolescentes”.
O acidente foi registrado no fim da tarde desta quarta-feira (18) na Avenida Pedro Afonso Pinheiro. Menina foi socorrida com traumatismo craniano e levada para a Santa Casa.
Por g1 Zona da Mata — Juiz de Fora
Uma criança de nove anos foi atropelada no fim da tarde desta quarta-feira (18) no Bairro Santa Efigênia, em Juiz de Fora. O acidente foi registrado na Avenida Pedro Afonso Pinheiro.
A vítima foi socorrida por uma equipe de suporte avançado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada desacordada para a Santa Casa de Misericórdia, com suspeita de traumatismo craniano grave.
A Patrulha de Trânsito da PM foi deslocada até o local para atendimento da ocorrência, e a perícia técnica da Polícia Civil foi acionada.
Até por volta das 19h não havia informações sobre as causas do acidente.