O baile no Clube Biquense estava na maior pompa, como sempre. Garçons com gravatas-borboleta, champanhe naquele vasilhame de inox com bastante gelo e o piso do salão enceradíssimo.
Nossa turma também não estava de se jogar fora, mas confesso que a minha gravata me incomodava… Quando a orquestra tocou aquelas músicas pra gente dançar, agarradinho, falei pro Im: vou tirar aquela gata pra dançar.
Ele deu uma olhada e retrucou: vê se te enxerga! Não sabe que é muita areia pro seu caminhão? Não dei bola e fui para minha tarefa.
Convidei aquele monumento para deslisarmos naquele assoalho, testemunha de tantas travessuras românticas. Ela aceitou e fomos bailar… Eu não falei nada com medo dela ficar brava… Tentei dar uma encostadinha, mas ela educadamente se esquivou.
Dançamos umas duas músicas e paramos. A acompanhei até a sua mesa e despedi com uma ponta de orgulho… Quando voltei para a roda de amigos, tirei a maior onda. Cornélio queria saber o que eu falei pra ela. Eu disse que marcamos um encontro para breve. Eles estão esperando esse encontro até hoje… Bicas cascateando.