As concessionárias

Acabei de completar 65 anos e 39 de engenharia. Depois de muita luta consegui minha aposentadoria, tendo sido obrigado a abdicar do direito a periculosidade, o que me daria pelo menos 25% na contagem de tempo, e era concedida a todos os engenheiros que, por algum momento, trabalharam na execução de obras.

Na minha vida profissional trabalhei em obras residenciais e também em muitas obras públicas, tais como: muros de arrimo, pontes, escolas, estabelecimentos de saúde e saneamento básico (estações de tratamento, abastecimento de água, drenagem e esgotamento sanitário).

Estive secretário de Obras e Urbanismo de Juiz de Fora, em duas ocasiões, e me orgulho muito de ter participado das obras da 3ª faixa da subida do Bairro Bandeirantes (saída para o bairro Grama… Ubá), duplicação da Avenida Deusdedith Salgado (Cascatinha/Salvaterra), acesso ao Bairro de Lourdes e canalização do Córrego da Facit (Barbosa Laje), dentre outras.

Cheguei ao auge da profissão e da vida, portanto estou mais do que a vontade pra reclamar com razão da incompetência que existe na prestação de serviços praticados por estatais e outras concessionarias espalhadas pelo Brasil afora.

Citando nominalmente cada uma delas temos: COPASA, CEMIG, DNIT, CONCER, ANATEL (Oi, Vivo, Tim, Claro, etc.), ANAC (Aeroportos), CORREIOS, além de mais umas outras 100.

O que acontece no Brasil é inadmissível em outros países menos afortunados, porém civilizados. Os serviços concedidos devem obedecer regras básicas de direitos e deveres dos usuários e principalmente dos concessionários.

Esse é o ponto: existe algum usuário satisfeito ou pelo menos indiferente quanto a qualidade dos produtos ofertados e regiamente compensados nas tarifas que NUNCA atrasam um dia na cobrança e multas automáticas e pesadas pra quem atrasa o pagamento?

Eu não conheço nenhum! De dia falta água e toda hora falta luz. Atualmente a INTERNET é parte da rotina da grande maioria das pessoas. Quem não tá plugado, tá alienado, não consegue resolver os inúmeros problemas de viver na cidade.

A COPASA sempre imprime a conta de água com uma via em branco de coleta de esgotos, por quê? É por que está se armando pra ser a concessionária do esgoto também.

Mas, como se a grande maioria dos esgotos são lançados “in natura”, nos cursos d’água, transformados em “cloacas” (by Chicre Farhat), não existem redes coletoras e nem interceptores e muito menos estações de tratamento?

E o fornecimento de água duvidosa que teima em acabar dia sim e outro também, geralmente, em dias de maior consumo?

A CEMIG interrompe o fornecimento diariamente e muitas vezes demora horas pra normalizar… Às vezes, no vai e vem, aparelhos como geladeiras, televisores e computadores vão pro espaço num piscar de olhos, enquanto seu carnezinho das Casas Bahia não chegou nem na metade…

Já sugeri pra algumas “otoridades” que o poste ocupa uma pequena área equivalente a πr² na sua calçada, porém são “n” postes; então, o somatório é uma área considerável, passível de IPTU, que não é cobrado da concessão. E a fiação que ocupa o nosso visual ao olhar pra cima ou mesmo prestes a cair sobre as nossas cabeças quentes de tanto xingar esses incompetentes?

A concessão das estradas é outra que mesmo com o pedágio, com pagamento à vista, dinheiro incalculável entrando sem parar nos cofres de uma CONCER, por exemplo, fazem da BR 040 um verdadeiro pandemônio pros usuários: buracos, sinalização desgastada, falta drenagem e sobra radar. E o túnel da Serra de Petrópolis? O que foi consumido, ou melhor, o que foi sumido ali e tudo abandonado é de matar qualquer um de raiva, até os petistas reclamam.

Aí você lembra da BR 267, do DNIT, do IPVA, do seu lindo e reluzente automóvel… A mãe dos incompetentes está encabeçando a lista das pessoas mais xingadas do verão.

O aeroporto Presidente Itamar Franco (Goianá) demorou o triplo do tempo necessário pra ser concluído, quer dizer inaugurado, inacabado. Falta tudo: estradas de acesso, sinal de internet ou telefonia, estacionamento caríssimo e sem nenhum tipo de proteção, longe da principal cidade (Juiz de Fora), etc. Mas a taxa de embarque continua de vento em popa, em céu de brigadeiro.

Pra parar de reclamar, eu ainda tenho os CORREIOS, e a única coisa boa é que se o coronavírus vier pelo correio, a epidemia já teria acabado.

Oh Glória!

Desaforo

Quem é obrigado a trafegar pela BR 267, no trecho entre Bicas e Juiz de Fora, só tem uma coisa a dizer: É UM DESAFORO!

Esse escritório do DNIT em Leopoldina existe, há mais de 20 anos, é comandado pelas mesmas pessoas, pelo mesmo tanto, não resolve os problemas cruciais da estrada no mesmo período e continuam a praticar suas incompetências, pois são funcionários públicos e têm a garantia da estabilidade no emprego. Os outros é que se phodam!

O estado é de emergência e por ser pode-se contratar sem a famosa e viciada licitação onde a máfia das empreiteiras se arranjam pra obter o melhor preço e todos saem felizes até a próxima arrumação, digo, esculhambação, ou melhor: emporcalhação com o dinheiro dos bobão!

P%$uT@ quip@r%&u sô!

Será que as “otoridade” num tão “veno”?

Alô seu dê putados e outros senadores e prefeitos da região?

Façam ao menos uma reunião, um encontro. Chamem esses filhos de deputados, digo esses filhos de políticos e outros munhas (by Patesco), façam alguma coisa.

Agora vem carnaval, só falta esse restim de ano e a pustema do DNIT ainda tá de férias, cacete!!!

Ô Zema, Ô Bolsonaro, Ô politiiiiiiiiiiiiiqueiros da região se mexam, tirem o bundão da cadeira…

E o IPVA já tá te comendo, te mordendo e a qualquer momento vai ser o mecânico que vai te devorar: suspensão, cano de descarga, pneus, lataria, calotas e o c)@rL&%$HO A QUATRO.

A incompetência vital

A rodovia Vital Brasil, mais conhecida por BR 267, e que liga a BR 116 (Rio-Bahia) a Caxambu, passando por Bicas e Juiz de Fora (capital da Zona da Mata), está entregue aos deputados, digo às baratas tontas.

O descaso dos órgãos incompetentes e aparelhados de apadrinhados políticos é colossal, é abissal, assim como as crateras dispostas no leito dessa estrada cinquentona (54 anos de existência).

No período mais crítico e mais intenso do tráfego, com variações climáticas que todo mundo tá careca de saber que acontece nessa época do ano, o DNIT (Detonador Natural Incompetente Total), não ter um contrato de manutenção, mesmo que capenga, como todos os contratos anteriores, pra manter esse importante e único meio de transporte da maioria dos moradores da Zona da Mata.

Os deputados que são votados nessa região, estaduais e federais, não valem absolutamente nada. Não conseguem trazer nada de novo pra nós e todos os grandes investimentos em Minas são direcionados pra outras regiões, basta ver o hospital regional em JF, com obras paralisadas a uma década e o que foi erguido até agora está virando uma grande ruína em frente ao Shopping Jardim Norte. É um absurdo!

Não consigo mais acreditar nessa gente que fica fazendo politiquinha de verbas carimbadas com prefeitos adeptos desse joguinho, de marcar território pras próximas eleições.

Funcionários públicos federais e estaduais são de uma incompetência pantagruélica e cruel com o dinheiro dos contribuintes.

A industria das multas, a máfia do DPVAT (Desvios, Propinas e Vantagens Afanadas do Trabalhador), onde uma das seguradoras tem até mulher de togado do STF no comando, o absurdo do IPVA (Indústria Politiqueira dos Vivaldinos das Arapucas), nunca deixam nem migalhas pra manutenção da nossa estrada.

Quando foi construída, aqui se passavam pelo menos uns cem veículos por mês. Passados 54 aninhos, transitam no mesmo traçado cem mil veículos/mês! Caminhões com mais de 30 metros de comprimento (medida de um lote), vans, ônibus escolares, cargas perigosas, poluentes e inflamáveis. Filas quilométricas nas subidas…

As pontes continuam as mesmas, inclusive, uma delas no Bairro Retiro, sobre o Rio Paraibuna, com passagem para apenas um veículo de cada vez foi a única que recebeu melhorias: RADARES NAS DUAS DIREÇÕES, PORRA!!!

A sinalização vertical foi refeita recentemente e ficou uma bosta. Placas erradas como Rio do pomba (com letra minúscula), São João do Nepomuceno (do que?). Nas proximidades do Seminário da Floresta em JF colocaram uma imensa placa que ninguém consegue ver nem ler. Está escondida depois da curva atrás de um poste. Será que nenhum incompetente viu isso, gente? Isso é descaso, dinheiro jogado no ralo.

Abreviaturas absurdas com nomes de bairros, indicações confusas e buracos pra todo lado. Prejuízos que deveriam ser pagos pelos nobres e come quietos deputados!

Cadê o trevo de Bicas, entre a MG 126 – Rodovia Alcides Costa e a BR 267 – Rodovia Vital Brasil?

A proposta é a seguinte: Fora deputados! Fora funcionários corruptos e incompetentes! Ninguém paga IPVA!!!

A teoria da bosta seca

Alguém disse que a teoria na prática é divergente… Nunca é exatamente como o planejado na prancheta, no laboratório ou no computador.

Uma das teorias mais difíceis e complicadas de comprovar na prática é a Teoria do Big Bang, que descreve a origem do universo. Simplificando: no princípio existia o silêncio. De repente, uma colisão entre duas partículas, um estrondo maior do que essas bostas de som automotivo nos ouvidos alheios e deu-se o início de tudo…

O problema é que, a partir daí, o barulho se expandiu e sons de todo o tipo e natureza foram criados e reproduzidos, transformando a paz celestial em ruídos estereofônicos, oriundos de todos os cantos.

Pra tentar provar o fenômeno da colisão de partículas, foi construído um túnel de 27 km de extensão, na forma de anel, localizado entre os países França e Suíça.

Esse túnel, com a ajuda de eletroímãs, é capaz de acelerar partículas em velocidades próximas à da luz. De acordo com a fórmula de Albert Einstein, a colisão transforma-se em partículas de massa. Foi quando descobriram a partícula Bóson de Higgs. Só que isso é história pra outra resenha…

A prática na verdade mostra que quem tá certo sempre é o cara que inventou a teoria de que tudo pode dar errado mesmo com 99,99% de chance de certo. A lei ou teoria de Murphy diz que: se algo pode dar errado, dará. Esse Murphy era o engenheiro aeroespacial Edward Aloysius Murphy e formulou sua lei em 1949, ou seja, já deu tempo de todo mundo aprender que na pratica a teoria pode ser cruel.

Um exemplo clássico desse princípio e nesse caso sobra sempre pra mim falar, sendo que muita gente fica indignado com o meu “despudoramento” sobre o fato de uma pequena flatulência se transformar num inesperado piriri. É desagradável, porém ocorre todo dia em algum lugar do planeta. Aproveito aqui pra falar que o aquecimento global não é só botar fogo na Amazônia tem o efeito borra cueca, que existe e vem sendo desprezado em todas as conferências mundiais sobre o efeito estufa.

Dizem que esse termo efeito estufa foi dado por um conferencista que se esbaldou durante o coquetel de abertura com quitutes e guloseimas de primeiro mundo calórico, embebidos em champanhes e drinks coloridos. Essa mistura dentro do aparelho digestivo do indivíduo, que já não tinha feito feio durante o desjejum no hotel 5 estrelas, custeado logicamente por nós que sempre pagamos o pato, foi como um choque de partículas e ao soltar um pequeno e ingênuo “pum”, foi tiro e queda: a massa foi derramada em suas roupas intimas e imediatamente transpassada para o traje de gala próprio para aquela ocasião, que ficou estufado…

Hoje em dia o que se sabe é que o coco de elefante, dependendo de como e por quem foi recolhido, vale mais do que o marfim!

Essa teoria foi criada por um ex-presidiário, que em breve deverá retornar pro seu devido lugar e, de agora em diante, com a cabeça raspada e macacão laranja, pai de um catador de fezes elefantíases.

Esse “Ronaldinho” dos negócios, com bostas e outras merdas, transformou da noite pro dia os dejetos zoológicos em uma grande fortuna. O cara é phoda!

Agora, passados alguns anos, essa história finalmente chegou nos penicos (urinol) do Sistemas e Teorias Flatulentas, digo nos ouvidos do STF e a teoria da bosta seca pode ser comprovada em nível judicial, mesmo não constando na Carta Magna da Nação do Fundo Partidário.

Muita gente fala que se jogar merda no ventilador as partículas formadas após a colisão saem voando em todas as direções e acabam bosteando todo o ambiente.

Já a bosta seca, quietinha no seu canto, e as vezes até sem mosquito, esquecida, dormente, se for mexida, se for tocada, como num passe de mágica, volta a exalar todo seu esplendor, ou melhor, todo seu odor que geralmente fede pra caramba!

América do Sul…. realismo

Salvador Dalí, pintor espanhol e maior expressão da pintura e comportamento surrealista do planeta, um gênio na minha opinião, ficaria em dúvida se ao criar seus incríveis quadros, tais quais “os relógios moles”, se conhecesse ou visitasse por algumas horas essa aberração chamada América do Sul.

Tive a oportunidade de conhecer parte da obra desse mestre da pintura mundial, no belíssimo Museu d’Orsay, às margens do Sena em Paris em 1988 e tempos depois em outro lindo templo da arte o Museu Reina Sofia, em Madri.

O Reina Sofia, além de várias obras de Dalí, possui ainda um dos painéis mais incríveis e realistas de outro gênio espanhol: Pablo Picasso.

O painel se chama Guernica, ocupa uma parede imensa e retrata a guerra civil na Espanha, que dizimou milhares de pessoas, animais e destruiu propriedades.

Como lembrei de outro mestre e o que eu escrevo ou deixo de escrever não pode ser levado a sério, nem em consideração, gostaria apenas de alertá-lo, nobre leitor, pra nunca confundir a obra de arte do mestre Picasso com a pica de aço do mestre de obras… Como diria o Chico Bário (Bala para os íntimos): Cê tava indo tão bem…

Pois bem, o que ocorre na América do Sul, desde os primórdios, não é normal. Continente situado no hemisfério sul, praticamente 90%, banhado pelo Oceano Atlântico, pelo Pacifico, com alguns países privilegiados banhados pelo mar do Caribe, Floresta Amazônica, Cordilheira dos Andes, Patagônia, Pantanal, Cataratas do Iguaçu, Monte Aconcágua, Rio Amazonas, etc.

Belezas naturais são o que não faltam e também história, como a civilização Inca, que ainda preserva ruínas em Machu Picchu, no Peru. Cidades belas como Rio de Janeiro, Buenos Aires e Santiago. Vinhos de Mendoza, café do Brasil.

Tudo bem, mas o que tem de tão surreal assim que nem Salvador Dalí conseguiria perceber? Pergunta você virando bruscamente de frente pra mim, com expressão de incredulidade?

Os políticos! Respondo eu, te posicionando bem melhor.

Mas como? Por que? Como podemos produzir tantos facínoras, escroques e calhordas, do lado de baixo do Equador?

Simples. Basta ver o que extremistas tem feito com os países, recentemente, como é o caso da Venezuela, que até há uns 30 anos passados, era considerado uma das economias mais crescentes do planeta. Quinto maior produtor de petróleo do mundo, localização privilegiada. Deixou-se levar pelo ilusionismo da esquerda aloprada (Chaves e Maduro), pelo bolivarianismo que nada mais é do que a política dos irmãos Castros (o povo é que se fode).

Agora, como se fosse uma fileira de dominós caindo, vemos Peru (ainda bem que o presidente fechou o STF e o congresso), o Equador, a Bolívia, que botou o bonachão do Evo Morales pra correr, o Chile, enfrentando greves e arruaças, comandadas pela esquerda e até a Argentina, cagando na retranca e voltando com a Cristina, que só não roubou igual ou mais que o Lulla e seus 40 ladrões porque o peso de lá pesa menos que o de cá.

Isso sim é surrealismo de primeiro mundo. Podemos nos gabar pelo mundo afora de termos um Supremo formado por figuras tão ilibadas e tão comprometidas quanto as nossas. Indicados por ex-presidentes enterrados até o pescoço em esquemas de corrupção de alto teor destrutivo dos tesouros da nação. Ex-presidentes que usurparam até obras de arte e patrimônios da nação. Ex-presidentes acusados de todo tipo de ação criminosa contra seu próprio povo e país!

O sistema legislativo de todos os países sul-americanos estão com as mesmas características: legislam em causa própria, não estão nem aí para seus compatriotas, aposentam na hora que querem, ganham salários absurdos pra fazer merda e são surreais.

O Brasil, o país mais surreal das Américas e, quiçá do universo, não prende bandido na primeira instância; não detém malfeitores condenados, em segunda instância; facínoras recorrem, em liberdade, na terceira instância; corruptos continuam roubando, na quarta instância; enquanto nós pecadores vamos direto pro quinto dos infernos… num instante!

O que nos resta são as riquezas naturais, porém se esvaindo e derretendo,00 assim como os Relógios Moles de Dalí ou seria La Casa de Papel?

O corno

Dentre os milhares de leitores dessas crônicas urbanas e, às vezes sacanas, centenas deles me sugerem temas para futuras tramas.

Uma dessas sugestões estão sendo oferecidas constantemente por pessoas, que de uma forma ou de outra, já passaram pela experiência de terem sido corneados ou de terem corneados, ou ainda, saberem que a mulher do beltrano foi flagrada com a boca na botija.

Essa história de corno vem de longa data com passagens pela Bíblia e até antes na Idade da Pedra, na época que todo mundo morava em cavernas e quando uma chuvinha chegava, ninguém saia da toca. Imaginem: naquela escuridão, todo mundo enroscado… Só que, naquela idade, ninguém ainda sabia que existiria o matrimônio.

Em passagem da Bíblia, mais precisamente quando Moises trouxe uma “tábua de pedra” com os 10 mandamentos, do Monte Sinai, a turma que estava lá embaixo esperando pediu que cortasse o 7º, que dizia o seguinte: Não Adulterarás. Pode reparar que o número sete é cortado. Os antigos afirmam que foi por isso.

Outra coisa impressionante sobre o corno, e também tem passagem pelos dez mandamentos, é o nono mandamento, que diz: Não Cobiçarás a Mulher do Próximo! Nesse caso existem dois poréns: o homem do próximo ou da próxima pode? Ou ainda: e depois do próximo? Quer dizer alguém mais distante, de outra rua ou outro bairro, pode? Nessas alturas do século XXI, o corno é somente masculino?

Pois bem, passados os anos as coisas foram evoluindo e os casos de infidelidade foram se alastrando mundo afora.

Até na recente proposta de reforma do estado brasileiro, o ministro Guedes, implicitamente quer tentar reduzir o número de cornos, que não para de crescer em PG, extinguindo alguns municípios com menos de 5.000 habitantes. Isso quer dizer menos vereadores e outros políticos.

Os Tipos de Corno relacionados pelos mais renomados especialistas no assunto são os seguintes:

  • Corno Amnésia – quando bebe esquece que é corno;
  • Corno Ateu – leva chifre e não acredita;
  • Corno Atrevido – se mete na conversa da mulher com o Ricardão;
  • Corno Banana – a mulher vai embora e deixa uma penca de filhos;
  • Corno Brahma – pensa que é o número 1;
  • Corno Brincalhão – leva chifre o ano inteiro e no carnaval sai fantasiado de Ricardão;
  • Corno Camarada – empresta dinheiro para o Ricardão;
  • Corno Churrasco – põe a mão no fogo pela mulher;
  • Corno Cigano – toda vez que leva chifre, muda de bairro e diz para os vizinhos que veio de outra cidade;
  • Corno Combo – além de corno, é baitola;
  • Corno 120 – quando pega a mulher fazendo 69 com o Ricardão, vai para o bar tomar uma 51;
  • Corno Denorex – aquele que não parece, mas é;
  • Corno Desinformado – só ele é que não sabe;
  • Corno Educado – nunca deixa de cumprimentar o Ricardão;
  • Corno Elétrico – quando você diz que ele está sendo chifrado, ele responde “tô ligado…”;
  • Corno Família – leva chifre de parente;
  • Corno Famoso – por onde passa‚ é reconhecido como tal;
  • Corno Flanelinha – fica esperando na rua, olhando o carro do ricardão;
  • Corno Fracassado – é doido para ser corno mas a mulher não ajuda;
  • Corno Geladeira – leva chifre, mas nem esquenta;
  • Corno Hereditário – a tradição de ser corno passa de pai para filho;
  • Corno Importado – o Ricardão é de outro país;
  • Corno Leão – declara o Ricardão como dependente no imposto de renda;
  • Corno Olímpico – quando chega cedo em casa promove corrida de homem pelado;
  • Corno Papai Noel – vai embora, mas depois acaba voltando por causa das crianças;
  • Corno Político – sempre promete “eu vou matar esse cara!”, mas nunca cumpre;
  • Corno Prevenido – liga para a esposa antes de ir para casa;
  • Corno Repetente – até troca de mulher, mas continua sendo corno;
  • Corno Sete de Setembro – aquele que a mulher só dá bandeira;
  • Corno Socialista ou petista – aquele que não se importa em dividir com os outros;
  • Corno Teimoso – leva chifre da mulher e da amante;
  • Corno Vingativo – quando descobre que é corno vai para a rua dar para o primeiro que aparecer;

Além desses chifrudos, todos são unânimes em afirmar que o mais famoso é o corno manso, aquele que adora ver sua mulher em ação… com o Ricardão!

Tem até um caso de um corno que subiu num prédio pra suicidar e mudou de ideia quando sua mulher gritou lá de baixo: Ô Mané, eu coloquei foi chifre em você, num foi asa não!!!

Pra concluir pense nisso: “Coloque isso na sua cabeça: chifre é igual caixão, um dia você vai ter o seu…”

A caneta azul

A escrita foi uma das mais importantes descobertas do homem. Contudo, para a aplicação desse grande avanço, era necessária a criação de certos instrumentos.

Lógico que a roda também foi importante, a eletricidade, a internet, a Netflix e viajar de primeira classe…

Na escrita cuneiforme, tipo criado pelos babilônicos, eram utilizados pedaços pontiagudos de madeira ou ossos para traçar os escritos, marcando permanentemente o bloco de argila onde eram feitos.

Durante muitos anos, as penas de ganso foram utilizadas para a escrita. Somente no final do século XVIII é que surgiu a ideia de substituir tal instrumento por um objeto manufaturado. Assim, foram criadas as penas de metal, as quais obtiveram relativo sucesso, na época, embora as penas de aves continuassem a ser usadas.

Durante o século XIX, vários estudiosos (tenho certeza que Leonardo Da Vinci bem antes já tinha pensado nisso) tentaram desenvolver uma espécie de caneta com tinta em seu interior, o que chamamos hoje de caneta-tinteiro. Em 1884, Lewis E. Waterman patenteou tal invenção.

As canetas esferográficas, principal modelo usado atualmente, surgiram em 1937 por meio do húngaro Lásló Bíró, o qual se baseou em uma caneta que não borrava e cuja tinta não secava no depósito, como fazia a velha caneta-tinteiro.

Vendo o fato de tais canetas serem mais resistentes que as convencionais e funcionarem em grandes altitudes, onde há menos pressão, o governo britânico comprou os direitos da caneta patenteada para que pudesse ser utilizada pela tripulação da Força Aérea Real. Assim, a caneta Biro ganhou grande notoriedade, já que era grandemente empregada pelos militares britânicos na Segunda Guerra Mundial.

Na Europa, as primeiras canetas esferográficas acessíveis foram produzidas em 1945, por Marcel Bich, cujo mérito foi o do desenvolvimento de um processo industrial de fabricação que reduzia significativamente o custo das canetas por unidade. Em 1949, essas canetas foram lançadas comercialmente sob o nome “Bic”, uma abreviação do seu sobrenome, e que era fácil de lembrar pelo público. Dez anos mais tarde, as primeiras canetas “Bic” eram lançadas no mercado norte-americano.”

O problema maior é que tempos passados surgiram pessoas do nível de um Gilmar ou “soltador mor de ricos e malfeitores”. Para dar sequência aos seu maléficos intentos, essa doença que assola o sistema judiciário terceiro e quarto mundista, usa e abusa de canetas. No caso em lide, data máxima vênia, da caneta azul.

O caso mais recente é o do Garotinho e da Rosinha, duas coisinhas oriundas dos Campos de Goitacazes, ex-governadores do ex-estado da união e atual estado de sítio: o Rio de Janeiro. Nunca ficam presos por mais de 24h.

Hoje em dia, em qualquer lugar do Brasil onde exista uma mísera caneta azul, quem se apresentar como ex-governador do Rio de Janeiro é considerado no mínimo suspeito de alguma coisa contra o povo e o patrimônio público.

Um cidadão que não sabe escrever, lê mais não entende e que baba ao tentar articular alguns fonemas básicos da língua pátria, usa e abusa da canetada azul. Seus habeas corpus são julgados de forma rápida e geralmente a favor quando todo mundo reclama da morosidade da justiça. Nesse caso a justiça é cega mas veloz. Dizem que tem togado com asinhas nos calcanhares, assim como Mercúrio. Isso é o que eu chamo de avacalhar com a mitologia grega…

O caboclo que elaborou essa belezura de canção, caneta azul, azul caneta, já está sendo plagiado pelo próprio ex-(futuro)presidiário com a versão: “caneta vermelha, vermelha caneta, vermelha é comuna e também a cor do capeta”

O 03 tá propondo o retorno do AI-5 e logo apareceram vários defensores do retorno do Jedi e tudo acabou virando uma nova versão de Guerra das Estrelas ou Dança dos Famosos(!).

Dizem que estão jogando petróleo bruto venezuelano na costa do nordeste. É mentira! Logo no nordeste onde os governadores não aceitam nada que o Bolsonaro assina com sua caneta azul?

Isso é coisa da extrema direita ou excesso de produção da usina de Pernambuco (Abreu e Lima) inacabada que vazou da Transposição do Rio São Francisco e foi parar lá na Ilha de Fernão de Noronha, só pra sacanear o Luciano Hulk e sua pousada construída em área de preservação permanente.

Essa desgraça da caneta azul pelo menos arrefeceu o quem eu quero não me quer de outra aberração sertaneja…

Acho melhor escrever a lápis!

O combo

Acredito piamente que uma das coisas boas da vida é comer um sanduiche, principalmente, na hora do rango.

Na minha opinião um dos melhores sanduiches é o misto quente, que quando não tem o presunto vira queijo quente. Porém, pra ser bom, o pão de forma também tem que ser bom.

O de queijo minas derretido na chapa ou na frigideira mais pão de sal ou pão francês (sem o Macron e, logicamente, sem a mulher dele), deve ser preparado com bastante queijo e o pão pode ser até dormido, desde que tostado na manteiga.

Antigamente, as lanchonetes faziam vários tipos de sandubas, tipo Bauru (o Bauru é um sanduíche brasileiro inventado por Casimiro Pinto Neto, que nasceu na cidade de Bauru, o que deu nome ao lanche. A receita consiste em um pão francês com rosbife, fatias de tomate, picles e uma mistura de queijos derretidos em banho-maria. Hoje, há variações do famoso sanduíche feito com queijo, presunto e tomate), Beirute (apesar de ter o nome da capital do Líbano, o Beirute não foi criado no país árabe, mas em São Paulo, com a imigração libanesa. Diferentemente da maioria dos outros sanduíches, ele é feito com pão sírio e leva ingredientes parecidos com os demais lanches. Em geral, os itens mais presentes nos beirutes feitos em diferentes partes do país, são pão sírio, rosbife (que pode ser substituído por lagarto fatiado ou presunto), alface, tomate, queijo e ovo frito) e Americano (o americano não foi criado nos Estados Unidos, o sanduíche é uma espécie de evolução do misto, criado nos anos 40, por uma lanchonete paulista. Além do presunto e do queijo, foram adicionados à receita alface, ovo frito e bacon. O nome “americano” foi escolhido devido aos dois últimos ingredientes, muito comuns no país. Com o tempo, o bacon parou de ser usado, mas a nomenclatura ficou). Nessas alturas do rango, ainda, tem o cachorro quente e o tradicional hambúrguer. Eu acrescento no pão com linguiça (que tinha um ótimo na BR 040 do lado do antigo Viaduto das Almas), o pão francês com queijo minas na chapa, e pra fechar com chave de ouro, o brioche com lombinho canadense e queijo derretido da Casa do Alemão.

Pois bem, como o brasileiro é muito criativo mas continua votando muito mal (deputado, senadores e vereadores), inventou o tal do combo que nada mais é que um sanduba com batata frita e um refri. Fica mais barato do que pedir separadamente e hoje existem várias combinações. Tem lugar que, além do combo, oferece porções extras de bacon, ovos, saladas e queijos, logicamente, com você pagando mais.

Um dos sandubas que tenho apreciado muito é o do Madero (hamburger de Angus alto e ao ponto, queijo, muito bacon crocante e salada). Tudo isso no pão de sal redondo!!!

O problema dos combos é quando você vai votar num presidente e por ser um combo eleitoral (não confunda com tombo imoral), você acaba levando um ministrozinho do supremo de mau gosto. Eu votei no senil do FHC e acabei trazendo o beiçola, digo, o Gilmar pra dentro do gramado jurisdiquês rebuscado.

Quem comprou o combo do PT (pão sem trigo e com salame ou “mortandela”, como diz o presidiário) acabou trazendo o amigo do amigo do seu pai ou o Capitão Cueca mais Gleisi, Delubio, Vacari, etc. O combo do Marajá das Alagoas, além de indigesto e pernóstico, ainda, veio acompanhado nada mais nada menos de Marco Aurélio e a Casa (mal assombrada) da Dinda, fora o vice e o combo do pão de queijo…

Então você, pra matar a fome, vai de poste sem lâmpada e acaba ficando de Temer, o mordomo do vampiro que vem com o combo: Angorá, Primo e Caju.

Continuando, não fica triste não…  Já que tem combo pra todo gosto, pois quem votou no Bolsonaro, levou logo três combos: o 01, o 02 e o 03…

Isso é que dá comer fora de casa todo dia: a gente acaba ingerindo porcaria como esse congresso atual. Cê compra um deputado, digo, você vota num combo puto, ou melhor, nem sei mais em quem votei e depois esses merdas se juntam pra aumentar nosso sacrifício diário.

Sair de casa todo dia e ter que matar um leão é phoda, com esses caras xiitas do meio ambiente pra perturbar quem tá quieto. No Brasil, nem leão tem, ou seja: tem o leão da receita que agora com essa tecnologia toda vem com o combo do rastreamento do CPF…

De repente, você que já sabe alguns dos ingredientes principais vai se dar melhor fazendo seu combo em casa. Sai mais barato, dá pra repetir, o banheiro tá perto e na eleição é melhor saber quem eles vão colocar no STF (sanduiche turbinado fedorento).

NA = faltou o mascote, famoso pão de sal com filé mignon e o Cervantes, no Rio, tem algumas variações com fatias de abacaxi que não precisam de combo…

Pop in Rio

https://www.facebook.com/supermercadogiripao/

Quando o Medina surgiu com a ideia do Rock in Rio e a concretizou, muita gente achou que ele estava delirando, mesmo por que naqueles idos já tínhamos o Eike Batista se bilionarizando a mais de mil por hora e outros brasileiros como o Lemann, Telles, Safra e Sicupira na lista Forbes das grandes fortunas mundiais.

Mesmo assim, o cara, descolou uma área perdida na Zona Oeste do Rio (Barra da Tijuca) e conseguiu seus sonhados intentos, realizando o que viria a ser o maior encontro de rock mundial.

Bandas famosas se apresentaram por aqui em shows memoráveis, e até bandas nacionais se reinventaram com performances de primeiro mundo, como foi o caso da Capital Inicial.

O problema, esse é o problema, é que as coisas foram evoluindo, o dinheiro foi se multiplicando, a marca viralizou, tornou-se grife, foi exportada (Portugal virou freguês), o local virou um rockodrómo, só que os estilos musicais já não são mais o velho e bom rock’n’ roll (balançar e rolar).

Lembro muito bem que numa noite de rock pesado ou heave metal, daquelas bandas como AC DC e Iron Maiden, misturaram o sonzinho enjoadinho do baiano Carlinhos Brown, em 2001. Foi um massacre.

O local tava lotado de metaleiros e colocaram na abertura de bandas extremamente radicais de som pesado, esse cidadão do axé. Até ovo ele levou e pelo jeito ainda não aprendeu, apesar de conviver com o Arnaldo Antunes.

Pois bem, nisso os organizadores resolveram mesclar um monte de gente, que na minha modesta opinião de roqueiro desde Bill Halley e seus cometas, passando por Beatles e Rolling Stones, e tudo mais que surgiu, a coisa virou um circo, a coisa degringolou. É como misturar alhos com bugalhos em frangalhos e ca%¨&ra#lhos!!!

Eu não tenho nada contra axé music ou Gil e Caetano, apesar de achar que a tropicalismo na verdade é melhor com o Jorge Mautner e o Tom Zé, porém colocar essa gente no meio de verdadeiras lendas do rock mundial, bandas formadas por músicos altamente qualificados intercalados com músicos de barzinho…

O rock é tão adorado, é tão respeitado que recentemente um cidadão que comprou um ingresso pro Iron no dia 4/10 justamente no dia do seu casamento, tá oferecendo de graça pra quem quiser ir no lugar dele. A igreja fica em Jardim Camburi e a noiva se chama Andréa… Tá tudo organizado e quitado. Só chegar e casar…

Agora vem uns caras e começam a bagunçar com vida de nós pobres rockeiros e/ou bluezeiros, chamando verdadeiras aberrações pra cantar e tocar em templos de rock.

Alcione, Elza Soares e Ivete Sangalo. Chama o Kid Abelha (com a Paulinha, inclusive), mas não me chame o Chicletes com Banana! Ajuda nóis aê broder!!!

Por que não o Cachorro Grande, banda gaúcha de rock de primeira e com vários discos de categoria?

A tchurminha do Rio fica muito ligada no bairrismo e socando Michel Teló, Luan Santana e outras pragas da sofrência, sem fim e sem noção de quem compra esse tipo de produto. Depois quer falar mal do STF (serviços trambicados falsos), quer meter o pau no Alcolumbre, só por que ele prefere ficar do lado do Renan Pentelho Implantado Na Cabeça Chata.

É por essas e por outras que o Brasil nunca irá pra frente. Não tem como ir, pois quando tem oportunidade caga na retranca.

Vou dar uma ideia: façam um Pop In Rio só com essas figuras grudentas da música pobre brasileira e essas porcarias internacionais que tocam nas novelas ou esses despacitos  rebolantes. Vê se vai dar Ibope.

Só falta chamar o Roberto Carlos, o Júlio Iglesias, a Anita e a Celine Dion…

Ô Medina… para com isso caboclo!

Vale dos vinhedos

O vinho, de uns tempos pra cá, no Brasil, tornou-se objeto de desejo da grande maioria das pessoas que apreciam uma bebida bonita e com teor alcoólico moderado.

Essa mudança de hábito das pessoas foi acontecendo sem alarde; foi a propaganda de boca a boca e, principalmente, pelo fato do vinho poder ser ingerido em quaisquer circunstâncias. Outras bebidas geralmente não vão bem com refeições.

De repente nos supermercados apareceram setores só de vinhos. Delicatessens sugiram aos montes com guloseimas importadas e muito vinho. Clube de vinho é outra novidade, que veio pra ficar, como é o caso da Wine, criação do Rogério Salume, com base na cidade de Serra, no Espírito Santo.

Pois bem, nesse ínterim, o vinho, que faz o caboclo falar a verdade (in vino veritas), além de colocar a sua pessoa num patamar elevado com aquele élan prazeroso e duradouro, passou a fazer parte do papo onde são muitas e boas histórias sobre os vinhos.

Uma dessas histórias é o terroir, região onde se colhem as uvas e todo o procedimento de plantio das vinhas, suas centenas de espécies e logicamente de sabores, aromas, tonéis de guarda, taças, safras, cores e teores alcoólicos.

Tive o prazer de conhecer algumas vinícolas, como a Fundação Eugênio de Almeida, Região do Alentejo, Évora e depósitos de vinhos do porto em Vila Nova de Gaia. Só de estar nesses lugares já te deixa inebriado.

Um belo dia fomos parar em Montevidéu quando conheci o tinto da uva Tanat, na bodega Bouza. Pequena porém com vinhos de alta qualidade. Só a degustação já vale a visita.

Outros locais incríveis e belos pra tomar vinho, harmonizar com pratos saborosos e muita gente bonita são Mendoza, Argentina e Santiago, Chile.

Quem mora em São Paulo é um pulo. Dá pra passar um fim de semana nos vinhedos ao lado da Cordilheira dos Andes, que irriga as vinícolas de forma fundamental para que as uvas sejam de primeira qualidade. Em Mendoza, a uva principal e a minha favorita, é a Malbec e, em Santiago, a uva principal é a Carmenère.

O nível que essas cidades chegaram na produção e distribuição de vinhos de alto padrão só dá pra mensurar indo direto na fonte. São Famílias tradicionais e tem mulheres chefiando algumas bodegas que se tornaram grife, como a Suzana Balbo e a Érica Goulart.

Então você toma uma golada de belo Malbec argentino, vira de frente pra mim e pergunta: E o vinho brasileiro, onde entra nessa história?

Só tem um jeito de responder satisfatoriamente e com agradável surpresa: vá ao Rio Grande do Sul, guri, mais precisamente no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves, tchê.

Foi o que fizemos: eu e minha companheira inseparável de viagens e outras aventuras. Fomos pra uma pousada dentro de uma vinícola, que não deixa nada a desejar pra’s de Mendoza e Santiago: Casa Valduga!

Vale dos Vinhedos é muito bom. A rua principal ou estrada é em pedra com vinícolas dos dois lados, a perder de vista. Alma Única, Barcarolla, Miolo, etc.

Todas as bodegas possuem degustação, outras ainda tem restaurantes típicos, passeios a cavalo ou de bike e muito, muito vinho e também espumantes, considerados os melhores do mundo. Principalmente os de Garibaldi.

Acabei comprando algumas caixas e despachando pra Bicas. As uvas que mais se dão bem no sul são as Cabernet Sauvingnon, as Merlot e as Shiraz.

O terroir nacional é fantástico, os tonéis de carvalho, armazenados em porões centenários e os vinhedos muito bem cuidados, simétricos.

No meio disso tudo, por grande influência das colonizações alemã, italiana e portuguesa, ainda, tem as comidas típicas de deixar o caboclo sem respiração e sem pressa, pois, como disse alguém aqui pro’s lados de Tiradentes, a pressa é inimiga da refeição!

Saúde!