Faleceu Carlos!
Prematuramente.
Mesmo tendo cumprido linda trajetória existencial (familiar, profissional, social, cristã e outras) prematuro porque era organizado, sóbrio, sereno, comedido, amoroso, saudável e tantas outras referências virtuosas.
A família Veiga e a família Ramos sempre mantiveram e conservam laços de extrema amizade e entrelaçamento.
Nosso jornalista foi um desses robustos sustentáculos.
Viveu intensa e mesclada relação com meu pai Nelson no “O Município” e no Rotary, realizando ali ações de envergadura máxima. Amigo de minha mãe, meu amigo e de meus irmãos.
Parafraseando uma de suas ações maiores, teria matéria para escrever um livro só relatando sua vida meritória.
Objetivo aqui, substantivo réquiem, e conclamar todos, em especial autoridades constituídas, para realizar homenagem justa e adequada ao cidadão arquétipo e personalidade impar a quem Bicas muito ficou devendo.
Sua referência terrena não se restringe apenas à memória e ao pranteamento dos amigos.
Carlos foi homem cívico. Muito ajudou a cidade. Prioritariamente foi a memória viva das Taboas. Escreveu o livro memorial. Foi arauto da criação do Instituto Histórico.
A História não pode prescindir do historiador.
Familiares e amigos possam acolher nossa solidária dor.
Carlos morreu?
Que viva Carlos!
Dirceu de Souza Ramos