Alcoolismo

Dr. Geraldo Pires
Médico especialista em Saúde da Família
omunicipioonline.com.br

É a condição em que a pessoa ou indivíduo desenvolve uma dependência do álcool e perdendo o controle sobre o consumo, mesmo quando isso cause problemas de saúde, familiares, sociais ou no trabalho.

Quadro clínico

  • Perda de controle sobre o quanto se bebe
  • Ansiedade
  • Tremor
  • Suor
  • Irritação
  • Agressividade

Consequências:

  • Cirrose a longo prazo
  • Pressão alta
  • Ansiedade
  • Depressão
  • Isolamento
  • Violência
  • Risco aumentado de acidentes
  • Alterações cardíacas

Tratamento

Existe sim o tratamento para o alcoolismo e muita gente consegue recuperar.

Ações:

  • Medicamentos como Dissulfiram, indicado por médicos
  • Grupos de apoio como AA: alcóolicos anônimos
  • Terapia com psicólogos
  • Acompanhamento médico

ALERTA:  SE BEBE TODOS OS DIAS, PROBLEMAS SOCIAIS, DE SAÚDE, NECESSIDADE DE BEBER PARA TRABALHAR E SE SOCIALIZAR, NÃO CONSEGUE PARAR DE BEBER QUANDO COMEÇA A BEBER. 

BUSCAR AJUDA PROFISSIONAL É MUITO IMPORTANTE, E QUANDO ISTO OCORRE O MAIS CEDO POSSÍOVEL, MELHOR A CHANCE DE SE RECUPERAR!

Intoxicação alimentar

Dr. Geraldo Pires
Médico especialista em Saúde da Família
omunicipioonline.com.br

A intoxicação alimentar acontece quando você consome alguns alimentos ou água contaminados por bactérias, vírus, parasitas ou toxinas. É muito comum, e pode variar de leve para moderada a grave dependendo da causa e da pessoa.

Sintomas

Estes sintomas costumam aparecer algumas horas após comer, mas às vezes podem demorar dias:

  • náusea e vômito;
  • diarreia (às vezes com sangue);
  • dor abdominal (cólicas);
  • febre;
  • fraqueza e desidratação.

Causas mais comuns

  • Bactérias como Salmonella e E. coli
  • Alimentos mal conservados ou mal cozidos
  • Água contaminada
  • Má higiene no preparo dos alimentos

O que fazer

  • Hidrate-se bem (água, soro caseiro ou de farmácia)
  • Coma alimentos leves (arroz, banana, torradas)
  • Evite leite, frituras e álcool durante período
  • Descanse

Quando procurar ajuda médica

Procure atendimento se houver:

  • sinais de desidratação (boca seca, pouca urina, tontura);
  • febre alta persistente;
  • vômitos contínuos;
  • diarreia com sangue;
  • sintomas que duram mais de 2–3 dias;
  • crianças, idosos ou pessoas com doenças crônicas afetadas.

Prevenção

  • Lave bem as mãos e os alimentos
  • Cozinhar bem carnes e ovos
  • Evitar alimentos crus e de procedência duvidosa
  • Manter alimentos refrigerados corretamente

Gravidez de alto risco

Dr. Geraldo Pires
Médico especialista em Saúde da Família
omunicipioonline.com.br

A gravidez de alto risco é aquela em que há maior chance de ocorrerem complicações para a mãe, o bebê ou ambos. Isso não significa que algo ruim vai acontecer, mas exige acompanhamento médico mais próximo.

Causas

Pode acontecer por fatores antes ou durante a gestação

• Idade materna (menos de 17 ou mais de 35 anos)
• Doenças como Diabetes ou Hipertensão
• Problemas na gestação, como Pré-eclâmpsia (pressão alta)
• Gravidez de gêmeos ou múltiplos
• Histórico de aborto ou parto prematuro
• Infecções
• Uso de álcool, drogas ou cigarro

Quadro clínico

Procure atendimento imediatamente se houver

• Sangramento vaginal
• Dor abdominal forte
• Inchaço súbito (principalmente rosto e mãos)
• Dor de cabeça intensa
• Visão embaçada
• Diminuição ou ausência dos movimentos do bebê

Cuidados

• Fazer pré-natal regular (às vezes, com especialista)
• Seguir corretamente as orientações médicas
• Alimentação equilibrada
• Evitar esforço excessivo (dependendo do caso)
• Uso de medicamentos, apenas com orientação médico

Acompanhamento

Gestações de alto risco geralmente deve ser acompanhada por obstetra especializado, com exames frequentes para monitorar o desenvolvimento do bebê e a saúde da mãe.

Câncer de mama

Dr. Geraldo Pires
Médico especialista em Saúde da Família
omunicipioonline.com.br

Câncer de mama é uma doença onde as células da mama começam a crescer de forma descontrolada, transformando células boas em um tumor, que pode invadir tecidos próximos e, em alguns casos, se espalhar para outras partes do corpo (metástase). Ou não.

Isso ocorre quando há uma mutação no DNA das células mamárias, fazendo com que elas não se comportem mais como nos mecanismos normais de controle do organismo.

TIPOS

1. Carcinoma ductal invasivo
2. Carcinoma lobular invasivo
3. Carcinoma in situ

SINAIS E OS SINTOMAS

É preciso ficar claro que nem todo nódulo é câncer, e que qualquer alteração deve ser avaliada por um profissional de saúde.

 Nódulo (caroço) na mama ou na axila
 Pele avermelhada ou com aspecto de “casca de laranja”
 Secreção através do mamilo
 Alteração no formato ou tamanho da mama
 Dor (nem sempre está presente)

Nem todo nódulo é câncer, mas qualquer alteração deve ser avaliada por um profissional de saúde.

Obs. É importante saber que o Câncer de mama pode ocorrer pela história familiar, o peso, o abuso de álcool, idade superior a 50 anos, menstruação precoce. 

Diagnóstico

 Exame médico das mamas
 Mamografia (principal)
 Ultrassom (USG)
 Biópsia (confirma)

Tratamento

 Cirurgia
 Quimioterapia
 Radioterapia
 Terapia hormonal
 Terapia-alvo
 Acolhimento
 Apoio emocional

Tudo vai depender do tipo e estágio do câncer e quando o diagnóstico é precoce e rápido, as chances de cura são altas.

Disfunção sexual

Dr. Geraldo Pires
Médico especialista em Saúde da Família
omunicipioonline.com.br

Disfunção sexual é um problema que dificulta ou impede uma pessoa de ter satisfação durante a atividade sexual. Pode acontecer em qualquer fase da resposta sexual (desejo, excitação, orgasmo ou dor). Afeta homens e mulheres e pode ter causas físicas ou psicológicas.

Tipos mais comuns

Nos homens:

• disfunção erétil – dificuldade em conseguir ou manter uma ereção;
• ejaculação precoce – ejaculação muito rápida, antes ou logo após a penetração;
• Diminuição do desejo sexual.

Nas mulheres:

• falta ou diminuição do desejo sexual;
• dificuldade para atingir o orgasmo;
• dor durante a relação sexual, como no Vaginismo ou na Dispareunia.

Possíveis causas

A disfunção sexual pode estar relacionada a:

Fatores físicos
• doenças como Diabetes ou Hipertensão;
• problemas hormonais;
• uso de certos medicamentos;
• consumo excessivo de álcool ou drogas. 

Fatores psicológicos
• estresse;
• ansiedade ou depressão;
• problemas no relacionamento;
• traumas ou insegurança.

Tratamento

O tratamento depende da causa e pode incluir:

• acompanhamento médico (urologista ou ginecologista);
• terapia psicológica ou sexual;
• mudança de hábitos (exercício, alimentação, parar de fumar ou beber);
• medicamentos específicos, como Sildenafil em alguns casos de disfunção erétil. 

Muitas disfunções sexuais têm tratamento eficaz, especialmente, quando a pessoa procura ajuda profissional.

Hipertensão arterial

Dr. Geraldo Pires
Médico especialista em Saúde da Família
omunicipioonline.com.br

A hipertensão arterial é uma condição silenciosa que impacta diretamente na sua saúde cardiovascular, afetando assim o sistema cardiovascular. Podendo, no entanto, ser controlada por meio da alimentação, medicamentos, atividade física e acompanhamento regular de seu médico.

A hipertensão é o aumento da pressão arterial e que se mantém elevada persistentemente. Alguns sintomas podem se manifestar posteriormente, causando danos no organismo. São eles: acidente vascular cerebral, perda da visão, insuficiência cardíaca, aneurismas, insuficiência renal, infarto do coração.

Causas

1. Estresse
2. Histórico familiar
3. Consumo excessivo de sal
4. Sobrepeso e obesidade
5. Idade avançada
6. Consumo excessivo de álcool
7. Sedentarismo
8. Tabagismo
9. Uso excessivo de sal

Como fazer um controle da hipertensão arterial

• Exercício físico diário
• Diminuir o uso de frituras
• Comer frutas
• Usar o azeite de oliva
• Fazer caminhada
• Diminuir o uso de álcool
• Siga a orientação de eu médico
• Siga as orientações medicamentosas prescritas pelo médico
• Diminuir o uso de sal

Dengue na gestação

Dr. Geraldo Pires
Médico especialista em Saúde da Família
omunicipioonline.com.br 

Sabemos que a Dengue é uma doença transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti, com muitos casos por ano.

Na gestação, é algo muito singular, e diferente.

A Dengue na gestação é 3 vezes maior que nas pessoas não grávidas. E, no caso de Dengue Hemorrágica, esse número pode subir para quase 500 vezes maior o risco nas gestantes.

Também sabemos que o risco de sangramento nas gestantes é persistente e de origem obstétrica e no pós-parto.

RISCOS PARA O BEBÊ

  • Redução do peso do bebê
  • Parto prematuro
  • Hospitalização
  • Risco de morte fetal

QUADRO CLÍNICO

  • Náusea
  • Vômitos
  • Febre alta 39° a 40°C
  • Dor atrás dos olhos
  • Dor no corpo
  • Dor de cabeça
  • Manchas vermelhas pelo corpo

SINAIS DE ALERTA NA GESTAÇÃO

  • Vômitos frequentes
  • Queda rápida de pressão arterial
  • Dor abdominal contínua
  • Sangramento nas mucosas
  • No trimestre 3 pode ocorrer parto prematuro

Obs. TODA GESTAÇÃO DEVE SER BEM ACOMPANHADA POR UM MÉDICO!

Diabetes Tipo 1: o desafio da vida com uma condição autoimune

Dr. Geraldo Pires – Médico especialista em Saúde da Família – omunicipioonline.com.br 

O diabetes tipo 1 é uma doença crônica que atinge principalmente crianças e jovens, antes da maioridade. Embora a diabetes possa surgir em qualquer idade. Diferente do diabetes tipo 2, ele não está relacionado ao estilo de vida ou ao peso corporal: trata-se de uma condição autoimune, na qual o sistema imunológico destrói as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina, hormônio essencial para controlar os níveis de glicose no sangue.

Sintomas que exigem atenção

Os sinais da doença costumam aparecer de forma rápida e intensa. Entre os principais estão:

sede excessiva;
urinar frequentemente;
perda de peso inesperada;
cansaço constante;
visão embaçada. 

Se não tratado, o diabetes tipo 1 pode levar à cetoacidose diabética, uma condição grave que exige atendimento médico imediato.

Tratamento contínuo e monitoramento

Por se tratar da ausência total ou quase total de insulina, o tratamento do diabetes tipo 1 exige injeções diárias de insulina ou o uso de bombas de insulina, além de monitoramento constante da glicemia. Alimentação equilibrada, prática de exercícios e acompanhamento médico regular são essenciais para manter a doença sob controle e evitar complicações.

Viver bem com diabetes tipo 1

Com o avanço das tecnologias e do conhecimento médico, pessoas com diabetes tipo 1 podem levar uma vida normal e ativa, sem grandes alterações metabólicas. Novas soluções, como sensores contínuos de glicose e aplicações de monitoramento remoto, ajudam a facilitar o controle diário e a reduzir riscos de hipoglicemia e hiperglicemia.

Importância da conscientização

A conscientização sobre a doença é crucial. Muitas pessoas confundem os tipos de diabetes ou acreditam que a condição está ligada apenas ao estilo de vida, quando, no caso do tipo 1, trata-se de uma doença autoimune sem relação direta com hábitos alimentares. Educação, diagnóstico precoce e acompanhamento médico são as chaves para uma vida saudável e mais equilibrada metabolicamente.

Obesidade

Dr. Geraldo Pires – Médico especialista em Saúde da Família – omunicipioonline.com.br 

Caros leitores, a Obesidade é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal no indivíduo. Para o diagnóstico em adultos, utilizamos o parâmetro mais comum que é o do índice de massa corporal (IMC). O IMC é calculado dividindo-se o peso do paciente pela sua altura elevada ao quadrado.

É o padrão utilizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que identifica o peso normal quando o resultado do cálculo do IMC está entre 18,5 e 24,9. 

Hoje eu gostaria de falar de 18 sinais da obesidade clínica nos adultos. Não vou falar aqui de obesidade em si. Mas sim de sinais que deixamos passar despercebidos com reflexo da obesidade. Sinais de que pode estar colocando em um risco severo como consequência da obesidade (SBEM). 

São esses os sinais:

1. Alterações metabólicas como aumento de triglicérides, LDL ou até da glicose no sangue.

2. Dor de cabeça e perda da visão, com aumento da visão intracraniana.

3. Palpitações, ritmo cardíaco irregular = arritmia cardíaca.

4. Falta de ar (Dispneia), onde o diafragma e pulmões se expandem com dificuldades.

5. Hipertensão pulmonar: aumento da pressão arterial que leva sangue para o pulmão.

6. Apneia do sono: o excesso de gordura abdominal e na garganta,

dificultam a passagem de ar durante o sono, causando ruído n durante a respiração.

7. Insuficiência cardíaca: o coração não contrai de forma correta para mandar sangue par o corpo.

8. Trombose venosa: formação de pequenos coágulos nas pernas.

9. Fadiga, inchaço nas pernas: pode ser insuficiência cardíaca.

10. Dificuldade em atividade do dia a dia: banho, trocar de roupas, se movimentar.

11. Albumina na urina: mau funcionamento renal.

12. Dores articulares.

13. Perda de urina.

14. Deficiência de testosterona e baixa produção de espermatozoides.

15. Esteatose hepática: gordura no fígado.

16. Linfedema: acumulo de líquidos nos tecidos.

17. Distúrbio menstrual e reprodutivo na mulher: menstruação, alteração na ovulação, síndrome de ovário policístico.

18. Hipertensão arterial.

Incontinência urinária = Perda de urina

Dr. Geraldo Pires – Médico especialista em Saúde da Família – omunicipioonline.com.br 

A Incontinência urinária (IU) é a perda involuntária de urina que seja demonstrável e cause um problema social, desconforto e problema de higiene ao paciente. É um problema que deixa as pessoas a situações delicadas, envergonhadas. Muitas dessas pessoas acometidas nunca buscam o serviço de saúde para sanar a queixa, por vergonha da opinião social.

Nessa condição de saúde, as mulheres são mais atingidas do que os homens adultos. Na terceira idade, a diferença diminui, ainda predominando as idosas; no entanto, a preponderância da condição aumenta significativamente para ambos os sexos, com passar da idade. Há maior prevalência dos problemas de perda de urina com idosos internados em instituições de saúde e hospitalizadas.

Além do sexo e da idade, muitos outros fatores podem contribuir e levar a perda de urina, como número de partos vaginais, gestação, terapia de reposição hormonal, história familiar, diabetes e obesidade.

Há vários tipos de incontinência urinária, por exemplo:

1) o de esforço que é quando o esfíncter uretral não se fecha completamente logo antes de um esforço físico, como tossir, exercício físico ou mesmo rir;
2) o de urgência, que é a mais comum em idosos. Acontece quando há perda urinária seguida da vontade intensa e repentina de urinar;
3) mista, que é a disfunção com características tanto de esforço quanto de urgência;
4) por extravasamento causado devido a um enchimento excessivo da bexiga por urina. A pressão vesical supera a resistência uretral.

Então, nessas situações, devemos procurar um médico e pedir uma opinião técnica adequada. O médico deverá fazer uma anamnese, exame físico, fazer exames como ultrassom, exame de urina, realizar exame uro-dinâmico.

Com isso, o profissional pode dar uma orientação terapêutica com uso de medicamentos ou não. Como, por exemplo:  fisioterapia que reforçam os músculos pélvicos, exercícios físicos das pelves.

O melhor tratamento é a prevenção. Os primeiros sinais que apontam a incontinência urinária devem ser abordados por um médico o mais rápido possível, a fim de não constranger o paciente e evitar a evolução desagradável desta condição de saúde, como usar fraldas e ou absorvente, roupa molhada, infecções.