Os dados publicados no obituário são gentilmente cedidos pelo Cartório de Paz e Registro Civil da Comarca de Bicas ou enviados para o e-mail do jornal pelos familiares.

JOSÉ ROQUE

Faleceu dia 30 de setembro em Juiz de Fora, onde residia, aos 83 anos. Natural de Guarará, mas biquense de coração, filho de D. Ana Alves da Conceição Roque e Manoel Roque, irmão de Glorinha, Arthurzinho, Carlinhos, Paulinho (já falecidos) e Gracinha Roque, residente em Juiz de Fora. Deixou quatro filhos: Adriana e Marcelo com Marília Sacramento Roque e Elizabeth e Igor com Maria Cristina Ciampi Matos.

Passou sua infância e juventude em nossa cidade, onde desfrutava de muitas amizades. Grande artista da Ópera, O MUNICÍPIO noticiou, em 02 de setembro de 1956, sua estreia em Juiz de Fora:

Nota do Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Comunicamos com pesar o falecimento de José Roque, funcionário aposentado, barítono do Coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.                           

José Roque ingressou no Coro do TMRJ nos anos 60. Logo sua bela voz de barítono se fez notar e começou a ser escalado para pequenos papéis em óperas. Numa época em que barítonos como Paulo Fortes, Lourival Braga, Fernando Teixeira e Nelson Portella dividiam os principais papéis no palco do TM, não foi fácil para Roque conquistar o seu lugar ao sol. Mas não desistiu e, pouco a pouco, com determinação, profissionalismo e sólida preparação, foi conseguindo oportunidades em personagens mais importantes como Schaunard em ‘La Bohème’ e Silvio em ‘Pagliacci’. A consagração definitiva veio em 1979, quando substituiu o italiano Benito Di Bella interpretando o Conde di Luna em uma edição de ‘Il Trovatore’ que contava com grandes nomes internacionais da época, como GhenaDimitrova.  A partir daí abriram-se as portas do “grande repertório” para José Roque: Amonasro em ‘Aida’, Albert em ‘Werther’, Figaro em ‘Il Barbiere diSiviglia’, o papel-título em ‘Nabucco’, além de temporadas posteriores do ‘Trovatore’. Participou de temporadas em outros teatros brasileiros nos quais se destacou em personagens como Iberê em ‘LoSchiavo’ ou Giacomo em ‘Giovanna d’Arco’.Após quase 40 anos como integrante do nosso Coro, o barítono aposentou-se no início dos anos 2000.

O colunista do jornal O MUNICÍPIO, Vasco Teixeira, homenageou-o com uma crônica:

Talento e Paciência

Já na hora do almoço, meu irmão mais velho chegou à mesa, ainda com cara de sono. Minha mãe pespegou: “Pelo jeito a serenata de ontem rendeu… Você chegou com o dia clareando?” João Lúcio contou que foi a melhor que sua turma fez, pois teve o reforço do amigo José Roque. Minha mãe parou os afazeres, colocou os cotovelos sobre a mesa, pedindo mais detalhes…

Ontem, nos deixou José Roque, mais um grande artista biquense se foi. Com uma voz aveludada, foi barítono do principal elenco do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. E olha que quando José chegou por lá, quem era o titular se chamava Paulo Fortes, um barítono respeitado no mundo inteiro, na música erudita.

José Roque, com paciência e técnica, logo foi chamando a atenção do mundo das óperas… Começou com pequenas participações, sempre elogiado pelos colegas, até que um dia substituiu um titular.

Foi quando nunca mais deixou de marcar presença nas grandes óperas daquele palco… João Lúcio contou que: ele, Rubinho, Joel e Renê tiveram a honra de receber na serenata daquela noite, José Roque, que com sua voz espetacular, cantou na janela da casa de Maria dos Anjos “A noite de meu Bem”.

Fez tanto sucesso que até os pais da moça saíram para cumprimentá-lo. Naquele tempo serenata era com “S” maiúsculo… Bicas retribuindo gratidão.

GUSTAVO TEIXEIRA MARCIANO faleceu dia 25 de setembro, aos 31 anos. Natural de Bicas. Filho de Rosângela Aparecida Marciano Almeida, residia na Rua Santo Antônio, em Bicas. Sepultado em Bicas.

FRANCISCO REIS BERTO DA SILVA JUNIOR faleceu dia 21 de setembro aos 39 anos. Natural de Faria Lemos. Filho de Vera Lúcia Damasceno Silva e Francisco Reis Berto da Silva, residia em Bicas. Sepultado em Bicas.

ZULMIRA RIBEIRO DA SILVA faleceu dia 20 de setembro, aos 78 anos. Natural de Bicas. Filha de Maria Clara de Jesus e Idelfonso Ribeiro, residia na Rua Prefeito Homero José Matos de Souza, em Bicas. Sepultada em Bicas.

FRANCISCO MACENA faleceu dia 19 de setembro, aos 79 anos. Natural de Maripá de Minas. Filho de Antonieta Sinta e Manoel Macena, residia no Bairro Gilson Lamha, em Bicas. Sepultado em Bicas.

IRIS DE OLIVEIRA FAUSTINO faleceu dia 12 de setembro, aos 81 anos. Natural de Bicas. Filha de Cecília Pires de Oliveira e Francisco Ribeiro de Oliveira, residia na Rua Santa Tereza, em Bicas. Sepultada em Bicas.